ESPIRITUALIDADE, DOZE PASSOS, REFLEXÕES DIÁRIAS, TEMAS SÔBRE DEPENDÊNCIA QUÍMICA

espiritualidade, dependência química, Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, Alateen, Alanon, saúde física e mental, lazer, curiosidades, doze passos, passagens da bíblia, notícias, clínicas de recuperação. Espero com essas matérias, estar colaborando com alguém, em algum lugar, em algum momento de sua vida.

domingo, 4 de novembro de 2007

Termos bíblicos e seus personagens

ABRAÃO:

Entre os descendentes de Set, Abraão, nascido em Ur, foi escolhido por Deus para estabelecer o povo de onde nasceria o redentor. Abrasão obedeceu a Deus com prontidão e emigrou da Mesopotâmia com sua família e a de seu sobrinho Lot e se estabeleceu em Canaã. Mais tarde, quando regressava triunfante, foi abençoado por Melquisabel, o Rei sacerdote de Salem, cujo sacrifício do pão e vinho prefigura a Sagrada Eucaristia instituída por Cristo Deus fez um pacto com Abraão, prometendo-lhe uma posteridade numerosa. Ele havia de possuir Canaã e predisse-lhe o nascimento de Isaac. Deus escutou a defesa que Abraão fez dos habitantes da iníqüa Sodoma, mas destruiu a cidade juntamente com Gomorra, perdoando então, só a Lot e suas duas filhas. A piedade e obediência de Abraão suportaram provas heróicas. Expulsou Agar e Ismael, seu primeiro filho, para pôr a SALVO A HERANÇA DE Isaac, e quando Deus pôs a prova sua fé, ordenando-lhe sacrificar Isaac, esteve a ponto de fazê-lo. Sendo já de avançada idade, enviou o seu mordomo à Mesopotâmia, em busca de uma esposa para seu filho Isaac. Este casou-se, então, com Rebeca, de quem veio a Ter dois filhos gêmeos, Esaú e Jacó.

Absinto. Erva da Palestina, muito amargosa, usada como símbolo na bíblia para dar uma idéia viva de amargura, como na nossa expressão “amargo como o fel.” Se estende ainda à infelicidade, decepção, aflição, punição, julgamento, tristeza.

Adivinhação. Tentativa de descobrir fatos desconhecidos mediante o auxílio expresso ou disfarçado dos espíritos maus.

Agricultura. Era a base da economia da sociedade mosaica. A agricultura ocupa lugar de destaque nas narrativas bíblicas sobre Adão, Caim, Noé, Isaac e Jacó. Muito progrediu a agricultura de Jacó até Josué, provavelmente como resultado das fomes cruéis que experimentaram e pelas lições recebidas no Egito. O dito “a terra é minha, e de Deus, fez da agricultura a base das relações teocráticas; sua aplicação vinha no ano jubilar, quando a terra voltava a seu primitivo dono. O profeta Isaias lamentou aqueles que resistiram a observância desta lei. As abundantes reservas florestais que em mui pouco tempo passaram a importar tanto as madeiras como os operários que nelas trabalhassem. Quando delas necessitavam numa emergência ou para um holocausto, deviam recorrer a fontes extraordinárias que são mencionadas com freqüência. Parece que as chuvas eram copiosas nos primeiros tempos. Embora os métodos egípcios de irrigação sejam mencionados desde o início. há também freqüentes referências às chuvas temporais e seródias; referências a colheitas específicas indicam que as espécies de trigo, cevada, uva, azeitona e figos prevaleciam. Era proibido semear um campo com diferentes sementes. A irrigação, a grade e o arado eram bem conhecidos aos israelitas. Encontram-se freqüentes menções de seu uso. O uso de fertilizantes se conclui de expressões correntes. Os vinhedos eram ordinariamente cercados por um muro e tinham uma torre para guarda além de outros edifícios. Na colheita do grão, estendiam-no na eira, e o método para separar da palha era fazer os bois andarem sobre ele. Às vezes, batiam o grão com varas. O ventilabro (grande abanador) era outro instrumento muito comum na debulha. Os rendeiros deviam pagar uma importância fixa, ou uma parte estipulada dos frutos, em geral a metade ou um terço. Um visitante podia comer dos frutos do lugar por onde passasse, mas não podia carregá-los. Os pobres tinham certos direitos sobre a terra, como o de respigar, - apanhar as espigas deixadas pelos segadores -, que parece Ter sido um dos mais importantes, um outro era o direito a um dos cantos do campo que não devia ser ceifado justamente para que os pobres dele se aproveitassem. A tradição garantia a observância destas leis, embora os pobres em Israel nunca tivessem sido muito numerosos. Além destas leis, parece que cada três anos um segundo dízimo era pago para os pobres.

Água.
01- Todas as fontes e cursos d’água, desde a criação e separação entre mares e terras, até rios, fontes e poços. O calor no oriente depende muito da quantidade de água e na sêca a desgraça é enorme. A falta de água e a água não-potável se considera o maior dos males. A falta de água é um símbolo de necessidade espiritual, ao passo que sua presença significa refrigério e bênção. A água era apanhada pelas mulheres, assim à vista de um homem levando um pote de água era tão estranho que os discípulos enviados por Cristo para providenciar a ceia pascal, facilmente reconheceram o homem que estavam procurando.
02- Água de Aflição. Escassez de água ocasionada por um castigo.
03- Água Viva. Água corrente, nascente, não estagnada, fresca e pura.
04- Água de Separação. Também chamada água de (ou para) impureza, usada para se retirar as impurezas no rito da purificação.
05- Denominação de águas usadas em cerimônias: água batismal, água benta, água pascal, água no vinho.

Alexandre Magno. Célebre Rei da Macedônia. Aparece na profecia de Daniel simbolizado pelo leopardo de quatro azas e pelo bode de um chifre que ataca e vence o carneiro. Seu império estava representado na estátua do sonho de Nabucodonosor pelo “ventre de cobre”. depois de derrotar Dario, assolou a Síria e enquanto sitiava Tiro, escreveu ao sumo sacerdote Jano exigindo submissão. A sua recusa, marchou contra Jerusalém, mas foi apaziguado pelo sumo sacerdote que lhe saiu ao encontro.

Alexandria. Célebre cidade do Egito fundada por Alexandre Magno em 322 aC. no lugar da Aldeia de Racotis e transformada em capital do Egito sob os ptolomeus. Seu nome não aparece no texto original da Bíblia. Entretanto, na vulgata e nas traduções que dela dependem ocorre em três lugares, onde aparece em lugar do hebraico no Amon, que propriamente é a cidade egípcia de Tebas. São Marcos que foi martirizado em Alexandria em 74 dC. é tido como o fundador de uma comunidade cristã ali, e a liturgia usada no patriarcado de Alexandria tomou seu nome. Esta Igreja apostólica, um dos grandes patriarcas, separou-se de Roma pelo cisma dos monofistas e dos ortodoxos. Há presentemente três patriarcados em Alexandria, dois chefiando as igrejas dissidentes e um com jurisdição sobre os coptas católicos; cf. Igreja oriental. O patriarcado melquita de Antióquia tem também o título de patriarca de Alexandria, com jurisdição sobre os católicos bizantinos que governa por meio de um vigário. Um patriarca de Alexandria de rito latino reside em Roma, mas seu título é puramente honorífico. Em Alexandria, foi feita a mais célebre das versões gregas da Bíblia na antigüidade, a versão dos setentas. Teve Alexandria uma colônia judaica muito próspera, e foi centro cultural famoso por suas escolas, seu museu e sua biblioteca de 400.000 ou 700.000 volumes. Entre as escolas de Alexandria não podemos esquecer a escola exegética chamada didascália que foi a primeira escola cristã, e berço do ensino científico da teologia e germem das faculdades e universidades que floresceram mais tarde no mundo católico. Entre seus mestres se encontra Orígenes, cujo gênio é ainda hoje admirado. Pendia para a interpretação alegórica da Sagrada Escritura.

Alfa e Ômega. A expressão “sou alfa e ômega” (apoc. I.2;21.6;22.13), refere-se ao verdadeiro Deus, começo e fim de todas as coisas. No contexto, refere-se especialmente a Cristo que virá outra vez para julgar os vivos e os mortos.

Allan Kardec. Seu verdadeiro nome é Hippolyte Léons Denizaro Rivail. Nasceu em Lião, França em 1803. É o verdadeiro pai e fundador do espiritismo, uma vez que codificou e sistematizou a doutrina espírita, que desde o tempo de suas inventoras, as irmãs Catarina (Katie) e Margarida (Maggie) Fox, não passava de um acervo desordenado de afirmações.
Allan Kardec, desde o tempo de estudante, manifestou sempre grande predileção pelo maravilhoso e surpreendente. Não era pois para se admirar que se entregasse com tanto entusiasmo ao estudo dos fenômenos espíritas, tornando-se, deste modo, seu principal propagador.

Alma. É o princípio vital que pode ser de três espécies ou graus: 01) – da vida vegetativa (plantas); 02) – da vida sensitiva (brutos); 03) – da vida espiritual (homens). Como cada grau superior supõe o inferior, a alma humana tem os três graus como um único princípio, de onde a unidade vital do ser humano. A alma humana é racional, espiritual e imortal, não deriva dos pais por geração nem transmissão, mas é criada diretamente por Deus, que infunde, no corpo humano, ainda no seio materno, provavelmente no momento da concepção. A alma e o corpo, no homem, são tão unidos em uma só natureza e pessoa que se diz ser ela a forma substancial do corpo. Como princípio vital, é ela que faz o corpo ser o que é essencialmente: um corpo humano.

Amém. Propriamente é um adjetivo verbal hebraico e significa fiel, certo. Era muito usado como partícula para significar o assentimento às palavras do interlocutor, e, principalmente, no fim das orações quando um rezava em nome de todos. Nosso Senhor usou essa palavra adverbialmente para dar ênfase a alguma frase, quase como quem diz: “sem a menor sombra de dúvida, vos digo...” Em português costuma-se traduzir por “na verdade”.

Amor. A vontade de Deus em ação. A própria natureza de Deus é o amor. A pessoa do Espírito Santo, procendendo do Pai e do Filho é Seu amor mútuo, incriado, infinito e pessoal. Deus ama a cada cousa que criou. Provou Seu amor para com os homens especialmente quando enviou Seu próprio Filho para efetuar a redenção da humanidade pela Sua Paixão e morte, e quando derramou Seu próprio espírito de amor nos corações dos homens. O ideal supremo para o homem deve ser amar a Deus com todo o seu ser e por Seu amor, amar também ao próximo. Declarou Jesus, na noite anterior a Sua morte, que esse amor seria a característica de Seus seguidores, nele incluindo os estrangeiros e os inimigos. Descreve São Paulo o verdadeiro amor cristão em seu hino sobre a caridade. É a mais alta das virtudes teológicas. Em sua impressionante descrição do juízo final, Nosso Senhor apresenta a caridade como norma pela qual seremos julgados e diz que o que tivermos feito ao menor de nossos semelhantes é como se tivéssemos feito diretamente a Ele.

Amuleto. Objeto que os supersticiosos consideram como preservativo contra perigos, desgraças, e em especial, malefícios ou feitiçarias.
Há uma diferença essencial entre o uso de amuletos pelos supersticiosos e o uso de medalhas, relíquias, etc, pelos católicos, pois aqueles emprestam aos objetos uma virtude mágica, pela qual teriam esses objetos o poder de produzir efeitos quais os indicados pela superstição, ao passo que os católicos sabem que tudo e qualquer efeito benéfico deve se atribuir diretamente a Deus, as medalhas, etc. que usam têm apenas a utilidade de lhes suscitar bons sentimentos pela lembrança de algum santo.

André. Um dos 12 apóstolos, oriundo de Betsaida, filho de Jonas e irmão de Simão Pedro. Foi discípulo de São João Batista, por indicação deste, passou a seguir a Jesus de quem se fez um dos primeiros discípulos. Foi ele quem levou seu irmão Pedro a Jesus. Estiveram ambos presentes ao primeiro milagre de Jesus em Caná, de onde voltaram a suas ocupações de pescadores. Foi em meio a essas labutas que Nosso Senhor os chamou para que se fizessem pescadores de homens. Foi santo André quem deu a Jesus os cinco pães e os dois peixes com que alimentou a multidão. Aparece ainda introduzindo a Jesus alguns pagãos trazidos por Filipe e perguntando quando seria a destruição do templo.
Euzébio o mais antigo historiador da Igreja diz que pregou na Grécia e foi crucificado na Acáia. Segundo os atos dos mártires, a cruz em que foi crucificado tinha a forma da letra X. É o padroeiro da Rússia, Grécia e da Escócia.

Anglicanismo. Doutrina adotada como religião oficial da Inglaterra quando Henrique VIII separou a Igreja inglesa da comunhão com a Igreja católica romana. Deu-se esta separação durante o reinado de Henrique VIII a quem o Papa se recusara a reconhecer o divórcio e o matrimônio ilegítimo. Por isto, Henrique VIII proclamou a separação de Roma proibindo severamente e com violentas perseguições toda e qualquer relação de seus súditos com Roma e lhes exigiu abraçarem a nova religião. Foi declarado pelo parlamento chefe da Igreja inglesa (1534). Seu sucessor, Eduardo VI, continuou o cisma e fez outras mudanças, introduzindo um novo ritual (1549) e prescrevendo o missal e o breviário. No reinado de Maria, todas as mudanças religiosas feitas sob Eduardo VI, foram tanto quanto possível, desfeitas e restaurada a primitiva religião. O cardeal Pole foi feito arcebispo de Canterbury, a autoridade de Roma reconhecida, e toda a nação reconciliada com a santa Sé. Com a ascensão de Isabel, de novo a Inglaterra tornou-se cismática. Em 1559, o parlamento promulgou a lei da supremacia e da uniformidade. A primeira fazia de Izabel a cabeça da Igreja da Inglaterra; a Segunda legislava um ritual comum para toda a Inglaterra, restaurando o livro de orações de Eduardo VI. Para consumar o rompimento, foi em 1563 adotado um credo: os “39 artigos” que constituem ainda hoje, a crença da Igreja anglicana. Aceitam a Trindade, encarnação e a redenção, mas pregam uma doutrina luterana sobre a justificação (a fé é suficiente para a salvação), negam a existência do purgatório, reduzem os sacramentos a dois, negam a jurisdição do Papa na Inglaterra, e ensinam que o soberano inglês tem suprema jurisdição eclesiástica. Foi fundado o primeiro templo anglicano no Brasil, em 1819, no Rio de Janeiro, sendo esta a mais antiga Igreja protestante na América do Sul. Os criscopalianos são um ramo dos anglicanos e penetraram no Brasil em 1859, no Pará.

Anjo da Guarda ou Custódio. O anjo que Deus dá a cada homem para protegê-lo. Embora não seja dogma de fé, tem apoio na Bíblia.

Anjos. Puros espíritos criados por Deus. A palavra anjo, quer dizer mensageiro e designa algumas vezes a pessoa humana que faz as vezes de mensageiro. Mas originariamente, usa-se esta palavra na Bíblia só para designar os puros espíritos que atuam como mensageiros divinos. Assim, Deus envia anjos para anunciar Sua vontade, para corrigir, punir, ensinar, repreender, consolar.

Anticristo. Termo usado somente por São João, embora a idéia se encontre em outros escritores bíblicos. De modo geral, o anticristo é hostil à pessoa e a obra de Cristo e aparecerá no tempo da grande apostasia que precederá a segunda vinda de Cristo. É pessoa distinta de satã, mas que trabalha para ele. Quanto a individualidade humana do anticristo é cousa ainda discutida, e os textos bíblicos podem ser perfeitamente interpretados quer se suponha um indivíduo quer uma coletividade para o anticristo. A nota característica é a de oposição a Cristo e a Sua Igreja que tentará sobrepujar. São Paulo refere-se a ele como “o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se elevou sobre tudo que se chama Deus, ou que é adorado de sorte que se assentará no templo de Deus, ostentando-se como se fosse Deus”. “a vinda do qual é segundo a obra de satanás em todo o poder, e em sinais e prodígios mentirosos, e em toda a sedução da iniqüidade para aqueles que perecem.

