Adicção, A.A., N.A., Doze Passos, Reflexões, Literatura, Clínica, Comunidade, Espiritualidade

LITERATURA DE ALCOÓLICOS E NARCÓTICOS ANÔNIMOS, OS DOZE PASSOS, REFLEXÕES, CLÍNICAS, COMUNIDADES, ESPIRITUALIDADE. ESPERO COM ESSAS MATÉRIAS, ESTAR COLABORANDO COM ALGUÉM, EM ALGUM LUGAR, EM ALGUM MOMENTO DE SUA VIDA !

sábado, 3 de novembro de 2007

Discernimento Novo Testamento

Mateus

(9. 9-13) = O Culto da Bondade.

Será que Jesus não tinha outra pessoa para ser seu discípulo? Logo Mateus o opressor e cobrador de impostos? Qual seria nossa reação ao vermos um fraudador do INSS tornar-se pastor?
Jesus não tem preferência por este ou por aquele. Disse: “Eu quero o amor na prática e não apenas de boca... porque Eu vim chamar os ladrões, as prostitutas, os adúlteros, os pedófilos, os traficantes, os viciados em drogas, os assassinos... Eu não vim chamar os honestos, os corretos, os cumpridores da Lei, os santinhos, porque estes nem sequer existem”. Afinal, “todos se desviaram do caminho certo, todos se perderam. Não há ninguém que faça o bem, ninguém mesmo” (Romanos 3.12). que todos sejam bondosos. É a vontade de Jesus.


(11. 2-11) = Se Não Lemos, Não Ficamos Sabendo.

Se não lemos, não ficamos sabendo. Esta é uma intenção: que cada pessoa tenha condições de ler a bíblia por forças próprias e entender que nela está escrito. Para isso, precisamos de educação escolar com professores qualificados.
A salvação não é o texto bíblico, mas a sua mensagem. Ler a Bíblia para cumprirmos uma rotina piedosa não nos ajudará a preparar o caminho do Senhor. Prepará-lo em nossos corações implica ler, meditar e praticar os ensinamentos revelados por Deus na sua palavra.


(24.37-44) = Cuidado Com a Casa.

Devemos perseverar na vigília, sem entregar-se ao cansaço e a monotonia das horas aparentemente tranqüilas.
Jesus nos adverte: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir vosso Senhor” (Vs. 42). A isto pode ser acrescentado também as tentações. Essa vigilância se concretiza em atitudes de amor a vida. É uma constante avaliação a transformação da nossa maneira de agirem relação às outras pessoas, em relação a natureza e em relação a nós mesmos. fiquemos atentos, agindo com amor e responsabilidade.


I Coríntios

(12. 01-11) = Você è Importante Para Deus.

O ser humano é uma criatura muito complexa. Tão complexa que parece verdadeiro o ditado: “para que facilitar se a gente pode complicar”. O povo de corinto era assim. Havia em seu meio pessoas com muitos dons espirituais, porém, ao invés de facilitar a vida da comunidade, isto a complicava. Paulo fez severas críticas aos cristãos daquela comunidade. Não percebiam a benção que estava por detrás desses dons espirituais.
Deus tinha propósitos bem definidos ao distribuí-los tão abundantemente, não percebiam que se tratava realmente de “dons”, isto é, de dádivas da graça Divina, sem méritos pessoais. O que os levava a tal equivoco era o orgulho, as vaidade ou a ignorância. Dons espirituais têm só um objetivo: levar e engrandecer o nome de Deus.
Descubra quais são seus dons. Não importa quais sejam, muitos ou poucos, grandes ou pequenos. Importa, isso sim, que sejam colocados a serviço para fazer deste mundo um mundo melhor, mais justo, mais unido e feliz.






(12.12-26) = Igreja Como Corpo de Cristo.

“O corpo tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo” (v.12). o que é um corpo? Ele é uma unidade constituída de muitos membros. Se ele fosse dividido em suas diversas partes, as pessoas não conseguiriam viver. Se um só dos membros não cumprir a sua função, o corpo fica capenga.
Numa sociedade, quem tem menos condições pode até ser excluído, o mais fraco pode até ser desprezado. No entanto, na Igreja, cada um tem a sua importância por fazer parte do todo que garante a vida para o corpo.


(12.27-31) = A Rebelião das Ovelhas.

As ovelhas de um rebanho resolveram se rebelar.
- Que injusto – bradou a ovelha chefe – um pastor no conduzindo?
Conduzir o rebanho deve ser tarefa de uma de nós!
Rebelaram-se e, após assumirem o controle do rebanho, o grupo de ovelhas não se deu por satisfeito.
- Tanto tempo o pastor nos conduziu pelas pastagens que ele escolhia. Agora, façamos dele nosso empregado!
Depois de algum tempo, nenhuma ovelha quis ouvir mais a voz da ovelha chefe. Cada uma tomou o seu rumo. Desunidas e desorientadas, ficaram a mercê dos perigos. Sozinhas, o lobo as atacava. Outras foram roubadas. Outras, ainda, morreram de fome e de sede.
O perigo ronda quando os membros se desviam de suas funções específicas para assumirem tarefas para as quais não estão preparados. A concentração de funções na mãos de alguns pode trazer muitos perigos, mas a confusão de funções traz perigos ainda maiores.
O Espírito Santo distribui dons às pessoas, conforme lhe apraz. Apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres, dons de cura, de prestar socorro, governos, variedade de línguas...
Porém, funções, cargos ou dons devem ser coordenados para que não dividam o rebanho.

Oração: Querido Deus, me dê humildade para aprender com quem tem experiência ou instrução. Livra-me das lutas por poder e status que ameaçam a unidade da Tua Igreja. Ensina-me a reconhecer minhas limitações e a confiar nos demais membros, aos quais deste ricos e variados dons. Amém.



(12.31b – 13.7) = Por Amor.

Depois de um combate, um soldado sentiu a falta de um de seus companheiros, seu melhor amigo. Soube que estava em território inimigo. Pediu permissão ao capitão para procurar o amigo perdido. O superior negou. O soldado se insubordinou e foi. Dois dias depois voltou gravemente ferido e com o amigo morto nos ombros. O superior ao avistá-lo o advertiu: “Não lhe pedi que não saísse do acampamento? Agora está ferido! – “Desculpe Senhor, eu precisava encontrá-lo”. – “De que vale encontrar um morto”? retrucou o superior.
A resposta do soldado: “Quando eu o encontrei, ele estava vivo. Quando me viu, bradou: ‘Eu tinha certeza de que você viria’”.
Foi por amor que Deus buscou você quando ainda estava em território inimigo, próximo da morte. (Efésios 2.01), carregou-o em seus braços e lhe deu vida.
Agora, Ele quer que você viva e O ajude na tarefa de buscar pessoas perdidas em território inimigo, espiritualmente mortas, que precisam da vida que só Jesus pode dar.


(13.8-13) = A Quem Amamos?

Um soldado voltava, finalmente, para casa. Ligou para seus pais: “Eu estou voltando, mas tenho um favor a lhes pedir. Eu gostaria de trazer comigo um amigo”. “Sem dúvida”, responderam os pais. “Há, no entanto, um detalhe: o meu amigo perdeu um braço e uma perna e eu quero que ele vá morar conosco”, completou o filho. E a solicitude dos pais murchou: “Sentimos muito. Talvez possamos ajudá-lo a encontrar 1lugar para morar e onde se sinta bem. alguém com tanta dificuldade serias um grande fardo para nós. Temos a nossa própria vida. Volte para casa e esqueça o amigo. Ele vai encontrar uma maneira mais fácil de viver”.
Nesse momento o filho desligou o telefone. Os pais nunca mais ouviram a sua voz. Alguns dias depois, eles receberam a notícia de que o filho havia morrido, depois de despencar de um prédio. A perícia policial suspeitava de suicídio. os pais voaram para São Francisco e identificaram o corpo. Descobriram 1detalhe: o filho tinha apenas um braço e uma perna.
É muito fácil amar aqueles que consideramos bonitos, perfeitos e agradáveis. Mas, e as pessoas que “incomodam” e que nos fazem sentir desconfortáveis? Amamos também as pessoas que pensam diferente de nós ou só aquelas que pensam como nós?
Deus amou a todas as pessoas, sem se importar com suas condições e aparências.


(14. 01-40) = Comunidade Profética.

Querido Deus! Faze-me ser comunidade profética, permita-me começar no dia-a-dia a viver paz, justiça, solidariedade e amor. Dá que isso ilumine o nosso mundo ainda marcado por tanta injustiça. Fortalece-me pela força do Teu Espírito. Permita que usemos 1linguajar acessível e compreensível a todos. Que as reuniões transcorram em ordem para que haja edificação mútua. Que Deus nos abençoe na utilização dos dons que Ele nos concedeu.




(15.01-58) = Ressurreição.

Senhor, eu bem sei que há muitas coisas que excedem a minha compreensão humana. Ajuda-me para que a minha sabedoria não queira sobrepor-se ao Teu Evangelho da Graça e Salvação. Eu sei que Cristo morreu e ressuscitou por nós e que Contigo vive e Reina Eternamente. Eu sou vida da Tua vida. As vezes esqueço isso, quando adversidades e mortes me assombram. Que bom saber que Tu não só queres enxugar as minhas lágrimas com o lenço do Teu amor, mas que também absorves a minha morte com a Tua ressurreição. A morte está sempre a me ameaçar: Sei que perderei a batalha. Ela levará também as pessoas que amo. Mas fortalece minha confiança em Cristo para que, na batalha contra ela, o desespero não me faça sofrer ainda mais.
Quando a morte vier para levar mais um, não desesperemos. Temos um recado consolador: “O amigo se aproxima! Cristo vem para devolver todos aqueles que a morte me levou”.
Quem crê em Deus e no Seu poder não é pessimista, mas realista: sabe que precisa lutar e que não pode se entregar. Como? Confiando-se aos cuidados deste Deus que, em Cristo, venceu a morte e que acompanha você e está do seu lado sempre.
Quando você semeia uma semente na terra, ela só brota se morrer (vs. 36).
Além disso, a ressurreição tem a ver com a totalidade do ser humano: corpo, alam e espírito. Apostar em Deus. Que ressuscita mortos, significa envolver-se, apostar na vida, contra a desesperança.
Semente guardada, corre o risco de ficar choca. Vida guardada só para si, que não se mistura, é sem sentido e não produz frutos.
Quantos cristãos receberam, e ainda recebem, o poder de entregar tranqüilamente a sua alma a , ca certeza de um encontro definitivo com Jesus!


Romanos

(3.19-28) = Só Por Meio de Cristo.

O apóstolo Paulo fala sobre a libertação da Lei, a remissão dos pecados, a justificação do pecador, a graça de Deus, a fé dos filhos de Deus, a vida eterna dos justificados, e relaciona tudo à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
Lutero para explicar esta centralização de Jesus Cristo no processo da justificação, por graça e fé emprega três expressões latinas muito apropriadas:
Extra nos, fora de nós: não cumprimos a lei, não somos nós que pagamos os nossos pecados. Nada de dentro para fora. Mas tudo feito por Cristo, fora de nós, além de nós, apesar de nós. Somos considerados e vistos como justos diante de Deus por causa de Cristo.
Pro nobis, para nós: o extra nos, agora, transforma-se em pro nobis, em favor de nós. Nós somos os justificados. Deus é o justificador através de Cristo.
In nobis, em nós: tudo que Cristo realizou fora de nós e em favor de nós, Ele também operou em nós, dentro de nós – individualmente e universalmente. É o que confirma o nome de Cristo: “Senhor justiça nossa”.
Só por meio de Jesus Cristo!
Esta é a boa notícia que Deus revelou a Paulo.
É a mensagem central da epístola de Paulo aos Romanos.

(15. 4-13) = Aprender a Ter Esperança.

Esperar é fascinante. Esperar por aquilo que ainda não vemos, por algo que imaginamos, exige preparação, requer envolvimento. É fascinante olhar para o nosso passado e perceber a quantidade de pequenas esperas, pequenos desejos. Alguns se realizaram, outros não.
Entender a bíblia como ensino para a esperança, é perceber nela a história de pessoas, de povos e de reinos. Ela aponta para a inclusão de todas as criaturas de Deus, no sonho de Deus. Ela motiva a obediência, ao serviço, a adoração e ao louvor àquele que se tornou humano.
Seus braços cumpridos de amor alcançam mais longe do que nossos olhos, preconceitos e tradições são capazes de compreender. Aprender a Ter esperança é experiência, por vezes, dolorosa. É crer que, quando ninguém pode, Deus pode. É o doce em meio são amargo. É a luz em meio a escuridão de nosso mundo. É rir enquanto ainda não secaram as lágrimas. É o sonho pelo amanhecer, depois de uma longa noite. Ter esperança se aprende. Entretanto, esperança nunca é posse, sempre é dádiva, presente.
Este é o jeito de Deus. Só Ele é capaz de dizer sim, quando tudo diz não ao nosso redor. Jesus Cristo é o centro, conteúdo e o fim último da nossa esperança.
Com canto, oração, meditação, velas acesas, abraços e palavras, anunciamos: este Deus maravilhoso e cheio de bondade já está nomeio de nós e vem vindo! Esperamos por um novo céu e uma nova Terra, onde habita justiça.


São João.

(12. 12-19) = Aplausos e Vaias.

Milagres impressionam. A promessa ou a expectativa de curas, milagres e benefícios conseguem mobilizar verdadeiras multidões. Alguns arranjam força e dinheiro para fazer longas viagens em busca de santuários e lugares pretensamente milagrosos. Outros deixam-se ludibriar e buscam novas maneiras de se relacionarem com Deus, trocando dinheiro por bênçãos. Tudo na esperança de conseguir algum benefício particular, cura, prosperidade e sucesso. Todos agem com grande entusiasmo e ostensivas demonstrações de fé.
“Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana: Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor”. (v. 13)
a motivação de tanto entusiasmo era o fato de Jesus Ter feito um milagre (ressurreição de Lázaro) e a expectativa de novos milagres. À medida que as coisas foram mudando, também foi mudando a atitude para com Jesus. Quando os milagres não aconteceram mais, os aplausos diminuíram; quando Jesus deixou claro que seu objetivo era diferente do que o povo queria, os aplausos silenciaram. E quando Jesus, para cumprir sua missão, deixou-se prender e julgar, o povo se revoltou. As vozes que clamavam “Glória a Deus!” Agora urravam “Morra, crucifique!” (João 19.15)
precisamos lembrar que a paixão e a morte foram a principal – senão única – missão de Jesus. Os milagres, embora circunstanciais, foram importantes. O sofrimento e a morte de Jesus foram essenciais para nossa salvação.


(15.16-27; 16.4b-11) = Chegou o Consolador

a Igreja cristã celebra três grandes festas: natal, páscoa e pentecostes. A menos festejada é pentecostes. Ela é dedicada ao Espírito Santo e a sua obra, e lembra a maravilhosa manifestação do Espírito Santo. O Espírito Santo, junto com o Pai e o Filho, criou o universo e suas criaturas. Em Gênesis 01.26, a expressão “vamos fazer” confirma as três pessoas na criação. Em Mateus 28.19, o batismo inclui a terceira pessoa da trindade. O credo atanasiano diz: “pai é Deus, o filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.
A Igreja cristã canta: “glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e para sempre. Amém!”
O Espírito Santo nos chama através da palavra divina, ilumina e santifica, criando em nós a fé no Senhor Jesus.








João

(16.12-15) = Unidade na Diversidade. A Santíssima Trindade.

Há uma perfeita relação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. As pessoas divinas estão numa constante inter-relação e complementação. Na nossa vida de fé, somos convidados a imitar a realidade. Devemos estar sempre abertos para a inter-relação e a complementação, para o novo que o Espírito de Deus quer criar em nós e através de nós.
Cremos e confessamos que o Espírito de Verdade nos guiará. Pelo Espírito, Jesus tem muitas coisas a nos dizer. Em verdade, na fé, devemos estar num processo de aprendizado permanente, abertos para aprender coisas novas e compreender novas realidades.
Nas últimas décadas, o Espírito tem indicado o caminho ecumênico como um caminho de fé prático. Busca-se juntar esforços para a promoção da vida em toda a criação. Com esse objetivo, devemos estar abertos para aprender sabedorias que o criador revelou a outros povos, a outras religiões, culturas e tradições.
Crer na condução do Espírito é viver uma fé aberta. Importa crer que a sua ação não se dá somente em nós e em nossa tradição, mas transcende dos muros culturais, políticos e religiosos. Afinal, o Espírito sopra onde quer, conforme propõe João 3.8 “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.
Viver uma fé aberta para a ação do Espírito é viver em disponibilidade para o outro; é buscar a complementaridade e a unidade na diversidade. Importa, aqui, lembrar as palavras de Santo Agostinho: “No fundamental, a unidade; na diversidade, a liberdade; em tudo, porém, o amor”.

Oração: Querido Deus! Guia-me por Teu Espírito. Faze-me viver uma vida aberta para Ti e para o próximo. Mostra-me a riqueza da diversidade que tu mesmo colocaste em Tua criação. Conduz-me para a Tua verdade. Amém.
Filipenses

(3.8-14) = A Corrida

Cinco competidoras com síndrome de Down estão alinhadas. O sinalizador dá a partida. Elas iniciam a corrida. No meio do trajeto uma delas cai. Outra percebe e pára. Gesticula e fala para as demais. Todos se surpreendem quando as corredora voltam. Chegam junto a que está caída, levantam-na, dão-se as mãos e correm juntas, rumo ao ponto de chegada. Em pé a grande torcida aplaude. Isto aconteceu numa parada olímpica.
Vs. 14 “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.
A vida é uma corrida sem volta em busca do prêmio da vitória. Nesta corrida, não estamos só. Há uma multidão correndo conosco. Como nos envolvemos com os demais competidores? Dando cotoveladas? Abrindo espaço a força? Ou vamos estendendo as mãos e ajudando as outras pessoas a, também, prosseguirem rumo à vitória?
Na corrida da vida, ganha quem vê os caídos, estende-lhes as mãos e corre juntos. A vitória é coletiva. Sozinho, ninguém ganha o prêmio da vitória. O importante é a solidariedade, a comunhão.


Marcos

(2.18-22) = Cristianismo de Barris Estourados.

