Adicção, A.A., N.A., Doze Passos, Reflexões, Literatura, Clínica, Comunidade, Espiritualidade

TEMAS SOBRE ALCOÓLICOS E NARCOTICOS ANONIMOS, DOZE PASSOS, REFLEXOES, CLINICAS, COMUNIDADES, ESPIRITUALIDADE. ESPERO COM ESSAS MATERIAS, ESTAR COLABORANDO COM ALGUEM, EM ALGUM LUGAR, EM ALGUM MOMENTO DE SUA VIDA !

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domingo, 4 de novembro de 2007

O Evangelho Seg o Espiritismo (resumo)

PLATÃO, PRECURSOR DA DOUTRINA CRISTÃ E ESPÍRITA.

“O amor que adorna a natureza e fixa a sua morada onde encontra flores e perfumes... traz a paz aos homens, a calmaria aos mares, o silêncio aos ventos e o sorriso a dor.”

Política é um termo que as sociedades modernas herdaram dos antigos gregos, para os quais eles designavam a atividade dos homens que participavam do processo de tomada de decisões relativas ao interesse público. Atenas representava um ponto de convergência cultural, um centro de experiências sociais e políticas, onde se praticava pela uma vez na história dos povos um governo de caráter democrático, onde as funções públicas dos filósofos e oradores constituía importante instrumento de ação política. Durante a faze áurea da democracia ateniense, na pequena Ilha de Egina, próxima à capital grega, nasceu no ano de 428 aC. o célebre filósofo Platão.
Seu verdadeiro nome era Aristóteles, originário de “platys” (largo). O apelido Platão foi possivelmente conferido por um dos seus mestres. Descendente de Sólon, o grande legislador grego, membro de uma família aristocrática que tinha participação efetiva nos destinos políticos da Grécia, cresceu relacionado com as concepções democráticas da época. De temperamento gentil e interessado pelo belo, ainda jovem começou a estudar todas as artes de seu tempo, tendo conhecido bastante a música e a matemática. Amante dos esportes como todos os gregos de sua época, foi lutador, e participou dos jogos, obtendo significativas vitórias.
O acontecimento que mais marcou a juventude de Platão foi seu encontro, aos 20 anos, com Sócrates, mestre que, sem escola e sem livros, usando apenas o diálogo, levava seus discípulos ao conhecimento de si mesmos, do bem e das virtudes, ao mesmo tempo que abalava preconceitos e falsos valores. Com ele, Platão teria convivido durante 8 anos, iniciando-se na filosofia. Acusado de corromper os jovens, Sócrates foi condenado à morte (399 aC.). Esse acontecimento revelou a Platão as profundas falhas de um sistema político que fazia desaparecerem “o mais sábio e o mais justo de todos os homens.” Tornara-se evidente que a democracia grega deveria passar por profundas reformulações.
Após a morte do mestre, que lhe causou profundo abalo, Platão viajou alguns anos por algumas partes da Itália e esteve no Egito, onde entrou em contato com grandes revelações e os ritos de iniciação, pois a tradição egípcia era considerada a base e a mãe de toda sabedoria. visando concretizar seu projeto de educar o cidadão para a vida política, regressou à Grécia e nos Jardins de Acádemo, pequeno bosque perto de Atenas, instalou a “Academia”, que exerceria uma profunda influência em toda vida cultural grega. Lá, opondo-se aos sofistas (mestres de oratória), implantou seu pensamento e seu método de ensino, voltado para a “busca da verdade”.
Para concretizar seu projeto de educar o cidadão para a vida política, Platão dedicou-se ao exercício do magistério filosófico, até sua morte, ocorrida em 348 aC., aos 80 anos. Superando progressivamente as proposições da filosofia Socrática, foi formulando sua concepção Platônica, culminando com a elaboração de seu próprio sistema, que se tornaria o primeiro sistema completo de filosofia espiritualista produzido pelo pensamento humano. Contida nos “Diálogos”, obra literária de admirável profundeza, esses diálogos nasceram dos ensinamentos do mestre Sócrates, que sempre se esforçou para vir à luz as idéias que seus discípulos traziam dentro de si.
Em número de 28, os diálogos versam sobre psicologia, moral, estética, política e metafísica. Os principais são: O Fédon, O Sofista, O Pitágoras, O Górgias, O Banquete, A República, As Leis, etc. Os diálogos têm por coroamento a teoria das idéias, ponto central do idealismo Platônico. O filósofo atribuía às idéias a origem do mundo físico para cada objeto que está no mundo visível existe uma idéia da qual ela deriva; está no espírito de todo homem antes de seu nascimento e lhe permite conceber a realidade.
Ao olhar um sistema filosófico assentado na teoria das idéias, Platão legou à humanidade um modelo político, estabelecendo um paralelismo entre a moral e a política, com base na justiça. Segundo o filósofo, para se estabelecer um Estado político perfeito é necessário compreender e colocar em prática a justiça, virtude desenvolvida numa sociedade igualitária, onde os cidadãos, homens e mulheres, desempenham conscientemente suas funções harmonicamente. Platão foi o primeiro filósofo que vislumbrou a necessidade de um direito internacional para limitar os conflitos entre os Estados. Esse idealismo Platônico sobrevive até os tempos modernos.
O sistema filosófico de Platão também influi deforma decisiva na teologia do Cristianismo primitivo. Muitos séculos antes da vinda de Jesus, as idéias cristãs já foram pressentidas e Sócrates e Platão foram os seus principais precursores. Sócrates, como o Cristo, nada escreveu, ou pelo menos nada deixou escrito, e combate as crenças tradicionais. Da mesma forma que o mundo só conheceu a Doutrina do Cristo pelos escritos de seus discípulos, também conheceu a filosofia de Sócrates através da escrita do discípulo Platão. Posteriormente, Santo Agostinho, grande admirador da obra Platônica, realizou a síntese entre Platonismo e os dogmas. Nela são verificadas tendências do grande filósofo grego.
Em sua época, Platão já revelava cuidado especial com a alma. Para ele o homem é uma alma encarnada que, pelo esforço próprio, no decorrer das sucessivas encarnações, passa por diferentes graus até atingir a elevação. O sábio conhecimento das grandes verdades que solidifica as virtudes e ilumina as imperfeições e a prática do amor universal, unindo todos pelo sentimento da fraternidade, contribui para a formação das consciências – ato de conhecer a si mesmo. Essa concepção Platônica inspirou diversas Escolas espiritualistas e preparou o caminho para o espiritismo .
As várias etapas do conhecimento estão metaforizadas na obra República através da Alegoria da Caverna, escrita em homenagem a Sócrates. Com muita inspiração, o filósofo Platão descreve o itinerário do homem saindo da caverna onde estivera prisioneiro, o esforço feito, os diversos graus de sombra e luz porque passa, que simbolizam os diversos graus de conhecimento, até olhar diretamente o sol, fonte de toda luz, símbolo do último grau na ascensão da alma quando se torna um homem liberto. Após conhecer o sol retorna, mas na condição de guia, para auxiliar outros a chegarem lá.

































Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão.
Precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo.

I - O homem é uma alma encarnada. Antes de sua encarnação, ela existia junto aos modelos primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo. Separou-se delas ao encarnar-se, e lembrando seu passado, sente-se mais ou menos atormentada pelo desejo de a elas voltar.
Não se pode enunciar mais claramente a distinção e a independência dos dois princípios, o inteligente e o material. Além disso, temos aí a doutrina da pré existência de alma, da vaga intuição que ela conserva. Da existência de outro mundo, ao qual aspira, de sua sobrevivência à morte do corpo, de sua saída do mundo espiritual, para encarnar-se; e da sua volta a esse mundo, após a morte. É enfim, o germe da doutrina dos anjos decaídos.

II – A alma se perturba e confunde, quando se serve do corpo para considerar algum objeto; sente vertigens, como se estivesse ébria, porque se liga a coisas que são, por sua natureza, sujeitas a transformações. Em vez disso, quando contempla sua própria essência, ela se volta para o que é puro, eterno, imortal, e sendo da mesma natureza, permanece nessa contemplação tanto tempo quanto possível. Cessam então, as suas perturbações, e esse estado da alma que chamamos sabedoria.
Assim, o homem que considera as coisas de baixo, terra à terra, do ponto de vista material, vive iludido. Para apreciá-las com justeza, é necessário vê-las do alto, ou seja, do ponto de vista espiritual. O verdadeiro sábio deve, portanto, de algum modo, isolar a alma do corpo, para ver com os olhos do espírito. É isso o que nos ensina o espiritismo.