Antíoco. Nome de vários Reis selêucidas (na Síria).

Anunciação da Ssma. Virgem. A notícia levada a Maria pelo anjo Gabriel de que Ela seria a mãe de Deus. No instante em que Maria aceitou o ofício de mãe de Deus, o “verbo se fez carne” em Seu seio, de modo que, ao comemorarmos a “anunciação” no dia 25 de março, comemoramos de fato, a “encarnação”.

Apocalipse. Último livro do Novo Testamento. O nome é de origem grega e significa revelação. Este livro foi escrito por S. João Evangelista nas ilhas de Patmos cêrca do ano 96 dC. É um livro de revelação de coisas passadas, presentes e futuras. É o único livro profético do Novo Testamento. O fato de estarem as profecias expressas por figuras simbólicas, tona o livro difícil de se entender. Depois de uma introdução de cartas admoestando os sete bispos contemporâneos da Ásia Menor, o livro apresenta uma série de histórias proféticas da Igreja e do mundo. O esquema é sempre o mesmo: depois de muitas provas e perseguições, a Igreja e os membros do Reino de Deus sairão vencedores. O livro foi ocasionado pelas perseguições a que os cristãos estavam sendo submetidos por judeus e pagãos, e procura encorajá-los nos sofrimentos, aumentar sua fé e fortaleza com a promessa da vitoriosa vinda do Senhor.

Apóstolo. A palavra é usada, em geral, no Novo Testamento para significar os 12 discípulos especiais de Cristo. Os 12 apóstolos foram escolhidos por Jesus para serem testemunhas de Sua ressurreição, e foram solenemente encarregados por Ele, para pregarem o Evangelho e organizarem o Reino de Deus na Terra. Cristo escolheu primeiro: Pedro, André, Tiago o maior, João, Tomé, Tiago o menor, Judas Tadeu, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Simão Zelotes e Judas Iscariotes. Depois da traição de Judas Iscariotes, os apóstolos foram inspirados por Deus, para escolherem Matias como seu sucessor. A missão dada por inspiração Divina a Paulo e Barnabé, qualifica-os como apóstolos, e a Bíblia por duas vezes os identifica com os apóstolos. Juntamente com o poder de ensinar, reger e santificar, os apóstolos receberam o poder de fundar igrejas, e para auxiliá-los nesta missão foram dotados de certos dons extraordinários. Há quatro privilégios que são indispensáveis para que se considere um homem como apóstolo, no sentido estrito: 01) missão recebida diretamente de Cristo; 02) poder de pregar a todos os povos; 3) infabilidade pessoal ao estabelecer doutrinas de fé ou moral; 4) jurisdição episcopal universal. Receberam também outros privilégios não essenciais como o poder de operar milagres, confirmação na graça (que os habilita a evitar todos os pecados mortais e os veniais deliberados), e o conhecimento infuso. Só Pedro tem um sucessor individual em sua fé primacial e na jurisdição universal. Os outros bispos sucederam aos apóstolos só na ordem (sacramento), não na jurisdição universal. Mas o episcopado em conjunto, tem a jurisdição universal, e, assim, representa o colégio apostólico. Os bispos exercem esta jurisdição em subordinação ao Papa, como os apóstolos exerceram as suas, em sujeição a São Pedro.

Arcanjos. A oitava das nove ordens ou coros angélicos. São assim chamados pelo fato de serem enviados por Deus para importantes missões. Mencionam-se na Bíblia, três arcanjos: Miguel, que à testa dos anjos, derrotou lúcifer e seus companheiros; Rafael que guiou o jovem Tobias; e Gabriel que foi enviado a Daniel, Zacarias e Maria.

Aridez. Secura espiritual ou privação de consolações sensíveis derivadas da oração ou boas obras. a verdadeira aridez espiritual é, muitas vezes, enviadas por Deus para nos ensinar a amá-Lo só por Sua causa. Outras formas de aridez podem, às vezes, resultar de alguma enfermidade ou de preguiça espiritual.

Arimatéia. Cidade da Judéia, cerca de 54 km. A noroeste de Jerusalém. Aí nasceu José, o discípulo de Cristo que pediu a Pilatos o corpo de Jesus para sepultá-lo em seu próprio túmulo.

Armagedon. Nome hebraico, Monte de Megido, que no apocalipse designa o lugar em que os espíritos maus e os Reis inimigos de Deus se juntarão para atacar o Todo-Poderoso. A alusão a Megido explica-se por se terem travado aí várias batalhas decisivas para Israel. Assim também Armagedon designa automaticamente o lugar da derrota definitiva da coalizão de poderosos unidos em seu ódio contra Cristo.

Árvore. Por causa de sua relativa raridade em muitas partes do próximo oriente, são as árvores – especialmente as frutíferas - consideradas na Bíblia como algo sagrado. Não deve pois constituir surpresa que entre alguns dos semitas pagãos as árvores fossem objetos de culto. Os israelitas receberam ordem de Deus de não destruirem as árvores frutíferas nem mesmo dos inimigos. São freqüentemente mencionadas nas parábolas e em poesia onde simbolizam a longevidade, a fortaleza e a magnificência.

Ascensão de Cristo.
01 - Partida de Cristo deste mundo, 40 dias após Sua ressurreição. Por Seu próprio poder Divino, Cristo, enquanto os discípulos o cercavam, no Monte das Oliveiras, elevou-Se com Seu corpo glorioso para o céu.
02 – Festa celebrada no quadragésimo dia depois da páscoa, em memória da ascensão de Cristo. É dia santo de guarda.

Atos dos Apóstolos. O quinto livro do Novo Testamento, escrito por São Lucas, continua a história dos evangelhos, descrevendo com grande exatidão e não menor encanto literário o cumprimento da promessa de Jesus de enviar o Espírito Santo para santificar e guiar a Igreja, pelo que foi, com toda a razão chamado o Evangelho do Espírito Santo. Começando este livro com as últimas instruções de Jesus aos apóstolos, pouco antes de Sua ascensão, narra, em primeiro lugar, os principais acontecimentos da história da Igreja nascente, até cerca do ano 42, quando São Pedro partiu definitivamente da Palestina. A característica da última parte deste período foi a nova orientação de pregar o Evangelho aos pagãos. A partir deste ponto os Atos mostram o desenvolvimento da Igreja, principalmente pelas viagens missionárias de São Paulo. Limitando-se aos principais acontecimentos que mostravam o crescimento da Igreja silenciam os Atos o desenvolvimento interno das comunidades cristãs após sua fundação; muitos destes detalhes foram registrados nas epístolas de São Paulo, que, no entanto, não contrariam, de forma alguma, os fatos gerais dados por São Lucas.
O livro termina com a pregação de São Paulo em Roma, por dois anos, embora preso. São Lucas que o acompanhara na viagem da Palestina para Roma (a descrição da viagem é feita na primeira pessoa do plural) continua com ele, como se dependesse claramente da epístola a Filemon, em que o apóstolo mostra sua esperança de voltar, em breve, à liberdade. Por esta exposição final conclui-se que o livro data do fim desse cativeiro de são Paulo (65 ou 64 dC.), antes porém de sua libertação.

Ázimo. Pão feito sem fermento e sem levedo. Na festa da páscoa (passagem) e semana seguinte, só se podia comer pão sem levedo (pão ázimo). São, às vezes, chamados esses dias de “os dias dos ázimos”.

Babilônia. Nome dado a um império antigo e sua capital. A cidade de Babilônia situada a quase mil kms. De Jerusalém, através do deserto sírio, era uma das maiores cidades da antigüidade com 16,5 kms de perímetro. Ocupava ambas as margens do rio Eufrates. Os dois lados eram unidos por diversas pontes. Seus imponentes edifícios, como os diversos palácios dos grandes Reis, o templo de Belus e os “jardins suspensos” que eram uma das 7maravilhas do mundo antigo lhe deram grande fama. Quando o reino do norte, Israel, foi invadido e muitos habitantes levados para o cativeiro, Babilônia era uma das principais cidades do império Assírio. Foram enviados colonos de Babilônia para a Samaria afim de substituir a população exilada. Baladam, Rei da Babilônia, mandou presentes a Ezequias, Rei de Judá, que estivera doente. Ezequias impensadamente mostrou suas riquezas aos embaixadores de Babilônia, pelo que foi repreendido por Isaias que lhe anunciou as desgraças que lhe adviriam por parte dos babilônios. O cativeiro dos judeus em Babilônia foi predito. Cerca de 604 aC., Nabucodonosor, Rei de Babilônia fez o Rei Joaquim seu tributário. Joaquim e seu filho Joakin revoltaram-se contra Nabucodonosor. Joakin que sucedera a seu pai Joaquim, por volta de 598 aC., foi arrastado a Babilônia como prisioneiro, onde permaneceu por 36 anos. Em 597, Nabucodonosor fez Rei a Matanias, tio de Joakin, trocando seu nome para Sedecias. Sedecias tentou revoltar-se, mas Nabucodonosor sufocou a revolta, capturou o Rei, vazou-lhe os olhos e destruiu Jerusalém e o seu templo. Como conseqüência, uma grande parte (a melhor) de Judá foi deportada para Babilônia (586 aC.) começando assim o famoso “cativeiro de Babilônia”. Babilônia caiu às mãos de Ciro II, Rei dos medos e dos persas, no ano de 538 aC., como fora predito. Ciro libertou os judeus permitindo-lhes voltar para a Palestina. Com freqüência, foi Babilônia objeto de profecias. No Novo Testamento, o nome Babilônia é usado metaforicamente para designar a Roma pagã, ou a capital do reino do anticristo, ou finalmente para simbolizar o mundo.

Balaão, Balaam. Filho de Beor, profeta da região do rio Eufrates. Balac, Rei de Moab, receando que os israelitas, vindos do Egito, através do deserto, entrassem em seu território, mandou chamar Balaão para amaldiçoá-los, prometendo-lhe ricas recompensas. Proibido por Deus, recusou-se algumas vezes, mas devido aos ricos presentes, aceitou fazê-lo e foi ao encontro dos israelitas. Deus o advertiu novamente e então pelo contrário, os abençoou e prosseguiu predizendo a grandeza de Israel, a destruição de muitos de seus inimigos, o cativeiro de Babilônia, o advento do Messias, o desenvolvimento e queda do império romano. Mais tarde, aconselhou maliciosamente a Balac que enviasse algumas madianitas para o campo dos judeus a fim de os corromper e atrair a ira de Deus, como de fato aconteceu. Balaão acabou perecendo entre as madianitas que foram exterminadas por ordem de Deus.

Baltazar. Último Rei de Babilônia (556-538 aC.). seu parentesco com Nabucodonosor e seu filho Evilmerodac é incerto. Na última noite de seu reinado (538 aC.) deu uma grande festa na qual ele e seus convidados beberam nos vasos sagrados que Nabucodonosor trouxera do templo de Jerusalém. No meio da festa, uma mão foi vista escrevendo na parede. Como os advinhos da Babilônia fossem incapazes de interpretar a escrita, mandaram buscar Daniel que leu e explicou as três palavras: Manê: Deus contou teu reino e lhe pôs um fim. Theqêl: foste pesado na balança e foste encontrado leve. Pharês: teu reino foi dividido e dado aos medos e persas. Naquela mesma noite Babilônia foi tomada por Dario, o meda, e Baltazar foi morto.
Nome dado ao profeta Daniel quando foi levado para a côrte de Nabucodonosor para aí ser educado.

Bartolomeus. Um dos 12 apóstolos. Era galileu como a maioria dos outros apóstolos. É quase certo que seja o mesmo Natanael, mencionado por São João, como tendo sido levado a Cristo por São Filipe. A opinião mais difundida diz que pregou o Evangelho na Índia, onde encontrou o martírio, tendo sido esfolado vivo. Sua festa se celebra a 24 de agosto.

Beelzebu. “Deus das moscas”, venerado pelos filisteus em Acaron. Ocozias, Rei de Israel, mandou consultá-lo quando esteve doente. No novo testamento, o nome de Beelzebu é empregado para designar o demônio.


Belém. Cidade a cerca de 8 kms ao sul de Jerusalém. Em Belém, nasceu Booz, um dos antepassados de Davi, provavelmente também Isai, pai de Davi. Foi a cidade natal do próprio Davi, que aí pastoreava seu rebanho e aí foi ungido Rei pelo profeta Samuel. Por isso é muitas vezes chamada cidade de Davi. Miquéias (5.2) profetizou que o Messias viriam de Belém. A cisterna de Belém foi, em circunstâncias especiais, comemorada no livro de Samuel. Entre os que retornaram do cativeiro da Babilônia havia 123 Betlemitas. Mas a maior glória de Belém é ter sido o lugar do nascimento de Jesus Cristo. Nasceu o Salvador na conhecida gruta fora da cidade, mas, na ocasião da vinda dos magos, a Sagrada Família já estava morando em uma casa, na cidade. Enraivecido com o malogro dos magos que não voltavam a ele, o Rei Herodes trucidou em Belém a todas as crianças do sexo masculino até dois anos de idade. A Igreja da natividade em Belém, que data em parte do século VI, está erigida sobre o lugar tradicional do nascimento de Cristo. O nome de Belém significa “casa do pão”, nome singularmente apropriado, como nota São Gregório Magno, para o lugar do nascimento daquele que é o pão que veio do céu, que se tornou o alimento dos homens na Ssma. Eucaristia.

Betsabé. Filha de Elian, esposa de Urias, o Hitita. O Rei Davi vendo-a certa ocasião banhar-se, apaixonou-se por ela, chegando a cometer adultério. A este crime acrescentou o demandar matar-lhe o marido. Repreendido pelo profeta Natan, arrependeu-se sinceramente e fez penitência. Mas o filho nascido do adultério morreu secundo a profecia de Natan. Dela teve outros quatro filhos: Salomão, Simaa, Sobar e Natan. Já no fim do reinado de Davi, Betsabé cortou as pretensões de Adonias ao trono, forçando Davi a coroar imediatamente Salomão.
Quando Davi morreu, Adonias imprudente e ousadamente pediu a Salomão, por intermédio de Betsabé que lhe fosse dada por esposa a sunamita Abisag, última esposa de Davi. Como casamento com a viúva do Rei dava certo direito à sucessão, Salomão concluiu que Adonias ambicionava o trono, pelo que tomou as providências usuais da época, mandando matar o rival. (3Rs 2.13-25).
Pelas genealogias de Jesus Cristo conservadas no Novo Testamento, sabemos que Betsabé faz parte dos ascendentes de Jesus.
O incidente do adultério de Davi com Betsabé é a razão do salmo 50.

Bezerro. Vitelo, novilho. Quando Moisés demorou-se muito no alto do Monte Sinai os israelitas pediram a Aarão que lhes fizesse um Deus (uma imagem) que pudesse ir adiante deles. Recolheram então brincos de ouro e o fundiram para fazerem um bezerro de ouro e passaram a oferecer-lhe sacrifícios. Quando Moisés voltou da montanha, enfurecido destruiu o ídolo e, tendo conclamado os que ficaram fieis a Deus, apresentaram-se os levitas, com os quais matou cerca de três mil homens. Joroboão I (930-909 aC.), o primeiro soberano o culto do bezerro ou touro, levantando imagens de ouro em vários lugares, especialmente em Betec e Dan. É provável que esse culto não fosse verdadeira idolatria porque essas imagens pretendiam representar um pedestal para o verdadeiro Deus. Apesar disto, foi severamente condenado por muitos profetas uma vez que era culto ilícito e reprovado por Deus.

Bode Expiatório. Bode que os israelitas enxotavam para o deserto no dia da expiação e que era considerado como carregando consigo os pecados do povo. Conforme uma interpretação, o bode, com sua carga de iniqüidades, era enviado para o demônio, retornando assim para ele os pecados que tinha inspirado no povo.

