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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

para refletir 2


Circulava a história de que o co-dependente era mais doente, porque seu papel era mais difícil. Enquanto o dependente só tinha de esconder a garrafa ou droga, cabia ao co-dependente esconder o dependente, uma tarefa muito mais complicada.

Certa vez conversei com um policial que era especialmente eficaz com pessoas embriagadas ou muito emocionadas, e perguntei o segredo de seu sucesso. Ele respondeu: “fale baixo”. Se você falar baixo e devagar, a outra pessoa precisará parar para prestar atenção.

Dentre todas as técnicas de assertividade, aquela que acho mais eficaz é a de repetir o que a outra pessoa está falando com palavras diferentes. Ajuda a esclarecer o que se está pensando e abre os canais de comunicação. Frases como “o que você está me dizendo é que fui injusto quando...”. Outras técnicas clássicas de assertividade são: “disco rachado” – sua característica é dizer calma e repetidamente um desejo, persistentemente, sem discussões ou sentimentos agressivos. “Enevoado” – calmamente reconheço a crítica e concordo que talvez meu interlocutor possa ter razão. “Asserção negativa” – ensina-me a aceitar meus próprios erros, sem ter de me desculpar por eles, sem me sentir culpado. “Indagação negativa” – permite-me induzir alguém à crítica, para que eu possa utilizar a informação, se ela for útil, ou destruí-la, se for manipulativa.

Auto-estima ou autoconceito são difíceis de descrever e mensurar. Mas acredito que haja uma diferença. Autoconceito sugere a longo prazo as crenças mais profundas e duradouras, enquanto auto-estima é mais algo de momento. Uma técnica para mostrar a auto-estima é imaginar uma outra pessoa exatamente igual a você. Você gostaria de morar em sua casa com essa pessoa?

A essência da auto-estima não vem quando me aperfeiçôo ou me completo, mas quando reconheço minhas imperfeições, reconheço que sou incompleto e preciso de outras pessoas para me completar. Aplicando a espiritualidade da imperfeição a nossos relacionamentos com os outros, especialmente nossa família, aprendemos a “ver” todos os relacionamentos e, mais importante, nossa família de maneira diferente, aprendendo assim a nos encaixar com os ouros e descobrir um lar verdadeiro. Por isso é importante uma espiritualidade da imperfeição.
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