III – Enquanto tivermos o nosso corpo e a nossa alma mergulhados nessa corrupção, jamais possuiremos o objeto de nossos desejos: a verdade. De fato, o corpo nos oferece mil obstáculos. Além da necessidade que temos de cuidar dele, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores, de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que, com ele, é impossível sermos sábios por um instante. Mas, se nada se pode conhecer puramente enquanto a alma está unida ao corpo, uma destas coisas se impõe: ou que jamais se conheça a verdade, ou que se conheça após a morte. Livres da loucura do corpo, então conversaremos, é de esperar-se, como homens igualmente livres, e conheceremos por nós mesmos a essência das coisas. Eis porque os verdadeiros filósofos se preparam para morrer, e a morte não lhes parece de maneira alguma temível.
Temos aí o princípio das faculdades de alma obscurecidas pela mediação dos órgãos corporais e de expansão dessas faculdades depois da morte. Mas, trata-se, aqui, das almas evoluídas, já depuradas; não acontece o mesmo com as almas impuras.

IV – A alma impura, neste estado, encontra-se pesada, e é novamente arrastada para o mundo visível, pelo horror do que é invisível e imaterial. Ela erra, então, segundo se diz, ao redor dos monumentos e dos túmulos, junto dos quais foram vistos as vezes fantasmas tenebrosos. Como devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estar inteiramente puras. E que conservam alguma coisa de forma material, o que permite aos nossos olhos percebê-las. Essas não são as almas dos bons, mas as dos maus, que são forçadas a errar nesses lugares, onde carregam a pena de sua vida passada, e onde continuam a errar, até que os apetites inerentes a sua forma material as devolvam a um corpo. Então, elas retomam sem dúvidas os mesmos costumes que, durante a vida anterior, eram de sua predileção.
Não somente o princípio da reencarnação está aqui claramente expressa, mas também o estado das almas que ainda estão sob o domínio da matéria. E há mais pois, a reencarnação é uma conseqüência da impureza da alma, enquanto as almas purificadas estão livres dela.
O espiritismo não diz outra coisa, apenas acrescenta que a alma que tomou boas resoluções na erraticidade, e que tem conhecimentos adquiridos, trará menos defeitos ao renascer, mais virtudes e mais idéias intuitivas do que na existência precedente e que, assim, cada existência marca para ela um processo intelectual e moral.

V – Após a nossa morte, o gênio que nos havia sido designado durante a vida, nos leva a um lugar onde se reúnem todos os que devem ser conduzidos ao hades, para o julgamento. As almas, depois de permanecerem no hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida, por numerosos e longos períodos.
Esta é a doutrina dos anjos guardiões ou espíritos protetores, e das reencarnações sucessivas, após intervalos mais ou menos longos de erraticidade.

VI – Os demônios preenchem o espaço que separa o céu da terra, são o laço que liga o grande todo consigo mesmo. A divindade não entra jamais em comunicação direta com os homens, mas é por meio dos demônios que os deuses se relacionam e conversam com eles. Seja durante o estado de vigília, seja durante o sono.
A palavra daimon, da qual se originou demônio, não era tomada no mau sentido pela antigüidade, como entre os modernos.
Não se aplicava essa palavra exclusivamente aos seres malfazejos, mas os espíritos em geral, entre os quais se distinguiam os espíritos menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que se comunicam diretamente com os homens. O espiritismo ensina também que os espíritos se comunicam conosco durante o estado de vigília e o sono.
Substitua a palavra demônio pela palavra espírito, e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã.

VII – A preocupação constante do filósofo (tal como o compreendiam Sócrates e Platão) é a de ter o maior cuidado com a alma, menos em vista desta vida, que é apenas um instante, do que em vista da eternidade. Se a alma é imortal, não é sábio viver com vistas à eternidade?
O cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa.
VIII – Se a alma é imaterial, ela deve passar, após esta vida, para um mundo igualmente invisível e imaterial, da mesma maneira que o corpo, ao se compor, retorna a matéria. Importa somente distinguir a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se nutre, como Deus, da ciência e de pensamentos, da alma mais ou menos manchada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se ao divino, retendo-o nos lugares de sua passagem pela terra.
Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização da alma. Eles insistem sobre as diferenças de situação que resultam para ela, de sua maior ou menor pureza. Isso que eles diziam por intuição, o espiritismo o prova, pelos numerosos exemplos que nos põe diante dos olhos.

IX – Se a morte fosse a dissolução total do homem, isso seria grande vantagem para os maus, que após a morte estariam livres, ao mesmo tempo, dos seus corpos, de suas almas e de seus vícios. Aquele que adornou sua alma, não com enfeites estranhos, mas com os que lhes são próprios, ele somente poderá esperar com tranqüilidade a hora da partida para o outro mundo.
Em outros termos, quer dizer que o materialismo, que proclama o nada após a morte, seria a negação da responsabilidade moral ulterior., e por conseguinte um estímulo ao mal; que o malvado tem tudo a ganhar com o nada; que o homem que se livrou dos seus vícios e se enriqueceu de virtudes é o único que pode esperar tranqüilamente o despertar na outra vida. O espiritismo nos mostra, pelos exemplos que diariamente nos põe ante os olhos, quanto é penosa para o malvado a passagem de uma para a outra vida, a entrada na vida futura.

X – O corpo conserva os vestígios bem marcados dos cuidados que se teve com ele ou dos acidentes que sofreu. Acontece o mesmo com a alma. Quando ela se despoja do corpo, conserva os traços evidentes de seu caráter, de seus sentimentos, e as marcas que cada um dos seus atos lhe deixou. Assim, a maior desgraça que pode acontecer a um homem, é a de ir para o outro mundo com uma alma carregada de culpas. Não há porém, ninguém que possa provar que se deve seguir outra vida que nos seja mais útil, quando formos para lá. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a de que mais vale sofrer que cometer uma injustiça, e que antes de tudo devemos aplicar-nos, não a parecer, mas a ser um homem de bem.
Aqui se encontra outro capital, hoje confirmado pela experiência, segundo o qual a alma não purificada conserva as idéias, as tendências, o caráter e as paixões que tinha na terra. Esta máxima: mais vale sofrer do que cometer uma injustiça, não é inteiramente cristã? É o mesmo pensamento que Jesus exprime por esta figura: “se alguém te bater numa face, oferece-lhe a outra.”

XI – De duas, uma: ou a morte é a destruição absoluta, ou é a passagem de uma alma para outro lugar. Se tudo deve extinguir-se, a morte é como uma dessas raras noites que passamos sem sonhar e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Mas se a morte é apenas uma mudança, a passagem para um lugar em que os mortos devem reunir-se, que felicidade a de ali reencontrar os nossos conhecidos! Meu maior prazer será o de examinar de perto os habitantes dessa morada, e dentre eles distinguir, como aqui, os que são sábios dos que crêem sê-lo e não o são. Mas já é tempo de partirmos, eu para morrer e nós para viver. (Sócrates a seus julgadores)
Segundo Sócrates, os homens que viveram na terra encontram-se depois da morte e se reconhecem. O espiritismo no-los mostra continuando suas relações, de tal maneira que a morte não é uma interrupção, nem uma cessação da vida, mas uma transformação, sem solução de continuidade.
Sócrates e Platão se tivessem conhecido os ensinamentos que o cristo daria quinhentos anos mais tarde, e os que o espiritismo hoje nos dá, não teriam falado de outra maneira. Nisso, nada há que nos deva surpreender, se considerarmos que as grandes verdades são eternas, e que os espíritos adiantados devem tê-las conhecido antes de vir para a terra, para onde as trouxeram. Se considerarmos ainda que Sócrates, Platão, os grandes filósofos de seu tempo, podiam estar, mais tarde, entre aqueles que secundaram o Cristo na sua divina missão, sendo escolhidos precisamente porque estavam mais aptos do que outros a compreender os seus sublimes ensinos. E que eles podem, por fim, participar hoje da grande plêiade de espíritos encarnados de vir ensinar aos homens as mesma verdades.

XII – Não se deve nunca retribuir a injustiça com a injustiça, nem fazer mal a ninguém, qualquer que seja o mal que nos tenham feito. Poucas pessoas, entretanto, admitem esse princípio, e as que não concordam com ele só podem desprezar-se uma às outras.
Não é este o princípio da caridade, que nos ensina a não retribuir o mal com o mal e a perdoar aos inimigos?

XIII – É pelos frutos que se conhece a árvore. É necessário qualificar cada ação segundo o que ela produz: chamá-la má quando a sua conseqüência é má, e boa quando produz o bem.
Esta máxima: “é pelos frutos que se reconhece a árvore”, encontra-se textualmente repetida, muitas vezes, no Evangelho.

