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LITERATURA DE ALCOÓLICOS E NARCÓTICOS ANÔNIMOS, OS DOZE PASSOS, REFLEXÕES, CLÍNICAS, COMUNIDADES, ESPIRITUALIDADE. ESPERO COM ESSAS MATÉRIAS, ESTAR COLABORANDO COM ALGUÉM, EM ALGUM LUGAR, EM ALGUM MOMENTO DE SUA VIDA !

domingo, 4 de novembro de 2007

Pensamentos do Bill

PENSAMENTOS DO BILL.

· A sobriedade é tudo que devemos esperar de um despertar espiritual? Não, sobriedade é apenas um simples começo.

· Nosso primeiro problema é aceitar nossas circunstâncias atuais como elas são, a nós mesmos como somos e as pessoas em torno de nós como elas são. Isto é adotar uma humildade realista sem a qual não se pode nem mesmo começar um avanço genuíno. Novamente precisamos voltar a este desagradável ponto de partida. Isto é um exercício de aceitação que podemos praticar com vantagens todos os dias de nossas vidas.
Desde que evitemos, arduamente, tornar este levantamento realista dos fatos da vida em desculpas irreais para a apatia e o derrotismo, eles podem ser o alicerce seguro sobre o qual podem ser construídos uma saúde emocional aumentada e, portanto, o progresso espiritual.

· O problema conosco, os alcoólicos, era este: exigíamos que o mundo nos desse felicidade e paz de espírito, porém, queríamos conseguí-los numa ordem especial: pela rota do álcool. E não tivemos sucesso. Mas, quando com o tempo descobrimos algumas das leis espirituais e nos familiarizamos com elas e as colocamos em prática, então conseguimos. Felicidade e paz de espírito... Parecem existir algumas regras que temos que seguir, mas felicidade e paz de espírito estão sempre ali, abertas e de graça para qualquer um.

· Mesmo então, ao irmos aparando nossas arestas, a paz e a alegria ainda irão os escapar. É este o estágio a que muitos de nós Alcoólicos Anônimos chegamos. E é um lugar crítico, literalmente. Como poderá o nosso inconsciente do qual ainda jorram tantos dos nossos medos, compulsões e falsas aspirações, ser levado a alinhar-se com o que nós realmente acreditamos, sabemos e queremos! De que maneira convencer nosso tolo, raivoso e oculto “Mr. Hyde” torna-se a nossa principal tarefa.

· Para o homem ou mulher intelectualmente auto-suficiente, muitos Alcoólicos Anônimos podem dizer: “sim, éramos como você – inteligentes demais para o nosso próprio bem... secretamente, achávamos que poderíamos flutuar acima dos outros, somente com o poder da inteligência.”
· No princípio, passaram-se 4 anos antes que Alcoólicos Anônimos conseguisse a sobriedade permanente, ainda que de uma única mulher. Do mesmo modo daqueles “que não atingiram o fundo do poço”, as mulheres diziam que eram diferentes; aquele que caía na sarjeta dizia que era diferente... O mesmo diziam os artistas, profissionais liberais, ricos, pobres, religiosos ou agnósticos, os índios e os esquimós, os veteranos e os prisioneiros... Hoje todos esses e muitos outros conversam sobriamente a respeito do quanto todos nós, alcoólicos somos iguais, quando finalmente admitimos que as coisas vão mal.

· De repente tornei-me uma parte – embora pequenina – de um cosmos.
Isso significa a crença num Criador que é todo poder, justiça e amor; um Deus que quer para mim um propósito, um significado e um destino para crescer, ainda... que aos poucos e com hesitação, em direção à Sua imagem e semelhança.

· Tal é o paradoxo da regeneração em Alcoólicos Anônimos: a força nascendo da fraqueza e da derrota completas, a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova.

· Tento convencer-me de que um coração pleno e agradecido não pode abrigar nenhum orgulho. Quando repleto de gratidão, o coração por cento só pode dar amor, a mais bela emoção que jamais podemos sentir.

· No sistema econômico de Deus, nada é desperdiçado. Através do fracasso, aprendemos uma lição de humildade que é provavelmente necessária, por mais dolorosa que seja.

· Alcoólicos Anônimos é uma história de sucesso no sentido comum da palavra. É a história do sofrimento transformado, pela Graça de Deus, em progresso espiritual.

· A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que implique essa mudança.

· Supõe-se que o homem pensa e age. Ele não foi criado à imagem de Deus para ser um autômato.

· Tento convencer-me de que um coração cheio e agradecido não pode abrigar nenhum orgulho. Quando cheio de gratidão, o coração por certo só pode dar amor, a mais bela emoção que jamais poderemos sentir.

