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quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Driblando a dor do vício

DRIBLANDO A DOR.

Hoje, o jovem está encontrando tudo com muita facilidade. Tem uma vida privilegiada, com doze anos já dirige veículos e freqüenta as famosas festas de embalo. As crianças e os jovens estão envelhecendo prematuramente, desde cedo já vivem em festinhas. Com o passar dos anos tudo é rotina, não houve descoberta. Levados pelo cotidiano, buscam algo que os leve a viver situações diferentes.
A droga é um alucinógeno repleto de surpresas; se o drogado tivesse uma reação idêntica, todos os dias, ele se cansaria do tóxico. Mas não, ela, ao chegar ao organismo, faz com que o dependente sinta aquilo que busca, por isso aumentam as doses dia após dia. O homem ao se drogar, espera atingir uma satisfação que não encontra em seu estado normal.
A região frontal do cérebro, responsável pela formação do juízo e ondas de retorno, governa todas as manifestações nervosas, centro de força mental. O diencéfalo, centro de força coronário, fixa conhecimentos, virtudes morais, compreensão. Aqui se encontra a consciência de cada indivíduo, é a sede do espírito. Ele supervisiona os demais centros de força e lhes transmite os impulsos vindos do espírito. É ele que capta as energias da aura espiritual e as transmite aos chacras e ao físico. É a sede do espírito, é dele que partem as decisões. Aglutina, transmite e dissemina energias do córtex cerebral para funcionamento equilibrado do sistema nervoso. Ele é majestoso e de grande poder; é concentração de força do espírito e das forças psíquicas e físicas do ambiente da vida. Irradia energias vitalizadoras e correntes magnéticas. Portanto, é máquina poderosa que, quando violentada por pensamentos ou idéias de mentes desencarnadas, ou, algo forte como o tóxico, faz com que o cérebro trabalhe com sobrecarga, muitas vezes causando serias lesões. Daí o viciado não trabalhar ou render pouco e suas cordas vocais ficarem deficientes, falando pausadamente. O tóxico age no sistema nervoso central, composto pelo cérebro e pela medula espinhal, centro esse formado por vários bilhões de células nervosas denominadas neurônios, que se comunicam entre si por meio de mensageiros químicos, denominados neurotransmissores. A droga, ao penetrar no cérebro, interfere diretamente nas transmissões desses neurotransmissores, esmagando cada célula, que possui vida própria. Estas, ao serem atingidas, fazem com que o viciado sinta sensações novas e nunca idênticas. Mas morre... pouco a pouco também. À medida que vão aumentando as doses, o viciado apresenta uma doença cerebral orgânica, dificuldade de concentração, agitação ou prostração, perda de memória e muitas vezes uma dilatação dos ventrículos. O cérebro de um dependente apresenta-se alterado. Por isso ele nada teme, quando a droga já tomou conta, lesando-lhe o cérebro.
O drogado vive em busca do aumento de prazer, e o método de passar cocaína nas gengivas oferece reações mais rápidas, mas também conseqüências mais terríveis. A gengiva é por demais sensível e o pó brasileiro contém muitos corrosivos, um deles o pó de mármore. Essa busca se dá pelo fenômeno chamado tolerância, que se caracteriza pelo consumo ininterrupto de uma droga, uma necessidade de se aumentar a dose, obter o mesmo efeito ou outros ainda desconhecidos. Muitos, com uma overdose morrem, outros, com quantidades maiores, nada sentem. É o segredo da vida. O perigo de ocorrer a morte aumenta com os coquetéis de droga. O indivíduo considerado um grande consumidor, na busca do prazer, é levado a misturar álcool, comprimidos, maconha, que é uma grande inimiga do álcool, coca, lsd e outros tóxicos. Não existe organismo que suporte, arrebenta tudo, é uma sobrecarga negativa na carcaça física e perispiritual.
Há pessoas que tomam medicamentos em excesso, e se intoxicam tentando se curar de estresse, fadiga, falta de sono. Assim, são levados a outras doenças por esse excesso, e sofrem física, mental e espiritualmente, de forma desnecessária.
