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domingo, 4 de novembro de 2007

Evangelho e Testemunho

A Importância do Evangelho e o imperativo do testemunhos através de estudos e ações.

Tal qual o estudante que, ao término de um curso, é submetido a um rigoroso exame para aferição do conhecimento obtido, o cristão, analogamente, deve provar – testemunhando por meio de atos, atitudes e pensamentos coerentes – se, de fato, assimilou os ensinamentos do Evangelho. Mas como isso se processa, e como fazer para atingir tal objetivo?

“Muitos se queixam da luta moral em que se sentem envolvidos, depois da aceitação do Evangelho.” De fato, é ingenuidade imaginar que a incorporação dos princípios e orientações lá contidos ocorre sem lutas e embates intensos que travamos dentro de nós mesmos. Na verdade, a aceitação do Evangelho pressupõe radicais mudanças na forma como vemos e conduzimos nossas vidas. Significa abraçar valores de conduta de natureza universal estabelecidas pelo próprio Criador. Não é a toa, por sinal, que grandes vultos da humanidade ao testemunharem tais mudanças enfrentaram a zombaria, a incompreensão e até mesmo a morte nos períodos mais obscuros da nossa civilização.
Reconheçamos que cada um de nós tem lá as fraquezas e deficiências que nos são próprias, e que haveremos de enfrentá-las, no momento oportuno. E ao vencê-las nos transformamos para melhor tal como a poeira cósmica que um dia formará o astro.
Assim, em dado momento, as pessoas antes com tendências à libertinagem e devassidão, por exemplo, não mais cedem aos impulsos advindos das paixões inferiores.nz mergulham nas correntes escuras da vaidade. Porque, enfim, percebem a sua precária condição, o que não justifica qualquer tipo de presunção. Entendem, afinal, que tudo procede de Deus, ao homem cabendo apenas um papel secundário na criação divina. Em resumo, compreendem, verdadeiramente, o que são.
Não mais se comprazem no orgulho. Porque, afinal, passam a entender ser este o caminho da derrocada como atestam, aliás, vários personagens da jornada humana nesse mundo. Na verdade, o cultivo da humildade – antítese do orgulho – é a melhor profilaxia contra muitos males que nos assolam presentemente. A humildade é classificada como uma atitude de aceitação do Poder Superior, mas orgulho é exatamente o oposto. O orgulho é uma venda que tapa os olhos da pessoa impedindo-a de ver as fulgurações da bondade divina.
Não mais se comprazem com o egoísmo pois passam a reconhecer que todos os seres humanos são iguais perante Deus. Ademais, de que vale ajuntar tesouros que não se leva para a dimensão espiritual? De que adianta espalhar a dor e o sofrimento que se voltará contra o seu autor mais dia ou menos dia? de que adianta adquirir dívidas ético-morais desnecessárias que lhes serão cobradas mais cedo ou mais tarde no tribunal da consciência pesada?
Como conseqüência desse amplo processo de purificação interior, buscam viver o Evangelho na plenitude, o que lhes traz determinados desconfortos e desafios – ser cristão não é fácil. Um deles tem a ver com o fato de que “não mais rendem culto à discórdia”. Ou seja, usam o poder do diálogo em todas as circunstâncias. Mas, quando este se mostre ineficaz, preferem se calar. Procuram ajudar em vez de criticar. E quando a situação se configure por demais complexa, confiam na ação do tempo que a tudo esclarece. Outro decorrer da libertação de “velhos envoltórios da ilusão” o que se lhes amplia a sensibilidade antes adormecida. Por tudo isso, sentem graves aflições a emergirem de dentro de suas almas. Sinais inequívocos de que o homem velho cede espaço ao homem renovado.
Ter uma vida centrada nos preceitos do Evangelho, implica em muitas coisas e, entre elas: enfrentar, sem qualquer tipo de privilégio, ásperas experiências; sofrer com resignação as provas (exames) que lhes são colocadas no caminho redentor; colocar interesses pessoais em segundo plano; ouvir e ver coisas que os sentidos comuns geralmente evitam; e trabalhar incessantemente para diminuir a dor alheia.

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