Vinho novo colocado em barris velhos estoura os mesmos, e o precioso liquido se perde. O mesmo acontece com o Evangelho que não pode ser confinado a concepções, fórmulas e capacidades humanas.
Em matéria de fé, muitas vezes defendemos a idéia de um Deus encaixotado. Entendemos que Deus é algo ou alguém que precisa ser compreendido, posto em malas, empacotado de maneira que nada tenha a ver com a nossa vida real; alguém que pode ser usado, tolerado ou descartado conforme as circunstâncias do momento. Quando a pressão é muito grande e as dores são intensas, procuram rapidamente, um Deus que as suporte. Quando, porém, o céu fica azul, Deus é deixado de lado. Jesus, assim, é somente um pronto socorro em tempos de tempestades, ao invés de ser o sentido e o significado para o viver diário. Portanto não o mantenhamos, encaixotado e sim sempre junto conosco em todos os momentos.


(2.23-28) = Lei Sem Amor ou Amor Sem Lei?

A Lei foi feita para servir às pessoas e não as pessoas para servirem à Lei. Através dos Profetas era indicado, de tempos em tempos, o que significavam os dez mandamentos e, acima de tudo, o que significava amar ao próximo.
Porém, a partir de Cristo, não há mais necessidade de interpretação da Lei do amor, pois Ele mesmo, Jesus, com sua vida e obra, personificou-o, proclamou-o e viveu-o em toda a sua intensidade e dimensão, até as últimas conseqüências.
Jesus, sintetizou toda Lei dos dez mandamentos e suas várias e várias interpretações, em apenas um mandamento que não requer nenhuma interpretação: “Amai-vos uns aos outros; assim como eu vos amei”.


(3.01-06) = Venha Aqui!

Jesus estava na sinagoga. Autoridades religiosas, queriam acusá-lo de desrespeitar a Lei do Sábado (Lucas 2.23-28) seria capaz Ele de curar um doente no Sábado e desrespeitar a Lei de Moisés? Em nome do amor, Jesus desafia a Lei. “E disse ao homem que tinha a mão mirrada: levanta-te e venha para o meio”. (vs. 3) E o curou. Em seguida fez a todos calarem ao falar-lhes: “É lícito no Sábado fazer bem, ou fazer mal? Salvar a vida, ou matar?”

(3.7-12) = Perdão e Libertação.

Com o perdão dos pecados, recebemos também a libertação do poder do mal. É isso que oramos no Pai Nosso, quando dizemos: “perdoa-nos as nossas dívidas, não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”.
Agem da mesma forma o pregador intelectualizado e o milagreiro de pouca instrução. O Evangelho do perdão e da libertação, não importa como seja dito, é a boa notícia a respeito de Jesus. E pregar essa notícia significa estar engajado numa luta contra o mal por excelência, o diabo, sempre empenhado em separar-nos de Deus.


(3.13-19) = Pregar o Evangelho ou Expulsar Demônios

o pregador do Evangelho não luta contra poderes humanos, mas contra poderes espirituais do maligno, contra satanás e seus anjos que dominam o mundo incrédulo e distanciado de Deus. Quando o pregador anuncia a vitória de Jesus na cruz, não é o poder da sua palavra que desfere golpes contra o poder do mal, nas é o poder do Espírito Santo que liberta as pessoas, levando-as à fé no Salvador, reconciliando-as com o Pai. A voz é do pregador, mas a palavra é de Deus!
Não é com gritaria que o maligno é vencido, mas é com a pregação fiel do Evangelho de Jesus Cristo.


(3.31-35) = Minha Mãe e Meus Irmãos.

“Quem é minha mãe? Quem são os meus irmãos?”
Será que a família, o lar, não tem valor algum para Jesus ou Ele quer chamar atenção para algum outro aspecto relacionado ao amor fraternal?
A afirmação de Jesus não significa menosprezo do amor familiar, mas torna-o mais abrangente: refere de que seu irmão, sua irmã e sua mãe são aquelas pessoas que fazem a vontade de Deus. O Senhor convida a olhar para além de uma vida voltada para benefícios próprios e para aqueles que se ama.


(4.01-09) = Multiplicar a Sua Fé!

Um palestrante disse possuir vários bens, mas nenhum deles comparava-se ao mais precioso de todos, a fé em Cristo, que é um Dom, fruto da palavra do Senhor.
Multiplique a as fé com alguém. Quando multiplicamos a nossa fé, não perdemos nada dela e, ainda, lançamos a semente que germina pela ação de Deus, através do Espírito Santo, produzindo outros frutos. e as sementes que caírem em terra boa, multiplicar-se-ão, produzindo “na base de trinta, sessenta e até cem grãos por um” (vs. 8).


(4.10-12) = Você Entendeu?

O que Jesus quer dizer com estas palavras?
Sem dúvida, a maior de todas as revelações de Deus é o Seu amor por nós em Cristo Jesus, que devemos repartir com outras pessoas. Não cabe a nós determinar onde, como ou quando a semente vai germinar (marcos 4.26-29). Isto é obra de Deus. Cabe a nós lançar a semente, fazer a nossa fé brilhar cada vez mais.


(4.13-20) = A Boa Semente.

Existem inúmeros tamanhos e espécies de sementes. A menor é o grão de mostarda a maior a do abacate. Semear e acompanhar seu desenvolvimento é uma bela experiência!
Conforme a parábola do semeador, as sementes caíram em diferentes tipos de solo. Na beira do caminho, elas foram devoradas pelas aves. No solo rochoso, cresceram rapidamente, porém a plantinha durou pouco porque as raízes não tinham profundidade. Entre os espinhos, elas não conseguiram sobreviver. Somente em terra boa foi possível germinar, crescer e produzir frutos.
Em nossas vidas podemos lançar muitas sementes. Sementes de bondade, de solidariedade, de esperança, de compreensão, de paz e de amor.
Está em nossas mãos decidirmos que tipo de semente queremos lançar.
Aquilo que semeamos com palavras e ações pode germinar, trazendo compreensão, felicidade, paz, liberdade, união, amor... ou também, pode trazer infelicidade, gerando discórdia, violência, opressão, dor, tristeza... Muito depende de nós.


(4.21-25) = No Lugar Próprio.

“Por acaso alguém acende uma lamparina para pôr debaixo de um cesto ou de uma cama? Claro que não! Para iluminar bem, ela deve ser colocada no lugar próprio” (vs. 21).
Jesus está falando de Sua Palavra, que traz luz e vida para as pessoas. Muitos a escondem debaixo da cama. Medo, timidez, negligência e muitos outros argumentos podem servir de justificativas para tal procedimento.
Jesus direciona a nossa atenção para o fato de que Sua Palavra cumpre sua função em nossa vida, de nos dar perdão, fé, vida e salvação, quando ela é colocada no lugar próprio, isto é, em primeiro lugar.


(4.26-29) = Crescer

Cristina plantara uma muda de flor no jardim. Após uma semana, ela apareceu na cozinha com a muda na mão. – Que foi, filha, porque arrancou a flor? – perguntou a mãe. E a resposta da menina: - Ela estava demorando muito para crescer e quis ajudá-la. Mas, foi só eu puxar um pouquinho e ela saiu da terra.
Pessoas dedicadas, com a melhor das intenções, às vezes “arrancam” pessoas do seu lugar, do seu ritmo de crescimento, na tentativa de acelerar um processo que nem é da sua competência.
Jesus mesmo demonstra isso com a parábola da semente. No Reino de Deus, as coisas funcionam, por comparação, como a Lei da terra. Podemos plantar, cuidar, observar..., mas o crescimento vem de Deus. A nós compete apenas sermos semeadores, aguardando que Deus dê o crescimento.

Oração: Senhor, fortaleça-me na fé para que eu deposite em Ti a certeza de crescimento em todas as áreas de minha vida. Amém.


(4.30-34) = Deus Provê Grandes Transformações.

O que adianta empenhar-se para viver em harmonia com Deus, se nada muda em minha volta em minha vida? Porque ler a bíblia se tantas vezes me sinto num beco sem saída? Com estas e outras perguntas que o atormentavam, um jovem procurou aconselhar-se com um sábio eremita.
Este mandou-o, com um cesto de junco, buscar água no mar, que ficava próximo. Obediente, lá foi o homem buscar água. Mas, que decepção! O cesto retornara vazio. A conselho do velho eremita, porém, o jovem foi, repetidas vezes, buscar água. O resultado era sempre o mesmo, o trabalho parecia inútil. Depois de muitas tentativas, o sábio recomendou que o jovem olhasse o cesto de perto. A constatação não podia ser outra: não sobrara água, mas o cesto ficara totalmente limpo.
A vida como um todo é exemplo que sempre devemos meditar. Podemos sempre viver em harmonia com Deus, ler e meditar Suas palavras e mesmo assim passarmos por sofrimento que não entendemos, por lutas aparentemente vãs. Mas, com certeza, estaremos sendo lapidados e limpos pela ação do Espírito Santo.

(4.35-41) = Mais Fé.

Jesus e seus discípulos atravessam o lago. Durante a travessia eles são surpreendidos por uma tempestade. “Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre não te importa que pereçamos?” Acalmada a tempestade “Ele disse-lhes: como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”.
Fé e medo são conciliáveis.
Certa vez tomei a decisão de viajar, pedi a Deus que me guiasse. Eu sabia que Ele estaria comigo o tempo todo. Tinha fé de que tudo iria bem. Mas estava com medo. Passei a noite inteira acordado, falando com Ele e repetindo o meu pedido. Eu não conseguia confiar plenamente em Sua proteção. Somente quando cheguei ao destino sem contratempos, vi o quanto minha fé era pequena. Eu pedia a Deus que cuidasse de mim, eu tinha fé, mas faltava-me mais fé para entregar a Ele o meu caminho e confiar plenamente. Fé não é um objeto que possuímos e do qual podemos dispor livremente. Ao mesmo tempo em que a temos, precisamos recebê-la sempre de novo das mãos de Deus. É como disse aquele pai, cujo filho foi curado: “Creio! Vem em socorro à minha falta de fé!” (Marcos 9.24).


(5.01-20) = Jesus, o Senhor dos Senhores.

O envolvimento direto com o diabo cerca completamente a pessoa humana de trevas e horror. Criada à imagem e semelhança de Deus, em contato com o diabo, ela pode transformar-se num ser monstruoso. A conseqüência é a loucura.
O encontro de Jesus com a pessoa envolvida com o cruel tirano é dramático. Os Espíritos maus reconhecem o Messias como Senhor e temem o poder do Filho do Altíssimo. Sabem que este é o fim do seu poderio sobre o ser humano porque, quando Deus manifesta Seu poder e força, todo mal e escravidão terminam.
É importante lembrar que Jesus não é Salvador da alma somente e, sim, da pessoa toda e de toda a criação que espera por cura e libertação.


(5.21-24) = Continue Caminhando.

A vida é como uma cadeia de montanhas e vales. Às vezes, estamos no pico da montanha; outras vezes, encontramo-nos no mais profundo abismo. Há momentos em que o caminho está iluminado e, em seguida, tudo parece escuridão.
Seja qual for a situação, acredite que há muita estrada pela frente.
É possível que você esteja passando por um trecho difícil na sua vida. Talvez, você esteja tateando pelo caminho. Tenha sempre esperança, Jesus pode ajudá-lo nesta situação.
Em certas ocasiões da vida, aprendemos que Deus não prometeu céu sempre azul. Não prometeu caminhos sempre floridos, mas prometeu força para cada dia; luz para o caminho.
Se caminhamos com Jesus, saciamos a sede espiritual; encontramos forças para prosseguir na caminhada; aprendemos que o importante é continuar andando. As forças para tal tarefa, Deus vai nos dar.


(5.24b-34) = Uma Pequena Fé.

“O que o sol é para a Terra, isto a fé é para mim, pois a fé me abastece de luz”.
As vezes me pego pensando quão pequena em fé em Jesus. Tenho medo de não conseguir passar até por pequenos problemas. Talvez, você se identifique comigo neste particular. percebe que até nas dificuldades corriqueiras da vida, também não tem confiança necessária em Deus para dar a volta por cima.
Mas não se importe, não se desespere! O tamanho da fé em Jesus não importa, mesmo que seja do tamanho de um grão de mostarda. Pequenina fé, é fé. Uma faísca, na essência, não é menos fogo do que um incêndio. Uma gota de água, não deixa de ser água por não ser um rio. Assim, uma fé pequenina, é tão fé quanto uma grande fé. Importa que seja fé em Jesus.


(5.35-43) = Acreditar e Crer.

Acreditar e crer são duas palavras consideradas sinônimas. Há, porém, uma diferença significativa entre elas. Quando se diz, por exemplo “eu acredito que amanhã vai chover”, isto expressa uma expectativa sobre alguma coisa que pode acontecer. Não requer fé para que aconteça. Porém, estamos meditando sobre o crer no sentido de confiar. Jesus nos desafia a olhar acima das circunstâncias, mesmo que não sejam nada animadoras. (v.36)
Em nossa vida diária, também é assim. Diante de situações complicadas e desanimadoras, encontramos pessoas que, ao invés de motivar o “crer”, desanimam-nos com suas atitudes desfavoráveis, com críticas, piadas e descreva.
A nossa vida é comparável a uma casa que pode estar aberta ou não para que Jesus entre nela. Quando Ele entra e age, começam a acontecer transformações. Ore sempre ao seu Poder Superior, pedindo que o simples acreditar se transforme em crer.


(6.01-6) = Fé Produz Milagres.

A questão que se coloca é se fé produz milagres, ou se são os milagres que produzem fé.
Nossa vida é cercada pela possibilidade de milagres. Muitas pessoas já passaram por esta experiência, mas, muitas vezes, milagres deixam de acontecer porque nós mesmos nos fechamos, colocando limites e barreiras à ação de Deus. Fé produz milagres.

Oração: Querido Deus! Dá-me a consciência de que necessito crer como criancinhas e praticar a fé como adultos maduros e preparados. Que o Teu amor me faça quebrar as barreiras que eu mesmo ergui, impedindo, muitas vezes, que os Teu milagres aconteçam. Amém.


(6.45-56) = Coragem Para os Momentos de “Vento Contra”.

Você já se sentiu “remando contra o vento?”
As dificuldades e as situações novas que se apresentam em nossas vidas, como desafios, também nos deixam, muitas vezes, com medo, apavorados e, até, pensando que não vamos conseguir “remar contra o vento”. O vento parece forte demais.
Nessas situações a fé cristãtem1grande valor. Faz diferença termos Jesus nas nossas vidas ou não Ter. ele foi enviado para nos salvar dos medos e pavor. Vem acalmar os ventos que o pecado causa. Ele nos enche de coragem, entende nossos medos e não deixa que tomem conta de nós.


(7. 01-15) = Costume ou Ensinamento Bíblico?

O que importa para ser aceito por Deus é o interior e não o exterior, é o ensinamento de Deus e não os hábitos surgidos no meio do povo. O que importa para ser aceito por Deus é a fé verdadeira em Jesus Cristo como único Salvador. E Jesus acrescentou: “Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição”. (vs.9)
Vale a pena você se questionar. O que estou seguindo? Um costume, uma tradição ou o ensinamento de Deus? Seguindo os ensinamentos do Senhor, você terá a fé salvadora que o fará herdeiro do céu.

(7.17-23) = Creolina Ajuda?

Um senhor bastante doente, achou que se tomasse creolina, iria se desinfetar e sararia. Lógico, morreu.
De nada adianta querer desinfetar-se, se o nosso íntimo está envolto com toda sorte de coisas negativas e nosso coração endurecido. Por nós mesmos, não podemos salvar-nos e purificar-nos. Quando dedicamos mais tempo para ler e ouvir o que o mundo tem para ensinar, nós só podemos agir de acordo com o que dele aprendemos.
Precisamos dedicar muito tempo para ler e ouvir o Senhor.
Creolina ajuda? Não, o que ajuda mesmo é “tomar” a palavra de Deus.


(7.24-30) = Presença do Espírito.

Seguidamente ouvimos alguém dizer que, num determinado momento, teve “presença de espírito”.
No caso da mãe siro-fenícia Jesus não estava facilitando as coisas para ela. “ela, porém, com “presença de espírito” respondeu-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem debaixo da mesa, as migalhas dos filhos”
Ela se humilhou e respondeu com fé. Isto é ação do Espírito Santo!
E nós, você e eu, como temos procedido? Temos convicção de que o Senhor Jesus é poderoso para resolver as nossas dificuldades? Temos certeza de que Ele tudo pode e que nos ama, ainda que, no momento, pareça o contrário?


(7.31-37) = Não Falem Nada a Ninguém!

Jesus curou um surdo e gago. (vs. 33-35)
O Senhor ordenou a todos que não falassem nada (v. 36).
O pedido de Jesus se justifica, pois Ele não queria entrar para a história como milagreiro, mas como aquele que pagou pelos pecados da humanidade e venceu a morte.
O maior milagre é o perdão e a salvação eterna, conquistada por Jesus. Precisamos permitir que Ele abra nossos ouvidos, nossa mente e nosso coração para perdoar e aceitar a palavra de Deus.


(8.01-38) = Orações.

(Vs. 01-10)
Senhor, muito obrigado pelo alimento que me proporcionas para a alma e corpo. Perdoa-me por agir de forma egoísta e gananciosa. Que o Teu exemplo me anime a ser solidário para com meus semelhantes. Ajuda meu País a repartir melhor o pão nosso de cada dia. Amém.

(Vs. 11-13)
Bondoso Deus e Pai! Agradeço-lhe pela palavra que mostra o Teu amor e cuidado por mim. Reconheço que, às vezes, sou como os fariseus, pois clamo por um sinal Teu. Ajuda-me a confiar em Ti, mesmo sem ver tais sinais. Em nome de Jesus. Amém.

(Vs. 14-21)
Senhor, dá-me discernimento para não ser seduzido pelos falsos salvadores, com seus belos projetos e promessas. Dá-me humildade e fortalece minha fé para reconhecer que sou pequeno e dependente do Teu amor e do Teu poder, para minha salvação. Amém.

(Vs. 22-26)
Bondoso Pai, muitas vezes eu recorro à medicina para a cura dos meus males. Porém, nem sempre eu tenho paciência suficiente quando os resultados não são imediatos. Aumenta a minha confiança em Ti, para que eu aceite sempre a Tua vontade. Amém.
(Vs. 27-38)
Senhor, obrigado porque também entre nós há pessoas que Te conhecem como Senhor: peço-Te que acompanhes aqueles que não têm tanta firmeza como Pedro, os que estão em dúvida e os que são fracos. Ajuda-me a ser firme na minha fé. Amém.

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(8.34 – 9-01) Como Perder ou Ganhar a Vida.