Budismo. É antes uma atitude moral do que um sistema filosófico-religioso. É uma heresia do Brahmanismo: (sistema filosófico-religioso difundido na Índia, cuja origem admite grande número de deuses, mas o primeiro lugar é dado a tríade Brahma (o criador) Uisnu (o conservador) e Siva (o destruidor). É a religião mais difundida na Índia). Buda expôs sua doutrina no sermão de Benarés, que, em resumo, contém as quatro verdades para a Salvação. 01) viver é sofrer; 2) a dor se origina não só do apego aos prazeres, mas também da sêde de vive; 3) a dor se destrói anulando essa sêde de viver; 4) para a libertação da dor devem-se observar oito normas morais que tendem à iluminação e a uma paz mística superior ao prazer e à dor. O ideal de felicidade humana, que se consegue pelas quatro verdades e pela anulação das paixões, é o nirvana. O budismo não admite a existência de Deus, e, portanto, nem a criação nem a dependência do homem de um ser supremo.

Cativeiro dos judeus. São as diversas ocasiões em que grupos do povo escolhido foram deportados da Palestina, provavelmente nunca existiu uma deportação total dos hebreus, mas, houve, várias vezes, deportações em massa. Pelo menos a última parte do período que os israelitas passaram no Egito, pode ser chamada de cativeiro porque eram duramente tratados pelos egípcios. Mas o nome, cativeiro, dá-se especialmente às deportações forçadas; a primeira foi a do povo do reino do norte sob Oseias Rei de Israel; a última foi a do reino de Judá que começou no reinado de Manassés, e terminou com a deportação do Rei Sedecias (586 aC.). os setenta anos de cativeiro mencionados pelo profeta Jeremias podem ser enumerados do quarto ano do Rei Joaquim até a queda de Babilônia; ou da destruição de Jerusalém (586 aC.) até o término da construção do segundo templo (516 aC.) na Babilônia.

Céu, Céus. A noção de céu como habitação de Deus e dos Santos de fato não aparece plenamente desenvolvida no Antigo Testamento só no novo testamento é que expressou inteiramente o conceito espiritual do céu, especialmente o apocalipse (apoc 21), mas mesmo aqui a doutrina está expressa com conceitos concretos, numa linguagem figurada que se deve interpretar à luz das idéias correntes no tempo em que foi escrito o Novo Testamento.
Os que salvam suas almas estarão para sempre unidos a z no céu, em perfeita harmonia, glória e felicidade. No céu não haverá possibilidade de maldade ou pecado de espécie alguma, pois Deus satisfará de tal modo cada habitante celeste que o pecado não terá atração alguma.

Chave. Na Bíblia se fala de chaves como de um símbolo do poder. Em Is. 22.28, o colocar uma chave nos ombros de alguém significa dar-lhe um novo poder. No apocalipse, diz-se que Cristo tem “as chaves da morte e do inferno”, isto é, o supremo poder de livrar da morte e do inferno ou de infligir a morte e o inferno sobre os culpados, e a “chave de Davi” isto é, a autoridade suprema no reino messiânico. Quando Cristo prometeu a Pedro a autoridade suprema, disse-lhes: “dar-te-ei as chaves do reino dos céus.

Concupiscência. Desejo irracional ou desregrado (obsessão); pode ser por algo, ou por algum desejo desmedido da carne.

Consciência. É a capacidade que tem o homem de conhecer os valores, preceitos e leis morais (consciência habitual), podendo fazer sua aplicação em casos concretos (consciência atual). É a autoridade interior que diz ao homem de modo pessoal e claro o que deve fazer ou deixar de fazer, com todos seus matizes de aviso, preceito grave ou leve, permissão, etc. antes da ação; ou então, depois dela, da sua sanção de louvor ou condenação (remorsos, arrependimento). A consciência deve ser formada e educada, pois pode por negligência corromper-se, e, neste campo, a instrução, a educação e o meio ambiente têm grande influência, como a consciência pode se basear em falsos princípios ou constituir falsamente de princípios verdadeiros, diz-se que a consciência é verdadeira ou falsa, e ainda certa ou dúbia, conforme a conclusão for tirada com ou sem dúvida; ou também escrupulosa se uma ação é julgada má sem base suficiente; e laxa se o juízo se baseia em superficialidades aprovando uma ação má ou considerando leve um grande pecado. Entre a consciência escrupulosa e a laxa está a consciência delicada ou bem formada. Somos obrigados a seguir nossa consciência ainda que falsa e errônea, mas por outro lado somos também obrigados a formar nossos juízos com muito cuidado. Nem sempre a consciência errônea é desculpa suficiente, porque pode haver culpabilidade in causa, se a pessoa não empregou os meios devidos para formar uma consciência certa.


Daniel. O profeta Daniel foi o grande defensor dos judeus exilados na Babilônia. Ainda menino, havia sido lá deportado e criado como um pagem na côrte da Babilônia. Como José no Egito, Daniel chegou a ser um personagem eminente, por sua habilidade na interpretação dos sonhos. Quando o Rei Nabucodonosor, perturbado por um sonho que ninguém sabia explicar, recorreu a Daniel, este revelou-lhe que o sonho era profético e significava o nascimento e a queda dos reinos terrenos e o estabelecimento de um reino perecível por Deus. Nabucodonosor nomeou Daniel governador das províncias da Babilônia e chefe dos seus conselheiros. Mais tarde, Daniel interpretou para o Rei Baltazar as palavras misteriosas escritas na parede por uma mão desconhecida. Sob o comando de Dario, Daniel tornou-se ainda mais influente, mas os príncipes, por inveja, conspiraram contra ele. Persuadiram a Dario que firmasse um decreto mandando adorar unicamente o Rei por trinta dias. Em seguida, acusaram Daniel de continuar adorando a Deus e conseguiram que ele fosse lançado na cova dos leões. No dia seguinte, Dario encontrou Daniel intacto. Reconhecendo sua salvação milagrosa, ordenou que o Deus de Daniel fosse adorado em todo o seu império.

Davi. Salmista, profeta e Rei de Israel de cêrca de 1012 até 972 aC., famoso, principalmente, como ascendente de Jesus Cristo, o Messias, sobre o qual o próprio Davi profetizou no livro dos salmos. O pai de Davi era Isai ou Jessé da tribo de Judá. Ainda jovem foi ungido por Samuel para ser o futuro Rei, e foi escolhido como escudeiro de Saul, seu predecessor no trono de Judá. Cedo foi assinalado por sua bravura, tendo conquistado grande renome quando, voluntariamente, enfrentou a luta com o gigante filisteu Golias a quem matou. Embora Davi e o filho de Saul, Jônatas, fossem grandes amigos, Saul tinha ciúmes de Davi e tentou eliminá-lo confiando-lhe arriscada tarefa na luta contra os filisteus. Davi porém, saiu ileso e recebeu como recompensa uma das filhas de Saul, em casamento; mas os ciúmes de Saul cresceram a ponto de ter Davi que fugir. Aconselhou-o Jônatas a ir para junto de Áquis, Rei de Get. Neste tempo, fingiu estar louco para não combater contra seu Rei e sua pátria. Perseguido denodo, fugiu e assim escapou de Saul a quem não quis matar apesar da oportunidade. Após a morte de Saul, no Monte Gelboé, Davi foi de novo ungido Rei, em Hebron, mas só tribo de Judá o reconheceu como tal. As demais estavam por Isboset, filho de Saul. Davi conseguiu derrotar seu rival em Gabaon, e algum tempo depois, Isdoset foi assassinado pelos seus próprios servos. Davi governou como Rei, em Hebron, durante sete anos, e depois foi ungido Rei de todo Israel, conquistou Jerusalém onde reinou por 33anos. Davi transferiu a arca da aliança de Cariotiarim para Jerusalém e projetou a construção de um templo. Mas o profeta Natan informou-lhe que o templo só seria feito, mais tarde, por Salomão, filho de Davi. Entre outras coisas, Davi provavelmente livrou Israel dos tributos aos filisteus, derrotou os Moabitas, orei Adarezer de Soba, os sírios, os edomitas, e os amonitas. Davi caiu em pecado de adultério com Betsabé, mulher de Urias. Planejou a morte do marido desta mulher, mas arrependendo-se depois deste seu ato. O salmo "miserere” que compôs por causa destes seus crimes é um dos mais tocantes cantos da literatura universal (sl. 50 ou 51).
Seu filho, Absalão revoltou-se, insultou as mulheres de seu pai e o forçou a fugir de Jerusalém. Mas quando Absalão foi derrotado e morto Davi chorou desconsoladamente.
Segundo a tradição, Davi compôs a maioria dos salmos, que estão no livro canônico do mesmo nome na Bíblia, usado tanto no culto cristão como judeu. Em seus salmos messiânicos, com fina poesia e larga visão, delineia toda a vida e o reino de seu ilustre “filho”, o Cristo de Deus. Descreve sua origem, vida, morte, ressurreição, reino, mística união com a raça humana, exaltação no céu como sacerdote eterno e Rei dos Reis.
Perto da morte, Davi fez consagrar Rei a Salomão, filho de Betsabé, falecendo pouco depois, em 872 aC. foi varão de fé profunda e forte, inteiramente confiante em Deus, a quem amava de todo o coração e sem restrições. Foi um verdadeiro chefe, forte e corajoso, capaz de infundir confiança. Era de temperamento ardente e impetuoso, mas pronto para se arrepender de suas faltas com verdadeira e profunda humildade. Seus salmos revelam-no um homem de grande alma, coração generoso e mente esclarecida; foi um servo verdadeiramente apaixonado de seu Deus de cujo povo foi um grande Rei.

Elias. Profeta extraordinário que viveu no tempo de Acab, Rei de Israel (873-854 aC.) e seu sucessor Ocozias. Foi uma época de grande apostasia de Javé, Deus de Israel, e da proliferação de cultos pagãos pelo território bíblico. Deus fez surgir Elias para defender a religião revelada contra os falsos cultos pagãos, especialmente o de Baal, divindade Fenícia. Foi-lhe dado o poder de operar grandes milagres, como ressuscitar mortos, fazer descer o fogo do céu para consumir o holocausto, de correr à frente do carro do Rei por 25 kms, abrir uma passagem a pé enxuto através do Jordão. Com estes milagres convenceu Israel que Javé e só Javé era o verdadeiro Deus.
A aparência pessoal de Elias era também extraordinária: vestido parcamente, usava um cinto de couro, cabelo longo e crespo, impressionava como asceta rigoroso. Completamente descuidado das necessidades corporais, foi alimentado por um corvo, por uma viúva e por um anjo.
Seu sucesso irritou a perversa Jezabel, mulher de Acab, da qual teve que fugir para não ser morto. Desanimado pelo aparente fracasso de sua missão, clamou a Deus que lhe assegurou que nem tudo estava perdido e que uns poucos ficariam leais a ele. Revelou-se a Elias como Deus misericordioso mas, poderoso e terrível, e ao mesmo tempo, paciente e compreensivo com todas as criaturas. No fim de sua missão Elias foi arrebatado da Terra por um turbilhão de vento. Esteve presente na transfiguração de Jesus. A volta de Elias segundo a profecia, já se realizou na pessoa do precursor, João Batista, segundo a interpretação do próprio Jesus.

Espiritismo. Doutrina (e prática) segundo a qual os espíritos podem entrar em contato com os seres humanos, aqui na Terra. Em determinadas circunstâncias, especialmente pela intervenção de médiuns, manifestando-se por meio de toques, movimentos de objetos ou ainda por supostas emanações materiais dos espíritos.
Iniciada pelas irmãs Fox, na América do Norte, foi logo codificada por Allan Kardec que pode ser considerado seu fundados.
Nenhum católico pode pertencer ao espiritismo, sob pena de excomunhão, se, conhecendo esta proibição e pena, persistir em freqüentar sessões espíritas.

Espírito.
1 – A alma, princípio de vida no corpo, e que continua a viver depois da morte.
2 – O elemento sobrenatural que atua na alma quase como a alma informa o corpo.
3 – O Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Neste caso, a apalavra espírito costuma ser escrita com letra maiúscula.
4 - Habilidade, força, virtude, ou poder de Deus ou do homem, como quando dizemos tem um Dom para alguma coisa.
5 – O demônio.
6 – Um anjo ou uma aparição.
7 – Um modo, temperamento, disposição. Espírito pode referir aos bons ou aos maus sentimentos; aos nobres ou aos vis.
8 – respiração, sopro de vida.
9 – Vida renovada num ser humano ou a vida mais alta, vida espiritual.
10 – No Antigo Testamento designa, não a terceira pessoa da Santíssima Trindade, minha simplesmente qualquer manifestação externa de Deus.

Espírito Santo. A terceira pessoa da Santíssima Trindade, que participa igualmente da mesma divindade como o Pai e o Filho, com quem coexiste desde toda a eternidade. Nem gerado nem feito, procede das duas pessoas por seu mútuo amor, como de um princípio. Espirado pelo Pai e o Filho é chamado o Espírito Santo, e, com propriedade lhe atribuímos as obras de amor; regeneração, revelação, santificação. Foi “enviado pelo Pai e o Filho para missão de renovar os corações dos homens”. Na realidade esta renovação, como todos os atos exteriores da Trindade, é produzida pelais três Pessoas igualmente. Mas não se pode dizer que todas três foram enviadas, porque missão consiste na processão de um efeito temporal. As três Pessoas entram na alma que ama a Deus, mas só a Segunda e terceira, é que foram enviadas, o Filho pelo Pai e o Espírito Santo pelo Pai e Filho. No Pentecostes o Espírito Santo enviado por Cristo, desceu sobre os apóstolos e naquele dia tomou seu lugar na Igreja de modo especial. É Ele a fonte de santidade na Igreja comunicando a Graça, de Cristo a todos os seus membros e fazendo-os filhos adotivos do Pai. Como fonte de Graça, o Espírito Santo é também a fonte de unidade espiritual na Igreja, uma vez que pela Graça todos os homens estão unidos através da fé e do amor.
Temos na Escritura quatro exemplos em que a descida do Espírito Santo foi acompanhada de sinais visíveis: quando Sua presença foi simbolizada por: 1) uma pomba no batismo de Jesus; 2) por uma nuvem brilhante na transfiguração de Jesus; 3) por um sopro de Cristo quando deu aos apóstolos o poder de perdoar o pecador; e 4) por línguas de fogo no Domingo de Pentecostes.
Vide mais em processão do Espírito Santo.

Espiritualismo. Doutrina filosófica oposta ao materialismo e que afirma a realidade dos seres espirituais. O espiritualismo metafísico tenta explicar o ser, tomando como ponto de partida o espírito. por exagero, alguns chegaram a afirmar ser, o espírito, a única realidade. Não se deve confundir espiritualismo com espiritismo.

Ester. Para proteger os israelitas que viviam na Pérsia, Deus escolheu uma menina hebréia que havia sido levada à Pérsia por seu tio Mardoqueu, que a havia adotado e educado. O Rei Xerxes tinha repudiado a sua mulher e, enamorado de Ester, tornou-a Rainha. Mardoqueu denunciou um plano para assassinar o Rei, tendo assim salvo a vida deste; por isto Mardoqueu recebeu numerosos presentes e honrarias, que seu inimigo Aman tinha preparado para si próprio. Aman, um favorito do Rei, odiava a Mardoqueu porque este se negava a inclinar-se diante dele e porque queria acabar com os judeus do reino. Usando de sua influência, com seguiu um decreto ordenando a destruição de todos os judeus da Pérsia e a confiscação de seus bens. Mardoqueu, sabedor disto, pediu a Ester que interviesse em favor de seu povo. O Rei escutou sua súplica e ordenou que o presunçoso Aman fosse enforcado no mesmo local que ele tinha preparado para Mardoqueu. Ester é uma figura da Virgem Maria. Sua humildade ante Xerxes simboliza Maria medianeira de todas as graças. A festa judia Purim (sorte) comemora a libertação de todos os israelenses na Pérsia.

