Adicção, A.A., N.A., Doze Passos, Reflexões, Literatura, Clínica, Comunidade, Espiritualidade

LITERATURA DE ALCOÓLICOS E NARCÓTICOS ANÔNIMOS, OS DOZE PASSOS, REFLEXÕES, CLÍNICAS, COMUNIDADES, ESPIRITUALIDADE. ESPERO COM ESSAS MATÉRIAS, ESTAR COLABORANDO COM ALGUÉM, EM ALGUM LUGAR, EM ALGUM MOMENTO DE SUA VIDA !

domingo, 4 de novembro de 2007

Substitua o vício por AA

UMA VISÃO DO INGRATO VÍCIO.
E A AJUDA DE (A A)

Para a maioria da gente normal a bebida significa o convívio, o companheirismo e uma imaginação colorida. Significa a liberação momentânea da ansiedade, do desgosto e da angústia. É a intimidade alegre com os amigos e o sentido de que a vida é boa. Mas não é assim conosco, nessas últimas etapas da carreira de alcoólatras. Os velhos prazeres sumiram. Nada mais são que reminiscências. Jamais poderíamos captar os grandes momentos do passado. Existia um desejo insistente de gozar a vida, como já a gozáramos, e uma angustiada obsessão de que algum novo controle milagroso nos permitisse fazê-lo. Sempre houve mais uma tentativa e mais um fracasso.
Quanto menos as pessoas nos toleravam, mais nos afastávamos da sociedade, da própria vida. Enquanto nos tornávamos súditos do rei álcool, criaturas trêmulas do seu reinado louco, pairava sobre nós aquele frio vapor que é a solidão. Tornava-se mais denso casa vez mais escuro. Alguns de nós procuramos lugares sórdidos, esperando sempre encontrar um ambiente de companheirismo e compreensão. Momentaneamente o encontrávamos, mas sobrevinha o vácuo e o terrível despertar, ao ter que encarar os quatro cavaleiros hediondos. O terror, a inquietação, a frustração, e o desespero. Os bebedores infelizes, lendo esta página, logo compreenderão o que queremos dizer-lhes.
Numa ou noutra ocasião, um bebedor sério, num momento de sobriedade dirá: “não me faz falta; sinto-me bem. Estou trabalhando melhor. Estou me divertindo mais.” Como ex-bebedores-problema, sorrimos ao ouvir tal declaração. Sabemos que nosso amigo é como um rapaz assobiando na escuridão para afugentar o medo. Engana-se a si mesmo. No íntimo, daria qualquer coisa para tomar meia dúzia de aperitivos, a fim de afastar seus problemas. Eventualmente, tentará de novo o velho jogo, pois não está contente com sua sobriedade. não concebe uma existência sem álcool. Algum dia não poderá conceber uma vida nem com nem sem álcool. Então conhecerá a solidão, como poucos a conhecem. Terá chegado ao ponto final. Desejará o fim.
Explicamos como saímos da escuridão. Você dirá: “sim, estou disposto. Mas terei de estar destinado a uma vida em que serei péssimo, grosseiro, enjoado e triste como algumas pessoas virtuosas que conheço? Sei que preciso passar sem a bebida, mas como? Será que vocês têm um substituto adequado?
Sim, há um substituto, e muito mais do que isso. É uma irmandade dentro de Alcoólicos Anônimos. Ali encontrará a libertação da ansiedade, do desgosto e da angústia. Acenderá sua imaginação. A vida, finalmente, terá sentido. Os anos mais satisfatórios de sua existência estão à sua frente. É o que achamos dessa irmandade, e o que você também achará.
Pergunta você: “como acontecerá isso? Onde encontrarei essa gente?”
Encontrará esses novos amigos na sua própria comunidade. Perto de você, alcoólatras estão morrendo sem ajuda, como pessoas num navio que se afunda. Se viver num lugar grande, haverá centenas. Altos e baixos, ricos e pobres, estes são os seus futuros companheiros de Alcoólicos Anônimos. Entre eles você fará amizades para toda vida. Estará ligado a eles por novos e maravilhosos, laços, pois fugirão do desastre juntos e começarão, ombro a ombro, sua jornada comum. Então saberá o que significa dar de si próprio para que outros possam sobreviver e redescobrir a vida. Aprenderá o sentido completo de “amor ao próximo como a si mesmo.”
Poderá parecer incrível que estes homens voltem a ser felizes, respeitados e úteis de novo. como podem levantar-se de tanta miséria, má fama e desespero? A resposta prática é que, uma vez que estas coisas já aconteceram conosco, podem acontecer também com você. Se as desejar acima de tudo, e se estiver disposto a aproveitar-se da nossa experiência, estamos certos de que acontecerão. A época dos milagres ainda persiste. Não própria recuperação o prova.

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