A vida é um conjunto de fatores, como emprego, dinheiro, saúde, família, moradia, amizade. Tudo isso faz parte das necessidades básicas. Mas, só isso não basta, pois o ser humano é um ser espiritual. Ele “não vive só de pão” (Mateus 4.4). aliás, muitos estão “bem de vida”, têm saúde, vivem “bonitinhos”, certinhos, mas estão perdendo a sua vida; vivem sem querer servir aos outros, no orgulho, na indiferença, longe de Deus.
Se o grão de trigo não for lançado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo (João 12-24), diz Jesus. Ele está falando da sua missão de salvar a humanidade. Jesus abriu mão de sua vida, colocando-a a nosso serviço. Ele seguiu a vontade de Deus.
Viver é doar-se, é ser discípulo do Senhor, é conviver em comunidade e produzir muitos frutos.


(9. 2-13) = Atenção Para o Mais Importante!

Senhor nosso Deus, diante de tantas falsas expectativas, rogo-te que me sustente na fé que se apega em Jesus e no Seu amor. Perdoa-me se gostaria de ver, de provar aquilo que creio. No “mercado religioso” não faltam ofertas. Porém, Senhor me faça notar as coisas mais importantes. Para tanto, mantém-me firme na Tua palavra, que me edifica, orienta e consola. Por Jesus Cristo. Amém.

(9.14-29) = Tudo É Possível.

Senhor, quando vós repreendes Teu discípulos, chamando-os de “gente sem fé” (v. 19) e conclui: “tudo é possível para quem tem fé” (vs.23).
Jesus que tudo pode, não nos trata segundo os nossos feitos, não nos condena segundo os nossos pecados, mas nos sara segundo a nossa fé Nele. Por isso vos peço: Senhor Deus! Por mim mesmo não sou capaz de crer, mas eu Te louvo porque Tu me amas e, por Jesus, tenho o Teu perdão e a companhia do Teu Espírito. Eu creio em Ti. Ajuda-me, em nome de Jesus. Amém.


(9.30-37) = O Primeiro no Reino de Deus é Aquele que Serve.

Ser o primeiro em tudo! Quantos de nós não desejamos isso? Jesus ensina: “ Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e seguir a todos” (vs. 35).
Servir a todos exige que sintamos amor pelas pessoas, um amor incondicional, como o amor de Deus. Quem pode amar assim, senão o próprio Deus? Os filhos de Deus. E quem são os filhos de Deus? São aqueles que confiam em Jesus como o seu Salvador, buscam saber qual é a vontade de Deus através da bíblia e tornam-se, assim, instrumentos nas mãos do Pai.
Querido Pai, ensina-me a servir aos que estão ao meu redor, em primeiro lugar dando-me a sabedoria para anunciar a apalavra que é luz e salvação. Se alguém necessitar do meu serviço, ajuda-me para que possa servir por Teu amor. Em nome de Jesus. Amém.







(9.38-41) = Fé, Monopólio ou Serviço?

Jesus diz: “Quem não é contra nós é por nós” (vs. 40).
Que o Senhor nos conceda o Espírito de discernimento para percebermos a diferença entre a verdadeira diaconia e a exploração da fé.
Senhor, obrigado pela diversidade de dons pelos quais Tu sustentas a vida. Auxilia-me no discernimento dos dons verdadeiros para poder despertar os muitos outros adormecidos em nosso meio, a fim de que tenha mais e mais mãos comprometidas em amor. Por Jesus. Amém.


(9.42-50) = Cortar o Mal Pela Raiz.

Jesus alerta seus discípulos sobre o perigo do pecado. Melhor é acabar com as causas do que arcar com os prejuízos. É preciso cortar o mal pela raiz. ele quer a vida digna e abundante para todas as pessoas, especialmente os pequeninos (v.42).
Jesus termina o assunto, desejando que “vivam em paz uns com os outros” (vs. 50). Para viver em paz, é preciso desejá-la, buscá-la, cultivá-la no dia-a-dia. É preciso mexer em feridas antigas, atacar as causas da inimizade e colher os frutos do comprometimento mútuo.
Senhor, encarar as feridas da nossa vida, nem sempre é fácil, perdoa-me por tantas vezes fugir de fazer uma revisão do meu agir. Sou superficial na resolução dos meus problemas. Por isso, Senhor, auxilia-me agora e sempre. Por Jesus Cristo. Amém.


(10.01-12) = Foi Deus Quem Uniu.

Querido Deus e Pai. Tu estabeleceste o casamento e a família para a felicidade das pessoas. dá-me a capacidade de viver em amor e união no meu lar. Que o perdão seja sempre o elo de ligação entre nós e que o Teu amor sempre me ensine e inspire a amar. Em nome de Cristo. Amém.


(10.13-16) = A Grandeza da Pessoa Pequena.

Jesus não mede a grandeza das pessoas pelo poder das armas, das posses, do saber. Não se prende a beleza, força, saúde. Grande é a pessoa humilde, aquela que aceita os presentes de Deus e agradece por eles. Não há dignidade maior do que a de um filho e filha de Deus, ou seja, criança que se dirige ao “Pai Nosso” que está nos céus.
Há coisas que só podemos receber. Engana-se quem acha ser tudo uma questão de conquista. Os grandes pensam assim. Enquanto isso, os pequenos tem olhos para a graça divina. É para eles que está reservada a bênção.
Senhor! Existe por demais arrogância no mundo. Ela destrói a comunhão humana e semeia o ódio. Dá-me a força para ser humilde e consciente do quanto necessito de Ti, para acompanhar os Teus dons e glorificar Teu nome. Amém.


(10.17-31) = Os Custos da Vida Eterna.

É mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino de Deus, diz Jesus.
“Vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres” (vs. 21).
Ora, então a salvação está na pobreza? Não! Também a pobreza tem perigos. Pobre pode cair no desespero, ser obrigado a roubar, alimentar raiva no coração. Pobreza não é nenhuma via de salvação. É um mal a ser combatido. O erro do rico está em achar que pode salvar-se a si mesmo, por suas próprias forças, por algumas boas obras. Vida Eterna é Dom de Deus. A exigência de Deus é radical. Está aí para orientar a conduta humana. Mas quem quiser ser perfeito, vai fracassar. Sim, é preciso distribuir a riqueza e acabar com a miséria. Justiça social produz bem-estar, mas não produz salvação. Esta condiciona-se ao perdão dos pecados. Só Deus é capaz de salvar. Rogamos estar entre os bem-aventurados. Amém.


(10.32-34) = Notícias Que Surpreendem.

Há fatos em nossas vidas que desejaríamos que nunca acabassem e outros, que nunca ocorressem.
Querido Jesus, obrigado pelas vitória que conquistaste para nós pela Tua morte e ressurreição. Permite que venhamos a Ti para pedir que continues a nos abençoar. Move-nos a falarmos do Teu amor a muitas pessoas para que também elas venham a crer em Tua obra redentora.


(10.35-45) = Um Lugar Especial

quando Jesus disse a seus apóstolos para estarem juntos a Ele, dois de seus discípulos, os irmãos Tiago e João, entenderam juntamente com sua mãe (Mateus 20.20.28) que isto lhes daria privilégios futuros: estar ao lado direito de Jesus no céu. Mas Jesus adverte que o privilégio é ser salvo. Servir com direção. A palavra de ordem para os seguidores de Jesus é “humildade”, fruto da fé que permite ver as coisas de uma maneira simples e agradável.


(10.46-52) = O Olhar Que Faz a Diferença.

Jesus tem um olhar diferente para as pessoas sofredoras. Um olhar que nasce de um coração moldado pelo amor de Deus, capaz de perceber a pessoa em sua mais profunda necessidade e sofrimento.
Como está o nosso olhar para com as pessoas portadoras de deficiência? As consideramos inconvenientes, as tentamos silenciar, ou através do Espírito Santo transformamos nossas ações em atitudes amorosas?
(11. 01-11) = Quem É Nosso Rei?

A guerra havia terminado. Havia comemoração. O Rei foi recebido por seus súditos com um misto de alegria pela vitória e de profunda dor pela morte de tantas pessoas.
Jesus entra em Jerusalém. Há comemoração.
“... Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor” (v.9)
Jesus é um Rei que se diferencia do soberano da primeira história. Ele não impõe medo e nem sofrimento às pessoas. Em seu Reino não há súditos, mas irmãos e irmãs, filhos e filhas de Deus.


(10.12-19) = Os Frutos e as Folhas da Nossa Caminhada.

Jesus não só demonstra Ter poder sobre a natureza, fazendo secar uma figueira com sua palavra poderosa, mas lembrou que pelos frutos é que se conhece uma árvore e que uma árvore frutífera que não produz frutos não tem valor.
A comparação conosco parece inevitável. Fomos feitos pelo Criador para frutificar, para repassar fé, esperança, amor e todas as virtudes que promovem a vida, mas, por vezes, não produzimos fruto nenhum. Muito pelo contrário, acabamos contaminando tudo ao nosso redor com uma vida azedada e avinagrada por preocupações mesquinhas. O presente da graça e da salvação em Cristo é nosso, mas nós sufocamos o aparecimento dos frutos deste grande presente Divino.


(11.20-25) = A Fé Que Cheira Bem.

“Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito” (Vs. 23)
meditando sobre estas palavras, sem a devida atenção, ficaremos com a falsa impressão que fé demais não cheira bem. Mas, Jesus, não está falando em mover montanhas no sentido literal. O poder que está na fé é muito maior do que o de transportar montanhas. Nenhum outro poder abre-nos caminho para a oração ao Pai e transforma a vida num jardim com as flores do amor e da esperança.


(11.27-33) = Autoridade de Jesus.

“Santo de casa não faz milagre”.
Senhor, muitas vezes não dou o devido crédito às pessoas que me cercam. Finjo que elas não têm capacidade de me ensinar qualquer coisa. Dá-me a humildade de reconhecer que nossos semelhantes, mesmo os mais humildes ou os mais próximos, podem, sim, ensinar-me muitas e muitas coisas. Amém.


(12.01-37) = Rejeição versos Aceitação.

Amado Senhor Jesus, perdoa as vezes que não deixo ser o centro da minha vida. Anima-me com a Tua constante presença. Auxilia-me a Te servir para que, através do meu testemunho de fé, o mundo conheça o Teu Amor. Faze-me responsável pela Tua criação na busca do bem comum. E que cada ato meu expresse a Tua vontade e amor ao ser humano que vive em sociedade marcada pelas questões políticas. É indispensável saber que a essência da vida está nos Teus mandamentos. Não há lugar mais seguro do que estar nas Tuas mãos. Tu vencestes a morte e isso, de igual forma se dará comigo. Nas Tuas mãos entrego o meu presente e a hora de minha morte. Senhor Deus! Obrigado por enviares Jesus Cristo, “descendente de Davi”, para nos salvar. Que o “Senhor de Davi” seja também o Nosso Senhor. Para isso, peço fé em Tuas palavras e perdão pelas vezes em que duvidei de Ti. Em nome de Jesus, o Messias Prometido. Amém.


(12.37b-40) = Parece Mas Não É.

Cuidado! Nem tudo que aparenta, de fato é, como diz aquela propaganda “parece mas não é”. É preciso considerar todas as coisas, pesar e medir palavras e ações. É preciso haver um equilíbrio entre sentimento e razão em todas as áreas da nossa vida.
Existem muitos enganadores, em todas as áreas; infelizmente também na religião, muitas barbaridades têm acontecido, invocando-se, até mesmo, o nome de Deus. Mas existe um critério pelo qual podemos julgar todas as coisas: o amor. Se as palavras e ações não forem recheadas de amor pelo próximo, pela vida e pelo mundo, abra os olhos! Tome cuidado!


(12.41-44) = Investimento?

“Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam cinco réis”.
Será que ela entendia sua doação como um investimento? Eu creio que nossa seu gesto era um ato de pura gratidão a Deus e de grande confiança em sua misericórdia.
O que fazemos e doamos, não sem investimentos, sempre serão respostas à infinita misericórdia de Deus.
Partilhar o que se tem recebido é um gesto de gratidão e confiança.


(13. 01-37) = Firmes Até o Fim.

Deus todo poderoso, Tu governas e diriges todos os acontecimentos do mundo, não deixeis que o amor das pessoas se esfrie e não permitas que elas venham a desistir de Ti. Me conceda força, fé e confiança para que tenha alegria de viver e presenciar o cumprimento da Tua promessa. Quero ficar firme com o Senhor até o fim e esperar pela minha salvação.
Ensina-me querido Deus, a distinguir os falsos dos verdadeiros mensageiros da Tua palavra. Ajuda-me para que não me deixe desviar pelo mais fácil e pelo que soa melhor aos meus ouvidos. Para isso, dá-me o Teu Espírito Santo.
Jesus, meu Salvador, obrigado pelos sinais constantes do Teu amor na minha vida. Fortalece a minha fé para que eu possa vê-los com mais clareza e possa estar preparado para Te receber como Tu disseste no Vs. 26 “E então verão vir o Filho do Homem nas nuvens, com grande poder e glória”. Senhor creio piamente nos sinais ditos por vós através de parábolas. Como a da figueira (v.26) e o homem que vai viajar (v.34).
Fortalece a minha fé para que eu possa estar atento aos sinais de Tua abençoada vinda. Amém.


(14. 01-72) = Resumo.

Você já se todos, num grande mutirão, contribuíssem com tudo que podem? Creio que Jesus, sorrindo diria: “Que bom que vocês usaram os recursos que Deus lhes deu e, agora, não têm mais pobres entre vós”.
Desperta em mim o sentimento de amor, de misericórdia e de solidariedade. Para que não haja necessidade sem ajuda. Motiva-me a olhar e a imitar o exemplo do passarinho que em meio ao incêndio, sobrevoara e jogava uma gotinha de água, sabia que não conseguiria apagá-lo porém, fazia sua parte. Assim também, me dê a força para fazer tudo o que estiver ao meu alcance. Não me deixe levar por expressões bonitas como as proferiu Pedro ao Senhor: “Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que seja preciso morrer com o Senhor” (vs. 31). Impressiona, minha é uma expressão vazia. Que minhas ações sejam voltadas para o serviço ao próximo. Que eu pare, ouça e, então, ponha-me a caminho. Agir, apontando sempre para cristo e não para mim próprio.
Jesus, bem que dissestes “O Espírito está pronto para resistir à tentação, mas o corpo é fraco” (vs. 38). Porisso vos rogo que me ajude a seguir seu conselho “Vigie e ore”, sei que “estamos lutando contra as forças espirituais do mal” (Efésios 6.12). considera, Senhor, a fraqueza da minha carne e ampare-me. Não quero seguir a trilha dos auto-suficientes. Faze-me buscar sempre de novo forças em Ti para viver vida espiritual bem-aventurada. Quanto a carne ser fraca e as tentações grandes, merece uma reflexão mais apurada: aqueles a quem Jesus pediu vigilância, fugiram. Ele não estava enganado. Vigiar e orar. A carne é fraca. Não só dos discípulos, mas de todas as pessoas. O número dos que fogem – caem em tentação e provação – é expressivo. Expressiva também é a gravidade das falhas em tentações e provações, ainda que sejam “apenas” quedas e não abandono definitivo e total da fé. Quanto estrago, não é verdade!? Frutos de nossa auto-suficiência, covardia e oportunismo no convívio com Deus, tão comum hoje em dia. aproximamo-nos de Deus quando precisamos de alguma coisa. Afastando-nos quando precisamos de alguma coisa. Afastando-nos quando a pele está em jogo.
Algumas dicas podem ajudar a combater a tentação.
· Estar em tentação não significa estar permanentemente caído.
· Permanecer na palavra e no Senhor ajuda a distinguir as situações.
· Freqüentar a Santa Ceia fortalece a comunhão com o Senhor.
· Buscar os irmãos na fé, os amigos da Igreja e familiares que compartilham os mesmos valores, como fez Jesus, fortalece a vida cristã.
Deus trata deste assunto para ajudar-nos a pavimentar a nossa estrada da vida, fortalecer a fé e dar-nos maior bem-estar espiritual. Ele lutará sempre contra as tentações que nos assediam.
Dos versículos 53 a 65 Marcos narra-nos Jesus perante o sinédrio.
É impossível ler o texto bíblicos sentir revolta, decepção e nojo. Revolta, pela injustiça de ver um inocente ser condenado; decepção, por constatar que esta injustiça está sendo cometida pelos guias e conselheiros espirituais; nojo, porque tudo faz parte de uma encenação sórdida, injusta e odiosa. Impossível ler o texto e não sentir frustração com a sociedade humana. As mesmas atitudes continuam ainda hoje: ganância, prepotência, injustiça, insensibilidade e ódio sendo camuflados com belos discursos, procedimentos farisaicos, posturas piedosas e muita enganação.
Lembramos do profeta Isaías: “Todas as nossas boas ações são como trapos sujos” (Isaías 64.5). Lembramos o profeta Miquéias: “Todos estão prontos para fazer o que é mau. Autoridades exigem dinheiro por fora e juizes recebem presentes para torcerem a justiça” (Miquéias 7.3). Lembramos do Salmista Davi: “De fato tenho sido mau desde que nasci, desde o dia do meu nascimento” (Salmo 51.5). Lembramos da advertência de Jesus: “... De dentro, do coração, é que vêm os maus pensamentos, que levam às coisas imorais” (Marcos 7.21).
A injustiça, a dor e a crueldade que Jesus sofreu não foram motivadas por Ele. Havia outros culpados: “Ele estava sofrendo por causa de nossas maldades. Nós somos curados pelos castigos que Ele sofreu” (Isaías 53.5)

Oração: Suportaste ultraje, insulto, mofa, murros e desdém, cuspe, açoites e tumulto, morte como nunca alguém, para dar-me liberdade das algemas da maldade: Grato sou por tanto amor, meu bendito redentor. Afasta de mim o medo e fortalece a minha vontade de Te servir: dá-me coragem ser Teu colaborador na construção do Teu Reino de paz e de justiça para todas as pessoas. Amém.


(15. 01-15) = Reino de Deus e Fidelidade.

Jesus, justamente por querer um mundo melhor e praticar plenamente a diaconia, foi condenado e entregue para ser morto na cruz. Foi abandonado também por seus amigos, mas Ele próprio jamais os abandonou.
Também nos dias de hoje, Jesus continua nos convidando a praticar a diaconia. É neste mundo tão descompromissado e alheio à prática da justiça que somos desafiados a promover gestos de comunhão e solidariedade e a reinventar a vida. Mesmo que o mundo não tenha sensibilidade para o nosso gesto de amor, importa saber que o Senhor não nos deixa sozinhos.


(15.16-23) = Jesus Vestiu Suas Próprias Vestes.

Jesus está em cena, rodeado de escarnecedores. Aceita, passivamente, as roupas finas, a coroação, a saudação e a adoração do momento. Foi divertido para todos, menos para Jesus. Provavelmente cansados de rirem, vestiram-no com as suas próprias roupas.
É possível que gostemos de nos vestir bem. Nada errado nisto! O problema maior é gostarmos apenas das aparências.