Estevão, Santo. Um dos sete diáconos escolhidos pelos apóstolos para atender às necessidades espirituais e temporais dos pobres da Igreja de Jerusalém, na ocasião em que houve desentendimento entre os gregos e hebreus, por serem as viúvas daqueles esquecidas na distribuição dos alimentos. Foi o primeiro cristão. Conhecido por sua fé e piedade, Estevão foi um verdadeiro seguidor de Cristo e trabalhou muito entre o povo. Seu trabalho o colocou em oposição aos judeus que o acusaram falsamente de Ter blasfemado contra Moisés e contra Deus. Perante o Sinédrio, recapitulou a história judaica, mostrando sua tradicional resistência à vontade de Deus. Acusou-os de terem deixado de cumprir suas próprias leis. Cheios de ódio os judeus se lançaram sobre ele, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram até morrer. Antes de falecer, santo Estevão teve uma visão de Deus e de Jesus, e orou para que seus perseguidores não fossem punidos pelos seus crimes. Saulo, assistiu aquele doloroso espetáculo, ao qual não se opôs, uma vez que ainda não estava convertido e que ele mesmo também sentia aversão aos discípulos de Cristo.

Eternidade. Duração sem princípio nem fim. A noção completa de eternidade inclui várias idéias como: 1) vida; 2) vida sem começo nem fim; 3) a posse completa desta vida toda inteira e toda no mesmo instante de tal modo que não haja nem “antes” nem “depois”, mas somente o agora; 4) uma vida no seu sentido mais perfeito. A eternidade assim concebida só se pode referir a Deus. Em sentido diferente, de duração sem fim, (mas que teve 1princípio) pode se referir ao período sem término, depois da morte neste mundo e que constituirá a sorte de todos os homens, quer no céu, quer no inferno.
Família. Instituição fundamental da sociedade, imprescindível para a propagação e desenvolvimento do homem. Já desde a criação foi assentada a base monógama da união familiar que tem sido através da história o centro propulsor do progresso humano. Jesus a elevou à dignidade de união sagrada. Daí vem que a família realmente cristã referente a organizar exemplar, pois nela os direitos e deveres de cada membro não são gravosas imposições jurídicas, mas sim sublimes vínculos de amor. E graças ao amor, a subordinação da esposa ao marido se eleva à condição de companheira, e a doce submissão, direção, carinho, tutela e meios para seu desenvolvimento físico, moral e intelectual. Por isto são absurdas e anti naturais as teorias que tentam anular os vínculos do parentesco, seja pela concepção comunista do amor livre seja por qualquer outra tendência sociológica desagregadora desta célula da sociedade humana. A Igreja ao implicar os ensinamentos do Divino Mestre, preserva a unidade do lar no seio do qual se pode respirar um ar de santidade que dá paz nas horas de luto, alento nos momentos de crise e alegria nos triunfos da vida, ajudando cada um a se aproximar de Deus, suprema meta e fim desta breve vida humana.

Fariseus. Inicialmente quiseram aceitar a Jesus Cristo como o Messias, mas quando viram que para isto tinham que corrigir umas tantas opiniões tradicionais, como a maneira de observar o Sábado, e outras mais, preferiram rejeitar a Jesus apesar das provas estupendas que o Mestre deu de Sua missão Divina. Por causa da tradição, mal compreendida, rejeitaram a Salvação.

Fel. (na Bíblia) O termo hebraico se refere mais comumente a uma planta freqüente na Palestina (papoula) que ministra um liquido amargo de certo valor medicinal.
Um ingrediente desta espécie, chamado fel, foi oferecido a Cristo, misturado com vinho, antes de sua crucificação, como aliás era oferecido a todos os crucificandos, como poderoso analgésico que lhes aliviasse um pouco o terrível sofrimento e dor insuportável da crucificação, mas Jesus o recusou. A palavra ‘fel’ é usada também para designar algo muito ruim.

Ferro. Tem uso metafórico na Bíblia como símbolo da constância, da força e, especialmente, da destruição cruel e inexorável da guerra, como na descrição de Daniel do quarto dos reinos mundiais.

Gabriel. Arcanjo cujo nome significa “varão ou soldado de Deus”. Assumindo forma humana, Gabriel apareceu ao profeta Daniel para lhe explicar, de uma feita, a visão do bode que vence o carneiro e outra, a profecia das setenta semanas; apareceu ao sacerdote Zacarias para anunciar-lhe o nascimento de Nosso Salvador. A Igreja celebra Sua festa aos 24 de março.

Golias. Famoso gigante filisteu de Geth. Depois de Ter com sucesso desafiado os exércitos de Saul, foi morto pelo jovem Davi que o prostrou por terra com uma pedra de sua funda, e, com a própria espada do gigante, decepou-lhe a cabeça. Sua altura era de 6 cômodos (2,80 ms.).

Graça. A Graça é, segundo os teólogos, um Dom interno, gratuito e sobrenatural que, pelos méritos de Jesus, Deus outorga aos homens para Salvação de suas almas. Ele dá a Graça suficiente a todos para isso.

Guerra. (nos tempos bíblicos): Na Bíblia, é a luta entre dois ou mais homens ou nações; entre Deus e o homem; entre os anjos bons e maus; entre satanás e os homens; e entre a virtude e o vício, a natureza inferior e superior. Jó diz que a vida do homem é uma guerra. Em geral a guerra e suas conseqüências são uma bênção de Deus por causa de infidelidade a Sua lei.
No (Dt. 20) encontramos as leis sobre a guerra dos israelitas contra os cananeus. Todos os homens deviam responder à convocação para guerra, só os recém-casados, os covardes declarados e uns poucos outros ficaram excluídos. Se uma cidade recusasse uma proposta de paz devia ser sitiada e quando fosse tomada, todos os varões deviam perecer à espada.” para que não suceda que vos ensinem a cometer todas as abominações que eles mesmos praticaram para com Deus”. A crueldade dos judeus contra os infiéis existia também em suas lutas internas, assim 20.000 soldados foram mortos na batalha da floresta de Efraim, entre, os exércitos de Davi e o dos israelitas. Eram contudo menos selvagens do que seus inimigos, pois a lei proibia a violência para com as mulheres e crianças.
Nos anos de peregrinação pelo deserto, os judeus fizeram guerra contra os amorreus, os madianitas, e contra outros povos. Estas guerras estavam narradas no “livro das guerras do Senhor” agora perdido. Os livros de Josué e dos juizes relatam a conquista de Canaã. A luta com os filisteus continuou até o tempo de Davi. Inimigos menos temíveis eram os amonitas, moabitas, analecitam e indumeus.
No tempo de Davi, quando Israel pela primeira vez esteve preparado para tomar a ofensiva, empreendeu campanhas vitoriosas contra todos esses povos e contra a Síria. Depois do reinado pacífico de Salomão vieram as guerras entre Judá e Israel contra o Egito, contra os moabitas, indumeus, sírios, assírios. O final do Antigo Testamento são as guerras de independência feitos pelos macabeus contra os sírios. A última guerra dos judeus, a contra os romanos foi predita por Jesus.
O exército no tempo dos patriarcas, não tinha organização alguma e improvisavam-se forças conforme as necessidades. o exército de Moisés foi provavelmente modelado pelo dos egípcios. Todo homem válido eras soldado; cada tribo constituía um regimento com suas insígnias e chefes; a disposição das divisões nos acampamentos, os sinais e a linha de marcha estavam minuciosamente determinados. No tempo dos juizes, não havia ainda organização central, eram os chefes de família os comandantes militares quando necessário. Uma organização completa apareceu pela primeira vez no tempo dos Reis. O exército de Saul constava de 3.000 homens escolhidos; Davi além do exército tinha um corpo seleto, primeiro de 400 e mais tarde de 600 homens. Eram os mais valentes dessa guarda de elite, que se alternavam como comandantes da guarda real de 24.000 homens. quatro destes (Jesboam, Eleazam, Semma, e Abisa) tinham posto equivalente ao de marechal. O (3Rs 9.22) enumera alguns postos do exército do tempo de Salomão, ao que parece combatentes e não combatentes, a saber: ministros, primeiro oficiais, capitães, comandantes dos coches e da cavalaria. O posto mais alto para o de general dos exércitos, ocupado por Abisai no tempo de Saul, por Joab no tempo de Davi e Banaias no tempo de Salomão. O exército compunha-se de dias secções de infantaria: uma leve, de arqueiros e fundibulários e outra pesada, armada de espadas e lança ou azagaia. Forças a cavalo e em carro só apareceram tardiamente no exército judeu, talvez por causa da advertência do Dt. 17,16 contra a confiança nessa arma – aviso repetido com freqüência pelos profetas. A cavalaria de Salomão era uma força de 12.000 homens, em carros; não havia cavaleiros. O exército judeu parece Ter chegado ao auge em força e eficiência no reinado de Davi.
As armas: as ofensivas mencionadas na Bíblia são o arco, arma especialmente preferida pelos Reis e príncipes; a funda, arma favorita dos benjamitas; a espada, tanto a de cortar, como a de ponta perfurante; a lança, usada geralmente no combate cerrado, mas também em distâncias curtas como azagaia. Parece terem usado catapultas e balistas para atirar flechas, archotes e pedras. Essas máquinas eram as vezes montadas em torres de madeira e usadas nos cercos. As armas defensivas eram o escudo inteiro, o escudo pequeno ou broquel; o capacete; e as grevas, uma espécie de perneiras.

Idolatria. Prestar honras ao culto divino a pessoa ou coisa que não seja Deus; por exemplo: ajoelhar-se diante de ídolos, oferecendo sacrifícios a satanás ou a ídolos. É sempre pecado grave, quer se acredite no que se faz, quer apenas se finja.
Como Javé, Deus dos israelitas, era também o chefe civil do Estado, a idolatria além de falta contra Deus ia contra o Estado, era traição contra a pátria, e crime de lesa-majestade – punido com a morte. A futilidade desses ídolos é posta em evidência pelo salmista: “têm bocas mas não falam, têm olhos mas não vêm... e opor Isaias que denomina um ídolo “um Deus que não pode salvar”. São Paulo adverte: “fugi do culto dos ídolos”, e insiste que sacrificar aos ídolos é sacrificar aos demônios.

Imaculada Conceição. O Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854 concedeu solenemente como dogma de fé: “declaramos, promulgamos e definimos que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de Sua conceição, foi preservada de toda mancha do pecado original, por força singular e privilégio de Deus onipotente, em virtude dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade, e que esta doutrina foi revelada por Deus e por isso, deve ser criada firme e constante por todos os fiéis.
Não se confunda a Imaculada Conceição de Maria com o nascimento de Maria, que nem mesmo no primeiro instante de sua existência esteve sob o pecado, ao passo que o nascimento virginal de Jesus se refere ao fato milagroso de Ter Ele sido concebido e nascido de Maria que foi sempre virgem.

Imagens. As imagens foram sempre uso comum na Igreja católica. O objetivo das imagens é representar Cristo, a virgem e os santos frente aos nossos olhos. Não prestamos culto à imagem como tal, a honra e veneração que tributamos a estes objetos se dirige às pessoas que representam.

Império. Os impérios com os quais o povo escolhido entrou contato foram os seguintes: 1) Egito: Abraão foi para o Egito (1990-1750 aC.). José chegou ao poder no Egito em (1750-1600 aC.). Moisés libertou Israel do Egito. O Egito teve grande influência na política dos Reis de Judá, pouco antes da queda de Jerusalém (586 aC.) e os ptolomeus se esforçaram para governar Israel no tempo dos macabeus. 2) Assíria. Nos séculos 8 e 7 aC. o império Assírio estava no auge do seu poderio. Fez Israel, isto é o Reino setentrional, seu tributário e conquistou Samaria, a capital, em 722 aC. vexaram e humilharam o reino de Judá. Ninive, capital da Síria, foi destruída 586 aC. grande parte dos habitantes foi levada para o cativeiro em Babilônia. 4) Pérsia. Chamado o império Medo-Persa. Ciro, Rei, outorgou em 536 aC. o regresso dos judeus exilados. O templo e a cidade de Jerusalém foram reconstruídos. Esdras e Neemias receberam poder para reconstruí-la. 5) império grego. Os judeus se submeteram a Alexandre o grande e foram deixados em paz. ao se dissolver seu império, Israel ficou entre duas forças rivais, os ptolomeus do Egito e os selêucidas da Síria. O povo foi perseguido, os lugares sagrados destruídos. Antíoco IV Epifánio excedeu a todos os outros em violência e crueldade, matando milhares de pessoas. A revolta dos macabeus no segundo século aC. trouxe de novo para os judeus fieis, ordem e paz. 6) Roma. Pompeu, general romano tomou Jerusalém em 63 aC., passando os judeus para o poder de Roma. Embora Herodes o grande fosse Rei na época do nascimento de Cristo, a Palestina não era completamente independente pois o próprio Herodes estava sujeito a Roma. Após a morte do filho de Herodes, Arquelau, Roma, colocou a Judéia sob 1procurador romano. O imperador romano Vespasiano e seu filho Tito, tomaram e destruíram Jerusalém no ano 70 dC.

Indeferentismo. Em matéria de religião é a atitude da mente que ignora ou nega o dever mais fundamenta do homem – o de reconhecer os direitos de Deus sobre ele. É indiferença ou desprezo pela religião. Começando com a máxima falaz de que “todas as religiões são boas”, termina, em geral, declarando que todas as religiões só têm valor subjetivo. Pode levar a um estado de completo ceticismo ou dúvida a respeito da própria existência de Deus, da imortalidade da alma, das sanções eternas para a lei moral, etc., ou ainda à negação completa destas verdades fundamentais, ou seja, ao ateísmo. Como os homens, porém, não podem viver sem alguma crença procuram então sucedâneos vistosos, desde a rude filosofia pagã que põe no prazer a finalidade da vida (comamos e bebamos e nos divirtamos, porque amanhã morreremos), até a filosofia mais branda, porém não menos falsa, do humanitarismo benigno (não interessa tanto o que se crê, como o agir bem), sendo este “bem” estritamente sentimental e subjetivo.

Jacó. Isaac favorecia a Esaú, de caráter áspero e mundano, mas foi enganado de tal modo, que abençoou a Jacó, o qual havia comprado de Esaú, o direito de primogenitura. Para evitar uma contenda entre os irmãos, Jacó foi enviado a Haram em busca de uma esposa. Ali conheceu Raquel, a filha de seu tio Labão. Este exigiu-lhe que lhe servisse por quatorze anos, em troca da mão de Raquel. Quando Jacó e sua família fugiram secretamente de Haram, Labão os perseguiu, para recobrar os deuses domésticos, dos quais Raquel havia se apoderado. Alcançou-o no monte Galaad, mas fez as pazes com Jacó. Este continuou para o sul com sua caravana. Os vigias que Jacó havia enviado a Edom, voltaram dizendo-lhe que Esaú se aproximava acompanhado de 400 homens. Temeroso da vingança de Esaú, Jacó rezou pela sua salvação. Em Fanuel, lutou durante toda a noite e com um ser celestial que lhe assegurou sua força, e disse-lhe que seria chamado Israel. Os irmãos de Jacó, reconciliaram-se inteiramente.

Javé. Nome sagrado de Deus, revelado a Moisés no Monte Horeb é um substitutivo derivado da terceira pessoa do singular masculino do verbo “ser” e significa “aquele que é” ou “ente”. É nome eminentemente próprio de Deus porque o define como ser absoluto, existente por si mesmo e eterno. O nome ocorre cêrca de 6.000 vezes nos termos hebreus.

Jerusalém. Historicamente vide (império). A Jerusalém de nossos dias vem da cidade reconstruída por Adriano (135 dC.). foi tomada, em 637, pelos muçulmanos, para os quais é também cidade sagrada. Capital do antigo Reino de Davi e Salomão, localizada a uns 60 kms a leste do Mediterrâneo e a uns 25 kms. A oeste do Mar Morto. Está num planalto ondulado da cordilheira central da Palestina, com uma altitude média de 800 ms. Situada em grande parte sobre o anticlinal do Mar Morto, tem um lado a secura atmosférica do deserto, que lhe dá grande luminosidade e de outro recebe as brisas do Mediterrâneo que lhe proporciona certa amenidade no clima.
É agora importante centro de peregrinação para judeus, muçulmanos e cristãos. Os mais notáveis santuários e pontos de interesse são a Igreja do sepulcro, a via dolorosa (via sacra), a piscina de Betsaida, o jardim de Getsêmani, os túmulos de Davi e da Virgem Santíssima. A guarda de alguns dos mais sagrados santuários é feita em comum por muçulmanos e cristãos.