XIV – A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza, não ama nem a ele nem ao que possui, mas a uma coisa que é ainda mais estranha do que aquilo que ele possui.

XV – As mais belas preces e os mais belos sacrifícios agradam menos à divindade, do que uma alma virtuosa que se esforça por assemelhar-se a ela. Seria grave que os deuses se interessassem mais pelas nossas oferendas do que pelas nossas almas. Dessa maneira, os maiores culpados poderiam conquistar os seus favores. Mas não, pois só são verdadeiramente sábios e justos os que, por suas palavras e seus atos, resgatam o que devem aos deuses e aos homens.

XVI – Chamo de homem vicioso ao amante vulgar, que ama mais o corpo que a alma. O amor está por toda natureza, e incita-nos a exercer a nossa inteligência: encontramo-lo até mesmo no movimento dos astros. É o amor que adorna a natureza com suas ricas alfombras, ele se enfeita e fixa a sua morada onde encontra flores e perfumes. É ainda o amor que traz a paz aos homens, a calmaria ao mar, o silêncio aos ventos e o sossego a dor.
O amor que deve unir aos homens por um sentimento de fraternidade, é uma conseqüência dessa teoria de Platão sobre o amor universal, como lei da natureza. Sócrates, tendo dito que “o amor não é um Deus nem um mortal, mas um grande demônio”, ou seja, um grande espírito que preside ao amor universal, esta afirmação lhe foi sobretudo imputada como crime.

XVII – A virtude não pode ser ensinada; ela vem por um Dom de Deus aos que a possuem. É quase a doutrina cristã sobre a graça. Mas se a virtude é um Dom de Deus, é um favor, e pode perguntar-se por que ela não é concedida a todos. De outro lado, se ela é um Dom, não há mérito de parte daquele que a possui. O espiritismo é mais explícito. Ele ensina que aquele que a possui, a adquiriu pelos seus esforços nas vidas sucessivas, ao se livrar pouco a pouco das suas imperfeições. A Graça é a força que Deus concede a todo homem de boa-vontade, para se livrar do mal e fazer o bem.

XVIII – Há uma disposição natural, em cada um de nós, para nos apercebermos bem menos dos nossos defeitos do que os defeitos alheios.
O Evangelho diz: “vês a aresta no olho do teu irmão, e não vês a trave do teu?”

XIX – Se os médicos fracassam na maior parte das doenças, é porque tratam do corpo sem a alma, e porque, se o todo não se encontra em bom estado, é impossível que a parte esteja bem.
O espiritismo oferece a chance das relações entre a alma e o corpo, e prova que existe incessante reação de um sobre o outro. Ele abre, assim, novo caminho à ciência: mostrando-lhe a verdadeira causa de certas afecções, dá-lhe os meios de combatê-las. Quando ela levar em conta a ação do elemento espiritual na economia orgânica, fracassará menos.

XX – Todos os homens desde a infância, fazem mais mal do que bem.
Estas palavras de Sócrates tocam à grave questão da predominância do mal sobre a terra, questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e do destino da terra, onde se encontra apenas uma pequena fração da humanidade.

XXI – A sabedoria está em não pensares que sabes aquilo que não sabes.
Isso vai endereçado aqueles que criticam as coisas de que, freqüentemente, nada sabem. Platão completa esse pensamento de Sócrates, ao dizer: “tentemos primeiro torná-los, se possível, mais honestos nas palavras; se não o conseguirmos, não nos ocupemos mais deles, e não busquemos mais do que a verdade. Tratemos de nos instruir, mas não nos aborreçamos.” É assim que devem agir os espíritas, com relação aos seus contraditores de boa ou de má fé. Se Platão revivesse hoje, encontraria as coisas mais ou menos como no seu tempo, e poderia usar a mesma linguagem. Sócrates também encontraria quem zombasse de sua crença nos espíritos e o tratasse de louco, assim como ao seu discípulo Platão.
Por haver professado esses princípios, Sócrates foi primeiro ridicularizado, depois acusado de impiedade e condenado a beber a cicuta. Tanto é certo que as grandes verdades novas, levantando contra elas os interesses e os preconceitos que ferem, não podem ser estabelecidas sem lutas e seus mártires.


Não vim Destruir as Leis.

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destrui-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a terra não passarão até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto.”

MOISÉS.

Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecido por Moisés. Uma é invariável; a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.
Os dez mandamentos tem um caráter divino. Todas as demais são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a manter pelo temor um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão no Egito. Para dar autoridade às suas leis, ele teve de lhes atribuir uma origem divina, c. o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem deve apoiar-se sobre a autoridade de Deus. mas só a idéia de um Deus terrível podia impressionar homens ignorantes, em que o senso moral e o sentimento de uma estranha justiça estavam ainda pouco desenvolvidos. É evidente que aquele que havia estabelecido em seus mandamentos “não matarás” e “não farás mal ao próximo”, não poderia contradizer-se, ao fazer do extermínio um dever: as leis mosaicas, propriamente ditas, tinham, portanto, um caráter essencialmente transitório.







CRISTO.

Jesus Não veio destruir a lei, o que quer dizer: a lei de Deus.
Ele veio cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grande adiantamento dos homens. Eis porque encontramos nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base de Sua doutrina.
Quanto as leis de Moisés propriamente ditas, Ele, pelo contrário, as modificou profundamente, no fundo e na forma. Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que reduzindo-as a estas palavras: “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo” e ao acrescentar: “esta é toda a lei e os profetas.”? Jesus veio cumprir as profecias que haviam anunciado o Seu advento. Sua autoridade decorria da natureza excepcional de Seu espírito e da natureza divina da Sua missão. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na terra, mas no Reino dos Céus; ensinar-lhes o caminho que o conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos. Não obstante, Ele não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a lançar o germe de verdades que Ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave.


O ESPIRITISMO.

O espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de prova irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuando da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidas, e por esta razão rejeitadas para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que Ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade. O espiritismo diz: “Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe cumprimento.” Ela desenvolve, completa e explica, em termos claros, os ensinamentos de Cristo.


ALIANÇA DA CIÊNCIA COM A RELIGIÃO.

A ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; a religião, deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis da matéria; assim essas duas forças, apoiando-se mutuamente e marchando juntas, sirvam de apoio uma para outra.
A ciência e a religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas de seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu a razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido. Mas nisto, como em tudo, há os que ficam retardados, até que sejam arrastados pelo movimento geral, que os esmagará, se quiserem resistir em vez de se entregarem. É toda uma revolução moral que se realiza neste momento, sob a ação dos espíritos, contra o que ninguém poderá opor-se, porque elas estão nos desígnios de Deus. foi Moisés quem abriu o caminho, Jesus continuou a obra; o espiritismo a concluirá.




MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.

“Tornou pois a entrar Pilatos no pretório, e chamou a Jesus, e disse-Lhe: Tu és o Rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: o Meu Reino não é deste mundo; se o Meu Reino fosse desse mundo, certo que os Meus ministros haviam de pelejar para que eu não fosse entregue aos judeus; mas por agora o Meu Reino não é daqui. Disse-Lhe então Pilatos: logo, Tu és Rei? Respondeu Jesus: tu o dizes, que Eu Sou Rei. Eu não Nasci nem Vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade; todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz.”

Por estas palavras, Jesus Se refere claramente à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como o fim a que se destina a humanidade, e como devendo ser o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra. Todas as Suas máximas se referem a esse princípio. Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos Seus preceitos de moral não teriam nenhuma razão de ser. É por isso que os que não crêem na vida futura, pensando que Ele apenas falava da vida presente, não os compreendem ou os acham pueris. Para grande número, é apenas uma crença, sem nenhuma certeza definitiva, e daí as dúvidas, e até mesmo a incredulidade. Um fato porém, é inegável: ao crermos na posteridade, confiamos que nos encontramos numa condição temporária e não definitiva, encaramos as dificuldades da vida com mais indiferença, do que resulta uma calma espiritual que nos abranda as amarguras.
Deus não condena os gozos terrenos, mas o abuso desses gozos, em prejuízo dos interesses da alma. É contra esse abuso que se previnem os que compreendem estas palavras de Jesus: o Meu reino não é deste mundo.






HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

“Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em Mim – há muitas moradas na casa de Meu Pai.
Se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito, pois Vou preparar-vos o lugar, Virei outra vez e tomar-vos-ei para Mim, para que lá onde estiver, estejais vós também.”