Oração: Senhor! O mundo de aparências e teatro quer me envolver, me aplaudir eme ridicularizar. Perdoa minha fraqueza e ajuda-me a assumir o que creio. Que Jesus seja o centro de minha vida. Em seu nome o peço. Amém.


(15.24-41) = Espectador ou Coadjuvante?

A influência política e a cobrança de impostos comprometiam o relacionamento entre judeus e romanos. No entender dos governantes, Jesus seria o elemento certo para agradar a multidão e diminuir as tensões existentes. Tudo foi bem articulado. O “circo” precisava ser montado como válvula de escape.
Anualmente, ficamos sabendo que, aqui ou acolá, encena-se a paixão de Cristo. Conta-se, às vezes, com bons atores. Há preocupação com cenários e indumentárias. Muitos choram, se emocionam, o teatro continua.

Oração: Senhor! A Tua morte nos comove e emociona. Temos receio de que tudo fique apenas nisso. Sabemos pelo espírito que é preciso mais. Queremos crer e nos comprometer com o Teu perdão. Obrigado, Deus, por Tua morte em nosso lugar. Amém.


(16. 01-08) = Quem Vai Tirar a Pedra Que Fecha o Túmulo?

As mulheres queriam dar um enterro digno a Jesus, mas como remover a pesada pedra? Mas, surpresa! “Não se assustem... já ressuscitou!” (vs. 6).
A pedra da injustiça, da opressão, da falta de amor, da violência, da violação da dignidade humana, da arrogância, foi removida! O túmulo está vazio. É isso que resta para a morte: o vazio! As portas abertas de todos os túmulos que encerram a vida! É a eternidade que beija a terra pelos lábios de Deus. É o abraço de Deus que cerca toda a humanidade e lhe dá forças para, também, remover pedras!


(16. 9-20) = Boa Notícia.

Geralmente, as notícias que mais chamam a atenção são aquelas que abordam assuntos relativos a acidentes ecológicos, automobilísticos e aéreos, as guerras e o terrorismo. Elas fazem parte do nosso cotidiano. São as que mais chamam nossa atenção.
Jesus diz: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a boa notícia do Evangelho a todas as pessoas” (vs. 15).
Ora, em se tratando de tão boa notícia, porque o mundo não lhe dá mais atenção? Volte seus ouvidos para ela e você sentirá a alegria das primeiras testemunhas da ressurreição e tantas outras que nela confiaram.



Lucas

(01.01-17) = Confiança e Oração.

Amado Deus! Tem misericórdia de nós, se não estamos preparados para a Tua vinda. Envia o Teu Espírito para que possamos levar adiante a Tua mensagem universal: a alegria e o prazer na espera e na preparação da Tua presença entre nós para sempre.


(01. 18-25) = Deus Faz Mais Do Que Se Pensa.

A incredulidade de Zacarias de que um casal idoso iria ter um filho, custou-lhe mais do que uma cabeça confusa, ele ficou mais de nove meses sem poder falar (Lucas 01. 63-64). Essa não foi a primeira nem a única vez que Deus operou maravilhas que calaram Seu povo. Foi assim com Sara, Ana, Rebeca. Todas já sem esperanças, tiveram filhos e testemunharam que só o Senhor poderia operar este milagre. É nestes acontecimentos, escrito em Suas palavras, que Deus diz para mim e para vocês, que nada lhe é impossível (Jeremias 32.17,27) e que Ele pode fazer mais do que se pensa e se pede (Efésios 3.20).


(01. 26-38) = Dispõe de Mim.

“Às suas ordens!” Quantas vezes já nos disseram estas palavras ao entrarmos numa casa comercial? A pessoa atende põe-se à nossa disposição. Mal nós saímos e ela se põe a serviço de alguém outro.
O que foi solicitado de Maria era muito mais complicado do que atender a um cliente que procurava determinado produto. Além de ser escolhida para ser a mãe do Salvador – o Deus Encarnado – Ela teria de enfrentar os costumes e os preconceitos da época. Afinal, Maria estava comprometida com José, e o fato de ela engravidar antes de suas núpcias com o noivo, fazia dela uma adúltera, sujeita a morte por apedrejamento.
Dificilmente será solicitado de nós, seguidores de Cristo, algo que comprometa e aumente tanto nossa integridade física e moral como o que foi pedido Desta virgem.
Mas coloquemo-nos a disposição, a fim de que, por nosso intermédio, o Espírito Santo de Deus possa gerar outras vidas para o Senhor Jesus.


(01. 39-56) = Crer Para Ver.

Maria recebera a notícia de que seria a mãe do Salvador através do Anjo Gabriel (Lucas 01. 16-38). Maria se dispôs a visitar sua prima Izabel que, apesar de estéril também estava grávida. Isso demonstra que Ela acreditou na mensagem.
A prima a recebe: “Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse” (Vs. 45). As palavras que Izabel lhe proferiu, falou “Cheia do poder do Espírito Santo” (vs. 41). Suas palavras confirmavam as do Anjo Gabriel.
Até que ponto cremos antes de ver? Temos tal confiança no Senhor como a que esta Virgem demonstrou? Que o Senhor nos ajude a sermos como Maria e aprendamos com Ela a crer para ver!


(01. 57-66) = O Natal do Coração.

Não dá para negar, existem dois natais. O natal da vitrine, dos reais, dos presentes e das comidas; e o do coração, da fé, do presépio, dos anjos e dos pastores, de Maria, de José e do Menino Jesus, anunciado e contado pela bíblia.
Eles são excludentes ou podem estar juntos? Ambos têm seu valor porém, o natal do coração está perdendo para o outro.
Como pais, como líderes, como cristãos, cabe-nos zelar para que o natal do coração não seja engolido pelo outro natal (o do consumismo). Esta é nossa santa responsabilidade. Cuidemos para que o natal comemorado em nossas famílias seja o natal do coração!


(01. 67-80) = Ele Redimiu o Seu Povo.

Para muitos, o natal do coração nunca existiu. Para eles, Cristo não nasceu. Eles não conhecem aquele que é a luz do mundo. Por isso, o seu mundo está envolto em trevas, continua frio, sem significado. Que presente melhor e mais significativo você pode dar a essas pessoas do que o Evangelho? E, a não ser que você o dê, quem o dará?


(02. 01-20) = Vamos nos Ver Mais?

Que aprendamos a nos encontrar mais, a conversar mais. A ir e ver o que acontece com as pessoas que estão próximas a nós, que não encontram espaço e precisam viver, também, hoje numa manjedoura, porque não têm outro lugar para repousar.

Oração: Querido Deus! Agradeço que Tu vens me visitar neste mundo e peço que me ajude para que também possa visitar a outras pessoas. Ajuda-me a ter mais cuidado e amor para com as pessoas que estão esperando ansiosamente por minha visita. Amém.


(03. 21-24) = O Seu Nome Tem Valor.

Pelo batismo que recebi, Deus me chama pelo meu nome, para, a partir de então, pertencer a Ele. Sei que Ele me dá forças em situações difíceis da vida. Dá-me certeza de que não estou sozinho e abandonado, mas que o Senhor olha para mim e me dá força e esperança diante de desafios e situações não superadas.


(02. 25-35) = Deus Não Falha, Por Isso Nele Me Alegro.

Simeão, ouvira as promessas do Senhor: e, agora, na velhice ele as vê cumpridas e emocionado diz: “Agora, Senhor, despedes em paz o Teu servo, pois já os meus olhos viram a Tua Salvação (vs. 29-30).
Vamos fazer um discernimento de Lutero comentando o Salmo 71 que faz analogia sobre o cumprimento das palavras que mostram que Deus não falha.
“Antes que eu existisse, vivesse, Tu, Senhor, velavas sobre mim no ventre materno; tomavas conta de mim, como tua criatura, e me sustentavas de modo maravilhoso. ... Agora que sou pessoa, nasci do mundo, descanso, trabalho, e Te conheço por meio de Tua palavra, prendo-me à Tua palavra que me afirma que tu és meu Deus desde o ventre materno. Isso não me ilude nem falha; nisso confio e, através disso, desperto em mim a fé e a fortaleço, fé essa que não se baseia nas coisas visíveis, próximas, mas nas invisíveis, e as guardo por meio da esperança em paciência. Louvado sejas, meu Deus e Senhor, em eternidade”.


(03. 36-40) = A Alegria Que Vem de Deus Atinge a 3a Idade.

Ana, uma idosa, viúva, de grande fé, passava os dias no templo a orar e louvar a Deus. Ao chegarem José e Maria no templo, Ana encontra uma outra razão muito forte para agradecer a Deus: a Salvação havia chegado! Nosso Deus é maravilhoso! Ele não desampara o Seu povo. Mesmo em idade avançada, os que crêem Nele podem Louvá-lo, porque a vida não se limita a apenas este tempo na Terra.
Lutero diz: “Não desejo nenhum sinal da parte de Deus, para colocá-lo à prova. Confio sempre Nele, por mais que Ele tarde, e não Lhe determino o alvo, o tempo, a medida ou o meio, mas, em fé verdadeira e franca, deixo tudo entregue à Sua vontade Divina. Porque não duvido, mas confio Nele, certamente sou Seu filho, servo e herdeiro eterno, e será feito a mim conforme minha fé. (comentário de 2 Samuel).


(02. 41-52) = Não Se Vive Só de Pão.

Jesus perdera-Se de seus pais. Vendo-Se sozinho, foi até ao lugar onde se estudavam as Sagradas Escrituras. Ouvia e fazia perguntas sobre o que falavam. Eram palavras que Lhe parecia como um alimento sem o qual não podia viver plenamente.
“O ser humano não vive só de pão, mas vive de tudo que Deus diz” (Mateus 4.4).

Oração: Pai Querido, fonte de vida e vigor, quero conhecer melhor a Tua palavra e buscá-la com persistência e prazer, como busco os gostosos alimentos para o estômago. Ajuda-me a conseguí-lo, para o meu benefício e de todos com quem convivo. Amém.

(03. 15-17, 21-22) = O Grande Segredo Revelado.

Senhor, no Teu batismo vemos Deus, o Pai de amor, harmonia e vida. Batizados em Ti, temos, já agora, a comunhão que nos possibilita uma riqueza para este mundo que busca a Tua verdade. Obrigado por este Dom e ajuda-nos na missão que nos confias. Amém.


(4. 01-13) = Pela Graça Somos Vencedores.

Você já sentiu fome? Jesus foi tentado exatamente quando estava com fome. Quando mais sentia necessidade de pão, o diabo aproximou-se para derrubar o Filho de Deus.
Tentação é um acontecimento concreto; normalmente surge num momento de fragilidade e contraria a vontade de Deus.
O tentador aparece onde há inocência, pois onde há culpa Ele já é vencedor. Em alguns momentos, todos nós já nos pegamos duvidando das promessas do Senhor.
É consolador saber que Jesus conhece a força do nosso pecado, da cobiça, do medo e do distanciamento de Deus. Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. (Hebreus 4.15).
Na tentação, revela-se o coração do homem. É aí que reconhece o pecado que, sem a tentação, ele jamais reconheceria, pois nela se apercebe daquilo que prende o seu coração.
“Aquele, pois, que pensa que está de pé é melhor Ter cuidado para não cair” (I Cor. 10.12). Ninguém se julgue tão seguro, por um instante sequer, a ponto de se considerar livre da tentação.
“O diabo ainda em volta de vocês como leão que ruge, procurando alguém para devorar”. (I Pedro 5.8).
Nesta vida, ninguém está livre de tentação. É por isso que o apóstolo Paulo diz: “... Não fiquem orgulhosos; ao contrário, tenham medo” (Romanos 11.20).

(5. 01-11) = A Obediência Traz a Bênção.

O que teria acontecido, se Noé não tivesse obedecido à ordem de Deus de construir a Arca? (Gen. 6.14ss). O que teria acontecido se Naamã tivesse se negado a mergulhar sete vezes no Rio Jordão? (2 Reis 5). O que teria acontecido, se Pedro e seus companheiros tivessem se negado a jogar as redes mais uma vez? (vs. 4).
Em João 8.31s. Jesus diz: “Se vocês obedecerem às Minhas palavras serão, de fato, meus seguidores e conhecerão a verdade e a verdade os libertará”. Em Hebreus 5.9, Deus lembra que Jesus é a fonte de salvação para aqueles que lhe obedecem. Viva assim, obedeça à vontade de Jesus e você será ricamente abençoado e será uma bênção para os que estão em sua volta.


(6. 27-38) = Amor Aos Inimigos?

Será que ainda há espaço para o amor aos inimigos, num mundo onde as pessoas não conseguem amar nem sequer aqueles que o amam?

Oração: Pai de amor, como temos vivido de forma contrária à Tua vontade! Por isso, pedimos que nos fortaleça para que a nossa vida seja o Evangelho vivo e para que possamos amar sem restrições ou medos. É por Jesus, que nos ensinou a amar, que Te pedimos. Amém.


(7. 01-10) = Diferente – Como Você.

Amado Deus, muitos dizem acreditar em Ti, mas Sua maneira de viver mostra o contrário. Faze com que eu seja diferente. Que mas fé em Ti possa ser percebida em minhas ofertas, no amor ao próximo, na confiança em Tua vontade e em Teu poder. Diferente, no respeito com os mais humildes, no cuidado com os que estão doentes. Diferente, em minha confiança em Ti que atenderá meus pedidos quando e como achar melhor.


(7.36-50) = Perdão Gera Amor.

Você confia que todos os seus pecados foram perdoados?
Jesus perdoou nossos pecados. Não precisamos esforçar-nos para merecê-lo. Qualquer esforço neste sentido seria inútil. Ninguém consegue conquistar o perdão pelas próprias mãos ou atitudes.
Por outro lado, não podemos imaginar um Deus que não castigue o pecado, a ponto de perdoar todos aqueles que se considerem pessoas boas por não serem assassinos, adúlteros, ladrões, traficantes, etc.


(9. 18-26) = Ele É Apenas Um Cara Legal?

“Quem o povo diz que eu sou?” Vs. 18. Os discípulos pensam que Ele é João Batista, Elias ou qualquer profeta antigo que havia ressuscitado. Os fariseus dizem que Jesus tem demônio (João 10.20); que estava com belzebu (Mateus 12-24) e que era comilão e beberrão (Lucas 7.34). o sumo-sacerdote disse que era, Jesus, um blasfemador (Mateus 26.63-66). Pedro afirma “O Messias que Deus enviou!” (vs. 20). O apóstolo Paulo diz que o Evangelho é o poder de Deus para salvar todos os que crêem (Romanos 01.16). outros, hoje em dia dizem que Jesus foi um homem bom...ajudou muita gente...um amigo...o Salvador...um cara legal! E nós? Falamos ou calamos? Repartimos a boa notícia do amor e do perdão de Jesus por nós? Anunciamos Cristo para todos?


(9.51-62) = Aptos Para Deus.

Jesus descreve aqueles que não servem para o Reino dos Céus: “Quem começa a arar a terra e olha para trás, não serve para o Reino de Deus”. (vs. 62). Imagine você ouvir isso de Jesus. Que tristeza!
Cada um de nós tem um Dom dado pelo Divino. Não servimos para determinadas coisas, mas isso não nos inferioriza perante outros, pois servimos para coisas, que estas não servem.
Podemos interpretar portanto, que Cristo ao proferir estas palavras, nos quis alertar: “Olhe para Deus, em primeiro lugar. Não olhe para trás!”


(10. 01-12,16) = Seguidores Que Fazem a Diferença.

Amado Senhor, em Cristo fizeste uma grande diferença em nossa vida. Nos chama e nos quer enviar como seguidores e colaboradores atuantes e eficazes, como o fez ao sair da Galileia e entrar em Samaria (Lucas 9.51-52) enviando além de seus discípulos, mais setenta para anunciarem a boa noticia do Evangelho. Fortalece-nos na fé para que façamos diferença na vida de outras pessoas, anunciando a eles a boa notícia do Teu Evangelho.


(10.25-37) = Quem É O Meu Próximo?

Na parábola do bom Samaritano, Jesus aponta quem é o nosso próximo, devemos perguntar, quem, efetivamente, está necessitando da nossa ajuda e do nosso amor. A parábola do bom Samaritano deixa isso muito claro: o próximo era, no momento, o homem jogado na beira da estrada.
E a reação do Samaritano? Ele não perdeu tempo criando grandes projetos de ajuda. Tomou uma medida concreta, atendendo o ferido na hora. Levou-o para uma hospedaria e lá cuidou dos seus ferimentos.
Nós, cristãos, não podemos ser coniventes com nada que provoca injustiças e degrada a vida.


(13.01-09) = Arrependimento E Mudança.

Todo arrependimento vem acompanhado de alguma mudança.
A figueira estéril aponta para as atitudes vazias e irresponsáveis das pessoas que atraem sobre si o juízo de Deus. No entanto, mesmo ali, ainda há uma nova chance, mais uma oportunidade. Deus é um Deus de paciência. Ele tem paciência para conceder mais um tempo.
O alvo de Jesus não é apenas o arrependimento, mas, também, o discipulado comprometido e renovador. O convite para o arrependimento é sempre atual, pois o ser humano carece permanentemente do perdão. Aqui cabe lembrar a sobrevida que o dono da vinha concede à figueira. Ela viverá mais um ano e, nesse ano, os cuidados serão redobrados. Esta é a mensagem da graça que implica um sério compromisso: Frutos.


(14.25-33) = Deixar Tudo Para Ser Discípulo.

Senhor Jesus, como discípulo queria ser instrumento Teu para testemunhar e pregar. Rogo para que Tua palavra não volte vazia, antes transforme em discípulos e operosos praticantes os que a ouvirem. Amém.


(15.01-20) = Alegria – A Marca de Nossa Vida Diária.

Quem de nós já não encontrou algo que tinha perdido e que estava procurando há muito tempo? Não se trata de um momento de alegria?
Falando sobre a grande alegria do dono das cem ovelhas e da dona de casa e suas dez moedas, Jesus quer mostrar-nos que o escutam como ele se sente quando vê que pessoas estavam perdidas vêm ao seu encontro, desejando estar com Ele. Sua alegria é muito grande. Esta alegria de Deus ter-nos junto Dele, Ele quer estender a outras pessoas. Ele quer alegrar-se, encontrando aqueles que estão distantes. Ele está presente em nós e através de nós.
A grande alegria do Reino ainda não se concretizou, mas já se manifesta, como a de um homem que carrega uma ovelha recém-encontrada ou a de uma mulher que acha uma moeda perdida.





(15.01-03, 11-32) = Um Amor Que Perdoa.