Jesuítas. Sua lealdade ao Papa conquistou-lhe a inimizade das facções nacionalistas na Itália, França, Espanha e Portugal e todos os países da Europa, inclusive suas colônias.
Quando o marquês de Pombal os expulsou, não conseguiu substituí-los nas numerosíssimas escolas elementares, secundárias e superiores que mantinham, causando com isso um grande dano à cultura brasileira.

Jesus. (Sua missão): A obra que Jesus veio executar neste mundo era a reconciliação do pecador com Deus. Pelo pecado original de Adão e pelas pessoas, que os homens de todos os tempos têm cometido. Afastou-se o homem de Deus e incorreu, por um pecado, num débito infinito que lhe era absolutamente impossível saldar. Por sua desobediência, Adão perdeu para si e para todos seus descendentes a vida divina da Graça, que Deus lhe dera como um presente. Este presente, a Graça, acrescentava uma finalidade sobrenatural à vida do homem. O pecado original perdeu esta vida da graça para o homem e tornou-o absolutamente incapaz de recuperá-la.
Ora, Deus podia ter despertado o pecado do homem, ignorado sua fama e tê-lo reintegrado completamente no Seu amor e amizade. Mas seria impossível conciliar-se uma tal ação com a infinita justiça de Deus, que devia requerer alguma reparação pela rebelião voluntariado homem. Por outro lado, Deus poderia ter simplesmente condenado toda a raça humana à perda do gozo eterno do céu para o qual criara o homem ainda condená-la aos tormentos eternos do inferno mesmo que por um único pecado mortal. Mas seria difícil de se conceber como conciliar um tal plano com a misericórdia divina, embora viesse satisfazer completamente a justiça divina a infinita sabedoria de Deus encontrou perfeita solução a este dilema. Deus necessitava de uma expiação pelo pecado do homem, pelo menos equivalente a ofensa. A ofensa do homem contra Deus é infinita, pois a gravidade de todas as ofensas ou insultos se mede pela dignidade do ofendido, no caso Deus. O homem, sendo finito ou limitado, não podia oferecer reparação proporcional. Também por isso, o próprio Deus tornou-Se homem para sofrer e morrer pelos pecadores. O valor de Sua ação, sofrimento e morte é infinito, (pois o valor de uma ação meritória se mede pela dignidade do que a pratica). Só Jesus, portanto, podia oferecer e de fato ofereceu completa e adequada satisfação pelo débito do homem com Deus tornando-se “obediente até a morte e morte de cruz”. Esta foi a essência da obra em razão da qual Deus Se fez homem. E Sua obra continua e se aplica aos homens pela Igreja que Ele fundou. Para completar a eficiência de Sua obra, Jesus também ensinou aos homens verdades religiosas e apresentou em Sua própria vida o exemplo perfeito da vida humana.

João Batista, São. Precursor de Jesus, filho de Zacarias e Isabel. Seus pais estavam avançados em anos, quando Deus os abençoou com um filho em resposta as suas orações. Por ocasião de seu nascimento, Zacarias que perdera a fala ao duvidar da palavra do anjo que lhe prometia um filho, ficou curado da mudez. Pregou ao povo um batismo de penitência e o exortou a se preparar para avinda do Messias. Ele próprio viveu vida austera no deserto alimentando-se de gafanhotos e mel silvestre. Batizou Jesus no Jordão. Reprovou o pecado de Herodes pelo que foi encarcerado. Herodias, amante de Herodes, preparou-lhe ciladas e mandou à sua filha que exigisse de Herodes a cabeça de João Batista. Seu desejo foi satisfeito pois Herodes ordenou que ele fosse degolado.
João é considerado o último e o maior profeta do Antigo Testamento, é o elo que une o antigo e o Novo Testamento. Teve muitos seguidores entre o povo. Herodes temia-o; os fariseus não ousavam falar contra ele. A Igreja honra-o como um santo, e celebra-o com duas festas, uma a 24 de junho, data de seu nascimento, contrariamente ao que faz com os outros santos aos quais não comemora o nascimento mas sim a morte, pois todos nasceram com o pecado original. São João Batista, porém santificado pela visita de Nossa Senhora a Isabel, nasceu já livre do pecado original. A outra festa a 29 de agosto é a comemoração de seu martírio, pois foi decapitado.

João Evangelista, São. Um dos 12 apóstolos, filho de Zebedeu e irmão do apóstolo Tiago. Sua mãe Salomé era uma das “santas mulheres” que seguiam a Jesus e O serviam e assistiam com seus bens. João foi discípulo do Batista e era provavelmente um dos dois discípulos aos quais João Batista apontou Jesus como cordeiro de Deus, o que muito serviu para fazê-lo conhecer Jesus e preparar-lhe o ânimo para a vocação definitiva nas margens do Mar da Galiléia onde com seu irmão Tiago foi chamado no mesmo dia em que o foram Pedro e André. Jesus chamou-os de “filhos do trovão”. João aparece entre os doze como apóstolo de primeira importância, e como “o discípulo que Jesus amava”, título máximo e que indicas que sua alma generosa e límpida o orientava para a luz e para a verdade fazendo-o reconhecer prontamente o Messias. Pertencia ao grupo dos três que Jesus costumava chamar para ocasiões de importância especial, como a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração e a agonia no Jardim das Oliveiras. Na última ceia ocupou o lugar próximo ao de Jesus. Acompanhando de perto os sofrimentos, Paixão e morte de Jesus, nos últimos momentos a seu cuidado, confiou-lhe, Jesus, Sua mãe Santíssima. Foi ele o primeiro a reconhecer Jesus ressuscitado na Galiléia.
Depois do Pentecostes, vemo-lo como companheiro de Pedro nas pregações, e o encontramos ainda em Jerusalém por ocasião da visita de São Paulo a essa cidade, após sua missionária, por volta de 500 dC. A tradição nos diz que se transferiu para Éfeso. Acrescenta-nos a tradição que foi atirado a um tacho de óleo fervente, na perseguição de Domiciano (89-96 dC.) do qual saiu milagrosamente ileso, tendo sido então exilado para a ilha de Patmos, onde escreveu o apocalipse. De volta a Éfeso, escreveu 4 livros do Novo Testamento e três epístolas. Foi o último apóstolo a morrer sob o reino de Trajano no fim do século primeiro.

José. Os irmãos de José, que o odiavam por ser o predileto de seu pai e pelo aparente orgulho que encerrava o relato de seus sonhos, venderam-no a uns egípcios e fizeram crer a Jacó que seu filho havia sido devorado por uma fera.
No Egito, José foi vendido a Putifar, um oficial do Rei, e foi nomeado seu mordomo. Tendo repudiado as insinuações da esposa de seu senhor, José foi acusado de pecado e então posto na prisão de Putifar, onde ficou encarregado dos prisioneiros políticos. Entre estes estavam o padeiro e o mordomo real. Em certa ocasião, José lhes interpretou seus sonhos. Mais tarde o Faraó teve estranhos sonhos, o mordomo falou-lhe de José e o Rei mandou-o chamar. José disse ao Faraó que seus sonhos significavam a vinda de períodos sucessivos de abundância e escassez e sugeriu-lhe preparar-se para os anos de fome. Impressionado pela grande sabedoria de José, o Faraó nomeou-o administrador e governador do Egito. O tempo de escassez que José havia predito, afetou a Canaã, tanto quanto ao Egito, e Jacó, sabendo que no Egito havia trigo em abundância, enviou seus filhos a comprar ali. Eles não reconheceram José, mas este os reconheceu e devolveu-lhes o dinheiro, escondido no trigo. Numa Segunda viagem ao Egito, escondeu uma taça de prata no saco de trigo de benjamim, seu irmão menor, e pôs todos em busca da taça. Quando esta foi achada na bolsa de Benjamim, pretendeu aprisioná-lo, mas a angustiosa súplica de Judas o comoveu e viu-se obrigado a revelar sua identidade. A convite do Faraó, os irmãos de José trouxeram para o Egito seu pai Jacó e suas respectivas famílias, estabelecendo-se na terra fértil de Gosen.

Leitura Espiritual. Naturalmente a principal delas, a Bíblia. A seguir: a imitação de Cristo, atribuída a São Tomaz de Kempis; a introdução à vida devota, de São Francisco de Salles e obras aprovadas das escrituras espirituais modernas. Não basta ler, é preciso um esforço particular para pôr em prática o que foi lido.

Liberdade. Cristo nos trouxe a verdadeira liberdade da escravidão do demônio e do pecado e da observância dos ritos mosaicos. Mas o cristão não está livre da lei moral nem da caridade, como não pode condescender com as paixões.

Libertação. 1) Na libertação do Egito os israelitas foram escravizados pelos egípcios e mais tarde Deus apareceu a Moisés na sarça ardente e prometendo a libertação do povo por Moisés. Depois das doze pragas, o faraó deu liberdade aos israelitas e quando voltou a perseguí-los o Senhor de novo livrou Seu povo afogando os egípcios no Mar Vermelho. 2) A libertação dos homens do pecado e do demônio pela Paixão e morte de Cristo no calvário.

Maçonaria. Organização internacional que data da primeira metade do século XVIII. Apresenta como objetivo “trabalhar para o bem estar da humanidade” e “esforçar-se moralmente para o próprio enobrecimento e dos outros provocando assim uma liga universal da humanidade”. Fazem reuniões em “lojas”, e tiraram ao que parece o nome, símbolos e cerimônias das associações medievais de pedreiros.
Alguns historiadores maçônicos quiseram vincular a origem da ordem com Hamélek, o arquiteto do templo de Jerusalém. Na ânsia de encontrar antecessores, alguns foram buscar suas origens em Zoroastro, Confúcio, Pitágoras, nos Ministérios Eleusinos, nos templários, e até em Noé e Adão!
A realidade histórica, no entanto, é bem diversa: na idade média, os construtores se agrupavam em associações ou corporações, como aliás faziam as outras profissões. Tendo conseguido muitos privilégios e isenções. De início, sua organização era puramente gremial ou profissional; a hierarquia de aprendiz, companheiro e mestre correspondia a capacidade do membro, que além disso também se destacavam por sua devoção a Deus, aos santos e à Igreja. No século XVIII, por um conjunto de fatores históricos, ainda não esclarecidos, a maçonaria se transformou de profissional em especulativa. A mudança ocorreu na Inglaterra onde dois partidos, os Tories (conservadores de tendência católica) e os Whigs (liberais de tendência reformista) executaram suas maquinações políticas na lojas maçônicas. O triunfo dos Whigs determinou a tendência protestante da maçonaria britânica que se difundiu principalmente entre os povos germano-saxões; em seu desenvolvimento posterior se absteve das questões políticas e religiosas, limitando sua atividade ao campo humanitário. Por isso nos países de sua órbita de influência (Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, etc.) não se notam manifestações de histeria anticlerical que se oponham à ação religiosa da Igreja.
Já na França, se desenvolveu uma outra corrente maçônica que, apesar dos nobres propósitos do promotor Ramsay, foi sempre se afastando dos ideais cristãos até que sob a influência do pensamento racionalista tomou atitude hostil à Igreja. Napoleão explorou a organização para seus fins imperialistas. Posteriormente a maçonaria francesa se transformou em movimento sectário e ateu, tirou de seus rituais toda alusão à existência de Deus e a imortalidade da alma. Diante de tal degeneração, a maçonaria saxã rompeu com a francesa, mas infelizmente assim o fizeram os países latinos que na souberam libertar-se desse jugo. Atualmente a maçonaria italiana está dividida em dois ritos que, apesar das diferenças simbólicas, são anticlericáis; Espanha, Portugal e América Latina seguem as diretrizes do rito francês e suas lojas são centro e viveiro de pensamento e ação anticatólicos. São notórios os resultados dessa tendência em vários países latinos: um estado constante de antagonismo entre a Igreja e o Estado, indeferentismo religioso dominante, e proliferação de doutrinas heterogênas, desde os absurdos do existencialismo ateu até o materialismo dialético. A atual atitude de alguns expoentes maçônicos que falam de reconciliação com a Igreja, ou denota um estado de esclarecimento nestes homens que começam então, a perceber o erro em que estão, ou são armadilhas para seduzir os católicos incautos. Foi condenada pela Igreja em 1738, por seu caráter de associação secreta que esconde aos membros suas verdadeiras finalidades, por professar uma religião de puro naturalismo com crenças próprias sobre Deus, moralidade humana, alma humana e ritos próprios. O catolicismo será sempre irreconciliável com a maçonaria.

Materialismo. Falso sistema filosófico que considera a matéria como a única realidade e todos os acontecimentos no mundo como o resultado da matéria em evolução. Nega tudo que não for matéria, portanto a alma e Deus. A inteligência humana seria segundo esse sistema a ação da matéria organizada.
O materialismo dialético aceito pela maçonaria como doutrina, começou como reação ao idealismo hegeliano. embora admita a diferença entre as esferas superiores da realidade (vida, consciência, pensamento) e as inferiores (reações químicas e fenômenos físicos), faz derivar as formas mais elevadas dos fenômenos materiais através de um largo processo de evolução, contrariando assim a tese tradicional de distinção, entre espírito e matéria.

Mesopotâmia. Região entre o Eufrates e o Tigre. Foi cenário de muitos acontecimentos bíblicos. Na Bíblia é comumente chamada Padda-Aram, isto é Araméia Campestre, ou Campos de Aram. A fertilíssima planície que é a Mesopotâmia foi, desde os tempos mais remotos, muito cobiçada e disputada. Foi o berço das antigas civilizações sumerica, acádica, hurrito-mitânica, arameia e persa.

Misericórdia, obras de. Misericórdias corporais: 1) dar de comer a quem tem fome. 2) dar de beber a quem tem sêde. 3) vestir os nus. 4) dar pousada aos peregrinos. 5) visitar os enfermos e encarcerados. 6) remir os cativos. 7) enterrar os mortos. Misericórdias espirituais: 1) dar bom conselho. 2) ensinar os ignorantes. 3) castigar os que erram. 4) consolar os aflitos. 5) perdoar as injúrias. 6) sofrer com paciência as fraquezas do próximo. 7) rogar a Deus pelos vivos e defuntos.

Mistérios Gozosos. (segunda e quintas): 1) A encarnação do verbo no seio puríssimo da Virgem Maria. Quando o arcanjo Gabriel lhe anunciou que ela fôra escolhida dentre todas as mulheres para ser mãe do Messias, respondeu Maria com humildade: “eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.” Para Maria bastou um simples convite de Deus. Também nossa vida está cheia de convites de Deus: um mendigo é um convite à escola; uma doença é um convite à paciência; o indeferentismo de nosso próximo é um convite ao apostolado; tudo enfim em nossa vida será sempre um convite de Deus ao nosso aperfeiçoamento. Frutos do primeiro mistério gozoso é a humildade, caridade para com o próximo; a nobreza de espírito; pureza, cumprimento da vontade de Deus.
2) Frutos dos mistérios dolorosos: contrição; penitência; mortificação; carregar cristãmente a própria cruz e perseverança final.
3) frutos dos mistérios gloriosos: renascer à nova vida pela fé; desejo de alcançar o céu; a presença do Espírito Santo em nossos corações; devoção à Santíssima Virgem, e a fé na salvação.