A casa do Pai é o universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento. Enquanto, o malvado, cheio de remorsos e pesares, freqüentemente só, sem consolações, separado dos objetos da sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos morais, o justo, junto aos que ama, goza de uma indizível felicidade. Essas também são;, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas.

Vejamos As Idéias de Santo Agostinho Sobre Isso:

Que vos direis, que já não conheçais, do mundo de expiações, pois que basta considerar a terra que habitas? A superioridade da inteligência, num grande número de seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de espíritos ainda mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são a prova de que já viveram e realizaram um certo progresso, mas também os numerosos vícios a que se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral. Eis porque Deus os colocou num mundo ingrato, para expiarem sua falhas através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo, mais feliz.
Não obstante, não são todos os espíritos encarnados na terra que se encontram em expiações. As raças que chamais de selvagens constituem-se de espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao contato de espíritos mais avançados. Vêm a seguir as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos espíritos em progresso. Essas são, de algum modo, as raças indígenas da terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os espíritos em expiação aí estão, se assim nos podemos exprimir, como estrangeiros. Já viveram em outros mundos, dos quais foram excluídos por sua obstinação no mal, que os tornava causa de perturbação para os bons. Foram relegados, por algum tempo, entre os espíritos mais atrasados, tendo por missão fazê-los avançar, porque trazem uma inteligência desenvolvida e os germes dos conhecimentos adquiridos. É por isso que os espíritos punidos se encontram entre as raças mais inteligentes, pois são estas também as que sofrem mais amargamente as misérias da vida, por possuírem maior sensibilidade e serem mais atingidas pelos atritos do que as raças primitivas, cujo senso moral é mais obtuso.
A terra nos oferece, pois, um dos tipos de mundos expiatórios, em que as variedades são infinitas, mas têm por caráter comum servirem de lugar de exílio para os espíritos rebeldes à lei de Deus. Nesses mundos, os espíritos exilados têm de lutar, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e a inclemência da natureza, trabalho duplamente penoso, que desenvolve a uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na Sua bondade, torna o próprio castigo proveitoso para o progresso do espirito.
Entre essas estrelas que cintilam na abóbada azulada, quantas delas são mundos, como o nosso, designados pelo Senhor para expiação e provas! Mas há também entre elas mundos mais infelizes e melhores, como há mundos transitórios, que podemos chamar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, girando no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo mundos primitivos, de provas, de regeneração e de felicidade. Já ouvistes falar desses mundos em que a alma nascente é colocada, ainda ignorante do bem e do mal, para que possa marchar em direção a Deus, senhora de si mesma, na posse do seu livre-arbítrio. Já ouvistes falar das amplas faculdades de que a alma foi dotada para praticar o bem. Mas ai! Existem as que sucumbem! Então Deus, que não quer aniquilá-las, permite-lhes ir a esses mundos em que, de encarnação em encarnação, podem fazer-se novamente dignos da glória a que foram destinadas.
Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, acabando por se purificar. Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles, não há mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que os asfixia. A palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita eqüidade regula as relações sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo Suas leis.
Nesses mundos, contudo, ainda não existe a perfeita felicidade. Mas a aurora da felicidade. O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito ás vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda têm provas a sofrer, mas esta não se revestem dos pungentes angústias da expiação. Comparados a terra, esses mundos são mais felizes, e muitos de vós gostariam de habitá-los, porque representam a calma após a tempestade, a convalescença após uma doença cruel. Menos absorvido das coisas materiais, o homem entrevê o futuro melhor do que vós compreendes que são outras as alegrias prometidas pelo Senhor aos que se tornam dignos, quando a morte ceifar novamente os seus corpos, para lhes dar a verdadeira vida. É então que a alma liberta poderá pairar sobre os horizonte. Não mais os sentidos materiais grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste, aspirando as emanações de Deus, sob os aromas do amor e da caridade, que se expandem do Seu seio.
Mas, ah! Nesses mundos o homem ainda é falível, e o espírito do mal ainda não perdeu completamente o seu domínio sobre ele. Não avançar é regular, e se ele não estiver firme e no caminho do bem, pode cair novamente em mundos de expiação, onde o esperam novas e mais terríveis provas. Contemplai, pois, durante a noite, na hora do repouso e da prece, essa abóbada azulada, e entre as inumeráveis esferas que brilham sobre vossas cabeças, procurai as que levam a Deus, e pedi que um mundo regenerador vos abra o Seu seio, após a expiação na terra.
O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere a própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada.
Ao mesmo tempo, que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente o progresso do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário da natureza.
Quanto a idéia é grandiosa e digna da majestade do Criador! E como, ao contrário, é pequena e indigna do poder aquela que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia da terra, e restringe a humanidade a algumas criaturas que o habitam!
A terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao de hoje, e atingirá, sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, e vai passar de mundo expiatório a mundo regenerador. Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a governará.


NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO.

“Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai que está nos céus.” (Mateus 16. 13-17)
Herodes estava confuso, pois o povo lhe diziam da existência de Jesus cada qual a sua maneira (Marcos 6. 14-15; Lucas 9. 7-9).
Jesus afirma a Seus discípulos que Elias já veio, e não foi reconhecido, antes cortaram-lhe a cabeça, então compreenderam que era de João Batista que Ele falava (Mateus 17. 10-13; Marcos 18. 10-12)

Os judeus acreditavam que um homem podia reviver, mas não tinham noções de como a alma tinha ligação com o corpo. Porisso acreditavam que a ressurreição seria o retorno à vida do próprio cadáver, o que a ciência prova ser impossível.
“Nicodemus uma noite, veio buscar a Jesus, e disse-Lhe: Rabi, sabemos que És Mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes milagres, que Tu fazes, se Deus não estiver com ele. Jesus respondeu e lhe disse: na verdade, na verdade te digo que não pode ver o Reino de Deus, se não aquele que renascer de novo. Nicodemus Lhe disse: como pode um homem nascer sendo velho? Porventura pode entrar no ventre de sua mãe e nascer outra vez? Respondeu-lhe Jesus: em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no Reino de Deus. o que nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito. não te maravilhes de Eu te dizer que importa-nos nascer de novo. o Espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do espírito. perguntou Nicodemus: como se pode fazer isto? Respondeu Jesus: tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo, que nós dizemos o que sabemos, e damos testemunhas do que vimos, e vós, com tudo isso, não recebeis o nosso testemunho. Se quando Eu vos tenho falado das coisas terrenas, ainda assim não Me credes, como creríeis, se eu vos falasse das celestiais? (João 3. 01-12)
Jesus faz aqui uma distinção positiva entre o espírito e a carne: “O que é nascido da carne é carne”, indica claramente que o corpo procede apenas do corpo, e que o espírito é independente dele.”
Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do Evangelho são ininteligíveis, e por isso têm dado motivo a interpretações tão contraditórias. Esse princípio é a chave que deve restituir-lhes o verdadeiro sentido. Em resumo: Quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro além-túmulo: 1) O nada, segundo a doutrina materialista; 2) A absorção do todo universal, segundo a doutrina panteísta; 3) A conservação da individualidade, como fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da igreja; 4) A conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.


BEM AVENTURADOS OS AFLITOS.

1 – Bem aventurados os que sofrem, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. (Mateus 6. 10)

2 – Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados os que agora chorais, porque rireis. (Lucas 6. 20-21)

3 – Mas ai de vós, ricos, porque tendes no mundo a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rirdes, porque gemereis e chorareis. (Lucas 6. 24-25)
O que não se consegue compreender, é ver os bens e males tão desigualmente distinguidos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as conseqüências naturais do caráter e da conduta daqueles que o sofrem. São: suas próprias culpas, imprevidência, orgulho, ambição, falta de ordem, perseverança, mau comportamento, cálculos de interesse, vaidade, e ainda por não verem seus desejos concretizados.
Muitas vezes a experiência chega tarde; então o homem se diz: “se no começo da vida eu soubesse o que sei hoje, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me importaria menos com as coisas menores e me comportaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!” como o trabalhador preguiçoso que diz: “perdi o meu dia”, ele também diz: “perdi a minha vida”. Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções.


O MAL E O REMÉDIO.


