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domingo, 4 de novembro de 2007

Auto estima e as parábolas

AUTO-ESTIMA E AS PARÁBOLAS.

Antigamente para a ciência, auto-estima, era algo inato, acreditava-se que nascíamos ou não com ela. Atualmente, podemos desenvolvê-la através da vida e em qualquer faixa etária.
Jesus, o Mestre por excelência, sabia atingir o coração dos que O ouviam, ensinando por parábolas, pois sabia que cada um entende as coisas a partir da sua perspectiva pessoal. Atualmente, continuamos a rever as parábolas e ensinamentos de Jesus à medida em que crescemos e evoluímos, para descobrirmos novos significados.
Jesus mostrou que devemos amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. A auto-estima é um processo evolutivo decrescimento interior, que se exterioriza nos atos dos indivíduos, através de confiança em si mesmos e no seu modo de lidar com os contratempos. O amor a si mesmo não significa egocentrismo. Devemos amar a nós mesmos, desejando e dirigindo as nossas ações para o melhor de nós mesmos.
Jesus desenvolveu as Suas maravilhosas parábolas mostrando, através delas, todo o processo de auto-estima que o homem deve adquirir. Na parábola do semeador, Ele mostrou a semente caindo em diferentes solos, significando os diferentes estados de maturidade espiritual, que proporciona ângulos diferentes, no entendimento da verdade. Sementes caídas em solos não férteis simbolizam as almas que possuem orgulho, medo, ódio, arrogância, destruição, vícios. Não devemos confundir arrogância com auto-estima em excesso, pois a auto-estima é um processo de confiança interior, que se exterioriza nos atos dos indivíduos através da confiança em si mesmos e no seu modo de lidar com os contratempos.
Na sociedade em geral, enfatiza-se que a auto-estima é necessária para o sucesso pessoal, para ficar rico rapidamente, ou galgar degraus de status no trabalho e na sociedade. Existem muitas dicas sobre como consegui-la, como se os ricos e poderosos conquistassem, deste modo, a auto-estima. Mas, não é bem assim.
No ensinamento do grão de mostarda, Ele enfatizou o poder da fé, que se a tivermos verdadeiramente, somos capazes de grandes realizações. Quando o Mestre falou sobre a importância da fé do tamanho de um grão de mostarda e disse aos que eram curados: “a tua fé te curou”, está claro que Ele não conseguiu curar a todos, mas àqueles que tiveram a fé verdadeira. A auto-estima é a fé em Deus e em nós próprios. Neste novo estado de ânimo, “a cura se dá pela substituição de uma molécula mal-sã por uma molécula sã.”
Outra demonstração extraordinária de Jesus foi a da humildade. No ato de lavar os pés dos discípulos, Ele disse: “agora que Eu, Vosso Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar os pés uns dos outros.” Jesus era suficientemente confiante para assumir o papel de servidor. Ele demonstrou que ser humilde não é ser passivo, é ter uma atitude devido ao amor. Na parábola do fariseu e do publicano, Jesus observa que aquele que se humilha será exaltado e que nas orações, encontraremos a verdadeira humildade.
“Se alguém te feriu na face direita, oferece a outra.” O Mestre quis dizer que não devemos revidar às provocações dos maus, dos maledicentes e que o amor deve ser mais forte que o ódio. Na entrada de Jesus em Jerusalém Jesus o fez montado em um jumento, colocando-se, não arrogantemente, mas humildemente em contato com o povo, que Ele não queria que se distanciasse Dele. Muitos que esperavam de Jesus uma atitude de supremacia pelo egoísmo, não O entenderam, como relata o Evangelho de João.
A figura do filho pródigo oferece-nos o ensinamento do arrependimento e do perdão. O filho que foi embora, levando a sua fortuna e gastando-a indiscriminadamente, arrependeu-se e voltou ao pai, que não o castiga, mas providencia uma festa! Jesus ensina que o filho egocêntrico rompeu um relacionamento de amor com o pai e ao voltar, ele, o pai, se rejubila. O auto-conhecimento, os bons relacionamentos com outras pessoas e com os familiares, o verdadeiro arrependimento, criam a segurança e auto-estima suficiente para uma reformulação de atitude, de atividades.
Na parábola do bom samaritano, Jesus nos mostra que devem ser bons os nossos relacionamentos, com respeito às religiões e opiniões divergentes. O bom samaritano não perguntou ao homem ferido quem ele era, de onde vinha, quem o tinha ferido, o que estava fazendo ali, etc. a caridade deve ser praticada incondicionalmente, independente de qualquer coisa.
Jesus pregou relacionamentos e não regras. As regras, nós a colocamos como metas para as condutas ideais à auto-estima, onde encontraremos a paz, para um mundo em transformação. Como Jesus, devemos começar pelas crianças , deixando a famosa frase: “deixai vir a mim as criancinhas.”
A auto-estima é um conjunto de atitudes que aparecem com a nossa reformulação interior.

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