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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

entrevista 8º passo

Pergunta: Qual a sua visão sobre a importância do oitavo passo na recuperação?

Aprender a viver em paz, companheirismo e fraternidade com qualquer homem ou mulher, é uma aventura comovente e fascinante.
O primeiro a fazer é uma relação de pessoas que prejudicamos ou que nos prejudicaram na nossa adicção. Há um obstáculo difícil a ser transposto, é o perdão. Evitando encarar as ofensas que temos dirigido a outro, costumamos salientar, com ressentimento, as afrontas que ele nos tem feito. Isso acontece especialmente quando ele, de fato, tenha se comportado mal. Triunfalmente nos agarramos à sua má conduta como desculpa perfeita para minimizar ou esquecer a nossa.
Ora, lembremo-nos de que os alcoólicos não são os únicos afligidos por emoções doentias. Além do mais, geralmente é um fato que, quando bebíamos, nosso comportamento agravava os defeitos dos outros. Em muitos casos estamos, na realidade, em frente a co-sofredores, pessoas que tiveram seus problemas aumentados pela nossa contribuição.
A perspectiva de chegar a visitar ou mesmo escrever às pessoas envolvidas, agora nos parecia difícil, sobretudo quando lembrávamos a desaprovação com que a maioria delas nos encarava. Também havia casos em que havíamos prejudicado certas pessoas que, felizmente, ainda desconheciam que haviam sido prejudicadas. Alguns de nós tropeçaram em um obstáculo bem diferente. Apegamo-nos à tese de que, quando bebíamos, nunca ferimos alguém, exceto nós mesmos. Essa atitude é o resultado final do esquecimento forçado.
Mas, embora, às vezes, totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram se ocultam e permaneceram, em lugar profundo, abaixo do nível da consciência.
É necessário que tiremos de um exame de nossas relações pessoais toda informação possível sobre nós e nossas dificuldades fundamentais, haja vista que as relações deficientes com outros seres humanos quase sempre foram a causa imediata de nossas mágoas, inclusive de nosso alcoolismo.
Os danos que causamos a outras pessoas, poderíamos dizer que é o resultado de choques de instintos, que causam prejuízos físicos, mentais, emocionais ou espirituais às pessoas.
Deveríamos, é claro, ponderar e pesar cada caso cuidadosamente. Não devemos exagerar nem os nossos defeitos, nem os deles.
Haveremos de querer nos apegar à decisão de admitir as coisas que nós temos feito, ao mesmo tempo em que desculpamos as injurias feitas a nós, sejam elas reais ou imaginarias.

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