Este estado de fadiga ocorre porque a tirosina é uma proteína ingerida na alimentação, na célula nervosa ela é dragada pela enzima hidrolase e transforma-se em dopa – substancia precursora da dopamina. Para transmitir o impulso nervoso, a célula livra a dopamina para a célula vizinha, após a passagem do impulso, ela volta para a célula que a libertou ou permanece no meio exterior, onde é destruída. Na fadiga crônica, a dopamina age desiquilibradamente e o cérebro é que sofre as conseqüências; e o organismo não reage, mesmo que a pessoa fique em repouso total. Os neurotransmissores são substancias liberadas e destruídas pelas células nervosas a todo instante, ao sabor das necessidades impostas pelo organismo. No esforço físico, o cérebro libera moléculas de dopamina que, através das terminações nervosas, fazem a movimentação da musculatura. Quando cessa, a metamina é metabolizada pelo organismo. Nas pessoas atacadas pela fadiga, a dopamina age desequilibradamente. O tratamento dessa doença requer muita paciência, pois é no cérebro da pessoa que se aloja o desequilíbrio.
Quem desconhece a dor do tóxico está longe de saber o que vem ocorrendo no mundo. O tráfico de drogas cresce a cada instante e os dependentes ficam cada vez mais prisioneiros da dor. Só quem conhece alguém vivendo este problema pode imaginar o porquê da espiritualidade estar lutando tanto junto ao homem para o extermínio do tóxico.
A criança corre perigo, porque hoje o tóxico é moda, e a família que não montar guarda cerrada contra a dependência do álcool e da droga sentirá a dor e o desespero.
Jesus, se hoje pudesse enviar uma mensagem para a humanidade, com certeza ela seria mais ou menos assim: “Estou pairando no ar, levitando sobre a cabeça de todos vocês, distribuindo a paz, a luz e a esperança em todos os lares”, mas não posso isso dizer, porque estarei mentindo. Não estou levitando nas nuvens da esperança, como gostaria. Estou ombro a ombro com a mãe que espera o filho e me chama em alta noite, tendo por companhia a apreensão e o relógio, cujo tique-taque é uma punhalada em seu coração; estou ao lado da esposa e dos filhos, que muitas vezes têm de enfrentar o terror da fome, porque o companheiro ou o pai é um joguete nas mãos de um traficante, estou ao lado da autoridade que busca a droga, muitas vezes expondo a própria vida para que a sociedade não morra a cada instante, estou à frente da mãe que muitas vezes é esbofeteada pelo filho, desejando que ela lhe satisfaça o vicio. Estarei sempre do outro lado da vida, com os braços levantados em direção ao pai, pedindo a ele que nos dê forças para gritar: Crianças corram da droga! Ela é um acido que queima, deforma e mata! Corram é para os braços da família divina e encontrem nela a força para sempre dizer “não” aos tóxicos!
A família tem de buscar as causas, os motivos que levaram o jovem a consumir tóxico. O tratamento deve ser feito por profissionais e os pais de um dependente devem ir, a seu turno, ao fundo do poço para salvar seu filho. Desejar que o tempo resolva é descaso e talvez o tempo seja curto para a salvação. Cada grama de tóxico no organismo pe morte certa de milhões de neurônios. Mesmo analisando os que usam esporadicamente as drogas e os toxicômanos, conhecendo a diferença de um e de outro, não podemos deixar de considerar os primeiros como prováveis toxicômanos. A família deve viver alerta, pois seu filho pode estar sendo usuário de tóxico e nesse estagio é bom você lhe estender as mãos. Se ele está em busca de algo forte, é porque a insegurança lhe banha a alma. Como a psicanálise é o estudo da alma, devemos analisá-la com cautelas procurando saber de onde a insegurança vem, pesquisar o consciente, o subconsciente e o inconsciente, penetrar no seu interior, sem violentar a alma. Por isso, devemos tratar um toxicômano, ou simples usuários, com a ajuda da psicanálise, sem improvisar ou fantasiar.
Quando analisamos um toxicômano, sentimos que a nossa frente se encontra alguém extremamente fraco. O tóxico é o combustível para o neurótico assumir outra personalidade. Muitas vezes a família deseja que o psicólogo opere milagres, mas não contribui para a cura do viciado. Uma família sã é mais fácil de cooperar com o profissional, mas muitas vezes o psicólogo tem de curar antes a família para depois chegar ao indivíduo. Muitos pais demoram a aceitar a dependência, o vicio, e para salvar o filho iniciam com as agressões. Em protesto, o filho agride e é cada vez mais agredido. O certo é a família se auto-analisar, buscar onde se encontra o erro e todos lutarem para saírem da UTI, porque não só o filho, mas a própria família também precisa de cuidados médicos. Um psicólogo precisa investir a alma, conhecer o espírito e descobri-lo. Só assim encontrará no inconsciente as neuroses. Não raro essas lembranças estão tão infectadas de ódio e vingança, que o profissional tem de dar ao indivíduo seguras orientações. A família, quando se deparar com filhos problemáticos, deverá não só buscar apoio profissional, mas também se auto-analisar, porque na maioria das vezes o erro vem da educação do indivíduo. O psicanalista tem de buscar a causa nas raízes profundas da alma. Se um dependente de drogas desejar agredir a sociedade, e sta agressão não é gratuita.
