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domingo, 4 de novembro de 2007

A Realeza moral de Jesus

A REALEZA MORAL DE JESUS.

A história do Mestre Jesus é uma das mais belas da humanidade. Desde o Seu nascimento vemos a Sua presença amorosa iluminando simbolicamente o nosso mundo de dor, no desejo de resgatar o homem dos enganos e erros em que se metera, ignorando, voluntariamente, dos primeiros profetas às mais antigas civilizações, o Deus que há de trazer a juízo toda obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau, conforme exorta a Bíblia em Eclesiastes (12.14).
Sua presença fraterna e humilde, simples e majestosa, firme e poderosa, lembra a visita de uma estrela brilhante em meio ao mar revolto e ameaçador.
Todavia, paradoxalmente, Sua história de vida na Terra e Sua grandiosa missão de amor estão recheadas de episódios tristes e injustos que o desatino humano não deixou de provocar. Incompreendido, repudiado, perseguido, só encontrou obstáculos, humilhações, dificuldades e hipocrisia daqueles que viera salvar e despertar para as luzes espirituais do Reino de Deus; e cujas almas decidira elevar para mundo superior através dos ensinamentos da fraternidade, do amor e da caridade.
O Reino que Jesus veio apresentar e chefiar na Terra, na qualidade de embaixador da paz, não era e continua não sendo deste mundo. Sua realeza jamais esteve representada pelos títulos honoríficos dos Estados políticos humanos, mas pela moral evangélica da qual se fazia iluminado portador.
Pela Sua grandeza, Jesus não é um beneficiado do Pai no sentido de pertencer a uma espécie diferente da criação. Nem foi criado já virtuoso e perfeito. Como todos os seres da criação, certamente fez sua majestosa caminhada nas estradas comuns dos mundos materiais, espalhados pelo universo, de onde saiu vitorioso na livre escolha dos caminhos por onde passou e emancipou-se espiritualmente.
Modelo único na Terra, no sentido de apresentar as maiores virtudes já presenciadas pelo homem, inigualável no exemplo, imbatível nas provas, mestre nas lições e irmão na dor, as virtudes que O animam correspondem à vitoria do espírito sobre a matéria, da alma sobre o mundo, do amor sobre o ódio, da consciência limpa e em paz sobre os tormentos íntimos.
Caso tenhamos dúvida sobre o porquê de nossa presença neste planeta e do objetivo da vida, eis o humilde carpinteiro, presença viva, espelho e exemplo perenes para os nossos corações, impulsionado nossa alma para o aprendizado regenerador.
A felicidade, segundo ensinou, está ao alcance de todos, necessitando apenas que cada um caminhe na sua direção, buscando-a como objetivo maior de vida. Não a felicidade passageira, personificada pelas aquisições materiais, mas a da alma livre que após percorrer as provas da vida, emancipa-se no sofrimento, desperta na dor e realiza-se na humildade.
Ao invés de nos sentirmos derrotados, seja isso motivo de desafio para a nossa alma rebelde, que precisamos discipliná-la e mentalmente trabalhar, e muito, nas aquisições morais do bem. Com o alerta de que a moral sem ações é a semente sem trabalho.
E quando falamos em ações, voltamos à fonte inesgotável do exemplo de Jesus que vivenciou cada lição, exemplificou cada ensinamento. Jesus está vivo, na medida em que Sua realeza está calcada no cumprimento da lei de Deus.
Entender esta lei e cumpri-la está no destino universal de todos nós. O primeiro passo, é saber que é preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo o mal que resulte do bem que não tiver feito.

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