Um filho resolve sair de casa, leva sua parte da herança e vai viver longe do pai. Esbanja tudo que ganhou, passa por dificuldades, sete saudades e resolve voltar. Quando chega em casa, pede perdão e é recebido com amor. Esta é a parábola do filho pródigo, que Jesus conta para ilustrar o amor de Deus por todos os pecadores.
Como filhos de Deus, sabemos como é difícil viver distantes e queremos voltar junto Dele em segurança. Arrependidos dos nossos pecados, colocamo-nos, humildes, diante do Senhor e dizemos: “Pequei contra Ti... e fiz o que detestas (Salmo 51.4). Deus se alegra quando um filho que estava perdido se arrepende e volta para junto Dele.


(16. 01-13) = Ação Esperta e Criativa.

Um administrador é denunciado e chamado à prestação de contas pelo seu patrão. O jogo terminou. Vergonha e castigo o ameaçam. O que fazer? Demissão, falta de perspectiva na vida e sentimento de culpa deixam pessoas sem ação. Esse administrador, contudo, não fica paralisado como um sapo diante de uma cobra. Enquanto ainda no exercício de sua função, ele age para garantir o futuro quando demitido. Reúne os devedores do seu patrão e lhes diminui a dívida. Como uma mão lava a outra, terá, depois, amigos que o receberão nas suas casas. Mas, para nossa escândalo, no entanto, o patrão elogia o administrador desonesto, pela sua esperteza. Ele soube reconhecer o momento certo e aproveitou o poder que ainda tinha nas mãos para garantir o futuro.
A nós foi confiada a administração deste mundo. O dia da nossa prestação de contas a Deus também virá. Como reagiremos? Tal como aquele administrador, não podemos ficar de braços cruzados. De olho no futuro, é tempo de agir de forma rápida, criativa e eficiente cos dons que Deus nos concedeu. Esperta é a pessoa que considera, em suas decisões, o dia do grande juízo e que aprende a usar de forma responsável os bens deste mundo.


(17.01-10) = Empregados Sem Valor.

A nossa missão jamais termina e deve ser desenvolvida com consagração e dedicação.
Sim, somos servidores consagrados do Senhor desde o nosso batismo até a morte. Neste ínterim não podemos dar trégua no nosso servir. Qual é a recompensa? Recebemos parcelas durante a nossa vida, em forma de antecipação de uma grande recompensa. Bem entendido, a vida eterna não é nenhuma dívida que o Pai paga pelos serviços que Lhe prestamos! Trata-se de um prêmio que recebemos porque o Pai nos ama em Cristo e quer, assim, gratificar-nos.


(17. 11-19) = Pedir e Agradecer.

Saber pedir e saber agradecer são duas coisas que procuramos ensinar a nossos filhos desde pequenos.
Quando criança ficava em volta do meu pai com medo de pedir o que queria, ele dizia: “O que tu queres? Pede!” Também quando ganhava alguma coisa ele dizia: “Fala obrigado.”
Nestes versículos podemos dizer que algo falhou. Foram dez os que pediram (vs. 12), porém, só um agradeceu (vs. 15). Foi o único também que se soube totalmente curado e pronto para “ir” e testemunhar o ocorrido (vs. 19). Ele aprendeu a lição e ensinou-a adiante: Coragem para pedir e humildade para agradecer (vs.18).




(18.01-08) = Este Mundo Tem Jeito!

É muito desagradável bater em portas fechadas ou apelar para ouvidos surdos. esta experiência é feita cotidianamente por pedintes na rua, por desempregados em busca de ganha-pão, por pessoas que necessitam do sistema de saúde, por quem busca auxílio proteção policial e, ainda em muitas outras situações.
Será que também acontece que pessoas buscam a sua Igreja para obter auxílio, consolo e orientação e saem frustradas?
Ao falar com Deus, lembre-se: Só Ele é onipotente e onisciente. Foi Ele quem assegurou: “Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” (Hebreus 13.5)


(21.5-19) = Perspectiva Correta.

Na década de 50, um agricultor comprou seu primeiro automóvel. Dadas as noções básicas de direção, o homem seguiu para casa e apressou-se em colocar a esposa e o filho de quatro anos no carro para experimentarem a novidade. Tudo ia bem até o momento em que ele se atrapalhou e, saindo da estrada, entrou numa plantação de milho. A mulher abaixou-se e começou a gritar, enquanto o menino disse: “Legal, pai! Vamos de novo?!”
As diferentes reações frente aos sinais: falsos messias, guerras e revoluções, tremores de terra, falta de alimentos, epidemias e sinais no céu. Os que crêem serão perseguidos e presos, serão entregues pelos próprios familiares e serão odiados.
O quadro parece terrível. No entanto, é absolutamente certo que o nosso Senhor não pintou uma cena de terror. Não sigam os falsos messias, não tenham medo. Isso dará oportunidade a vocês para anunciarem o Evangelho. Não fiquem preocupados. Os seus inimigos não poderão resistir. Nem um fio de cabelo de vocês será perdido... Ele descreveu realidades, sim, mas com o objetivo de certificar-nos do fim, de alegrar-nos pela Salvação e de indicar-nos oportunidades de testemunho.
Os sinais lembram-nos o fim, que possamos vê-los na perspectiva correta: oportunidades de testemunho e proteção amorosa do Pai Celeste.



(23.35-43) = O Rei Não Se Esquece.

Ser esquecido é motivo de tristeza e frustração. Temos a impressão que a pessoa que nos esqueceu não se importa muito conosco, relegando-nos a um plano inferior. Sentimo-nos mal-amados e tristes; ficamos depressivos e perdemos até mesmo a vontade de viver.
Jesus não esquece dos que lhe pertencem. Perdoa, oferece vida, libertação e vitória aos que nele confiam.


Tito.

(01. 01-16) = Dispõe de Mim!

Um dos modelos mais interessantes de liderança é o dos gansos, que se revezam na tarefa de liderar o grupo. Quando um ganso cansa, outro ocupa o seu lugar.
O que acontece em muitas comunidades, hoje, assim como também em outros segmentos da sociedade, é que há uma crise de liderança. Pessoas cansadas, não devidamente qualificadas, ou até mesmo sem dom específico, acabam cansando seus liderados e afugentando-os das atividades da Igreja.
Você já pensou sobre a possibilidade de atender ao chamado de Jesus, colocando seus dons a serviço da Igreja? Não tenha medo do desafio. Deus capacita aqueles que Ele chama. Que sua resposta possa ser: “Senhor, dispõe de mim!”


(2. 01-10) = Posso Dar-lhe Um Conselho?

Diz o ditado popular: “Se conselho fosse bom, ninguém o daria de graça”. A bíblia, no entanto, está repleta de excelentes conselhos de graça, para que vivamos melhor. Deus alerta, através de Jesus, as coisas não vão bem? Então “Como estão enganados! Vocês não conhecem as Escrituras Sagradas” (Mateus 22.29).
Hoje vivemos graves problemas de relacionamentos: o individualismo, a ganância e o culto à própria imagem fazem-nos estranhos uns aos outros. Para convivência melhor, Paulo, na carta a Tito chama a atenção para o amor e o respeito ao próximo, o crescimento na vida de fé, o cuidado com as fofocas, o afastamento dos vícios, a amizade, a lealdade e a sã consciência. A bíblia nos ensina e aconselha a vivermos de uma maneira mais feliz. Para tanto, sugere que olhemos para nosso semelhante, como um ser igual a nós. Este é o caminho que nos torna aptos para a compreensão, respeito, amor e para a tolerância. Que fazer para um mundo mais humano? Jesus nos ensina: “Ame o Senhor seu Deus de todo o coração... E ame o seu próximo como você ama a você mesmo”. (Lucas 10.27).


(02. 11-15) = O Outro Lado da Graça.

Houve um tempo em que Deus falava aos homens como se fala com amigos. Então, ocorreu a queda. Dispensaram Deus querendo ser deuses igual a Ele. Deus recolheu-se.
Houve outro tempo. Deus voltou a circular entre os homens, curar suas feridas, atendê-los. Veio como homem, morreu em lugar dos pecados, venceu o diabo, a morte e o inferno.
Esta reconciliação chama, Paulo, de “Graça”. É misericórdia, salvação, resgate, amor, bênção e amparo. É Deus conosco. Toda a bíblia fala da ação Divina. É o Deus que age (ativo) junto ao homem que é transformado (passivo). (vs. 11).
Os passivos agem! Os atingidos pela graça renegam a impiedade e as paixões mundanas (Vs. 12) em relação a si mesmos, exortando e repreendendo (vs. 15) os que ainda não vivem pela Graça. Paulo está falando de conduta moral, convívio, interação, valorização da vida, construção da justiça e do direito neste mundo. Perdoados perdoam.


(3. 01-15) = A Urbanidade do Cristão.

No dicionário urbanidade é definido como: civilidade, cortesia, delicadeza, polidez, atenção.
O homem se concentra em cidades e se torna um ser urbano, porém com menos urbanidade. Torna-se indiferente com os à sua volta.
Se prestarmos atenção a todos que nos pedem, que querem de verdade algo, não faremos nada por nós o dia todo. Porisso talvez, afora o medo da violência, nossa indiferença total ao próximo.
Tratar os outros como fomos tratados pelo Senhor Jesus e usar de misericórdia tanto quanto fomos agraciados, é isso o recomendável.
E os intrigueiros, os facciosos, que criam divisões e rivalidades, causando prejuízos a si próprios e ainda envolvendo terceiros, criando confusões e maledicências? Também estes devem merecer atenção dobrada. “Aconselhe duas vezes aqueles que causam divisões”. (vs.10)


2 Coríntios

(01. 01-7) = O Deus de Quem Todos Recebem Ajuda.

Estar aflito, com tribulação, angustias, dor, incertezas, podem vez por outra nos acontecer. Que fazer? Lembre-se que isso aconteceu até com Jesus. Porém, quando o Salvador Jesus estava profundamente triste no Getsêmani, o Pai enviou um anjo para confortá-lo.
Importa que aprendamos com a atitude do Salvador no Getsêmani que, na sua aflição, dobrou os joelhos e expôs a sua tribulação diante de Deus em oração.
O sofrimento pode abundar. Contudo, o consolo Divino pode transbordar!


(01. 8-11) = Confiança Em Meio Ao Desespero.

A lhama, animal de carga dos Andes, aceita ser carregada com peso até o limite que sabe suportar. Se lhe acrescentarem 100 gramas a mais, ela simplesmente se deita.
Esportistas tentam esticar seus limites ao máximo. Mas, chega o momento de admitir: eu não posso mais!
Para o cristão, tal “eu não posso mais” é o fraquejamento da força da alma, é a fé, é a esperança e o amor. É o desespero que não só bate à porta, mas quer invadir a casa toda.
Deus nos convida não a olharmos, temerosos, para nossos limites humanos, minha, com coragem, para poder superá-los orando sempre aos Seus Poderes Divinos.


(01. 12-24) = Cristo, O Sim De Deus.

Deus, em Cristo, não age dentro do esquema do sim e do não humanos, ou seja: “pelo sim, pelo não”. Quem prega Cristo, anuncia o “sim” de Deus. Um “sim” incondicional, sem reservas. Este Cristo é a imagem do Deus fiel, que revelou o mais íntimo de Seu coração quando enviou Seu Filho Amado para salvar aquele mundo que tinha dito “não” ao seu Criador. Ele quer transformar nosso “não” descrente no jubiloso “sim” da fé.




(02. 01-11) = Perdão e Consolo

Claro que o perdão é condenável e ninguém deve aprová-lo, diz o apóstolo na sua carta. Mas quando essa pessoa pede perdão, a situação ganha outros contornos. Paulo escreve que, nesse caso, “vocês devem perdoá-lo e animá-lo para que ele não fique tão triste, que acabe caindo no desespero” (Vs. 7).
A condenação cristã não está no mundo para condenar, mas para perdoar. Esse é o centro da sua existência, o núcleo da sua vida. Deus é a origem do perdão. Ele nos deu o perdão para que nós pudéssemos perdoar. Ninguém pode sonegar o perdão a alguém. Se o fizermos, estaremos desonrando a Cristo e a Sua obra por nós, na cruz. Estaremos dando mais valor ao pecado que ao perdão.


(03. 12-17) = O Perfume do Evangelho.

A cena era comum. O imperador com seus soldados voltava em triunfo após uma vitória, conduzindo os cativos pelas ruas da cidade. Das janelas e calçadas, o povo aplaudia seus heróis. Bandeiras eram desfraldadas, pétalas de flores jogadas ao alto e o ar ficava impregnado do perfume de incenso e de outras espécies aromáticas. As ruas, as casas e o ar ficavam envolvidos pelo cheiro doce e agradável – era o gosto da vitória. Embora doce, o perfume era de aroma agradável para aqueles que celebravam a vida. Para outros, o mesmo perfume era um mau cheiro que lembrava a morte.
Há apenas duas categorias de pessoas: as que estão sendo salvas e as que estão se perdendo (V.15).
Com o cristão, está o perfume do Evangelho que preenche toda a sua vida e se espalha pelo ambiente onde trabalha e estuda. O aroma desse Evangelho sobre o mundo é doce, embora possa ser percebido por alguns de modo diferente.



(04. 01-11) = Tudo Vem de Deus

A marca do nosso tempo é “eficiência”. As empresas nos pedem carta de apresentação. Já pensou apresentar uma dessas cartas assim: “Peçam informações e vejam os resultados de meu trabalho. Que Deus me ajude!” será que isso valeria como carta de recomendação?
“A nossa suficiência vem de Deus” (vs. 5).
Vivemos diariamente esta luta de fazer tudo da melhor maneira possível, “como se tudo dependesse de nós”, e confiando tudo que somos e queremos a Deus, em oração e confiança, “como se tudo dependesse de Deus”.
Deus nos ajude a viver assim!


(02. 12-18) = Geodos de Deus.

Geodo é uma pedra cinzenta, corrugada por fora. Uma vez quebrada, aparecem, no seu interior, lindos cristais, brilhantes, que chamamos de ametistas.
Quando somos vistos pela ótica de Deus, realmente nos assemelhamos a um geodo. Quando permitimos que Ele nos quebre, sepultando no sangue de Jesus Cristo o nosso egoísmo, as nossas vaidades e a nossa auto-suficiência, os “cacos”, o Senhor transforma em pedras preciosas, vivas e brilhantes, que refletem a luz, a beleza e o amor Divino em diferentes tonalidades, intensidades e formas. A Igreja cristã é comparada a um edifício construído com pedras vivas, sendo a pedra angular Jesus Cristo, nosso Salvador, e nós as demais.


(03. 01-06) = Um Barco Iluminado.

Um menino estava assustado. Não se podia acender a luz do navio por causa do inimigo. Navegavam em águas internacionais e o inimigo podia atacar a qualquer momento. Passaram-se muitas horas, até que o comandante deu a boa notícia: “Podem acender a luz!” O menino com um sorriso de felicidade, disse: “Agora todos podem ver a nossa luz!”
A alegria do menino é semelhante à da pessoa que é iluminada pela Graça de Cristo. O ser humano não quer mais andar por caminhos tortuosos, escondido, agindo nas sombras para não ser reconhecido, dissimulando suas atitudes vergonhosas. Ele não precisa mais viver assim pois Jesus o está amparando, fortalecendo, encorajando “os seus pecados estão perdoados” (Lucas 5-20) e “Não tenha medo, pois Eu estou com você.” (Isaías 43.5).
A luz de Cristo é muito forte. Ela não ilumina apenas o interior da pessoa, transformando o coração, os pensamentos e as atitudes, mas transcende. Ela espalha luz ao redor por meio de ações concretas e sinceras de amor por aqueles que estão à sua volta.
Ele tem capacidade para enfrentar as tentações e os perigos, pois confia no “Deus que disse: ‘Que da escuridão brilhe a luz’ e é o mesmo que fez a luz brilhar no nosso coração.” (Vs. 6)


(04. 07-12) = Vida Em Vaso de Barro.

O apóstolo Paulo diz que o poder vem de Deus. Não vem de qualquer lugar, mas para um vaso de barro, o ser humano, depositário do tesouro de Deus. Do mesmo modo, o apóstolo pode dizer que “O corpo é o termo do Espírito Santo. (I Cor. 6.19). Deus deposita o Seu tesouro em embalagens frágeis. Via de regra, também procedemos assim. Não depositamos jóias valiosas em vasos de ouro, porque o valor está no conteúdo, nas jóias, e não na embalagem.
Somos como argila frágil e necessitamos de proteção e cuidado e, ao mesmo tempo, algo precioso está sendo confiado a nós.
Duas realidades são experimentadas pelos seguidores do Senhor. De um lado, a própria miséria, a limitação e a fraqueza humanas, que poderão ser preenchidas com o poder de Deus. Ele escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes (I Cor 01.26-29).
Para que o recipiente possa servir de instrumento, é preciso que ele esteja aberto e disponível para um Deus possa depositar nele o Seu tesouro. Apenas isso, e nada mais!
Aja como se tudo dependesse só de você, e ore como se tudo dependesse do Seu Poder Superior.


(04.13-18) = Louvor Que Liberta.

Paulo e Silas deram um testemunho de que, apesar das tribulações, pode-se orar, cantar e louvar a Deus, pois, mesmo estando na prisão, não deixaram de dar graças ao Senhor. (Atos 16.25).
O apóstolo Paulo não deseja minimizar a dor. Aponta, porém, para algo diferente do que ficar se queixando e se lamuriando; aponta para a Eterna Glória de Deus, que está muito acima dos sofrimentos passageiros.
Quem consegue olhar com os olhos da fé para a glória do Senhor, aprende a louvar a Deus, em meio às tribulações. Não olhe para suas dores com os olhos do seu corpo, mas olhe com os olhos da fé que Deus lhe deu.


(5. 01-10) = Dono do Meu Nariz.

Querido Pai, não mereço tanto amor. O Senhor me oferece uma casa eterna nos céus. Mas algumas vezes parece que ser filho abandonado é muito melhor. Quero ser dono do meu nariz. Quebro a cara e nariz toda vez que declaro minha independência. Como sofro!
Perdoa-me. Quero estar em Tua casa. Sê Tu o dono do meu nariz. Por Jesus. Amém.



(5. 11-15) = Jesus Deu A Sua Vida Por Nós!