Vossa terra é por acaso um lugar de alegrias, um paraíso de delícias? A voz do profeta não soa ainda aos vossos ouvidos? Não clamou Ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem neste vale de dores? Vós que Nele viestes viver, esperai portanto lágrimas ardentes e penas amargas, e quanto mais agudas e profundas forem as vossas dores, voltai os olhos ao céu e bendizei ao Senhor, por vos ter querido provar! Oh, homens! Não reconheceis o poder de vosso Senhor, senão quando ele curar as chagas de vosso corpo e encher os vossos dias de beatitude e de alegria? Não reconheceis o seu amor, senão quando ele adornar vosso corpo com todas as glórias, e lhe der o seu brilho e o seu amor? Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Chegado ao último degrau da abjeção e da miséria, estendido sobre um monturo, ele chamou a Deus: “Senhor! Conheci todas as alegrias da opulência, e vós me reduzistes à mais profunda miséria! Graças, graças, meu Deus, por terdes querido provar o vosso servo!” Procurai, pois, a consolação para os vossos males no futuro que Deus vos prepara, e vós, os que mais sofreis, julgar-vos-eis os bem-aventurados da terra.
Que remédio podemos dar aos que sofrem?: a fé, voltar os olhos para o céu. Se, no auge de vossos mais cruéis sofrimentos, cantardes em louvor do Senhor, o anjo de vossa guarda vos mostrará o símbolo da salvação e o lugar que devereis ocupar um dia. a fé é o remédio certo para o sofrimento. Ela aponta sempre os horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de sombras do presente. Não mais nos pergunteis, portanto, qual o remédio que curará tal úlcera ou tal chaga, esta tentação ou aquela prova. Lembrai-vos de que aquele que crê se fortalece com o remédio da fé, e aquele que duvida da sua eficácia é punido, na mesma hora, porque sente imediatamente as angústias pungentes da aflição.
O Senhor pôs o seu selo em todos os que crêem Nele. Cristo vos disse que a fé transporta montanhas. Eu vos digo que aquele que sofre e que tiver a fé como apoio, será colocado sob a sua proteção e não sofrerá mais. os momentos mais dolorosos serão para ele como as primeiras notas de alegria da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira de seu corpo, que, enquanto este se torcer em convulsões, ela pairará nas regiões celestes, cantando com os anjos os hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor.


BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO.

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles pé o Reino dos Céus.” (Mt5.3).
Naquele tempo, disse Jesus: graças Te dou a Ti, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e prudentes, e as revelaste aos simples e pequeninos. (Mt11.25).
Como pobres de espírito entende-se os humildes, e como sábios os que os que se julgam superiores, orgulhosos. É que precisamos entender pelos primeiros, os humildes, os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores aos outros; e, pelos segundos, os orgulhoso, enraivecidos com o seu saber mundano, que se julgam prudentes, pois que eles negam a Deus, tratando-O de igual para igual, quando não O rejeitam. Isso porque, na antigüidade, sábio era sinônimo de sabichão. Assim, Deus lhes deixa a busca dos segredos da terra, e revela as do céu aos humildes, que se inclinam perante Ele.


BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO.

1 – “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” (Mt5.8)
2 – então lhe apresentaram uns meninos para que os tocasse; mas os discípulos ameaçavam os que lho apresentavam. O que, vendo Jesus, levou-o muito a mal, e disse-lhes: deixai vir a mim os pequeninos, e não os embaraceis, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. Em verdade vos digo que todo aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele. E abraçando-os, e pondo as mãos sobre eles, os abençoava (Marc 10. 13-16).
A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho. Eis porque Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como já a tomara por símbolo de humildade.
Do ponto de vista da vida presente, ela é exata; porque a criança, não tendo ainda podido manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Aliás, Jesus não diz de maneira absoluta que o Reino de Deus é para elas, mas para aqueles que se lhes assemelham.


PECADO POR PENSAMENTO E ADULTÉRIO.

A palavra adultério não deve ser aqui entendida no sentido exclusivo de sua acepção própria, mas com sentido mais amplo. Jesus a empregou freqüentemente por extensão, para designar o mal, o pecado, e todos os maus pensamentos, como por exemplo, nesta passagem: “porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de Mim e de Minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de Seu Pai, acompanhado dos santos anjos” (Marc 8.38).
A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa do mal. Foi isso que Jesus quis dizer, condenando o pecado, mesmo em pensamento, porque ele é um sinal de impureza.


BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS.

“Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão. Então, chegando-se Pedro a Ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (Mat 18. 15,21,22)
A misericórdia é o complemento da mansitude, pois os que não sem misericordiosos também não são mansos e pacíficos. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhe quiseram fazer. Uma está sempre inquieta, é de uma sensibilidade sombria e amargurada. A outra é calma, cheia de mansitude e caridade.


RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS.

“Concerta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagardes o último ceitil.” (Mat 5. 25-26)
“Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós.” (Mat 7. 01-02)
São Paulo diz: “Perdoar aos inimigos, é pedir perdão para si mesmo, perdoar aos inimigos é dar prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus nos perdoe.”
José nos diz: “A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Jamais se preocupe dos maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço. Oh! Homens. Quando passareis a julgar os vossos pensamentos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?”


AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

Jesus disse: “amarás ao senhor teu Deus de todo o teu coração, e de tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contem toda a lei e os profetas.” (Mat 22. 34-40)
Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos outros como queríamos que nos fizesse, eis a expressão mais completa da caridade. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor tratamento, mais indulgências, benevolência e devotamento, do que lhe damos?


AMAI OS VOSSOS INIMIGOS.
PAGAR O MAL COM O BEM.

“Amai o os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de nosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o Seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? não fazem os publicanos também assim? E se saudares somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mat 5.20, 43-48; Luc 6.32-36)

A única razão para aceitarmos tal atitude, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsa dos fluídos. O pensamento malévolo emite uma corrente de fluídos no corpo que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. O que é sugerido portanto, é perdoá-los sem Segunda intenção e incondicionalmente em nosso próprio íntimo, para não sofremos por eles.


QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA.
(Mateus 6. 01-14)

Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Jesus disse: “os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa.” Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho. Na falta de dinheiro, não dispõe cada qual do seu esforço, do seu tempo, do seu repouso, para oferecer um pouco aos outros? Isso também é a esmola do pobre. “Quando deres um banquete, disse Jesus, não convide os teus amigos, mas os pobres e os estropiados.” Essa é uma linguagem figurada, pois ao invés de nossos amigos, Jesus não queria que convidássemos aos mendigos. O fundo do pensamento se revela “e serás bem-aventurados, porque esses não têm com o que te retribuir.” O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo.


A CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO.

Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o Dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda fé, até ao ponto de transportar montes, e não tiver caridade, não sou nada.
Se eu distribuir todos os meus bens em favor do sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se todavia não tiver caridade, nada disso me aproveita. A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade.” (Cor 8. 01.07,13)





A VISÃO DE SÃO LUÍS SOBRE AS FORTUNAS.

“O princípio segundo o qual o homem é apenas o depositário da fortuna, de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira-lhe o direito de transmitir aos descendentes?”

“O homem pode perfeitamente transmitir, ao morrer, os bens de que gozou durante a vida, porque a execução desse direito está sempre subordinada à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que os descendentes venham a gozá-los. É por isso que vemos ruírem fortunas que pareciam solidamente estabelecidas. A vontade do homem, de conservar a sua fortuna na linha de sua descendência, é portanto impotente. Mas isso não lhe tira o direito de transmitir o empréstimo recebido, desde que Deus o retirará quando julgar conveniente.”


MUITOS SÃO OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS.
(Mateus 22. 01-13)

REFLEXÃO:

Nesta parábola, por exemplo, Jesus compara o Reino dos Céus, onde tudo é felicidade e alegria, a uma festa nupcial. Os primeiros convidados são os judeus, que Deus havia chamado em primeiro lugar para o conhecimento da Sua lei. Os enviados do Rei são os profetas, que convidaram os judeus a seguir o caminho da verdadeira felicidade, mas cujas palavras foram pouco ouvidas, cujas advertências foram desprezadas, e muitos deles foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que deixam de comparecer, alegando que tinham de cuidar de seus campos e de seus negócios, representam as pessoas mundanas, que, absorvidas pelas coisas terrenas, mostram-se indiferentes para as coisas celestes. Foi então, que Jesus apareceu, enviado para chamá-los à observação da lei e para abrir-lhes os novos horizontes da vida futura. Eles porém o sacrificaram. Seria injusto, entretanto, acusar o povo inteiro por essa situação. A responsabilidade coube principalmente aos fariseus e aos saduceus, que puseram a nação a perder, os primeiros pelo seu orgulho e fanatismo, e os segundos pela sua incredulidade. São eles, sobretudo, que Jesus compara aos convidados que se negaram a comparecer ao banquete de núpcias, e acrescenta que o Rei, vendo isso, mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas ruas, bons e maus. Fazia entender assim que a palavra seria pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e que estes, aceitando-a, seriam admitidos à festa de núpcias em lugar dos primeiros convidados.
Mas não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste. É necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o espírito, pois essa lei se encontra inteira nestas palavras: fora da caridade não há salvação. Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus! Foi por isso que Jesus disse: muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.