A família tem que dar a certeza ao dependente, de que ele é amado, fazê-lo entender que tudo deve muda dali para diante e que os pais desejam salvá-lo. Precisam ser autoritários e ao mesmo tempo carinhosos. Como não podia deixar de ser, a família precisa de um bom analista para saber tratar o dependente. Hoje esses serviços são oferecidos gratuitamente em muitas instituições.
A droga está aí, matando, aleijando e roubando a paz nos lares. Se as autoridades não abrirem carga pesada sobre ela, logo seremos os campeões dos tóxicos em todo o mundo. A extensão geográfica do Brasil é propicia às refinarias e a rota já se iniciou há tempos. Precisamos combatê-la com disciplina e amor. A droga se encontra nas faculdades, nos hospitais, nos núcleos de trabalho, na política, nos quartéis, nos colégios, nas cadeias, enfim, ela, a terrível, está em toda parte. A luta tem de partir de cima e o governo precisa das famílias. Elas, as verdadeiras guardiãs, precisam unir-se para combater a assassina de seus entes queridos. As famílias que já perderam seus entes devem solidarizar-se num grito de justiça. Hoje os traficantes buscam meninos desde tenra idade para iniciá-los no vicio. Ninguém pode dizer que a desconhece, ela ronda cada lar, é impiedosa, cruel e bárbara. O homem que a ignora distante se encontra da caridade. Hoje o seu lar pode estar resguardado, mas até quando? Ninguém sabe. A droga chega, chega de mansinho e não escolhe rico, remedido ou pobre, ela só deseja aprisionar, dominando cada vez mais a sociedade. Cidades existem onde o tóxico já tomou conta de certas áreas e esses locais não são de favelas, são pontos residenciais das classes media e rica. Os pais, as autoridades, vão deixando o tempo se encarregar do conserto. Pobres coitados! O jovem drogado e uma planta e contaminada, pouco tempo para oferecer ao seu próximo. Os religiosos também devem unir-se, pondo de lado o fanatismo da crença para trabalhar pela felicidade do próximo. Quem pode dormir, quando um jovem rasteja na dor e no desespero?
No dia em que a Terra deixar de ser materialista, os homens irão dar valor à vida física e cuidados serão tomados porque tenham saúde, paz e amor. Até lá, eles cooperarão com as organizações do mal que, sempre atuantes ao lado dos que assim pensam, os levarão a uma dependência: ou tóxica, ou alcoólica. Lamentavelmente, defrontamo-nos com uma geração suicida; não só a droga, mas o álcool também, são um grande mal que se alastra. Nunca se viu tantas famílias com o habito da bebida. Muitos jovens hoje se viciam não só no tóxico como no álcool também, e fazendo esta mistura encontram a morte. O alcoólatra é um doente não só do corpo, mas também da alma. As casas religiosas têm condições de ajudar os alcoólatras, porquanto a dependência é uma fraqueza da alma. Geralmente o doente vive problemas psíquicos; devemos buscá-los, trazê-los para fora e fazer com que o doente os enfrente cara a cara. Existe também o fator hereditário: muitos pais passam os vícios para os filhos, ensinando-lhes a beber, o que é comum em muitos lares. Cabe aos pais a incumbência da boa educação aos filhos. Quem oferece bebida a crianças está longe de Deus. Devemos ajudar, não com criticas, mas com amor, os viciados em álcool, eles caminham a passos largos para os tóxicos e, em geral, de braços dados com ele. É muito triste ver um irmão caído na sarjeta, mas triste também é o que ingere álcool socialmente, e não se julga um alcoólatra. É um caminho duro e sujo. O corpo grita: quero! A consciência diz: chega! A sociedade nega-os auxilio e os colegas os chamam de covarde. Assim vão caindo até a total destruição.