Imaginemos um cego cuja única possibilidade de vir a enxergar é através de um transplante de córneas.
Após longo tempo, na fila de espera, ele é realizado e o cego passa a enxergar. Euforia geral!
Mas nos vem uma reflexão e a conclusão: “Alguém teve que morrer para que ele pudesse enxergar!”
Jesus, através de sua morte, conquistou a vida plena para nós.
Sua morte não aconteceu por um acidente, mas foi espontânea. Ele é nosso Salvador pela vontade de Deus. Anuncie, divulgue: “Ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que morreu e ressuscitou para o bem deles.” (vs. 15)


(5. 16-21) = Vendo Cristo de Forma Diferente.

Senhor Jesus, levando-nos à fé, Tu nos deste uma nova visão, agora somos uma “nova criatura”, uma “nova pessoa” (vs. 17). O que era antes agora passou. Não O vemos na forma humana, nem como um herói, nem tampouco um espírito evoluído mas estamos unidos com o Senhor que nos habita. Hoje, olhamos para Ti e vemos que és o nosso Salvador. Louvamos-Te porque nos fizeste novas pessoas. Pedimos-Te, Senhor, não permitas que nossa visão deixe embaralhar por regras humanas. Amém.


(6. 01-10) = Sem Prorrogação.

Importa que jamais esqueçamos a nossa realidade de mortais e de que a morte é fim de todas as nossas expectativas e dos nossos planos. As oportunidades estão aí. Precisamos aproveitá-las pois não há prorrogação.


(6. 11- 7.01) = Só Cristo Salva.

Paulo diz aos Corintos: “Vocês é que têm fechado os seus corações para nós... Mostrem os mesmos sentimentos que temos para com vocês e abram os seus corações.” (vs. 11,13)
Paulo explica que as censuras feitas aos Corintos na sua primeira carta, em verdade, não aconteceram por maldade, mas foram um ato de amor do Pai espiritual em relação aos Seus filhos.
O que não podemos compartilhar integralmente com o apóstolo é o seu segundo conselho, o de não trabalhar com pessoas de outras convicções religiosas. Isto, numa sociedade globalizada como a nossa, é impossível. Hoje, certamente, Paulo diria que devemos ser firmes e decididos na nossa fé cristã, afastando-nos de participar de práticas religiosas que não professam Jesus Cristo como único Senhor e Salvador.


(07. 02-16) = A Alegria de Paulo.

“Agora folgo, não porque fostes conquistados, mas porque fostes contristados para o arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma.” O resultado foi uma nova relação de confiança.
Como a comunidade de corinto, também as nossas comunidades sofrem as mais diversas formas de agressão. São ofertas cintilantes de filosofias, ideologias e religiões estranhas que procuram cativar seus membros. Há discussões e contendas. É necessário que a Igreja seja sempre renovada.


(08. 01.05) = Ofertar Com Alegria E Generosidade.

Senhor, toca o meu coração com o Teu Evangelho e enche a minha vida de amor e gratidão pelas Tuas bênçãos e pela Tua Salvação. Quero entregar-me a Ti, trazendo minha oferta com alegria e generosidade.
(08. 06-15) = Ricos em Tudo.

Quem é rico? Do ponto de vista humano, rico é sinônimo de dinheiro, bens materiais, propriedades..., ao passo que pobre é aquele que nada possui.
Diante de Deus, todavia, rico é aquele que conhece, confia e ama a Jesus Cristo.
Cristo abandonou a casa do Pai e veio ao mundo, em pobreza e humildade. Ele tomou sobre Si os nossos pecados e a nossa pobreza, entregando a sua vida para que nós pudéssemos ser ricos em Deus, herdeiros da vida eterna.
Mesmo que sejamos pobres financeiramente, Deus quer que sejamos ricos espiritualmente.


(8. 16-24) = Um Elo Na Corrente.

O trabalho no Reino de Deus é trabalho em equipe. ”Vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores” (Mateus 28.19). A Seara é grande e a ordem só poderá ser executada quando todos do povo de Deus cooperarem com os seus talentos, tempo e tesouro.
A oferta que fora decidida em favor das necessidades dos irmãos cristãos na Judéia e em cuja arrecadação Paulo e seus colaboradores estavam empenhados, é a comprovação de que a fé comum irmana pessoas de diferentes nações, raças e cores. “Um só povo sob um só pastor” (João 10.16)


(9. 01-15) = Fome Zero

falar sobre oferta não é um assunto muito agradável, pois é constrangedor e complexo, sobre o qual existem pensamentos muito divergentes.
Paulo, propõe que a oferta não seja encarada com uma obrigação que é cumprida de má vontade (Vs. 5), mas uma dádiva oferecida com espontaneidade e com alegria.
Precisamos ouvir as palavras de Paulo “Deus nos fará sempre ricos para que possamos dar com generosidade.” (vs. 11)
Ajudemos a combater não só a fome de pão, mas, principalmente, a saciar a fome da palavra de Deus.

Oração: Deus de toda misericórdia, tudo o que somos e temos devemos a Ti. Ajuda-nos a sermos generosos e a repartirmos com os necessitados; a inundarmos os corações com o Teu amor, através da pregação do Evangelho e saciar, assim a fome da Tua palavra. Amém.


(10. 01.18) = Paulo Tinha Duas Caras?

Paulo se defende, pasmem!, de duras críticas: “tinha duas caras”. Fora chamado de covarde e impotente pois em suas falas era humilde e moderado. Já nas suas escritas o consideravam rude, violento, insensível.
Parece que Paulo tinha mais facilidade para expressar-se por escrito, mas de jeito nenhum tinha duas caras. O conteúdo de suas falas não era diferente do de suas cartas.
Por mais difícil que seja, temos que procurar ser autênticos em todas as situações. Tanto em palavras como em ações. Quem nos capacita e nos encoraja para tal é o poder do Espírito Santo de Deus.
Vejamos, então, quem chamou Paulo de mole e covarde quando falava, e ousado e violento, quando escrevia.
Trata-se de falsos apóstolos infiltrados na comunidade de Corinto com o propósito de jogar uns contra os outros e contra seu próprio líder: Paulo.
Nos dias atuais falsos líderes saem a “pescar em tanque alheio”. Quanto gente bate em nossa porta, anunciando e, até, vendendo a única verdade, a deles, sem ouvir nem respeitar o que os outros têm a dizer? Tentam, assim, destruir o que pessoas sérias construíram com tanta dedicação.


(11. 01-06) = Vítimas da Mentira.

Paulo critica os falsos apóstolos e os fiéis que se deixam enganar.
Nos dias de hoje pessoas que receberam boa formação bíblica e cristã, acabam seduzidas por “atrativos religiosos”. São pensamentos, filosofias e sistemas religiosos que se multiplicam dia após dia. essa pessoa não rasga a bíblia nem se afasta de sua comunidade; continua afalar de Deus e Jesus. No entanto, como diz Paulo, seu Jesus é um Jesus diferente e o seu espírito não é mais o Espírito Santo.
Jesus não mudou e nem pode mudar. Cuidado!, o diabo continua ativo e vem se especializando na arte de mentir.

Oração: Amado Pai Celestial, a cada instante sou tentado pelas novidades religiosas de todo o tipo. Ajuda-me a perceber as mentiras do diabo, para que minha mente não seja corrompida e para que eu possa manter pura e sincera a minha devoção a Cristo. Amém.


(11. 07-15) = Desprendimento Hoje.

Em várias comunidades há muitas pessoas que estão sempre dispostas e prontas para assumir tarefas. Elas se dispõe a visitar membros da comunidade, a ajudar nos trabalhos sociais, nas programações, nas festas, nas celebrações, na música, enfim, nos diversos encontros e atividades.
Trata-se de gente que tem desprendimento e assume sua missão com alegria e humildade. Dessa forma concreta, no agir, sente-se útil. Sabe que é importante na vida de outras pessoas. Trata-se de pessoas que se sentem amparadas pelo amor de Deus de forma realizadora, pois recebem o estímulo e a vontade do próprio Senhor. Ao levarem a palavra do Evangelho para outrem, superam assuas próprias angústias e medos.
O apóstolo Paulo não foi compreendido por causa de sua maneira humilde de viver. Também entre nós isto existe. Há pessoas que não compreendem que outras se dediquem de corpo e alma ao trabalho da sua comunidade.
Mas perceba como você é fortalecido por Deus quando dedica um pouco do seu tempo e dons à comunidade e às pessoas que estão sedentas de um palavra de consolo.


(12. 01-10) = Eu Tenho A Força No Senhor.

Você lembra daquele desenho animado da televisão em que o personagem principal, ao transforma-se em herói, exclamava em alta voz: “Eu tenho a força!” Eu lembro a gurizada, brincando, repetia esta frase, acompanhada de gestos de poder.
Notamos que no dia-a-dia impera a “Lei do mais forte”. O apóstolo Paulo anuncia em sua Segunda carta aos Corintos: “Alegro-me com essas fraquezas, insultos, necessidades, perseguições e dificuldades por causa de Cristo. Porque, quando estou fraco, aí sim é que sou forte” (vs. 10).
Isto contraria totalmente a proposta do desenho animado, em pleno vigor ainda hoje pois aquele que pode mais tem poder em todos os sentidos e, até, se julga no direito de subjugar os outros. Como entender e como contextualizar as palavras do apóstolo?
A vida do cristão verdadeiro e fiel a Deus não segue a lógica deste mundo. Ela é regida pela lei daquele que tem a força. Ao contrário, a vida do cristão, muitas vezes, é marcada por dificuldades, problemas e desafios, justamente por causa do seu cristianismo, por procurar demonstrar a sua fé na prática do amor a Deus e ao próximo.
Porém, nestas dificuldades e desafios, nós não estamos sós. Cristo está conosco, orientando-nos em Sua palavra, chamando-nos fortes nele para superarmos todos os problemas, aqui, deste mundo, e para caminharmos em segurança, firmes e fortes para enfrentá-los e sermos mais que vencedores.
(12. 11-18) = Lei e Evangelho.

Lei e Evangelho são a base de toda e qualquer pregação da palavra de Deus. Ambos são inseparáveis, têm importância inquestionável, e sua aplicação pode ser dosada conforme a necessidade. Paulo deu um excelente exemplo de que, mesmo em momentos que presumem apenas a aplicação da lei, que condena e corrige, podemos e devemos utilizar o Evangelho, que resgata e consola.
Aplicando a Lei, estamos pondo o “dedo na ferida”: Dói, mas é necessário para um tratamento eficiente. O Evangelho é a melhor parte: É o curativo, é o consolo, é o amor que necessitamos para salvar nossas enfermidades espirituais.


(13. 01-13) = Recomendação Final.

Concluindo a leitura da Segunda carta do apóstolo Paulo aos Corintos e a reflexão sobre a mensagem, observa-se que Paulo manifesta alguma mágoa, sente-se incompreendido e abandonado pelos irmãos da Igreja.
Quem já passou por situações semelhantes, sabe o que isto significa. São momentos em que se perde até a alegria de viver.
No entanto, apesar de sentir-se incompreendido pelas pessoas, o apóstolo percebeu que, em verdade, ele não estava sozinho. Reconheceu que Deus estava com ele e lhe concedia a Sua presença e comunhão. A palavra de Deus, que ele tantas vezes anunciara, tornou-se concreta em sua vida. Suas orações alcançaram o trono, os ouvidos e o coração de Deus.
Assim é a palavra de Deus, não apenas em Corinto, mas também aqui na nossa comunidade e na nossa vida particular. Por isso, olhando para Deus, Paulo pôde, finalmente, dirigir-se, com palavras duras, mas, também, com amor, muito carinho, e até, com alegria aos seus irmãos, preparando, assim, o ambiente para uma próxima visita (vs. 10).
“Procurem ser corretos... Estejam de acordo uns com os outros e vivam em paz. E o Deus de amor e de paz estará com vocês” (vs. 11). Valeu para os Coríntios, vale também para nós!

Oração: Faze-me entender, Senhor, o Teu querer. Faze-me servir-Te melhor. Enche meus dias de amor, transborde em Graça o meu viver. Dá paz ao coração e dirige meus caminhos. Amém.


Atos.

(01. 01-11) = Esquecemos A Ascensão?

Ascensão é comemorada quarenta dias depois da páscoa e dez dias antes de Pentecostes. Não é explorada comercialmente. Certamente é por isso que a esquecemos.
Ascensão lembra a volta de Jesus para junto do Pai. É o dia da entronização, isto é, o dia em que Cristo assume o seu lugar ao lado do trono de Deus.
Com base no que a Escritura e o credo dizem a respeito, a ascensão não pode continuar no esquecimento. Confessar a fé cristã significa, entre outros aspectos, confessar que Jesus subiu ao céu, significa crer e professar que não somos órfãos e nem estamos sem amparo neste mundo. Crer e confessar que Jesus é Rei e Senhor.


(04. 12, 17-32) = Onde Estão O Bem E O Mal?

“Devemos obedecer a Deus e não as pessoas” (vs. 29).
No nosso mundo, bem e mal parecem andar juntos. é quase igual àquela parábola que Jesus contou sobre o joio e o trigo. Lembra-se? No momento do desenvolvimento dessas plantas, elas se parecem muito uma ca outra. Mas, no momento da colheita, podemos identificá-las perfeitamente.
Às vezes, o bem e o mal se apresentam parecidos. Como escolher o bem? Como distingui-lo do mal?
Ora, o primeiro está na paz e no diálogo. O segundo, na discórdia e em seus causadores.


(09. 01-20) = Com a Cara no Chão.

Saulo chega a Damasco ameaçando de morte eprisã0 os seguidores de Jesus Cristo. Na entrada da cidade uma luz forte brilho ao seu redor. “Ele caiu no chão e ouviu 1avoz que dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” (Vs. 4). Saulo quis saber de quem era a voz e ela se identificou: “Eu sou Jesus, Aquele que você persegue” (vs.5).
Saulo deu com a cara no chão. Sua altivez, arrogância e ódio pelos cristãos foram transformados. Saulo foi convertido. Sua vida sofreu uma mudança radical: de opositor e perseguidor, passou a ser um grande pregador e propagador da mensagem de Jesus Cristo, Aquele a quem, no início da Sua carreira, ele insistia em perseguir. Depois, como apóstolo, ele foi perseguido até, finalmente, ser morto em Roma em defesa de sua fé.
Conversão é isso. Mudança de rumo, de pensamento e de ação. No caso de Saulo, isso aconteceu de forma drástica. Ele teve que ser derrubado, nocauteado, para, então, ser transformado num novo homem e passar a ver o mundo deforma diferente.
Conversão é ação de Deus em nossa vida, através do Espírito Santo. Sofre uma transformação e passa-se a ver tudo sob uma perspectiva diferente. Quem é convertido, é derrubado de seu orgulho de sua altivez, de sua presunção; fica com a cara no chão, para que, pela fé em Jesus, viva fiel a Ele.


(13. 15-16, 26-33) = Cristão ou Somente Religioso?

Os judeus de Jerusalém eram religiosos, mas não entenderam Jesus.
Assim também acontece com muitos cristãos que ocupam bancos de igrejas. Ouvem leituras e pregações, mas não entendem Jesus. E quando ele é entendido, corre o risco de cultivar uma religiosidade só de aparência, que super valoriza rituais e costumes, prédios e objetos, mas com o coração fechado e indiferente. Em Jerusalém, havia muita religiosidade. Porém, os religiosos não entenderam Jesus, rejeitaram sua mensagem, crucificaram-no e continuaram suas práticas religiosas antigas.
Nós entendemos Jesus? Quando seus ensinamentos são compreendidos, os olhos brilham ao ouvir a mensagem do Reino; às vezes, até se enchem de lágrimas. A boca fala porque o coração está cheio de amor para compartilhar.
Aquele, pois, que entende Jesus, pratica rituais e costumes, utiliza prédios e objetos religiosos apenas como instrumentos para melhor servir ao Salvador. Roguemos ao Senhor que livre-nos de uma religiosidade de aparências, para que pratiquemos ações de verdadeira fé, movidos pelo Espírito Santo.


(14. 08-18) = Missão é Caminhar Junto Com Quem Sofre.

A tarefa missionária carrega, não só alegrias, mas, também, frustrações e desentendimentos. Acontece missão, por parte de Paulo, pois uma pessoa foi curada. E foi curada do seu aleijamento, porque teve fé. A multidão não compreendeu a pregação e o sinal – o milagre. Mesmo assim, a missão cumpriu seu propósito, pois uma pessoa teve fé suficiente e deu-lhe fé para ser curada. Uma única pessoa! Parece pouco, não é? Mas isso é missão: caminhar junto com quem sofre!






I Timóteo

(01. 01-11) = O Bom Uso da Lei.

Muito se fala em nossos dias sobre o uso correto da Lei. A Lei existe para o nosso bem e para coordenar a convivência entre as pessoas e a vida em piedade. Ela mostra o caminho a ser seguido pelo cidadãos. Mas, assim como no campo político e social, também na religião, no uso da palavra de Deus, a Lei pode ser mal compreendida e mal aplicada.
Paulo explica a Timóteo que muitos em Éfeso estavam usando de modo errada a Lei de Deus e enfatiza: “A Lei é boa, se for usada como se deve” (vs. 8).
Como no tempo de Paulo, a Lei de Deus, os mandamentos, continua sendo aplicada de maneira errada e, assim, infunde medo e terror nas pessoas, em vez de mostrar um Deus que ama e é misericordioso.
Estamos rodeados, ainda hoje, de falsos mestres que querem nos fazer crer que devemos nos salvar pelos nossos méritos, pelas nossas obras, cumprindo as Leis. Para tanto, apontam para uma lista interminável de regras e normas que devemos cumprir. Para estes, o modo errôneo de compreender a Lei não mudou desde o tempo de Paulo.
Para termos uma compreensão correta da Lei de Deus, importa, acima de tudo, que busquemos orientação segura, na fonte certa. A bíblia fala de um Deus zeloso que faz misericórdia até mil gerações para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos. Esta é a chave para o bom uso da Lei.


(01. 12-20) = A Característica do Cristão: Humildade.

Paulo proclama vitorioso: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores. E, eu, sou o pior deles” (vs. 15).
A humildade é uma virtude difícil de ser encontrada. O ser humano, por natureza, é orgulhoso e egoísta, de nariz empinado. Prova disso, é a competição. Tanto no âmbito pessoal como profissional, cada um quer ser melhor do que o outro. Aliás, querer superar a si mesmo e ultrapassar os próprios limites, querer vencer na vida, em si, não é nada mau, desde que não seja doentio e pecaminoso.
Muitas vezes, também no campo espiritual, na Igreja, faz-se sentir o espinho do orgulho, da vaidade e do egoísmo. É comum ouvirmos manifestações como: “Eu sei que não sou perfeito, mas aquele... A mensagem de hoje, foi para fulano ou para fulana.”
Paulo, reconhece que era e continua sendo 1grande pecador, mas que o Senhor amou-o e, por sua misericórdia, chamou-o, fazendo dele o Seu discípulo.
Quando nós reconhecemos nossa condição de pecadores e, arrependidos, buscamos o perdão de Deus, deixando o Seu amor entrar em nossa vida e tomar conta do nosso ser, os frutos são bondade, amor, misericórdia, humildade, fidelidade e consagração. Arrependidos, busquemos o perdão e decidamos, mais uma vez, dedicar e entregar. Vida e nosso trabalho ao Senhor Jesus, com amor, fidelidade e humildade.