· E, falando pelo Dr. Bob e por mim mesmo, declaro com gratidão que se não fossem nossas esposas, Anne e Louis, nenhum de nós poderia ter vivido para ver o começo de Alcoólicos Anônimos.

· ... Não vamos supor nem mesmo por um instante que não estamos sob coação. Na verdade, estamos sob uma forte e enorme sujeição... Nosso tirano, o “Rei álcool”, está sempre pronto para nos agarrar. Portanto, a libertação do álcool é o grande “dever” que tem que ser alcançado, caso contrário, chegaremos à loucura ou à morte.

· A essência de todo crescimento é uma disposição de mudar para melhor e uma disposição incansável de aceitar qualquer responsabilidade que essa mudança implique.

· A auto-piedade é um dos Deus infelizes e desgastantes defeitos que conhecemos. É um entrave a todo progresso espiritual e pode interromper toda comunicação eficiente com nossos semelhantes, por causa de sua excessiva exigência de atenção e simpatia.
É uma forma piegas de martírio ao qual nos damos ao luxo, de maneira doentia.

· Esse negócio de guardar ressentimento é grave mesmo, pois daí nos afastamos da luz do espírito.

· A decepção dos outros está quase sempre enraizada na decepção de nós mesmos... Quando somos honestos com uma outra pessoa, vem confirmar que temos sido honestos conosco e com Deus.

· Nós, alcoólicos recuperados, não somos tão irmãos nas virtudes como somos em nossos defeitos e em nossas lutas comuns para vencê-los.

· Não penso que podemos fazer alguma coisa muito bem neste mundo, a não ser que nós a pratiquemos. E não acredito que nós façamos bem Alcoólicos Anônimos a não ser que pratiquemos.
Devemos praticar... Adquirir o espírito de serviço. Devemos tentar adquirir alguma fé, o que não é fácil fazer, especialmente para a pessoa que tem sido sempre muito materialista, seguindo o modelo da sociedade atual. Porém, penso que a fé pode ser adquirida; pode ser adquirida lentamente; ela precisa ser cultivada. Não foi fácil para mim e, suponho que é difícil para qualquer um...

· Tenho excelente razões para saber como os momentos de percepção podem construir uma vida inteira de serenidade espiritual. As raízes da realidade, suplantando as ervas daninhas neuróticas, vão promover uma base firme, apesar do furacão das forças que nos destruiriam ou que usaríamos para nos destruir.

· Seria falso orgulho acreditar-se que Alcoólicos Anônimos é um remédio para todos os males, mesmo para o alcoolismo.

· O alcoolismo significava solidão, embora estivéssemos cercados de pessoas que nos amavam... procuramos encontrar a segurança emocional dominando ou fazendo-nos dependentes dos outros... ainda procuramos inutilmente obter segurança, através de algum tipo de domínio ou dependência.

· Nos últimos estágios de nossa alcoolismo ativo, a vontade de resistir já não existe. Portanto, quando admitimos a derrota total e quando nos tornamos inteiramente dispostos a tentar os princípios de Alcoólicos Anônimos, nossa obsessão desaparece e entramos numa nova dimensão – a liberdade sob a vontade de Deus, como nós O conheçamos.

· Não acho que a felicidade ou a infelicidade seja o ponto principal. Como enfrentamos os problemas que chegam a nós?
Como aprendemos através deles, e transmitimos o que aprendemos aos outros, se é que querem aprender?

· Todo o progresso de Alcoólicos Anônimos pode ser expressado em apenas duas palavras: humildade e responsabilidade. todo o nosso desenvolvimento espiritual pode ser medido, com precisão, conforme nosso grau de adesão a esses magníficos padrões.

· Nosso crescimento espiritual e emocional em Alcoólicos Anônimos não depende tanto do sucesso, como de nossos fracassos e contratempos. Se você tiver isso em mente, acho que sua recaída terá o efeito de impulsioná-lo escada acima, ao invés de para baixo.

· Dia a dia tentamos nos aproximar um pouco da perfeição de Deus. assim sendo não precisamos ser consumidos por um tolo sentimento de culpa...

· A auto-análise é o meio pelo qual trazemos uma nova visão, ação e graça para influir no lado escuro e negativo de nosso ser. Com ela vem o desenvolvimento daquele tipo de humildade, que nos permite receber a ajuda de Deus... Descobrimos que pouco a pouco vamos nos despojando da vida antiga – a vida que não funcionou – por uma nova vida que pode e funciona sob quaisquer condições.

· Descobrimos que Deus não impõe condições árduas aos que o buscam. Para nós, o reino do espírito é amplo e espaçoso; não é privativo nem vedado aos que o busquem sinceramente. Acreditamos que ele esteja aberto para todos.

· Se os homens tivessem garantida liberdade absoluta e fossem obrigados a não obedecer a ninguém, eles então voluntariamente se associariam a um interesse comum...

