Adicção, A.A., N.A., Doze Passos, Reflexões, Literatura, Clínica, Comunidade, Espiritualidade

TEMAS SOBRE ALCOÓLICOS E NARCOTICOS ANONIMOS, DOZE PASSOS, REFLEXOES, CLINICAS, COMUNIDADES, ESPIRITUALIDADE. ESPERO COM ESSAS MATERIAS, ESTAR COLABORANDO COM ALGUEM, EM ALGUM LUGAR, EM ALGUM MOMENTO DE SUA VIDA !

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

entrevista 10º passo

Pergunta: Qual sua visão sobre a importância do décimo passo?

Não é necessário no décimo passo, perambularmos pelo passado. É necessário isto sim, a admissão e correção dos erros agora.
É neste verdadeiro balancete diário, que creditamos a nosso favor ou debitamos contra nós as coisas que julgamos bem ou mal feitas. A cada seis meses, devemos juntamente com nosso padrinho, fazer uma “limpeza geral” que é uma revisão importante de nossos comportamentos diante das várias situações surgidas no período e anotadas diariamente.
No início pode parecer difícil escrever diariamente sobre todas situações que nos levaram a emoções boas ou más, porém, o inventário, com o passar do tempo, passará a fazer parte integrante de nossa vida diária e não uma coisa rara ou à parte.
É um preceito espiritual, o de que cada vez que estamos perturbados, seja qual for a causa, alguma coisa em nós está errada. Se ao sermos ofendidos, nos irritamos, é sinal de que também estamos errados. O rancor, embora justificável, devemos deixar para aqueles que possam melhor controlá-lo.
Fomos atingidos por ressentimentos, nossas mágoas não tinham importância. Estragávamos nosso dia com mau gênio, revolta, incapacidade de distinguir se os rancores eram justificados ou não, mas também, tanto fazia, pois a nosso ver, sempre tínhamos razão, os outros é que estavam sempre errados e nos perseguiam sem motivos. Nossas emoções invariavelmente eram de ira, ciúme, inveja, autopiedade, orgulho ferido etc. e esses senti.s nos levavam diretamente à garrafa.
O inventário “relâmpago” visa nossas variações de humor, especialmente aquelas quando pessoas ou novos acontecimentos nos desequilibram e nos levam à tentação de cometer enganos. Para se evitar as terríveis “bebedeiras secas”, necessitamos autodomínio, disposição para admitir nossa culpa e, igualmente, para desculpar as ouras pessoas. Não se martirize: essas disciplinas não são fáceis, mas nosso objetivo não é a perfeição e sim o aperfeiçoamento.
Humildade faz muito bem e devemos nos lembrar a todo instante, que se hoje estamos sóbrios é porque Deus o quis, e qualquer vitória que, porventura, estamos gozando, é mais êxito dele do que nosso.
Ao desapontarmos aluem, devemos admiti-lo imediatamente, sempre perante nós e, se houver utilidade, perante a pessoa também.
Evidentemente que nem tudo são erros. No nosso dia-a-dia, praticamos uma porção de atos construtivos que ao relatarmos no inventário relâmpago, nos fornecem o estímulo necessário para prosseguir.
É uma excelente hora para refletir se agirmos movidos pelas emoções e qual teria sido o melhor comportamento. Aprender a identificar, admitir e corrigir nossas possíveis falhas, todos os dias constitui a essência da edificação do caráter e da vida correta.
O sincero arrependimento pelos danos causados, a gratidão genuína pelas bênçãos recebidas e a disposição de tentar melhores coisas amanhã, serão os valores permanentes que procuraremos. Tendo, dessa forma, feito o exame meticuloso de nosso dia, sem deixar de incluir as coisas bem feitas e tendo vasculhado nossos corações, sem medo ou concessões, estamos realmente prontos para agradecer a Deus todas as graças recebidas e podemos, então, dormir com a consciência tranqüila.


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