(02. 01-07) = Orar Por Outras Pessoas.

“Peço que sejam feitas orações, pedidos, súplicas e ações de Graça a Deus por todos” (vs. 01). Esta é a orientação de Paulo em relação a oração em favor dos outros.
A oração é fruto da fé e é um testemunho do amor de Cristo. Quando oramos por alguém, gravamos a pessoa em nossas mentes e corações. Nesta hora, abrimos mãos de todos nossos desejos egoístas, dos nossos rancores e das nossas mágoas, porque a nossa atenção está voltada para o bem do próximo. Na oração em favor do outro, abrimos nosso espírito para a solidariedade e a bondade que vem de Cristo.
A oração nos compromete com Deus e com as pessoas pelas quais oramos. E mais, quando oramos por alguém, é importante que o informemos disso, para, assim, dar testemunho da nossa fé. As intercessões que praticamos tornam públicos a nossa fé e o nosso amor a Jesus.
(03. 08-05) = Silêncio Para Ouvir.

Se você for solicitado a dar um conselho, em primeiro lugar, faça silêncio, ouça a outra pessoa e só depois a aconselhe. Não a atropele com chavões de fé. E peçamos: Senhor, ensina a fazer silêncio para ouvir. Ajuda-nos a ver como este gosto é fundamental na busca da verdade. Dá-nos condições de ouvir nossa voz interior em vozes dos outros, especialmente as dos pequenos, dos fracos e das vítimas. Amém.


(04. 01-11) = A Boa Notícia Ou As Exigências?

Quero confrontar você com uma boa notícia e com uma exigência. A boa notícia revelada por Deus é a seguinte: Jesus, o Seu eterno Filho, tornou-se uma pessoa humana, assumiu a culpa das pessoas, salvando-as por sua morte e ressurreição e garantindo-lhes uma vida de paz e alegria. A boa notícia é, na verdade, um convite gracioso: Se você não comer determinados tipos de alimentos e se você não casar, então encontrará o caminho de paz que leva a Deus.
Em qualquer desses dois caminhos você procuraria paz e segurança? Ambos são apresentados aos seres humanos. Apesar dessa maravilhosa verdade, a de que Deus revelou Seu Filho como Salvador que traz paz e vida. Há os que abandonam a fé. Por quê? É que eles dão atenção a ensinamentos espalhados por pessoas hipócritas e mentirosas, que são seguidoras de lendas tolas e pagãs (vs. 01-3,7).
A boa notícia de Deus permanece sempre a mesma. Ela não muda. Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hebreus 13.8). por outro lado, observamos que as exigências dos que ensinam suas lendas, engenhosamente inventadas, mudam segundo o contexto social, cultural ou religioso. Mas a característica é sempre a mesma: você precisa agradar a Deus através de sacrifícios, rituais ou abstenções para merecer Suas bênçãos. As exigências inventadas pelos homens intranqüilizam e ameaçam o se humano, mas a boa notícia de Deus consola a paz.


(4.12;5-2) = Faça O Que Eu Digo Mas Não Faça O Que Eu Faço.

A melhor maneira de comunicar o Evangelho é por meio do nosso jeito de ser e de viver a vida, da nossa atitude para com as pessoas que convivem direta ou indiretamente conosco. Portanto, “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, máxima praticada por muitas pessoas, possa a ser o reverso da ação cristã.
Você pode fazer a diferença na vida de outras pessoas. É com seu exemplo de respeito, de dignidade, de amor, de fé, de conduta, de conversa, de dedicação que você salvará a si e a muitas outras pessoas. Peçamos a Deus, que nos fortaleça com Tua proteção e sabedoria, para que nossa forma de viver a vida seja um exemplo de vivência do Evangelho de Jesus Cristo.


(05. 03-16) = Amparando Os Desamparados.

A Igreja cristã sempre esteve atenta às injustiças sociais e aos necessitados à sua volta. Numa sociedade em que não havia Leis sociais nem instituições de amparo a órfãos, viúvas, enfermos e idosos, ela se organizou para socorrê-lo, tornando-se, assim, precursora e mãe das atuais Leis e instituições sociais.
Para evitar abusos Paulo estabelece critérios: o primeiro critério, é dever filial honrar aos progenitores, amparando-os em suas necessidades. Filhos e netos, “devem cumprir seus deveres religiosos cuidando bem de todos seus parentes. Assim pagarão o que receberam de seus pais e irmãos e avós, pois Deus gosta disso” (vs. 4). Dentro e fora da Igreja, a família é a primeira e a maior responsável pelo amparo dos seus.
O segundo critério é a idade. Quem for trabalhar e cuidar de si, deve fazê-lo, evitando-se preguiça, dependência e desvio de recursos destinados aos realmente necessitados.
O terceiro é a fé. A Igreja tem o dever de socorrer material e espiritualmente aos da família da fé.
Um quarto critério é o engajamento dos assistidos no serviço social. Compartilhar o amor recebido edifica aquele que é amparado. Em vez de esmola, serviço compartilhado!


(06. 01-10) = Nada Trouxemos do Mundo, e Nada Levaremos.

Segundo relatório anual das Nações Unidas, se fôssemos reduzir a população do mundo a uma aldeia de cem habitantes, teríamos o seguinte quadro:
- 57 asiáticos, 21 europeus, 14 americanos (norte, centro e sul e 8 africanos.
- 52 mulheres e 48 homens.
- 30 brancos e 70 negros, indígenas e asiáticos.
- 30 cristãos e 70 não cristãos.
- 6 pessoas possuiriam 59% da riqueza da aldeia.
- 80 viveriam em casas e condições inabitáveis.
- 70 seriam analfabetas e uma teria estudo superior.
- 50 sofreriam de desnutrição.
Os dados retratam a distorção desde mundo criado e amado por Deus. Manter um tal modelo de desenvolvimento é insustentável, insano e irresponsável. O amor ao dinheiro, a ideologia do acúmulo, o consumo desenfreado e a degradação dos recursos naturais geram fome e miséria e ameaçam seriamente a vida do planeta. Por isso, é preciso revisar nossa maneira de viver e nossa relação com o mundo e tudo o que nele existe.
As palavras do apóstolo Paulo, escritas a seu amigo, colaborador e companheiro de missão Timóteo, a quem havia encarregado de cuidar dos assuntos da comunidade de Éfeso, são muito atuais e nos servem como orientação: “A religião faz a pessoa ficar muito rica se estiver satisfeita com o que tem. O que é que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que levamos do mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupa, fiquemos contentes com isso!” (vs. 6-8).


(6. 11-16) = Só Deus É Imortal!

Bastou Gerson alcançar a promoção no emprego para que passasse a ser mandão, prepotente e auto-suficiente! E quanto mais subia na hierarquia da firma, mais poder ele tinha e mais ele se distanciava dos outros. “Esse cara tem o Rei na barriga!”, diziam: infelizmente, a experiência tem mostrado que pessoas que querem ser mais do que os outros, de modo nenhum tornam-se divinas, e, sim, muito desumanas.
A Timóteo, Paulo escreve: “Você, homem de Deus, fuja de tudo isso. Viva uma vida de honestidade e de humildade. Combata o bom combate de fé e ganhe a vida eterna... Cumpra a missão que lhe foi dada... quando chegar o tempo certo, Deus fará isso acontecer. O mesmo Deus que é o bendito e único Rei, o Rei dos Reis, e o Senhor dos Senhores. Só Ele é imortal!” (vs. 11-16).
Como cita (Juengel): Só Deus é Deus, para que o Senhor humano permaneça ser humano e possa tornar-se sempre mais humano.


(6. 17-21) = Depositam a Esperança em Deus.

Ter muito dinheiro e possuir muitos bens não é um mal em si.
Paulo alerta Timóteo da correta relação das coisas materiais com as espirituais.
O material não deixa de ser importante, pois, afinal, sem ele não se vive. Importa, porém, que ele não ocupe o primeiro lugar em nossa vida e, muito menos, que seja a razão do nosso viver. Quando esta relação não está clara, a riqueza pode produzir orgulho, exploração, opressão e cria independência de Deus. Paulo exorta a Timóteo a que as pessoas não depositem a esperança na instabilidade do dinheiro e de outros bens materiais, mas a que “façam o bem e que sejam ricas em boas ações, que sejam generosas e estejam prontas para repartir com os outros o que têm. Desse modo, juntarão para si mesmas um tesouro firme para o futuro.” (v. 18s)


II Timóteo

(01. 01-18) = Livres do Poder da Morte.

No mundo existem forças poderosas. A mais poderosa de todas é sem dúvida, a morte. Ela está presente em todos os lugares, a todo momento. No íntimo temos medo dela. Enfrentar o poder da morte é extremamente difícil.
Há, porém, um Poder Superior a ela. Paulo escreve a Timóteo: “Cristo acabou com o poder da morte e, por meio do Evangelho revelou a vida eterna” (vs.10).
A morte é inevitável. Porém a vitória de Cristo nos move a viver os dias de nossa vida sem medo. ”Onde está , ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?... Agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Cor. 15.55,57)


(01. 13-18) = Testemunho, Sofrimento e Esperança.

“Por meio do poder do Espírito Santo, que vive em nós, guarde as boas coisas que foram entregues a você” (vs. 14)
“Sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a provação de Deus, e esta provação cria a esperança” (Romanos 5. 3-4).
Podemos exercitar o amor e a amizade com coragem e perseverança, para que a fé resulte em frutos na prática da justiça.


(02. 01-13) = Oportunidades Nas Dificuldades.

É possível suportar sofrimentos e encarar positivamente o que parece negativo. Não soa como tapar o sol com a peneira? Ignorar os males, que nos afetam?
Momentos de dificuldades são oportunidades para o exercício da perseverança. Neles, podemos fortalecer a certeza da companhia de nosso grande e vitorioso amigo Jesus Cristo.
A religião já foi acusada de ser “ópio do povo”, como se ela procurasse gerar consciências alienadas e alheias à realidade ao seu redor. A fé cristã não é isso. Ela quer, sim, possibilitar que o ser humano conheça o remédio, encontre o refrigério para toda a sua dor e angústia, Naquele que nos amou com um amor infinito, um amor sem limites.


(02. 14-26) = Procura Cristã.

O pecado é uma realidade presente na vida de todo ser humano, desde Adão e Eva. Paulo indica a Timóteo que aconselhe o povo de Deus a distinguir-se do mundo ateu e idólatra através de uma postura de vida regenerada e consagrada ao Senhor.
“Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.”


(03 01-09) = A Situação Está Feia! Que Fazer?

No texto bíblico proposto, a convulsão social e espiritual descrita não nos é estranha. Para sair da atual situação na qual encontramos dificuldades a todos momentos e setores de nossa vida, não é definitivamente o de desespero, da resignação, da lamúria ou da crítica. O caminho a seguir é o da oração. O conselho de Timóteo é “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (Vs. 5). Afastar para onde? Jesus, intercede junto ao Pai por nós; é Nele que devemos nos refugiar. Não sucumbamos diante do caos, fé!


(3. 10-17) = Permanecer Na Guerra Ou No Amor?

“Mas as pessoas más e fingidas irão de mal a pior, enganando e sendo enganadas.” (vs. 13). Os perversos, poderosos e que promovem a guerra, podem mesmo se dar bem, mas a situação é temporária. Os governantes humanos, adorados como ídolos, não são eternos. Eterno é somente um: O Deus da vida, Aquele que é o amor, a Quem seguimos na trilha de Jesus Cristo. Trabalhemos sempre na construção da justiça em meio à miséria humana. Construir para libertar!


(4. 01-08) = Que É A Verdade?

A pergunta de Pilatos a Jesus soa bem moderna. Em nosso tempo gostamos de dizer que tudo é relativo. Não soa democrático defender o absoluto. Gosta-se de falar que cada um tem a sua vontade; verdades, portanto. A minha verdade, a verdade do outro. E se concordamos, democraticamente, estabelecemos na. Verdade. A verdade mais abrangente. Mas, a verdade, o que é?
Não se trata de sempre falar a verdade e nunca dizer uma mentira.
É positivo para a vida Ter convicções bem firmes, coisas que acreditamos e não arredamos pé. É importante que a fé em Jesus Cristo, nas suas palavras e orientações, não seja algo relativo. Não é bom que cada um acredite no que quiser e quando quiser. A convicção firme e inabalável é um guia para a vida. Se não for assim, não é de coração; é, só da boca para fora e não leva a ação. Necessitamos estar por trás da verdade em que acreditamos. E é necessário que as demais pessoas vejam que nosso crer tem conteúdo e base de sustentação. O que não podemos fazer é impor à força as verdade em que acreditamos. Não se trata de combater os que pensam diferente. O combate de que se fala não é uma batalha no espírito tradicional, em que alguém será derrotado. Mas trata-se de empenho para divulgar a verdade de Jesus Cristo, na qual se acredita, e viver de acordo com ela.
Senhor, dá-nos o discernimento para engajar-nos pela Tua verdade sem negá-la com nossas atitudes. Amém.


(4. 9-22) = Que É Isso Companheiros?!

Convicções firmes são importantes não só para enfrentar os que contradizem a fé, mas, também, no momento das dificuldades. Elas são necessárias quando nos deixam sozinhos com a verdade, e arcar sozinhos com as conseqüências do que defendemos como decisivo para a vida e a salvação. Preso por proclamar palavras e por suas convicções, Paulo constata: “Só Lucas está comigo. Toma Marcos e trazei-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.” Os demais sumiram.
Foi assim também com Jesus. Ao ser preso, os discípulos fugiram.
Companheiro de fé é aquele que se preocupa com o bem-estar do outro. Companheiro de fé é o que resiste ao mal e proclama a verdade do Evangelho com convicção. Uma convicção se vê na atitude de quem encara o perigo, no mano a mano, ombro a ombro com o companheiro.
Saudações cordiais a quem permanece firme e inabalável na fé. Aos que se safam no primeiro sinal de perigo ou adversidade, resta a pergunta: Que é isso, companheiros?!







Filemon

(01-25) = Filemon, Gente Boa.

Filemon era querido por Paulo. Tinha um escravo –Onésimo, que fugiu e converteu-se ao cristianismo. Paulo aconselhou ao escravo voltar ao seu dono. Pediu a Filemon que o recebesse devolta com carinho. Filemon, poderia castigar violentamente seu escravo fujão. Filemon, pelo contrário, não guardava ressentimentos. Era conhecido como homem de bom coração, um cristão que colocava em prática o amor de Jesus. Paulo escreveu a seu respeito: “Ouço falar do seu amor por todo o povo de Deus... O seu amor tem me dado grande alegria e muita coragem, pois você tem animado o coração de todo o povo de Deus.” (vs. 5,7)
Ajamos como Filemon, perdoe pois você foi perdoado por Jesus, ame e não guarde mágoas, enxergue o lado bom das coisas, anime o próximo.


Hebreus

(11. 01-03, 08-16) = Pela Fé...Mas Não Qualquer Fé!

Muita gente fala de fé. Alguns a tratam como inata, que está dentro de nós e que nos torna mais fortes e mais virtuosos. Mas, a fé da qual fala a Escritura tem características diferentes.
Abraão e Sara, pessoas comuns, como nós, tinham dúvidas e agiam buscando vantagem para si. Mas, conforme Hebreus, tinham fé! Como é esta fé? Eles tinham diante de si algo firme, confortador – as promessas de Deus. Abraão foi chamado de uma terra distante “para uma terra que Deus lhe prometeu dar” (vs. 8). Abraão e Sara tiveram um filho, apesar da idade avançada de ambos, porque Deus assim o prometeu.
Fé verdadeira é aquela que se agarra nas promessas de Deus, que se cumpriram em Jesus.

(12. 01-13) = De Olho No Fato.

Conta-se que o fato, a fé e a experiência estavam caminhando enfileirados em cima de um muro. Na frente do grupo, vinha o fato, caminhando em passos firmes e determinados, sem desviar seu olhar. Logo atrás dele, vinha a fé. Tudo ia bem com a fé, enquanto tinha o fato como seu guia. Até que, por curiosidade, tirou os olhos do fato e voltou-se para ver como estava caminhando a experiência, que vinha logo atrás. Neste seu movimento, a fé perdeu o equilíbrio e caiu; a experiência que seguia a fé, caiu também.
Na sua palavra, Deus nos orienta para mantermos “os nossos olhos fixos em Jesus, pois é dele que depende a nossa fé, desde o começo até o fim” (vs. 2), tendo sempre em vista o grande fato – sofrimento, morte e ressurreição em favor de todos os homens. Seguindo esse fato, nossa fé irá muito bem, suportará aflições, manterá o equilíbrio, mesmo diante das tentações, e sempre avançara em direção ao alvo, ao prêmio da vida eterna. É um grande risco para a fé tirar os olhos de Cristo. Quando a fé deixa de seguir esse fato concreto de amor e passa a olhar as coisas ao seu redor, seguindo outros guias e deixando-se levar pelas circunstâncias da vida, o equilíbrio se vai e a queda torna-se inevitável.
A nossa vida pode ser construída sobre uma fé firme e fundamentada no amor incondicional de Cristo. E mesmo na queda, podemos lembrar: “Deus guia com segurança, no caminho em que devem andar, as pessoas que Ele aprova. Se caírem não ficarão caídas porque o Eterno as ajudará a se levantar.” (Salmo 37. 23s)


(12. 18-24) = Lidando Com o Sofrimento.

Passamos momentos felizes, mas, também, de dificuldades.
Como enfrentar as adversidades do nosso dia-a-dia?
A carta aos Hebreus foi escrita para pessoas perseguidas por causa de sua fé (vs.7). É enganoso o conceito de que o cristão não sofre e vive, sempre, num mar de rosas. Jesus, sempre de novo, apontava para a presença da cruz na vida dos seus seguidores. Muitas cruzes – sofrimentos – são conseqüências direta do pecado. Outras nos sobrevêm de outras pessoas. Há “cruzes” que resultam do testemunho da fé. Há, ainda, aquelas que sequer entendemos e que, assim como a morte, nos lembram que a vontade de Deus, ora, acontece apenas em parte de nós.