Misticismo. É em geral uma união intima com Deus; diz-se também da ciência que trata da união da alma com Deus, místico é aquele que experimenta esta aproximação de Deus.
Em teologia católica, o misticismo consiste principalmente em experimentar de modo consciente, na região puramente espiritual da alma, a presença e operação de Deus. Místico será portanto aquele que tem esse conhecimento quase experimental de Deus. A fé nos ensina que Deus se une à alma pela Graça, e que realmente nela reside. Mas este é um fato conhecido apenas pela fé e que , normalmente, não se verifica pela experiência. No céu porém, com a visão beatífica, a união da alma com Deus será um fato não apenas conhecido, mas experimentalmente percebido. Conquanto a visão beatífica seja impossível nesta vida, algumas pessoas receberam um conhecimento quase experimental de sua união com Deus, que é algo mais que um simples conhecimento pela fé, e algo menos que o conhecimento pela visão beatífica. As descrições deste estada como no-las dão os místicos, estão em linguagem tão simbólica e figurada (uma vez que a realidade excede o que as palavras humanas podem significar) que os teólogos não conseguem um acordo na enumeração das fase e dos fenômenos da experiência mística. No entanto, o elemento essencial nessa experiência mística parece ser um conhecimento íntimo de Deus acompanhado de ardentes atos de amor. Os fenômenos externos que a podem acompanhar (êxtase, levitação, etc.) são apenas manifestações sensíveis dos atos internos e essenciais do conhecimento e amor de Deus.

Modernismo. Em geral é um amor exagerado pelo que é moderno e novo. Em religião designa a heresia ou antes a coleção de erros que apareceram na Igreja no começo do século XX. Pio Vez condenou-os pois conflitavam com a filosofia e doutrina do catolicismo.
Entre os erros dos modernistas estavam os seguintes: 1) é impossível provar a existência de um Deus distinto do mundo. 2) “revelação” é apenas um produto natural do subconsciente e “dogma” é apenas uma expressão do subconsciente, sujeito a contínua evolução. 3) a Bíblia não é um livro inspirado por Deus, deve ser estudada da mesma forma que qualquer livro humano e provavelmente contém erros. 4) não há necessidade de reconciliar a ciência e a fé. Um homem pode negar como cientista o que acredita como cristão. 5) a divindade de Cristo não foi ensinada pelos Evangelhos, mas é o produto de uma evolução do pensamento cristão através dos séculos. 6) a idéia do valor redentor da morte de Cristo originou-se com São Paulo. 7) Cristo não instituiu a Igreja nem o primado de Pedro.

Moisés. Libertador, chefe e legislador do povo escolhido. Ele era filho de Amram e Jocabed da tribo de Levi. No tempo de seu nascimento, no Egito, ordenara o faraó que fossem mortos todos os recém nascidos judeus. Sua mãe o escondeu enquanto pode e depois o colocou em uma cesta bem calafetada que depositou entre os juncos da margem do Nilo, onde foi encontrado e adotado pela filha do faraó. Cresceu na côrte onde foi educado como um príncipe egípcio.
Aos 40 anos matou um egípcio para defender um israelita, mas pela ingratidão de seu próprio povo fugiu para Madian, onde se casou com Séfora, filha de Jetro, da qual teve Gerson e Eliezer.
Quando já amadurecido e com sua natureza ardente, um tanto mitigada, 40 anos após sua fuga, apareceu-lhe Deus em uma sarça ardente ordenando-lhe que fosse ao faraó pedir a libertação do povo. Tentou Moisés escapar a essa incumbência mas deu-lhe Deus poder de operar milagres e um intérprete na pessoa de seu irmão, Aarão. Como o faraó passasse a oprimir ainda mais o povo, Moisés flagelou o Egito com nove pragas e, finalmente, com amais dura, na décima praga veio um anjo que matou todos os primogênitos dos egípcios, poupando os dos israelitas que tinham celebrado a ceia pascal e assinalado suas portas com o sangue do cordeiro pascal. Permitiu então o faraó que Moisés levasse o povo para fora do Egito, mas arrependido depois da saída partiu-lhe ao encalço. Protegidos por Deus, atravessaram os israelitas o Mar Vermelho a pé enxuto e os exércitos egípcios nele pereceram afogados ao tentarem atravessá-lo pelo mesmo caminho que os israelitas tinham ido.
Começa então alonga viagem através do deserto, servindo Moisés de pai e guia aos israelitas. Reclamaram alimento e água, e Moisés intercedeu diante de Deus pedir perdão por seu espírito revoltoso e para obter a satisfação de seus pedidos. Assentava-se diariamente no tribunal para julgar suas querelas domésticas. Subiu ao Monte Sinai para aí fazer um pacto com Deus e Dele receber a Lei, especialmente os dez mandamentos. Como se demorasse 40 dias no alto do monte, o povo cansado de esperá-lo construiu um bezerro de ouro que adorou como símbolo de Deus, coisa absolutamente proibida por Deus que queria ser honrado e cultuado só da maneira que determinara e não, como a imaginação do povo gostaria de o fazer secundo seus sentimentos naturais e principalmente por imitação ao que vira no Egito. Com o culto ao bezerro de ouro não pretendiam os judeus adorar uma divindade falsa, mas sim uma representação do verdadeiro Deus. como porém esse culto era ilegítimo, Deus o reprovou. Graças a intervenção de Moisés, diminuiu Deus o castigo. Ao voltar Moisés uma Segunda vez do Monte Sinai, onde estivera em contato com Deus, veio com a face resplandecente. Fez construir a Arca da Aliança, onde colocou as duas tábuas de pedra com os dez mandamentos. Fez também construir o tabernáculo e demais objetos de culto seguindo rigorosamente todas as instruções e determinações de Deus.
Ao se aproximarem da terra da promissão enviou Moisés prudentemente exploradores que a reconhecessem, tirando para isso representantes de cada tribo. Como todos, menos Caleb e Josué, se manifestassem contra a entrada, o povo se recusou a obedecer a ordem de avançar dada por Moisés. Foram por isto condenados por Deus a vagar pelo deserto durante 38anos até que todos os que tinham mais de 20 anos, isto é adultos, menos Caleb e Josué tivessem morrido. Outras murmurações e revoltas foram surgindo, mas Deus apoiou sempre seu legado. Como se estas perturbações internas não fossem bastante, levantaram-se contra os israelitas Reis e nações circunvizinhas, mas a oração de Moisés, mais do que as armas triunfaram dos exércitos inimigos dando a vitória sempre ao povo por ele dirigido.
Já para o fim de suas peregrinações, cansado o povo com tanto peregrinar, de novo protestou. Deus enviou então serpentes venenosas, logo se arrependeu o povo e apelou para Moisés que rezou e lhes alcançou a imunidade contra o veneno fazendo-os olhar para uma serpente de bramte que fez erguer no alto de uma cruz. Ao chegarem de fronte da terra da promissão dividiu as terras a oriente do Jordão, abençoou o povoe tendo contemplado a terra da promissão do alto do Monte Nebo, morreu aos120 anos.
É o autor inspirado do Pentateuco, isto é os cinco primeiros livros da Bíblia: gênesis, êxodo, levítico, números e deuteronômio. Permaneceu sempre a grande figura de orientação de Israel, e sob muitos aspectos é um tipo de Cristo, nosso libertador, chefe, salvador e legislador.

Monoteísmo. Heresia surgida no século VII com a intenção de reconciliar o monoteísmo da Igreja católica. Seu mentor foi Sérgio. Aceitava as duas naturezas em Cristo mas só lhe concebia 1avontade que concebia como uma espécie de vontade divino-humana.
Em 680, sob o Papa Honório, o terceiro concílio de Constantinopla condenou a heresia reafirmando a doutrina católica de que Cristo tem as duas naturezas completas inclusive as duas vontades, humana e divina, que estão sempre em perfeita harmonia, seguindo sempre a vontade humana a divina mas sem ser por esta absorvida.

Nabucodonosor. Segundo Rei do novo império babilônico (604-562 aC.) Em 605, reinando ainda seu pai Nabopolassar, Nabucodonosor desbaratou os egípcios na batalha de Karkemish cortando-lhes as pretensões de invadir Babilônia; fê-los retroceder até o Egito, e se apoderou de todos seus domínios na Palestina. Chegando em Jerusalém, subjugou o Rei Joaquim, fazendo de Judá uma nação tributária de Babilônia. Com a morte de seu pai (604 aC.), voltou para Babilônia a fim de assegurar-se o trono; levou consigo Daniel e mais outros jovens de Judá, que chegaram mais tarde a ocupar os mais altos cargos na côrte de Babilônia. Quando Jerusalém, três anos depois , recusou-se a pagar os tributos, Nabucodonosor enviou tribos nômades contra a cidade. Em 597 aC., voltou em pessoa a Jerusalém para depor Joakin, filho e sucessor de Joaquim (a vulgata e traduções dela dependentes transcrevem os nomes Joaquim (pai) e Joakin (filho) da mesma forma não obstante a diferença assinalada no original), e levá-lo prisioneiro com muitos outros para Babilônia, deixando Matanias, tio paterno de Joakin, como Rei em Jerusalém. No entanto como sinal de domínio, mudou-lhe o nome para Sedecias. Nove anos mais tarde, Sedecias se rebelou. Nabucodonosor desceu novamente para assediar Jerusalém, desta vez porém, destruiu o templo (586 aC.), conduzindo em cativeiro uma Segunda e maior leva de prisioneiros. Estava isto muito conforme a sua política de deportar cativos para Babilônia onde os empregava na construção das grandes muralhas de Babilônia, na de seu próprio palácio e na dos templos de Marduk e Nebo. Nabucodonosor combateu depois Tiro, Celosíria, Moab e Amon; em 576 aC. invadiu o Egito. Morreu em 562 aC. O livro de Daniel (I-IV) narra muitos episódios de sua vida em Babilônia.

Naturalismo. É a tendência de atribuir à natureza (em suas várias acepções) um papel decisivo e mesmo exclusivo. Sua característica é a exclusão do espírito e do sobrenatural. Assim o naturalismo filosófico só considera a natureza inferior do homem, especialmente a biológica, procurando reduzir a ela todos os outros fenômenos. No campo moral o naturalismo sugere a satisfação de todas as tendências naturais só de acordo com o instinto. Na arte se limita a cópia da natureza. Na teologia nega propriamente a comunicação entre Deus e a criatura.

Noé. Depois de muitas gerações, os descendentes de Set, que haviam permanecido fiéis a Deus, começaram a casar-se com a raça de Caim e o mundo se encheu de pecado e corrupção, Deus lhes deu uma trégua de 120 anos para arrependimento e evitar a Sua justa vingança. Terminada a trégua, Deus decretou a destruição do gênero humano, excetuando ao virtuoso Noé e sua família, aos quais ordenou construir a arca, na qual se salvariam. Quando a arca ficou pronta, ordenou-lhe que entrasse nela com seus filhos, as esposas destes e com toda espécie de animais, puros e impuros. O dilúvio começou uma semana mais tarde e a chuva continuou durante 40 dias, exterminando toda a vida sobre a Terra. A arca flutuou durante vários meses até ancorar sobre o monte Ararat, depois de 150 dias. Noé desembarcou, com toda a sua família e os animais e ofereceu sacrifícios em ação de graças. Noé, o pai da humanidade depois do dilúvio, é uma figura de Cristo, o Pai da humanidade redimida: e a área é um símbolo da Igreja, que foi fundada por Cristo como o único caminho da salvação. Deus abençoou a Noé e fez uma aliança com ele. Quando porém, seus descendentes começaram a construir um senaar cheios de orgulho, uma grande cidade e torre, Deus confundi-lhes a língua, espalhando-os por todos os cantos da superfície da Terra, e cessaram de construir a cidade e a torre de Babel. (gen. 11.9)

Obsessão. Estado psicopatológico, caracterizado pela persistência de uma idéia na mente, contra a vontade da própria pessoa. Emprega-se às vezes a expressão obsessão diabólica com sentido de possessão diabólica.

Olhos. 1) órgãos da visão corporal. São uma dádiva de Deus e espelho da alma. Pelos olhos podem entrar a morte, por isso deve o homem exercer vigilância sobre seus olhos. o pecado de Davi constituiu excelente exemplo para mostrar as conseqüências da negligência na guarda dos olhos. 2) visão espiritual. Cristo usou o termo para significar a razão iluminada pela luz da fé, cuja falta constituiu a cegueira espiritual. 3) a visão de Deus é representada em geral, por um olho. Serve para simbolizar a onisciência de Deus e o constante cuidado de Deus e sua misericórdia para conosco.

Oração. Elevação da alma e do coração até Deus. No Antigo Testamento, a primeira menção da oração aparece quando Enós principiou a invocar o nome do Senhor; depois, Abraão orou a Deus pedindo que poupasse a cidade pecadora. Tanto num como noutro testamento, Deus promete ouvir nossas orações. A oração é meio eficaz de se conseguir alguma coisa.
Nossa oração, segundo as palavras de Jesus, deve brotar do coração não da vaidade, deve ser humilde como a do publicano e, finalmente, deve ser confiante e perseverante. A oração unida ao jejum aumenta em eficácia. Jesus nos legou o mais belo exemplo de oração: o “Pai Nosso” e, na última ceia, a oração.

Oração Mental. Elevação da alma a Deus sem o concurso de palavras.
Pode ser de várias formas, e os vários estados de vida sobrenatural se distinguem, freqüentemente, pelo tipo fundamental de oração que as caracteriza.
Meditação ou oração discursiva mental é aquela em que os raciocínios em que os raciocínios e considerações se sobrepõem aos afetos, por exemplo de amor para Deus. A verdade mediata pode ser um mistério de fé, um fato da vida de Jesus (ressurreição de Lázaro), um episódio da vida dos santos (a negação de Pedro), um texto da SS Escritura, da liturgia ou dos escritos dos santos. Este sistema de meditação dá um conhecimento mais profundo da verdade escolhida e leva à realização desta verdade, na própria vida. É a oração característica da via purgativa.
Oração afetiva é aquela que tendo já explorado uma verdade em muitos de seus aspectos, pode com sua simples lembrança, ocupar-se com piedosos afetos, isto é com atos da vontade (esperança e caridade). Aqui os afetos dominam os raciocínios; é a característica da via iluminativa.
Contemplação é um olhar simples e afetivo para Deus ou alguma verdade divina. Então a alma apenas contempla uma verdade com admiração e amor. Sem raciocínios e sem afetos, a contemplação é um olhar, uma verdade. É a característica da via unitiva.

Oráculo. Termo usado para indicar a presença de Deus. Assim, Davi buscando informações, consultou o oráculo do Senhor.

Parábola. História ou expressão de caráter simbólico para ilustrar uma verdade espiritual. Difere da fábula por serem seus exemplos tirados da vida humana normal, ao passo que os da fábula contêm a vida humana como que representada por seus irracionais.

Paráclito. Advogado, intercessor, confortador. Jesus empregou este termo para indicar as qualidades e função do Espírito Santo, a quem, em breve, enviaria para completar Sua obra. Este termo sugere muito bem o papel do Espírito Santo na Igreja e nas almas, porque como Cristo, o paráclito não só reprova o pecado, mas também ensina, fortalece e intercede por nós.

Perseverança. Em oração, é a persistência apesar das dificuldades e aparente inferioridade. Jesus recomendou-a com freqüência. Significa “orar sem cessar”, “orar em espírito” e “nada nos impedir de orar sempre”.
Na Graça, é terminar a vida no estado de Graça, isto é de amizade com Deus. “Quem perseverar até o fim se Salvará. Jesus recomenda sempre a perseverança apesar das perseguições, sofrimentos e martírios.
Todo aquele que não perseverar e desconhecer o Filho do Homem perante os homens, será também, desconhecido pelo Filho do Homem perante seu Pai que está no céu.. e se, tendo uma vez a Graça, viermos a perdê-la, bem melhor nos teria sido nunca a termos tido, nunca termos conhecido o caminho da justiça. Em todas nossas provações devemos comportar-nos pacientemente porque, por nossa paciência salvaremos nossas almas.

Pérsia. O poderoso império dos persas sucedeu ao dos neo-babilônicos, cujo principal bíblico é Ciro, imperador dos persas, a partir de 558 aC. rapidamente conquistou os medos e os babilônios, transformando-se assim em poderoso monarca do mundo bíblico. Os soberanos persas eram contrários aos métodos de deportação empregados pelos assírios e babilônios. Permitiram a repatriação dos exilados, e assim, em 536 aC., com o edito de Ciro, os judeus puderam retornar à Judéia, conforme relatado no livro de Esdras. Com Dario I (521-486 aC.), o templo de Zorobabel foi terminado e consagrado, em Jerusalém, no ano de 516 aC. Muitos judeus preferiram permanecer na terra do exílio, onde tinham prosperado, especialmente sob o governo dos persas. Mais tarde, os persas da Pérsia começaram a perseguir o povo escolhido que havia na Judéia. O último Rei da Pérsia, Dario III (336-331 aC.) foi vencido por Alexandre Magno. Daniel predisse os acontecimentos que sobreviriam à Pérsia nas suas relações com o povo escolhido.