A PORTA ESTREITA.
(Lucas 13.23-30)

A porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas e o caminho do mal é o mais freqüentado. A da salvação é estreita, porque o homem que deseja transpô-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências, e poucos se resignam a isso.

Os que dizem: Senhor, Senhor... Leia: (Mateus 7. 21-27; Luc 6. 46-49).

Discernimento:

Todos que confessam a missão de Jesus, dizem: Senhor, Senhor! Mas de que vale chamá-Lo Mestre ou Senhor, quando não se seguem os Seus preceitos? Ser realmente cristão significa: não ter egoísmo, orgulho, cupidez e todas paixões torpes da carne; ódio, adultério, e desmentem suas palavras por suas ações. A única via que está aberta, para alcançarmos a Graça em Sua presença, é a da prática sincera da lei do amor e da caridade.



PARÁBOLA DA FIGUEIRA SECA.
(Mateus 17. 14-19)

A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom: dos oradores que possuem mais brilho do que a solidez, dotados do verniz das palavras de maneira que estas agradam aos ouvidos; mas, quando as analisamos, nada revelam de substancial para o coração; e, quando as acabamos de ouvir, perguntamos que proveito tivemos. São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena à esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até as raízes. Isso quer dizer que todos os homens voluntariamente inúteis, que não se utilizam dos recursos de que estavam dotados, serão tratados como a figueira seca.


A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS.
(Mateus 17. 14-19)

Discernimento:

A fé é o sentimento inato, no homem, da sua destinação. É a consciência das prodigiosas faculdades que lhe traz em germe e no íntimo, a princípio em estado latente, mas que ele deve fazer germinar e crescer, através da sua vontade ativa. Até o presente, a fé só foi compreendida no seu sentido religioso, porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca, e porque Nele só viram um chefe de religião. Mas o Cristo, que realizou verdadeiros milagres, mostrou, por esses mesmos milagres, quanto pode o homem que tem fé, ou seja, que tem a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode realizar-se a si mesma.
A fé é terrena ou divina, segundo a aplicação de que o homem der as suas faculdades, em relação às necessidades terrenas ou às suas aspirações de um grande empreendimento, triunfa se tem fé, porque sente em si mesmo que pode e deve triunfar, e essa certeza intima lhe dá uma extraordinária força. O homem de bem que, crendo no seu futuro celeste, quer preencher a sua vida com nobres e belas ações, tira da sua fé, da certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda nesse caso se realizam os milagres da caridade, do sacrifício e da abnegação. E, por fim, não há mais inclinações que, com a fé, não possam ser vencidas.

FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS.
(Lucas 6. 43-45; Mateus 7.15-20; 24.4-5,11-13,23-24; Marcos 13. 5-6, 21-22)

Discernimento.

Aos olhos do povo, todo fenômeno cuja causa é desconhecida passa por sobrenatural, maravilhoso e miraculoso. Conhecida a causa, reconhece-se que o fenômeno, por mais extraordinário que pareça, não é mais do que a aplicação de uma determinada lei da natureza. É assim que a área dos fatos sobrenaturais se restringe, à medida que se amplia a das leis cientificas. Desde todos os tempos, certos homens exploram, em proveito de sua ambição, de seus interesses e de seu desejo de dominação, certos conhecimentos que possuíam, para conseguirem o prestígio de um poder supostamente sobre-humano ou de uma pretensa missão divina.
São esses os falsos cristos e os falsos profetas. A difusão dos conhecimentos vem desacreditá-los, de maneira que o seu número diminui, à medida que os homens se esclarecem. O fato de operarem aquilo que aos olhos de algumas pessoas, parece prodígio não é, portanto, nenhum sinal de missão divina. Esses prodígios podem resultar de conhecimento que qualquer um pode adquirir, ou de faculdades orgânicas especiais, que tanto o mais indigno como o mais digno podem possuir. O verdadeiro profeta se reconhece por características mais sérias, exclusivamente de ordem moral.


BUSCAI E ACHAREIS.
(Mateus 7. 7-11; 5. 19-21,25-34; 10. 9-15)

e mais
PEDI E OBTEREIS.
(Mateus 6. 5-8; Marcos 11. 2424-26; Lucas 18. 9-14; I Cor 14. 11,14,16-17)

Discernimento.

O poder da prece está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do momento em que é feita. Pode-se, pois, orar em qualquer lugar ou a qualquer hora, a sós ou em conjunto. A influencia do lugar ou do tempo depende das circunstâncias que possam favorecer o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e têm a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos em uníssono. Mas que importaria estarem reunidos em grande número, se cada qual agisse isoladamente e por sua própria conta? Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma aspiração comum, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força do que a daqueles cem.
A prece só tem valor pelo pensamento que a informa. Ora, é impossível ligar um pensamento àquilo que não se compreende, pois o que não se pode tocar o coração. Para a grande maioria, as preces numa língua desconhecida não passam de mistura de palavras que nada dizem ao espírito. para que a prece toque o coração, é necessário que cada palavra revele uma idéia, e se não a compreendermos, ela não pode revelar nenhuma. Podemos repeti-la como simples fórmula, cuja virtude estará apenas no menor ou maior número das repetições. Muitos oram por dever, alguns, mesmo, para seguir o costume; eis porque eles se julgam quites com o dever, depois de uma prece repetida por certo número de vezes e segundo determinada ordem. Mas Deus lê no intimo dos corações; perscruta o nosso pensamento e a nossa sinceridade; e considerá-Lo mais sensível à forma do que ao fundo seria rebaixá-Lo.


VENTURA DA PRECE.
(Por Santo Agostinho)

Vinde, todos vós que desejais crer: acorrem os espíritos celestes, e vem anunciar-vos grandes coisas! Deus, meus filhos, abre os Seus tesouros, para vos distribuir os Seus benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis como a fé beneficia o coração, e leva a alma ao arrependimento e à prece! A prece. Ah, como são tocantes as palavras que se desprendem dos lábios na hora da prece! Porque a prece é o orvalho divino, que suaviza o excessivo calor das paixões. Filha predileta da fé, leva-nos ao caminho que conduz a Deus. no recolhimento e na solidão. Encontrai-vos como Deus; e para vós o mistério se desfaz, porque se revela. Apóstolos do pensamento, a verdadeira vida se abre para nós! Vossa alma se liberta da matéria e se lança pelos infinitos e etéreos, que a pobre humanidade desconhece.
Marchai, marchai, pelos caminhos da prece, e ouvires a voz dos anjos! Que harmonia! Não são mais os ruídos confusos e as vozes gritantes da terra. São as liras dos arcanjos, as vozes doces e meigas dos serafins, mais leves que a brisa da manhã, quando brincam nas ramagens dos vossos arvoredos. Com que alegria então marchais! Vossa linguagem terrena não poderá exprimir jamais essa ventura, que vos impregna por todos os poros. Tão viva e refrescante é a fonte que bebemos através da prece! Doces vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e respira, quando se lança, pela prece, a essas esferas desconhecidas e habitadas! São divinas todas as aspirações, quando livres dos desejos carnais. Vós também, com o Cristo, orai, carregando a vossa cruz para o Gólgota, para o vosso calvário. Levai-a, e sentireis as doces emoções que lhe passavam pela alma, embora carregasse o madeiro infamante. Sim, porque Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial, na morada do Pai!
































COMO O ESPIRITISMO DEFINE A OBSESSÃO.

A obsessão é a ação persistente de um mau espirito sobre uma pessoa. Apresenta características muito diversas, desde a simples influência de ordem moral, sem sinais exteriores perceptíveis, até a completa perturbação do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas.
Na mediunidade psicográfica, ou de escrever, revela-se pela obstinação de um espírito em se manifestar exclusivamente, sem permitir que outros o façam. Os maus espíritos pululam ao redor da terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos que a humanidade suporte neste mundo. A obsessão como as doenças, e como todas as atribulações da vida, deve ser considerada, pois como uma prova ou uma expiação, e aceita nessa condição.
Assim como as doenças o resultado das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau espírito. A única causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral, é necessário opor uma força moral. Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma. Disso resulta que o obsedado precisa trabalhar pela sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas. Esse socorro se torna necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade própria e o seu livre-arbítrio.
A obsessão é quase sempre a ação vingativa de um espírito, e na maioria das vezes tem sua origem nas relações do obsedado com o obsessor, em existência anterior.
Nos casos de obsessão grave, o obsedado está como envolvido e impregnado por um fluído pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É necessário livrá-lo desse fluido.
Mas um mau fluido não pode ser repelido por outro da mesma espécie. Por uma ação semelhante a que o médium curador exerce nos casos de doença, é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluído melhor, que produz, decerto modo, o efeito de um reagente. Essa é a que podemos chamar de ação mecânica, mas não é suficiente. Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será a autoridade.
E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o espirito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas, com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse da sua educação moral. Então, pode-se ter a dupla satisfação de libertar um encarnado e converter um espírito imperfeito.
A tarefa se torna mais fácil, quando o obsedado, compreendendo a sua situação, oferece o concurso da sua vontade e das suas preces. Dá-se o contrário quando, seduzido pelo espírito embusteiro, ele se mantém iludido quanto as qualidades da entidade que o domina, e se compraz nas suas mistificações, porque então, em vez de ajudar, ele mesmo repele qualquer assistência. É o caso da fascinação, sempre infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação contra o espírito obsessor.