Oração: Senhor nosso Deus, Tu conheces a nossa vida e nossas angústias. Ilumina o nosso caminho quando só enxergamos escuridão. Ajuda-nos a lutar contra os sofrimentos que podem ser evitados em nossa vida e na do próximo. Alimenta nossa fé e nossa esperança. Em nome de Jesus. Amém.


(13.01-08) = As Pessoas e Jesus.

Nossa vida está cheia de altos e baixos. Às vezes, tomamos atitudes das quais, nos arrependemos.
O autor do texto bíblico fala de Jesus e das pessoas. A estas é dada uma série de recomendações que agradam a Deus. Por outro lado, diz-se de Jesus: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (vs.8). o mesmo não se pode falar de nós, desde o primeiro casal (Adão e Eva), que o desejo egoísta, habita em nossos corações. É por isso que não amamos aos nossos irmãos na fé; não recebemos bem as pessoas que batem à nossa porta; não visitamos os presos; não damos o devido valor ao casamento, mas preferimos satisfazer os desejos de nosso corpo, adulterando. Por isso, o amor ao dinheiro nos domina, tirando o espaço e o tempo que deveríamos dedicar a Deus. Assim acabamos esquecendo o cuidado que o Senhor tem por nós, diariamente.
Jesus, em contrapartida, é sempre o mesmo, sem altos e baixos. Ele nos ama e quer dar-nos uma oportunidade. Nova vida, entretanto, requer disposição para mudar. Para isso, é indispensável que a palavra de Deus não seja apenas lida e estudada para informação, mas, também, para transformação. E ela, portadora do grande amor de Deus em Cristo, transforma-nos em novas pessoas, de pecadores em justificados.


I Pedro

(01. 01-12) = Esperança Viva.

“Alegrem-se por isso, se bem que agora seja necessário que fiquem tristes por algum tempo por causa dos muitos tipos de tentações” (vs.6) “Por algum tempo?”. “Muitos tipos de provações e tentações?” Lá se vão milênios.
O tempo passa, as provações continuam e, até aumentam.
Há cheiro de morte, terrorismo, guerras, violências, hipocrisias. Como manter a esperança viva nessas circunstâncias?
As palavras de Pedro definem a esperança como salvação de nossas almas(Vs.9). esta esperança continua viva por causa de nossa fé em Jesus Cristo. Ela nos auxilia a marcharmos firmes, com os olhos fixos em Jesus. Ele passou por todas provações e foi vencedor em tudo, pondo um limite a todos os tormentos deste mundo.


(01. 13-16) = Sejam Bons Em Tudo Que Fizerem.

A realidade de dor, perseguição e sofrimento marca a humanidade.
Pedro lembra o sofrimento de Jesus e anima-nos a prosseguir.
Pedro fala em santificação – “sejam santos em tudo que fizerem” (vs. 15) – e que suas vidas não sejam mais dominadas por desejos e práticas contrárias aos propósitos de Deus.
A santificação, porém, é obra do Espírito Santo de Deus. É um processo que inicia com a aceitação da Graça e do perdão do Senhor, expressa-se em pensamentos, palavras e gestos que resgatam e geram vida plena. Trata-se de um processo que se estende por toda vida.
Oremos sempre para que nenhuma dor, sofrimento, sentimento de auto-suficiência ou outra realidade desvie-nos ou afaste-nos do amor de Deus. Que Deus continue a operar em nós a sua obra de santificação para que os frutos do seu Espírito Santo, amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade, se manifestem na prática da Sua vontade em e através de nós e se tornem força na nossa resistência diante das obras do mal.


(01. 17-21) = Crer e Viver.

O respeito aos pais decorrem muitas vezes, do medo do castigo, mas o sentimento maior, era o ser amado, protegido, cuidado.
Pedro diz que se alguém ora a Deus, chamando-o de Pai, deve respeitá-lo por toda vida.
Respeitar a Deus é, acima de tudo, reconhecer Seu grande e eterno amor que nos perdoa, é uma Graça preciosa; é buscar a coerência entre crer e viver, é crer na Graça e viver em Jesus Cristo. Se nos dirigimos a Deus como Pai, que então o respeitemos por toda vida. A Sua palavra seja lavada a sério, Sua vontade cumprida e praticada. Ele nos diz: “Assim como Eu os amei, amem também uns aos outros” (João 13.34).


(01.22; 2.3) = A Palavra Precisa Ser Lida E Ouvida.

Temos uma atitude transformadora, coerente com a fé que professamos?
A Bíblia é a palavra viva do próprio Deus. É o melhor guia para qualquer pessoa.
Os incrédulos quando agem mal, o fazem por desconhecerem o amor de Deus. Permitem que os desejos carnais sobreponham-se a vontade de Deus. Mas, por que isso acontece? Porque se afastam da palavra de Deus e subnutridos não crescem para ser salvos? (vs. 2).
Ouvindo as palavras de Deus nos regeneramos através do Espírito Santo que nos opera a fé (Isaias 55.10-11). Equipado com a palavra, vencemos as inclinações pecaminosas da carne e em comunhão com Deus, “Desejamos sempre o puro leite espiritual.” (vs. 2)


(2. 4-10) = É Verdade, Você Pode Acreditar!

Tudo que é bom demais, nos custa acreditar como verdade. Nas questões espirituais existem coisas semelhantes, por serem grandiosas demais.
Saímos da condição de condenados à morte eterna. Por decreto de Deus, salvamo-nos e passamos a pertencer a Ele (vs. 9). Isto é bom demais. Nenhum pecador merece. Mas Deus através de Jesus Cristo, olhou para nós, nos deu Sua palavra e Seus sacramentos. Quem permanece na fé, está nesta feliz condição.
Apesar do imenso prêmio, muitos vivem como se continuassem miseráveis pecadores condenados a morte espiritual eterna.
Os conscientes desse privilégio da Graça, podem viver como “pedras vivas”, “sacerdotes dedicados de Deus” (vs. 5) “escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz” (vs. 9).


(02. 11-17) = Eu Vi Deus.

Com o bem derrotamos os insensatos (vs. 15).
O mundo diz “não” às injustiças. Parece que é só isso que nos resta: dizer não.
Porém através de suas palavras, Pedro nos anima e quer abrir novas perspectivas.
O Senhor nos encoraja a continuarmos expressando o nosso desejo dobem, nem que façamos pequenos atos. Fazer o bem a si próprio e a comunidade e ao próximo, é tarefa de cada nós. E quem enxergar esse bem, poderá dizer ao mundo: Eu vi Deus.


(2. 18-25) = Vocês Foram Curados.

A medicina evoluiu sobremaneira. Doenças, antes, incuráveis, hoje têm cura. Outras são controladas. Novos medicamentos dão esperança a desenganados. Todos querem ouvir do médico: “Você está curado!”
Afora a doença física, há a da alma, o pecado. Esta condena as pessoas indistintamente a morte eterna a morte eterna. Nenhum médico a cura. Só mesmo Jesus o pode fazer. Cristo é o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 01.29). a Ele, o pecador tem acesso através da fé. Esse medicamento é gratuito e quem dele experimenta, pode ouvir a mensagem do Senhor “Vocês foram curados” (vs. 24).
Muitos já ouviram dos médicos: sua doença não tem cura e se entristeceram. Do encontro com Jesus, ninguém voltou triste ou desenganado. Ele mesmo nos convida: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso” (Mateus 11.28).


(03. 01-07) = Nada Atrapalhe As Orações De Vocês.

Pedro falava da relação que deve e pode haver entre esposo e esposa. Pedro recomenda atitudes e gestos enriquecedores da vida matrimonial, e recomenda: “... Que nada atrapalhe as orações de vocês” (vs. 7).
Em muitos lares, a oração perdeu espaço para a televisão, para o jogo, para as drogas e para tantos outros excessos. Não há tempo para orar. Tudo atrapalha a oração. Não há diálogo com Deus nem entre as pessoas.
Que pena! Mesmo assim Jesus continua olhando os lares e esperando que respondam: “Eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Josué 24.15).
Jesus tinha como prática dirigir-se a Deus em orações, nas horas difíceis. Ensinou os discípulos a orar e como modelo deixou o Pai Nosso. “Este ofício do cristão” é recomendado para marido e mulher, filhos e filhas. Não só nos momentos difíceis, mas sempre, diariamente e que “nada atrapalhe suas orações.”


(3. 8-12) = Fé Cristã É Fé Comunitária.

Qual a receita de Pedro para vencer o sofrimento e as adversidades? “... Que todos vocês tenham o mesmo modo de pensar. Amem uns aos outros e sejam delicados e humildes uns com os outros." (vs. 8). Em outras palavras aconselha: Vivam unidos, fortaleçam-se na comunhão, superemos atritos, repartam o que têm com os menos favorecidos. Pergunto se eventualmente, não estamos enfraquecendo, não só a fé, minha as ações das comunidades, geradas pelas divisões. Há os que participam e os que se esquivam; alguns, a partir da sua fé, envolvem-se com questões sociais e os que crêem que a fé é uma questão individual. As palavras de Pedro é atual e desafiadora para nós, necessitamos superar as nossas encrencas e que nosso testemunho seja mais coerente.


(04. 13-17) = Fé Se Vive Em Conjunto.

Pedro adverte a comunidade de Jesus, que sua sobrevivência, depende, em parte, da disposição de permanecer unida e manter identidade distinta. Perguntemo-nos: Em nossa comunidade, o que nos distingue? O que nos caracteriza? Qual a identidade? A comunidade de fé tem como legado o Evangelho que é sua distinção. O desafio do Evangelho é que cristãos sejam sal da terra e luz do mundo. A identidade está no coletivo, na ação conjunta. Sal que não se mistura na massa, que fica no saleiro, é inócuo. Lamparina escondida no cesto tampado, para nada serve. Quando a comunidade se descobre sal e luz, integrados na fé, dará sinais de vida nova. Dentro deste mundo tão sofrido, machucado e conturbado.


(02. 18-22) = Uma Vitória Decisiva.

Todas as coisas conquistadas, logo viram boa lembrança, não repercutem mais; o que vale é o presente.
O texto fala da vitória de Cristo sobre o pecado há 2.000 anos. Mesmo sendo um fato passado, repercute no presente e faz grande diferença na humanidade. A vitória de Jesus é, até hoje, nossa vitória. Pela fé Nele, participamos de Sua ressurreição e temos a garantia da nossa em Sua companhia: “Essa salvação vem por meio de ressurreição em Jesus Cristo, que foi para o céu e está do lado direito de Deus, governando os anjos, as autoridades e os poderes do céu.” (vs. 21s)
Quando Jesus foi para o céu, prometeu nos preparar lá um lugar.
Quando um país como o Brasil conquista o penta campeonato, o nosso sentimento coletivo é de vitória, no entanto participamos apenas como espectadores e tempos depois o sentimento, passou. Na vitória de Jesus, nós somos participantes e esperamos o dia em que Ele terminará de preparar o nosso lugar, para, então, entrarmos em campo e jogarmos ao lado Dele. Enquanto isso, vivemos na esperança do grande dia.






(04. 01-11) = O Amor Em Meio A Dor.

Os destinatários da carta de Pedro, sofrem perseguições e vêem os direitos de cidadania ameaçados. “pratiquem a solidariedade e o amor mútuo” – Este é o convite de Pedro.
O desafio ainda é atual. Há crises de fé e desvios de cristãos e o amor de Deus é negado por muitos. Deus continua misericordioso e amoroso, e dá a oportunidade para que retornem a Ele através do perdão dos pecados. Na teoria, parece fácil aceitar o sofrimento de Cristo em prol da nossa salvação, mas, na prática, ninguém quer esvaziar-se a si mesmo para entregar suas vontades à do Pai, e enfrentar os caminhos dolorosos pelos quais Jesus Cristo passou. Praticar o amor de Deus é dar continuidade à caminhada de Jesus. É viver como Ele viveu, pensar como Ele pensou, amar como Ele amou.


(4. 12-19) = Sofrimento: Uma Escolha Pessoal (?)

Sofrer significa “padecer dores físicas ou mentais ou morais, agüentar, suportar, tolerar.” Sofrer é parte inerente do viver: Não há vida e caminhada histórica sem sofrimento.”
As dores diferem de ser para ser. O mesmo fato, afeta mais a uns do que a outros. Há sofrimentos que provocamos em nós mesmos pelas coisas que praticamos e por nossas decisões e há aqueles que nos advém das circunstâncias da vida. O sofrimento é inerente mas, podemos escolher como e por que sofrer. É o que impõe o texto de I Pedro 4. 15s : Podemos sofrer por causa das nossas opções equivocadas ou fruto do acaso, ou como servos de Cristo e por fidelidade ao Evangelho. É melhor perseverar na Segunda opção. Pois em Cristo e com Ele podemos lutar contra nossos sofrimentos.
Eu não posso fugir do sofrimento. Contudo, em certos casos, posso decidir como e porque sofrer: sofrer, para amenizar o sofrimento do outro, ou se vivemos para sofrer e infligir sofrimento ao outro.

(5. 01-07) = Você É A Mensagem.

Nós estamos acostumados a enviar e receber mensagens através dos recursos atuais da mídia. Cada um nos toca de determinadas maneiras. Exemplo: Se usamos um carro de som para dar parabéns a alguém, o efeito naquele que ouve será diferente daquele que é produzido por um arranjo de flores entregue pessoalmente.
Assim podemos deduzir, que a palavra de Deus para aquele que tem fé, é divulgada pela Bíblia que impôs através dos obstáculos. Mas, também, pode ser divulgada por nós pessoalmente àqueles que dela necessitam. Através daquilo que falamos, fazemos ou deixamos de fazer, damos, através do Senhor, seu recado ao povo, sempre com disposição, respeito, humildade e confiança em Deus. O convite está feito!


(5. 8-14) = Saudações Iniciais!

Saudações finais muitas vezes são carregadas de emoções. Choramos, e ousamos manifestar aquilo que deixamos de dizer no momento oportuno.
Pedro, nos ensina, afiançando-nos que em meio aos sofrimentos, que são passageiros, existe o consolo da bênção e da Graça. Além disso, Pedro dá uma recomendação: “Cumprimentem uns aos outros como irmãos” (vs. 14). Este é o elemento essencial da fé: Enviar cartas, e-mails, distribuir panfletos para consolar e alertar; importa, também, que demonstremos verdadeiro interesse uns pelos outros, mandando saudações, lembranças, cumprimentos iniciais para uma nova vida alicerçada na paz.







II Pedro

(01. 01-11) = A Memória E A Justiça.

Pensarmos sempre nas promessas que recebemos de Deus e do significado da ação de Deus e Jesus Cristo, como poder divino, como glória, que conduz à vida e ao conhecimento.
Esta história de Deus, quando contada e lembrada, torna-se fato presente; é, portanto lembrada. A história da fé, permanece viva através do relato de vivências contadas aos jovens pelos mais experientes.
A recordação da história da salvação em Cristo tem a tarefa de fazer com que cada um cumpra com o que aprendeu a Deus. A prática cristã tem por alicerce a memória. Esta, quando contada, atualizada a presença amorosa de Deus entre o povo, cria comunhão, baseada na igualdade e no respeito mútuo de irmãos. Assim, através da lembrança, a justiça de Deus permanece viva e presente. É como se os impulsos da vida insistissem em ocupar os espaços, os tempos, as memórias.


(01. 12-21) = A candeia Das Palavras.

Este texto fala dos falsos profetas, das palavras enganosas. Todos sabemos do poder maléfico de tais palavras.
Pedro, em contra partida convida a aceitar a palavra profética, que é descrita com a metáfora da candeia: “Porque ela é como uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia amanhece, e a luz da estrela da manhã brilhe no coração de vocês.” (vs. 19)
Talvez, nossa postura de vida seja muito mais a de deixar as coisas acontecerem, de ficar passivo. Mas, penso que há uma voz interior em cada um de nós que clama, que quer sair para se fazer ouvir. Há algo que chama para uma postura ética. A voz guardada e trancada dentro de cada pessoa faz falta ao mundo, faz falta a nós mesmos, deixa doentes a nós e a sociedade. Nossa voz e nossos gestos são como a candeia, a luz em noite escura. O desafio é que demos ouvidos a esta inquietação e que nos deixemos desinstalar do nosso lugar sossegado. É chegada a hora de fazer a sua parte, de aproveitar o momento para sentir-se responsável.


(02. 01-22) = Agradecer.

Agradeçamos da mesma maneira que o fariseu agradeceu a parábola de Jesus (Lucas 18.11): Por não sermos como aqueles falsos mestres, que ensinam doutrinas destruidoras e rejeitam o Mestre, que agem por instinto, que xingam o que não entendem, que têm prazer em satisfazer os seus desejos imorais. Mas, em que seríamos diferentes deles, se apenas olhássemos para nós mesmos? Todos estamos sujeitos à tentação de nos entregarmos a essas coisas. Foram ensinados a orar: “Mas livrai-nos do mal.” Se podemos vencer a tentação de não sermos como aqueles que o apóstolo Pedro descreve, não devemos isso ao fato de sermos pessoas superiores, mas, tão, somente, ao amor e à ação de Deus, pois “Deus cumpre a Sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que não têm forças a vocês suportá-la, e assim vocês poderão sair dela.” (I Cor. 10-13). “O Senhor sabe como livrar das tentações mas, podemos ter certeza de que o Senhor está presente em nossas vidas, para que nos voltemos a Ele em verdadeira fé e confiança. Saibamos dar graças a Deus por isso, pois, se vivermos nesta fé verdadeira, isto acontece tão somente pela sua Graça.


(03. 01-09) = Esperança Solidária.

Entra ano, sai ano, e tudo continua o mesmo.
Zombamos homens: E a volta de Cristo, quando será? “Ele prometeu vir. Onde está Ele? Tudo continua do mesmo jeito.” Reflitamos: O dia do Senhor ainda não chegou, pois “Ele tem paciência com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas que todos se arrependam.”
Esperança! “Nós estamos esperando um novo céu e uma nova terra, onde mora a justiça” (vs. 13). “Se Deus quiser, tudo vai melhorar” Há nessa frase, um misto de esperança, mas também, de passividade: “Talvez Deus queira que melhore, falta a gente dar uma mãozinha.”
Deus não necessita de nossa ajuda para mudar e melhorar o mundo, mas espera nosso arrependimento. Ele quer que a humanidade mude sua forma de viver, que a paz e a justiça reinem entre nós e que vivamos em amor e fraternidade. Deus quer a salvação de toda a sua criação. Para isso, Ele conta conosco.
Enquanto esperamos pelas promessas, sejamos solidários.
É uma esperança ativa, atuante, formada por pequenos gestos, palavras e ações que nos permitem experimentar a justiça, junto com outras pessoas, dia após dia.

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