Temos por obrigação estender as nossas mãos até o próximo, e buscá-lo quando se encontra perdido. Precisamos fazer algo, levar nossa mensagem positiva e enfrentar qualquer situação, principalmente junto aos menos favorecidos. A cada dia a dor, o desespero e a tristeza se alojam no coração da humanidade. Hoje, as drogas, o culto ao corpo e ao sexo não permitem ao homem cuidar de sua parte espiritual. O homem mata e morre a cada minuto, desobedecendo às leis da natureza, que são sabias. O homem e a mulher brincam de fazer sexo, quando o seco é a eclosão do amor. O sexo é um órgão com finalidade quase igual a de outros órgãos, só que ele é órgão-rei, porque é através dele que se da o intercambio divino. Na atualidade, o homem tem desvirtuado a sua função orgânica, ou melhor, a vem destruindo. Nunca se viu uma humanidade tão doente sexualmente, o que está acontecendo é que muitos julgam que o sexo é a razão única do viver e esta ignorância vem levando o homem à impotência, às doenças sexualmente transmissíveis, ao homossexualismo, enfim, o homem brinca com o sexo como se ele fosse algo eterno e lhe pertencesse. Nessa concorrência sexual – homens e mulheres – quem vem perdendo e a família. Nunca se viu crianças tão infelizes, jovens tão perdidos. Os pais esquecem que o seu compromisso maior é para com os filhos e muitos deles são filhos abandonados, mesmo vivendo junto dos pais. As meninas julgam que a virgindade é fardo pesado de carregar e se entregam ao primeiro namorado. Daí passam a viver várias experiências, às vezes bem traumatizantes. A garota perde a virgindade e mata os seus sonhos, tornando-se uma mulher infeliz, doente e traumatizada. Agora, de quem é a culpa? De toda a família, que não orienta seus filhos para a responsabilidade divina. É no lar que o homem recebe elucidações morais; e se eles, desde pequenos, forem criados sem respeitar Deus, jamais respeitarão a família. Se os órgãos de comunicação, as religiões e as instituições educativas não se unirem por um mundo melhor, em breve todos os lares serão atingidos. Nós, que convivemos com os jovens, temos constatado que tirar a roupa e mergulhar no sexo são atos hoje em dia bastante vulgares, contudo, bem tristes de presenciar. O homem e a mulher estão criando para eles a lei do sexo livre e terão de agüentar as conseqüências. É nos países ricos que mais se abusa da inocência do menor, as suas crianças são maltratadas, espancadas, violentadas, sodomizadas, mal-cuidadas, e até morrem de fome. Nos países extremamente pobres, elas morrem, de fome por carência de alimentos. Nos países ricos, elas morrem, porque seus pais não têm tempo para alimentá-las. São extremamente sozinhas e às vezes morrem de solidão. Enquanto isso, o sexo livre, as orgias de álcool e droga se alastram.
Sabemos que aumenta cada vez mais o consumo da droga em nosso país, com a agravante de estar a faixa etária decaindo. Quase todos os estudantes se afundam nos tranqüilizantes, na maconha, na cocaína ou na cola de sapateiro. A maconha é tão corriqueira que até nos esquecemos dela, mas faz-se necessário um alerta: se há em casa um jovem de dez anos para cima, olho vivo nele, porque pode estar dando os primeiros passos na estrada do desespero. Ninguém pode imaginar a angústia de um jovem a consumir várias misturas.
O que se pode dizer aos jovens? Apenas que eles se respeitem, porque o homem de hoje possui memória muito fraca, não quer enfrentar o caso, quando se depara com ele. Muitos jovens julgam que religião é coisa de fanático, mas jamais vimos um drogado feliz.
É necessário que os professores e a sociedade se unam num grito de socorro, sem esperar ordem do governo.
Deve partir de competentes profissionais o início da campanha. Também os familiares de drogados deveriam unir-se dando as mãos e gritando em praça pública a sua dor e o seu desespero, para que outros familiares de adolescentes abram mais os olhos e não permitam que suas crianças busquem as turmas que se afundam nas madrugadas da vida. O início da vida noturna está ocorrendo com as crianças de doze anos ou menos.
Se seu filho não freqüentar festinhas, não importa, mais tarde ele vai compreender que você o livrou de um mal terrível. Se ele se julgar infeliz, também não importa, são preferíveis algumas lagrimas de revolta, do que chorar eternamente de remorsos. A droga está nas esquinas, nos lares, nas lanchonetes, nos colégios, mais ainda nas festinhas que o seu filho tanto gosta. Cuidado, pois o drogado é uma semente que depois de atingida dificilmente germinará no jardim da paz. Cuide de sua semente com a água do amor e da energia.


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