1 – Prece (para o obsedado proferir).

- Meu Deus, permiti aos bons espíritos me livrarem do espírito malfazejo que se ligou a mim. Se é uma vingança que ele pretende exercer, em conseqüência dos males que eu lhe teria feito outrora, vós o permitistes, meu Deus, e eu sofro por minha própria culpa. Possa o meu arrependimento me fazer merecedor do vosso perdão e da mas liberdade! Mas, seja qual for o motivo, suplico a vossa misericórdia para ele. Facilitai-lhe, Senhor, a senda do progresso, de que se desviou pelo pensamento de fazer o mal. Possa eu, de meu lado, retribuindo-lhe o mal com o bem, encaminhá-lo a melhores sentimentos.
Mas sei também, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam acessível às influências dos espíritos imperfeitos. Dai-me a luz necessária para as reconhecer; e afastai sobretudo o meu orgulho, que me torna cego para os meus defeitos. Como deve ser grande a minha indignidade, para que um ser malfazejo me possa dominar! Fazei, ó meu Deus, que este golpe desferido na minha vaidade me sirva de lição para o futuro, que ele me fortaleça na decisão de me depurar pela prática do bem, da caridade e da humildade, a fim de que possa opor, daqui por diante, uma barreira ao ataque das más influências. Senhor, dai-me a força de suportar esta prova com paciência e resignação! Compreendo que, como todas as demais provas, ela deve contribuir para o meu adiantamento, se eu não comprometer os seus resultados, com as minhas lamentações, pois ela me oferece uma oportunidade de demonstrar a minha submissão, e de praticar a caridade para com um irmão infeliz, perdoando-lhe o mal que me tenha feito.


2 – Prece (pelo espírito obsessor)

- Deus, infinitamente bom, suplico a vossa misericórdia para o espírito que obseda a mim! Fazei que ele perceba as divinas claridades, a fim de que reconheça a falsidade do caminho que está seguindo. Bons espíritos, ajudai-me a fazê-lo compreender que ele tem tudo a perder na prática do mal, e tudo a ganhar na prática do bem!
Espírito que vos comprazei em atormentar a mim ouvi-me, pois, que vos faço em nome de Deus! Se quiserdes refletir, compreendereis que o mal não pode levar o bem, e que não podeis ser mais forte do que Deus e os bons espíritos, que poderão preservar a mim de qualquer atentado de vossa parte. Se não o fizeram, foi porque eu tinha uma prova a sofrer. Mas quando essa prova terminar, eles vos impedirão de agir sobre mim.
O mal que me tiverdes feito, em vez de prejudicar-me, terá servido para o meu adiantamento, tornando-me mais feliz. Assim, a vossa maldade terá sido em vão, mas tornará fatalmente contra vós.
Deus, que é Todo-Poderoso, e os espíritos superiores, seus servidores, que são mais poderosos do que vós, poderão então por um fim a essa obsessão, quando quiserem, e a vossa tenacidade se quebrará contra essa autoridade suprema. Mas por ser bom, quer Deus vos deixar o mérito de interrompê-la pela vossa própria vontade. É uma concessão que vos faz, e se não a aproveitardes, tereis de sofrer deploráveis conseqüências, pois, grandes castigos e duros sofrimentos vos esperam. Sereis forçado a implorar a sua piedade e as preces da vossa vítima, que já vos perdoou e ora por vós, o que é um grande mérito aos olhos de Deus e apressará a sua libertação. refleti, pois, enquanto é tempo, porque a justiça de Deus pesará sobre vós, como sobre todos os espíritos rebeldes. Lembrai-vos de que o mal que fazeis neste momento terá forçosamente um fim, enquanto que, se persistirdes no vosso endurecimento, os vossos sofrimentos aumentarão sem cessar.
Ao lado disso, vede o que perdeis: observai os bons espíritos que vos cercam e dizei se a sua sorte não é preferível a vossa. A felicidade que desfrutam será também vossa, quando o quiserdes. O que é necessário para tanto? Implorar a Deus o seu auxílio, e fazer o bem em vez de fazer o mal. Bem sei que não podeis transformar-vos de um momento para outro; mas Deus não quer o impossível; o que deseja é apenas a boa vontade. tentai, portanto, e nós vos ajudaremos. Fazei que bem logo possamos dizer em vosso favor a prece pelos espíritos sem arrependimento, e não mais vos classificar entre os maus espíritos, enquanto esperamos o momento de vos encontrar entre os bons.

sábado, 3 de novembro de 2007

Orações Gerais

VENTURA DA PRECE.
(Por Santo Agostinho)

Vinde, todos vós que desejais crer: acorrem os espíritos celestes, e vem anunciar-vos grandes coisas! Deus, meus filhos, abre os Seus tesouros, para vos distribuir os Seus benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis como a fé beneficia o coração, e leva a alma ao arrependimento e à prece! A prece. Ah, como são tocantes as palavras que se desprendem dos lábios na hora da prece! Porque a prece é o orvalho divino, que suaviza o excessivo calor das paixões. Filha predileta da fé, leva-nos ao caminho que conduz a Deus. no recolhimento e na solidão. Encontrai-vos como Deus; e para vós o mistério se desfaz, porque se revela. Apóstolos do pensamento, a verdadeira vida se abre para nós! Vossa alma se liberta da matéria e se lança pelos infinitos e etéreos, que a pobre humanidade desconhece.
Marchai, marchai, pelos caminhos da prece, e ouvires a voz dos anjos! Que harmonia! Não são mais os ruídos confusos e as vozes gritantes da terra. São as liras dos arcanjos, as vozes doces e meigas dos serafins, mais leves que a brisa da manhã, quando brincam nas ramagens dos vossos arvoredos. Com que alegria então marchais! Vossa linguagem terrena não poderá exprimir jamais essa ventura, que vos impregna por todos os poros. Tão viva e refrescante é a fonte que bebemos através da prece! Doces vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e respira, quando se lança, pela prece, a essas esferas desconhecidas e habitadas! São divinas todas as aspirações, quando livres dos desejos carnais. Vós também, com o Cristo, orai, carregando a vossa cruz para o Gólgota, para o vosso calvário. Levai-a, e sentireis as doces emoções que lhe passavam pela alma, embora carregasse o madeiro infamante. Sim, porque Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial, na morada do Pai!





PAI NOSSO
(Meditado)

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome!

Meditação:

Cremos em Vós, Senhor, porque tudo nos revela o Vosso poder e a Vossa bondade. A harmonia do universo e a prova de uma sabedoria, de uma prudência, e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas.
O nome de um ser soberanamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da Criação, desde a relva humilde e do menor inseto, até os astros que se movem no espaço. Por toda parte, vemos a prova de uma solicitude paterna! Cego, pois, é aquele que não Vos glorifica nas Vossas obras, orgulhoso aquele que não Vos louva, e ingrato aquele que não Vos rende graças.

Venha a nós o Vosso Reino!