· O problema de acabar com o medo apresenta dois aspectos.
Vamos ter que tentar nos libertar de todo o medo que for possível. Depois vamos precisar encontrar tanto a coragem como a Graça de lidar construtivamente com qualquer espécie de medo que ainda reste.

· A conquista da libertação do medo é uma tarefa para toda a vida, é algo que nunca pode ficar completamente concluído.
Ao sermos duramente atacados, estarmos gravemente enfermos ou em qualquer situação de séria insegurança, todos nós vamos reagir a essa emoção de alguma maneira – bem ou mal – conforme o caso se apresente. Somente os que enganam a si mesmos alegam que estão totalmente livres do medo.

· Isso me levou à boa e saudável conclusão de que havia muitas situações no mundo sobre as quais eu não tinha nenhum poder pessoal – e que, uma vez que eu estava tão pronto a admitir isso a respeito do álcool, devia admitir também em relação a muitas outras coisas. Tinha que ficar quieto e entender que Ele era Deus, não eu.

· Mas a confiança exige que sejamos cegos em relação aos motivos dos outros e ou até aos nossos? Absolutamente, isso seria loucura. Certamente deveríamos avaliar tanto a capacidade de fazer o bem nas pessoas em quem vamos confiar. Esse inventário particular pode revelar o grau de confiança que podemos depositar em qualquer situação que se apresente.

· Estamos apenas pondo em funcionamento um jardim de infância espiritual, no qual as pessoas ficam capacitadas a parar de beber e a encontrar a Graça de continuar vivendo bem.

· Minha estabilidade se originou em tentar doar, não em exigir que eu recebesse algo em troca.

· Talvez seja possível encontrar explicações das experiências espirituais igual às nossas. Mas tentei muitas vezes explicar a minha e só obtive bons resultados, ao narrá-la.
Conheço a sensação do que isto me deu e os resultados alcançados, mas compreendi que nunca entenderei completamente suas implicações mais profundas.

· Quando se desencadeou a Segunda guerra, nossa dependência em Alcoólicos Anônimos de um Poder Superior enfrentou o seu primeiro grande teste. Alcoólicos Anônimos alistaram-se e espalharam-se pelo mundo. Será que eles seriam capazes de obedecer às ordens, fazer face aos tiroteios e perseverar...?

· Se temos que receber outras dádivas, nosso despertar tem que continuar.
A disposição para crescer é a essência de todo desenvolvimento espiritual.

· Admitimos que não poderíamos vencer o álcool com os recursos que ainda nos restavam, e assim aceitamos o fato de que a dependência de um Poder Superior (mesmo que fosse só no grupo de Alcoólicos Anônimos) poderia resolver o caso até aqui insolúvel. No momento em que formos capazes de aceitar inteiramente esses fatos, iniciou-se nossa libertação da compulsão alcoólica.

· Quando cheio de gratidão, o coração por certo só pode dar amor. Vamos querer que o bem que está dentro de todos nós, mesmo os piores, cresça e floresça.
Sem unidade, o coração dos Alcoólicos Anônimos deixaria de bater...

· Mas, antes de mais nada, vamos querer a luz do sol. Pouca coisa pode crescer na escuridão. A meditação é nosso passo em direção do ao sol.

· Quase sem exceção, os alcoólicos são torturados pela solidão. Mesmo antes de nossas bebedeiras se tornarem graves e as pessoas começarem a se afastar de nós, quase todos sofremos a sensação de estar sós.

· Acredite mais profundamente: levante a cabeça para a luz, ainda que no momento você não possa ver.

· Em nível pessoal, o anonimato possibilita a proteção de todos os membros identificados como alcoólicos, uma segurança muitas vezes de especial importância para os recém-chegados. Em nível de imprensa, rádio, tv e filmes, o anonimato acentua igualdade de todos os membros na irmandade, freiando aqueles que, eventual, poderiam explorar sua filiação em Alcoólicos Anônimos para alcançar reconhecimento, poder ou benefício pessoal.

· Alcoólicos Anônimos é mais do que um conjunto de princípios, e uma sociedade de alcoólicos em ação. Precisamos levar a mensagem, caso contrário nós mesmos poderemos recair e aqueles a quem não foi dada a verdade podem perecer.

· Em Alcoólicos Anônimos não buscamos apenas a sobriedade. tentamos voltar a ser cidadãos do mundo que rejeitamos e que também nos rejeitou. Essa é a demonstração máxima de que o trabalho do décimos segundo passo é o primeiro e não o último.

· A idéia de viver um “plano de 24 horas” aplica-se primeiramente à vida emocional do indivíduo. Emocionalmente falando, não devemos viver no ontem nem no amanhã.

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