Piedade. Um dos sete dons do Espírito Santo que gera no coração, filial devoção a Deus, pessoas e coisas a ele consagradas e dá a cada um uma santa alegria de viver no cumprimento de seus deveres religiosos.

Pilatos. Pôncio Pilatos, quinto procurador da Judéia, nos anos 26aC-36 dC em seu excepcionalmente longo período, abrangendo os ministérios de João Batista e Jesus, teve ininterruptas rixas com os judeus. Em duas ocasiões despertou-lhes a cólera ofendendo-os em seus costumes religiosos, de uma feita, introduziu na Cidade Santa, as insígnias militares com a imagem de Tibério, embora soubesse que “imagens esculpidas” eram abominações para a consciência dos judeus. Doutra, apropriou-se do dinheiro do templo para financiar seu departamento de obras públicas que então estava construindo um longo aqueduto para Jerusalém. Ambas provocações quase terminaram com massacre. No Evangelho de São Lucas, encontramos a indicação histórica, aliás única, de outra desavença na qual, Pilatos misturou sangue dos galileus com o dos seus sacrifícios. Tais crueldades obrigaram seu autor a explicações, em Roma, mormente de uma chacina em massa de samaritanos, de quem suspeitava uma rebelião. Tibério que o intimidara, faleceu antes que Pilatos chegasse a Roma. Para se compreender o comportamento de Pilatos com Cristo, devem-se recordar vários fatos. Primeiro, qualquer pessoa acusada pelos chefes judeus, era automaticamente favorecida por Pilatos; segundo, para um juiz que aborrecia a religião, a religião judaica, uma acusação neste terreno não tinha valor, ao passo que uma carga de caráter político seria suficiente; terceiro, como Pilatos fôra, várias vezes, acusado em Roma, temia que o acusassem de novo por não condenar um revoltoso contra o imperador; por fim, como os chefes judeus já tinham levado a melhor muitas vezes, tudo faria então Pilatos para os humilhar. Representando Deus e a justiça, Pilatos, fracassou completamente porquanto condenou Jesus à morte, após Ter, publicamente, declarado sua inocência, quatro vezes.

Povo Eleito. Sistema filosófico segundo o qual a verdade e a bondade em alguma coisa é auferida pelo valor prático e útil. Neste sistema, os dez mandamentos são bons porque a sua observância produz ótimos resultados. O pragmatismo coincide com a ética utilitária assaz praticada nos centros comerciais e se tornou uma característica do pensamento filosófico americano.

Processão do Espírito Santo. É a natureza da origem do Espírito Santo do Pai e do Filho, como de um só e único princípio. Diz-se que a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade procede da Primeira e da Segunda Pessoas por um ato mútuo e eterno de amor entre o Pai e o Filho. Para melhor acentuar esta doutrina da fé católica, foi acrescentada ao credo niceno, no século VI, a palavra filioque.
Dons do Espírito Santo: disposições permanentes da alma que lhe dão a facilidade de corresponder logo e com desembaraço às inspirações do Divino Espírito Santo. São chamados “dons” porque foram dados à alma com a Graça no batismo e na confirmação. O profeta Isaias menciona sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, prudência, piedade e temor a Deus.
Frutos do Espírito Santo: atos de virtude feitos sob a influência da Graça e acompanhados de certa alegria espiritual. São chamados frutos do Espírito Santo, porque são produtos da Graça que é dada pelo Espírito Santo. No começo, os atos de virtude são geralmente difíceis e desagradáveis, mas com a prática, tornam-se mais fáceis e dão certo prazer ou alegria espiritual; então são chamados frutos. São Paulo enumerou 9: caridade, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, minha, modéstia, e continência. Algumas versões latinas desta epístola acrescentam ainda três frutos: longanimidade, mansidão e temperança. Como quer que seja, a enumeração de são Paulo não tinha pretensão de ser completa, sendo nove e doze, números simbólicos. Fruto do Espírito Santo é, na realidade, qualquer ato de virtude em que se encontra certa satisfação.
Espírito de Verdade. Nome dado, por Cristo, ao Espírito Santo, o paráclito, que virá completar a obra de Jesus Cristo. Justamente porque espírito de verdade é que os mundanos, que são espíritos de mentira não poderão recebê-lo.

Profecias. Propriamente é o ato ou efeito de falar em nome de outrem. Assim Aarão é chamado por Deus, o profeta de Moisés por falarem nome Deste, mas, em geral, o nome de profeta é reservado ao que fala em nome de Deus. Hoje, porém, entende-se por profecia apenas a predição de algum acontecimento futuro, que depende da livre vontade de Deus e do homem, e que, por conseguinte, só pode ser conhecida por divina revelação. Esta predição do futuro entrava nas profecias antigas apenas como prova de que o profeta era autêntico e que suas palavras, ordens ou conselhos provinham, de fato, de Deus, uma vez que só Deus pode conhecer o futuro. Com o decorrer do tempo a palavra profecia passou a designar apenas esta parte da profecia.
As profecias podem ser: condicionais, por exemplo: a cidade de Ninive teria sido destruída se seu habitantes não tivessem feito penitência à pregação de Jônas; absolutas, por exemplo: Cristo predisse Sua morte e ressurreição. As duas espécies de profecias podem ser encontradas tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. As profecias que anunciam a vida de Cristo são chamadas messiânicas, e, por esta razão, é algumas vezes chamada o quinto Evangelho. O próprio Jesus, freqüentemente, apelou para as profecias como prova de Sua dignidade e de Sua missão Divina: “Investigais as escrituras... são elas que dão testemunho de Mim.” (João 5.39)

Profeta. Propriamente é o que fala em nome de outrem. A palavra grega prophétos que quer dizer orador, arauto. Outros apelativos foram dados aos profetas no Antigo Testamento, tais como: vidente, núncio de Deus, servo de Deus, etc. O elemento essencial que constituí o profeta é sua relação íntima com Deus. Recebia de Deus ou o Dom dos milagres ou o conhecimento de coisas futuras para provar sua missão divina. Como esta Segunda espécie de credenciais era mais comum, e como muitas advertências divinas se referiam a castigos futuros, ficaram os profetas mais conhecidos na Bíblia por terem deixado livros, como Elias, Jeremias. Há muitos outros recordados, na Bíblia, como Gad, Natan. Um grande profeta foi prometido por Moisés que é na realidade Jesus, verdadeiro profeta, em toda a acepção da palavra. Cristo fez muitas profecias, algumas das quais estão ainda para ser cumpridas. Três séries de suas profecias já se cumpriram: as relativas a Sua Paixão e morte; a negação de Pedro, a destruição de Jerusalém e o templo. O precursor de Cristo, São João Batista, foi grande profeta. Jesus afirmou que Ele era mais que um profeta e que “entre os nascidos das mulheres não se levantou outro maior”. De tempos em tempos surgiam impostores, proclamando-se, a si mesmos, profetas, por exemplo: Ananias, Bar-Jesus. A origem divina das mensagens proféticas é provada por milagres, pela realização das coisas preditas, o feito da profecia, o conteúdo e caráter podem servir também de critério negativo.
Jesus predisse a vinda ao mundo de muitos pesudo-profetas e alertou a seus seguidores que estivessem de sobreaviso, que são todos os que ensinam uma doutrina falsa, muitas vezes apresentando-se em nome de Deus. Como todos os hereges. Para segurança dos cristãos e de todos os homens de boa vontade, deixou Jesus sua Igreja encarregada de fiscalizar e zelar pela pureza da doutrina e pela autenticidade dos que falam e escrevem em nome de Deus.

Providência. A direção divina de todas as coisas criadas para seu próprio fim e do mundo para seu objetivo supremo que é a glorificação divina. Supõe a presciência infalível e a determinação imutável de todos os acontecimentos com relação ao plano eterno. A providência divina, que faz parte dos dogmas católicos, rejeita tanto o fatalismo como o acaso. O governo divino de todas as coisas é a execução de sua providência.

Prudência. Virtude moral e sobrenatural que leva a inteligência a escolher, em todas as ocasiões, o que for melhor para atingir determinado fim, tendo em vista nosso último fim na vida. É a guia das outras virtudes uma vez que aponta o meio termo entre o excesso e a deficiência em outras virtudes morais.

Racionalismo. Teoria filosófica que somente aceita as verdades que podem ser adquiridas e entendidas pelas luzes naturais da razão. Rejeita o sobrenatural e, consequentemente, a possibilidade de revelação e os milagres. Na interpretação racionalista da Bíblia, por exemplo, pretende-se explicar o caráter sobrenatural dos milagres atribuindo-lhes causas meramente naturais.

Razão e Fé. As verdades conhecidas através da fé não podem estar em contradição com as conhecidas pela ciência, mas é preciso que se trate de verdadeira fé e de verdadeira ciência. Ambas têm a mesma fonte, Deus, que é o autor da revelação e da inteligência humana. Uso da razão: capacidade de distinguir entre o bem e o mal e, portanto de ser responsável pelos seus atos. Juridicamente se presume que aos sete anos todos tenham o uso da razão, embora nos casos particulares isso se dê antes (com mais freqüência) ou depois. As crianças batizadas que atingirem o uso da razão antes dos sete anos, estão obrigadas a cumprir certas leis da Igreja como o preceito da comunhão pascal. No entanto a maioria, das leis da Igreja só obrigam depois dos sete anos e depois do uso da razão, de modo que um demente está desobrigado delas.

Reencarnação. Doutrina da transmigração das almas, segundo a qual uma mesma alma poderia passar sucessivamente, pelos corpos de diversos homens no que se distingue da metempsicose segundo a qual poderia a alma transmigrar também de animais, plantas, etc.
Não sabendo conciliar a justiça divina com a bondade em Deus, e vendo, por outro lado a desigualdade entre os homens, os espíritas apelaram para a reencarnação a fim de explicar esses problemas. Negam o valor salvífico da Paixão e morte de Jesus, e a eficácia da Graça divina, para aceitar uma solução tão grosseira quanto incapaz de resolver o problema, e que vai contra os princípios cristãos bem como contra a sã filosofia. A diversidade de uma vida anterior a ser purificada, uma vez que, não restando recordação alguma de tal vida, desaparece o caráter de sanção moral. Além disto sabemos perfeitamente que as penas desta vida servem para purificar os pecados desta vida. O argumento de que o caminho para o infinito requer várias vidas por ser longo, não vale pois segundo essa maneira de conceber a ida para a eternidade, nem mesmo um milhão de vidas, seria suficiente; ao passo que a única vida terrena de que dispomos, concebida como única prova pela qual havemos de passar, auxiliados com a Graça divina, dá razão suficiente para nossa entrada na eternidade. A alma, como ser espiritual que é, não deve ser considerada à maneira dos seres materiais: na sua purificação mais vale a conversão, isto é mudança da vontade e sua orientação para Deus, do que a quantidade e o tamanho da pena. Por esta mesma razão é que o inferno deve ser sem fim pois a prolongação da pena nada muda sem a mudança da vontade. Depois da morte a vontade ficará imutável quer para o bem, no caso dos que morrem em estado de Graça, quer para o mal e aversão a Deus, no caso dos que morrem em estado de pecado mortal como consta claramente na Bíblia.

Reino de Deus. Deus, que é o criador de todas as coisas, é também Seu Senhor e dono. Toda criação pode, portanto ser considerada como constituindo o Reino de Deus.
Anunciaram os profetas do Antigo Testamento, ao falar do Reino de Deus, em termos bem claros um outro reino futuro, maior e melhor, e que seria universal incluindo também os gentios e duraria para sempre. Esse reino não deveria ser um império político mas sim o Reino de Deus fundado por Jesus Cristo, embora até os apóstolos tivessem custado a compreender isto.
No Novo Testamento, o termo “Reino de Deus”, embora usado com freqüência, é um tanto complexo quanto à idéia que encerra. Em geral tem um destes três significados: o reino interno, invisível; o reino social, visível; ou o Reino de Deus triunfante.
O interno é o Reino de Deus nos corações dos homens pela Graça. Elevem de repente e está dentro das almas dos homens, e consiste não “em comida e bebida, mas em justiça e paz e alegria no Espírito Santo.
O visível é a Igreja católica fundada por Jesus. É para todos os homens, contém até mesmo pecadores que um dia serão expulsos, desenvolve-se de um início pequenino e é um Dom do amor de Deus.
O final é o reino triunfante de Deus e Jesus. Quando Jesus voltar cheio de glória, no fim do mundo, alcançará então o reino sua plenitude. Ensinou Jesus a seus seguidores a pedirem a Deus Pai e Deus será tudo em todos.

Religião. Em geral, diz-se da relação entre o homem, criatura, e Deus, seu criador. Subjetivamente, a religião é a disposição voluntária da alma em reconhecer Deus como ser supremo e Senhor do universo e de lhe prestar o culto que lhe é devido. Objetivamente, é o conjunto das verdades dogmáticas e dos princípios éticos que dirigem a vida do homem para Deus. Considerada tanto objetiva como subjetivamente, a religião compreende o homem inteiro: inteligência, vontade e atos externos. Entre todos os homens, não importa qual seja seu desenvolvimento cultural, se encontra sempre uma religião, pois ela responde a uma profunda necessidade da natureza humana.
A religião fundada no conhecimento de Deus que o homem pode adquirir sem o auxílio da revelação chama-se religião natural. A que se baseia na revelação divina chama-se religião sobrenatural.
O cristianismo é uma religião sobrenatural, isto é, a relação existente entre Deus e o homem ensinada pelo cristianismo, se baseia numa revelação divina de Deus através de Cristo. Além disso, é também sobrenatural quanto ao fim que propõe a vida humana (a visão beatífica) e aos meios para atingir esse fim (a Graça e os sacramentos) que transcendem às forças e às exigências da natureza humana.
A religião natural é a religião dos povos primitivos. A etnologia moderna chegou à conclusão de que a forma religiosa própria do estado mais primitivo da humanidade é o monoteísmo. A despersonalização de Deus, fracionando-o em diversos poderes (feiticismo, animismo, magia, politeísmo, etc.) é resultado de evolução degenerativa.

Rosa Cruz. Uma sociedade secreta. Seus membros afirmam ter revelações especiais, bem como uma herança secreta. Negando o cunho religioso de sua seita, desprezam as organiza{ religiosas e se entregam ao ocultismo, teosofismo e à filosofia espiritualista.

Sabedoria. 1) A sabedoria dos homens é profana ou religiosa. A profana é perícia ou capacidade de escolher os meios próprios a fim de obter determinado intento. Assim os peritos em artes e ofícios, como os que executaram os trabalhos do templo de Salomão, são descritos como tendo sabedoria. para governar bem requer sabedoria e auxílio de conselheiros sábios. Algumas vezes foi o povo enganado pelos assim chamados “sábios” e este abuso da sabedoria foi condenado pelos profetas.
Os homens que sobressaiam em sabedoria religiosa ou espiritual, dirigiam o povo na observância dos dez mandamentos e instruíram-no na prática das virtudes. Estes sábios escreveram a literatura sapiencial do Antigo Testamento: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, e Eclesiástico. Os escritores dos livros sapienciais consideram a sabedoria no homem com a perfeição da ciência que se mostra na prática. De acordo com esses sábios, a sabedoria só pode ser adquirida pelos homens retos e é concedida por Deus só aos que a procuram ardentemente. Em virtude da sabedoria o homem sobrepuja o mal e pode se assegurar as promessas quer da vida presente quer da futura. A sabedoria deve ser prezada acima de todas as coisas e todo aquele que a menospreza está fadado à infelicidade. Os frutos da sabedoria são tantos e de t longo alcance que seus efeitos se mostram tanto na alma como no corpo do homem. A posse da sabedoria resulta em uma boa-vida espiritual. A sabedoria traz a felicidade, a vida espiritual e as bênçãos de Deus para aqueles que guardam suas máximas; assegurando-nos o descanso, a alegria e o prazer. A prosperidade do pecador não perturbará o sábio que deverá continuar a praticar sua religião porque há uma vida futura e ele não será enganado na sua esperança de uma recompensa futura. A sabedoria dá ao homem um conhecimento mais perfeito de Deus.
Como recompensa da observância dos mandamentos duas graças especiais são dadas ao sábio: o temor do Senhor e o conhecimento de Deus nas quais está a verdadeira sabedoria. Deus, que é a única fonte de sabedoria, protegerá o sábio do pecado e lhe dará a bênção e Graça do Reino de Deus. Entre as bênçãos temporais dada aos sábios estão a boa saúde, a força e a vida longa. Um apanhado geral dos efeitos da sabedoria se encontra no livro do eclesiástico.
2) a sabedoria de Deus nos está presente de três maneiras: como atributo, como personificação poética e como pessoa.
Este atributo divino aparece muitas vezes no Antigo Testamento para designar a criação de Deus, Sua providência e autoridade. Por Sua sabedoria, Deus foi o primeiro e o maior arquiteto; não só criou o universo físico, mas também continua a dirigir os acontecimentos humanos. A sabedoria divina também se manifesta em Deus como autor da ordem moral, em particular dos dez mandamentos. São Paulo resume este atributo em seu hino de louvor à sabedoria e ciência infinita de Deus.
3) na visão cristã, a sabedoria é um dos 7 dons do Espírito Santo. Aperfeiçoa a virtude da caridade tornando os homens aptos para discernir Deus e as coisas divinas em seus últimos princípios e Ter gosto para com eles.

Sábio. O que tem sabedoria. aparece, na Bíblia, em muitos sentidos. Ás vezes, designa interpretes pagãos de sonhos, mágicos, adivinhos, etc. Outras vezes, com mais propriedade, um homem de prudência, inteligência e experiência, e, especialmente, os que são capazes de fazer exposições sábias, em forma de parábolas e provérbios, como os que se encontram nos livros dos provérbios e eclesiástico. Os magos do oriente que visitaram Jesus depois de seu nascimento, estavam na classe dos “sábios”.

Saduceus. Seita religiosa dos judeus. Poderíamos chamá-los de materialistas daquele tempo; e o que é mais incrível, é o fato de até sacerdotes terem pertencido a essa seita. Foram acusados por João Batista e por Jesus. Embora menos ferrenhos que os fariseus, também buscavam apanhá-Lo em ciladas e, por seus representantes, tomaram parte na condenação de Jesus.

Salomão. Filho de Davi e de Betsabée; Rei de Israel no tempo de seu máximo esplendor. Pouco antes de sua morte Davi prometera a Betsabée que Salomão seria seu sucessor, a despeito das pretensões de Adonias, meio-irmão de Salomão. Mandou então Davi que Salomão fosse ungido Rei. Sentindo aproximarem-se-lhe os últimos momentos, deu-lhe conselhos pertinentes e lhe transmitiu suas últimas vontades. Como Rei, Salomão foi ocasião de Adonias ser condenado à morte, e mais tarde, mandou matar Joab que assassinara Abner e Amasa e, além disto, era politicamente suspeito por Ter sido um dos partidários de Adonias. Depôs o sumo sacerdote Abiatar e o substituiu por Sadoc. Salomão obteve o favor do Senhor quando pediu que lhe fosse concedida a sabedoria. esta logo se manifestou no caso das duas mulheres que reclamavam a mesma criança como filho. Seu reino foi de magnificência considerável: construiu o templo de Jerusalém, no que foi auxiliado pelo material, quer já acumulado por seu pai, Davi, quer fornecido por Hiram de Tiro, juntamente com os operários e artífices. Construiu também palácios para si e para a filha do faraó do Egito, com quem se casara. Depois de Ter fortificado Jerusalém e de tê-la embelezado com edifícios reais, Salomão construiu ou reconstruiu as cidades de Gazer, Bet-Hon, Balaat e Palmira. Além de ser bom administrador, Salomão teve também muitos auxiliares hábeis. Imaginou um plano sagaz para suprir sua côrte com provisões, dividindo o país em 12 distritos para os quais designou 12 intendentes com a responsabilidade de fornecer alimento por um mês. Manteve poderoso exército e promoveu próspero comércio marítimo. A fama de sua sabedoria e opulência ultrapassou as fronteiras de Israel, provocando a visita da rainha de Sabá, que levou muitos presentes valiosos para Salomão, recebendo deste, em troca, muitos outros não menos valiosos. Não obstante, o povo era duramente oprimido para poder sustentar a luxuosa côrte de Salomão, de sorte que havia geral desconhecimento. Ocorreram várias rebeliões, como as de Adad, Razon e Jeroboão. A política de taxas seguida por Salomão e copiada por seu filho e sucessor, Roboão, foi a causa da separação das dez tribos, depois da morte de Salomão. Além disto, abraçou a idolatria prestando culto a Astarte e Moloc, deuses de tribos vizinhas e construindo-lhes templos. Suas melhores pagãs o afastaram de Deus. Seu harém se tornou proverbial. Tinha 700 esposas e 300 concubinas. Sua idolatria irritou o Senhor de tal modo que Deus advertiu Salomão que, por esse motivo, haveria de lhe dividir o reino, o que ocorreu logo após a morte de Salomão. Salomão reinou durante 40 anos.

Sansão. Um dos juizes de Israel, filho de um varão da tribo de Dan, chamado Manué. Era narizeu ou nazireno, isto é, consagrado a Deus, e dotado de força prodigiosa. Para se entender corretamente suas história narrada em Jz 13-16, nota-se que: 1) não foi propriamente um chefe nacional, na luta contra os filisteus, mas sim um herói isolado a quem os seus admiravam sem serem comandados por ele. 2) Sansão causou maior dano aos inimigos fomentando com seus exemplos a resistência nacional, do que com suas façanhas heróicas (provavelmente muito exageradas com o decorrer dos tempos. 3) não foi um mito, mas sim um testemunho vivo da bondade divina: Deus paternalmente castiga Seu povo, as vezes, com duros castigos, mas logo o recebe e perdoa quando ele faz penitência. 4) sua força prodigiosa vinha de Deus a quem estava consagrado e não a cabeleira, simples sinal externo, tanto assim que esta já havia crescido minha Sansão continuava sem força. Por infidelidades progressivas, deixou-se dominar pela paixão a ponto desta suplantar a fidelidade devida à sua condição de nazireno (consagrado a Deus) e assim perdeu a Graça divina e o sinal externo. Só pela penitência e oração humilde foi que a recuperou. Dentro da mentalidade semita, só se atreveu a pedir a Deus a restituição da força, depois que o sinal de sua infidelidade havia desaparecido e para um fim nobre, defender (a seu modo) a honra de Deus, mesmo com o sacrifício da própria vida. Assim entendida a história de Sansão nada tem de supersticioso e o que nos poderia talvez parecer infantil, não é outra coisa senão o modo de conceber as coisas e a maneira de se expressar de um povo semi-bárbaro.
A memória das façanhas desse campeão da independência nacional continuou a alentar os israelitas na sua reação contra os opressores, mas numa reação religiosa: primeiro a conversão e penitência, depois, a independência.

Satan, Satanás. O chefe dos demônios, isto é, daqueles espíritos maus que, por castigo, foram privados da visão beatífica, para a qual tinham sido destinados, e foram lançados nos tormentos eternos. Algumas vezes, a palavra é também usada para indicar não o chefe, mas outros demônios.
Satan, quer dizer adversário e é, algumas vezes, usado não com o significado de demônio, minha com termo genérico que pode ser aplicado a qualquer inimigo ou adversário. Assim Cristo disse a Pedro: “afasta-te! Para trás de mim, satanás!” para mostrar que a atitude humana de Pedro era tão contrária à idéia messiânica de Cristo como a tentação de satanás também. (2 Sam 19,22)

Semente. Palavra freqüentemente usada, na Bíblia, no sentido de posteridade, família, raça ou descendência. Jesus, na parábola do semeador, comparou à semente a palavra de Deus colocada nos homens.

Sobrenatural. O que está acima da natureza. Alguns dons sobrenaturais, como encarnação, Graça santificante transcendem os poderes, diretos e necessidades de qualquer natureza criada e não podiam ser merecidas por criatura alguma. Estes chamam-se “absolutamente naturais” em oposição aos “relativamente sobrenaturais” ou “prenaturais”, isto é, o que só transcende a capacidade ou necessidade de alguma natureza particular, mas não de qualquer criatura, assim por exemplo, um conhecimento natural a natureza angélica infundido em algum ser humano lhe é relativamente sobrenatural.
Superstição. Erro pelo qual se atribuem a criaturas (seres animados ou inanimados) poderes que pertencem só a Deus. Pecamos por superstição quando atribuímos poder sobrenatural às estrelas (astrologias), amuletos, feitiços, macumbas, cartas em corrente, encantamento, “orações fortes”, etc. O acreditar realmente que tais coisas têm poder para controlar os acontecimentos é matéria de pecado grave. No entanto o pecado fica, de ordinário, atenuado por causa da ignorância, ingenuidade, ou inadvertência da pessoa supersticiosa. Assim, algumas práticas supersticiosas tradicionais. Como atirar arroz em casamentos, poderão constituir falta grave se, de fato, se acredita na sua eficácia, mas não encerrará falta alguma se com esse gesto se quer apenas expressar simbolicamente votos de felicidades.

Temperança. Uma das virtudes cordiais, a que regula, de acordo com a razão e a fé, a atração que sobre nós exercem os prazeres dos sentidos, particularmente os da comida e bebida bem como o prazer sexual. Como o prazer sensível nos alicia muito fortemente, acontece com freqüência que os desejamos e mesmo procuramos em excesso. É justamente a virtude da temperança que vem moderar esses nossos instintos. Com a finalidade de nos dar contos. Com a finalidade de nos dar controle seguro sobre as inclinações naturais de modo a não cairmos em excessos, leva-nos a temperança, às vezes, a refrear mesmo os prazeres permitidos.

Tentação. Palavra usada em dois sentidos na Bíblia. tentar, propriamente significa experimentar, provar, e é neste sentido que lemos ter Deus “tentado” Abraão. Às vezes, são os homens que tentam a Deus ou experimentam-no, quando duvidam Dele. Nestes casos, Deus ou tem provado Seu poder, como quando miraculosamente forneceu aos israelitas no deserto água e alimento, ou se tem mostrado irado pela falta de fé ao ponto de destruí-los. Pelo que somos admoestados a não tentar a Deus. As tentações não procedem de Deus, são apenas permitidas por Ele para provar a nossa virtude; podemos sempre repeti-las se recorrermos a Seu auxílio.
O outro sentido da palavra é a instigação para o mal. É neste sentido que aparece no pai-nosso.

Tiro. Amais famosa das cidades da Fenícia, e um dos mais antigos pontos do Mediterrâneo, provavelmente o maior porto mundial no tempo de Salomão, e consequentemente uma das mais ricas cidades da antigüidade. É mencionada pela primeira vezes na bíblia em Jos 19.29, e depois com freqüência. Hiram, Rei de Tiro, ajudou Davi a conseguir os materiais para a construção do templo e a Salomão na própria construção.

Trindade, a SSMA. O mistério fundamental do cristianismo que consiste no fato de que sendo Deus numérica e individualmente um, existe em três pessoas distintas; ou, em outras palavras, que a essência divina, que é a uma e a mesma, no mais estrito e absoluto sentido, existe em três pessoas realmente distintas entre si sendo cada uma realmente idêntica à mesma essência divina. O Pai, gera eternamente o Filho, e o Espírito Santo procede de ambos. Cada pessoa é realmente distinta da outra, cada uma é Deus verdadeiro e eterno e contudo há só um Deus. Podemos compreender que 3 indivíduos humanos sejam distintos um do outro e ainda possuam uma humanidade em comum. A unidade de três pessoas divinas é inteiramente diferente. Quando falamos delas como um Deus, dizemos não só que cada uma é Deus, mas que cada uma é um e o mesmo Deus. Este é o mistério da Trindade, incompreensível e toda a inteligência criada.
O mistério que a Igreja admitiu desde o começo, como se vê pela forma do batismo. Só mais tarde, com o aparecimento de Hereges, é que definiu no concílio de Nicéia (325) a consubstancialidade do Pai e do Filho; e a divindade do Espírito Santo, no de Constantinopla. (381)

Túnica Incosútil. Nome com que é conhecida a túnica de Jesus, que era de tipo das que não tinham costura, isto é, eram tecidas já com a forma de túnica, e eram naturalmente mais apreciadas que as demais.

Via Sacra. Os peregrinos, em Jerusalém, podem percorrer hoje o doloroso caminho que Jesus seguiu rumo ao Calvário e deter-se nos quatorze pontos que, segundo a tradição, balizam esse caminho sagrado. Mas isto é possível também aos que não podem viajar até Jerusalém; pois nas igrejas católicas, há quatorze “estações” assinaladas por outras tantas cruzes representando esses quatorze acontecimentos principais da Paixão. Ao percorrê-la o fiel contempla o quadro anexo à cruz, medita sobre o acontecimento nele representado e pede Graças sugeridas pela sua meditação. E até mesmo aqueles que não podem percorrer as estações em uma Igreja, podem seguir a Cristo em espírito contemplando os quadros nas igrejas meditando e orando em cada uma das estações ali reproduzidas, a saber: 1) Jesus condenado a morte. 2) Jesus recebe a cruz. 3) Jesus cai pela primeira vez. 4) Jesus se encontra com Sua mãe. 5) o cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz. 6) a Verônica enxuga a face de Jesus. 7) Jesus cai pela Segunda vez. 8) Jesus consola as mulheres de Jerusalém. 9) Jesus cai pela terceira vez. 10) Jesus é despojado de Suas roupas. 11) Jesus é pregado na cruz. 12) Jesus morre na cruz. 13) Jesus é descido da cruz. 14) Jesus é colocado no sepulcro. Recomenda-se que o fiel ao percorrer a Via Sacra, reze pelas intenções de Jesus, um pai-nosso, ave Maria e Glória.

Vontade. 1) No homem: É o apetite racional. Assim como o homem tem uma faculdade pela qual tende ou foge de objetos conhecidos pelos sentidos como bons e maus; assim também tem uma faculdade pela qual ama ou odeia o que for conhecido pela inteligência como bem ou mal. Esta faculdade é conhecida como a vontade humana. É a faculdade da vontade com que o homem ama ou odeia a Deus, a seu próximo, a si mesmo, os santos, a pátria, etc. Muitas vezes fala a Bíblia da vida do homem, como de algo que tem muitas possibilidades cuja vitória final e felicidade definitiva dependem do uso correto de sua faculdade de escolher (livre arbítrio). Assim, o livro dos provérbios (8,10) insiste que o homem prefira a sabedoria ao ouro; o livro da sabedoria (5, 1-8) mostra a vitória final dos que escolheram a justiça.
2) Em Deus: Não é um tender, como no homem, mas sim um afirmar-se a si mesmo porque nele se identificam o sujeito que quer, o ato de querer o objeto. Na Bíblia, porém, muitas vezes a vontade divina é expressa de um modo humano. Por exemplo: apresenta-se como vontade de Deus aquilo que Deus nos teria feito.
Em sentido mais estreito, aparece como vontade de Deus o ato deliberado de escolha ou decisão, da parte de Deus pelo qual deu existência a todas as coisas existentes e as conserva. É aquele ato de Deus pelo qual Ele é a causa de tudo exceto o pecado e o mal. A vontade de Deus deve ser feita em todas as coisas. Jesus ensinou os apóstolos a rezarem pedindo que a vontade de Deus seja feita. Deus quer que todos os homens ser salvem, o que acontecerá aos que preencherem as condições estabelecidas por Deus. A condição depende pois do homem. A vontade de Deus de que o homem se salve é sincera e universal.

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