Senhor, destes aos homens leis plenas de sabedoria, que os fariam felizes, se eles as observassem. Com essas leis, poderiam estabelecer a paz e a justiça, e poderiam ajudar-se mutuamente. Em vezes de mutuamente se prejudicarem, como o fazem. O forte ampararia o fraco, em vez de esmagá-lo. Evitados seriam os males que nascem dos abusos e dos excessos de toda espécie. Todas as misérias deste mundo decorrem da violação das vossas leis, porque não há uma única infração que não traça suas conseqüências fatais.
Destes ao animal o instinto que lhe traça os limites do necessário, e ele naturalmente se conforma com isso. Mas, ao homem, além do instinto, destes a inteligência e a razão. E lhe destes ainda a liberdade de observar ou violar aqueles das vossas leis que pessoalmente lhe concernem, ou seja, a faculdade de escolher entre o bem e o mal, para que ele tenha o mérito e a responsabilidade dos seus atos.
Ninguém pode pretextar ignorância das vossas leis, porque, na vossa paternal providência, quiseste que elas fossem gravadas na consciência de cada um, sem nenhuma distinção de cultos ou de nacionalidade. Assim, aqueles que a violam, é porque vos desprezam.
Chegará o dia em que, segundo a vossa promessa, todos a praticarão. Então a incredulidade terá desaparecido, todos vos reconhecerão como o soberano Senhor de todas as coisas, e o primado de vossas leis estabelecerá o vosso Reino na Terra.
Dignai-vos, Senhor, de apressar o seu advento, dando aos homens a luz necessária para se conduzirem no caminho da liberdade.

Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu!

Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do interior para com o superior, quanto maior não será a da criatura para o seu Criador! Fazer a vossa vontade Senhor, é observar as vossas leis e submeter-se sem lamentações aos vossos desígnios divinos. O homem se tornará submisso aos vossos desígnios divinos. O homem se tornará submisso, quando compreender que Deus é a fonte de toda sabedoria, e que sem vós Ele nada pode. Fará então a vossa vontade na terra, como os efeitos a fazer no céu.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje!

Dai-nos o alimento necessário à manutenção das forças físicas, e dai-nos também o alimento espiritual, para o desenvolvimento do nosso espírito.
O animal encontra a sua pastagem, mas o homem deve o seu alimento à sua própria atividade e aos recursos de sua inteligência, porque o criaste livre.
Vós lhe dissestes: “amassarão o teu pão com o suor do teu rosto” e com isso fizeste do trabalho uma obrigação, que o leva a exercitar a sua inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e atender ao seu bem-estar: uns pelo trabalho material, outros pelo trabalho intelectual. Sem o trabalho, ele permaneceria estacionário e não poderia aspirar a felicidade dos espíritos superiores.
Assistis ao homem de boa vontade, que em vós confia para o necessário, minha não aquele que se compraz na ociosidade e gostaria de tudo obter sem esforço, nem ao que busca o supérfluo.
Quantos há que sucumbem por sua própria culpa, pela sua incúria, pela sua imprevidência ou pela sua ambição, por não terem querido contentar-se com que lhe destes! São esses os artífices do próprio infortúnio, e não têm o direito de queixar-se, pois são punidos naquilo mesmo em que pecaram. Mas mesmo a eles não abandonais, porque sois infinitamente misericordioso, e lhes estendeis a mão providencial, desde que, como filho pródigo, retornem sinceramente para vós.
Antes de nos lamentarmos de nossa sorte, perguntamos se ela é a nossa própria obra, a cada desgraça que nos atinja, verifiquemos se não poderíamos tê-la evitado, repitamos a nós mesmos que Deus nos deu a inteligência para sairmos do atoleiro, e que de nós depende aplicá-la bem.
Desde que a lei do trabalho condiciona a vida do homem na terra, dai-nos a coragem e a força de cumpri-la, dai-nos também a prudência e a moderação, a fim de não pormos a perder os seus frutos.
Dai-nos pois, Senhor, o pão nosso de cada dia, ou seja, os meios de adquirir pelo trabalho as coisas necessárias, pois ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se estivermos impossibilitados de trabalhar, que confiemos na vossa providência.
Se estiver nos vossos desígnios provar-nos com as mais duras privações, não obstante os nossos esforços, aceitamo-lo como uma justa expiação das faltas que tivermos podido cometer nesta vida ou numa anterior, porque sabemos que sois justo, e que não há penas imerecidas, pois jamais castigais sem causa.
Preservai-nos, ó Senhor, de conceber a inveja contra os que possuem aquilo que não temos, ou mesmo contra os que dispõem de supérfluo, quando nos fales o necessário. Perdoai-lhes se esquecerem a lei de caridade e de amor ao próximo, que lhes ensinastes.
Afastai ainda de nosso espirito a idéia de negar a vossa justiça, ao ver a prosperidade do mal e a infelicidade que abate às vezes o homem de bem. Pois já sabemos, graças às novas luzes que ainda nos destes, que a vossa justiça sempre se cumpre e não faz exceção de ninguém, que a prosperidade material do maldoso é tão efêmera como a sua existência corporal, acarretando-lhe terríveis revezes, enquanto será eterno júbilo daquele que sofre com resignação.

Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa que vos fazemos, e uma dívida contraída, que cedo ou tarde, teremos de pagar. Solicitamos a vossa infinita misericórdia a sua remissão, sob a promessa de empregarmos os nossos esforços em não contrair outras.
Fizestes da caridade para todos nós, uma lei expressa, mas a caridade não consiste unicamente em assistirmos os nossos semelhantes nas suas necessidades, pois consiste ainda no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a vossa indulgência, se faltarmos com ela para aqueles de que nos queixamos?
Dai-nos, Senhor, a força de sufocar em nosso íntimo todo ressentimento. Todo ódio e todo rancor. Fazei que a morte não nos surpreenda com nenhum desejo de vingança no coração. Se vos aprouver retirar-nos hoje mesmo deste mundo, fazei que possamos nos apresentar a vós inteiramente limpos de animosidade, a exemplo do Cristo, cujas últimas palavras foram em favor dos seus algozes.
As perseguições que os maus nos fazem sofrer são parte das nossas provas terrenas: devemos aceitá-las sem murmurar, como todas as outras provas, sem maldizer os que, com as suas perversidades, nos abrem o caminho da felicidade eterna, pois vós nos dissestes, nas palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que nos fere e nos humilha, porque as mortificações do corpo nos fortalecem a alma, e seremos levantados da nossa humildade.”
Bendito seja o vosso nome, Senhor, por nos haverdes ensinado que a nossa sorte não está irrevogavelmente fixada após a morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgate e reparar as nossas falhas passadas, e de realizar numa nova vida aquilo que nesta não pudemos fazer, para o nosso adiantamento.
Assim se explicam, enfim, todas as aparentes anomalias da vida: a luz é lançada sobre o nosso passado e nosso futuro, com um sinal resplendente da vossa soberana justiça e da vossa infinita bondade.

Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus espíritos, que tentarão desviar-nos da senda dobem, inspirando-nos maus pensamentos.
Mas nós somos, nós mesmos, espíritos imperfeitos, encarnados na terra para expiar nossas faltas e nos melhorarmos. A causa do mal está em nós próprios, e os maus espíritos apenas se aproveitam de nossas tendências viciosas, nas quais nos entretêm, para nos tentarem.
Cada imperfeição é uma porta aberta às suas influências, enquanto eles são impotentes e renunciar a qualquer tentativa contra os seres perfeitos. Tudo o que possamos fazer para afastá-los será inútil, se não lhes opusermos uma vontade inquebrantável na prática do bem, com absoluta renúncia ao mal. É, pois, contra nós mesmos que devemos dirigir os nossos esforços, e então os maus espíritos se afastarão naturalmente, porque o mal é o que os atrai, enquanto o bem os repele.
Senhor, amparai-nos em nossa fraqueza, inspirai-nos, pela voz dos nossos anjos guardiães e dos bons espíritos, a vontade de corrigirmos as nossas imperfeições, a fim de fecharmos a nossa alma ao acesso dos espíritos impuros.
O mal não é, portanto, vossa obra, Senhor, porque a fonte de todo o bem não pode engendrar nenhum mal. Somos nós mesmos que o criamos, ao infringir as vossas leis, e pelo mau uso que fazemos da liberdade que nos concedestes. Quando os homens observarem as vossas leis, o mal desaparecerá da terra, como já desapareceu dos mundos mais adiantados.
Não existe para ninguém a fatalidade do mal, que só parece irresistível para aqueles que nele se comprazem. Se temos vontade de fazê-lo, também poderemos ter a de fazer o bem. E é por isso, ó Senhor, que solicitamos a vossa assistência e a dos bons espíritos, para resistirmos a tentação.

Assim Seja!

Que vos apraza, Senhor, a realização dos nossos desejos! Inclinamo-nos, porém, diante da vossa infinita sabedoria. em todas as coisas que não nos é dado compreender, que sejam feitas segundo a vossa vontade e não segundo a nossa, porque vós só quereis o nossa bem, e sabeis melhor do que nós o que nos convém.
Nós vos dirigimos esta prece, Senhor, por nós mesmos, mas também por todas as criaturas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, por nossos amigos e por nossos inimigos, por todos os que reclamam a nossa assistência, e em particular por fulano.
Suplicamos para todos a vossa misericórdia e a vossa bênção.
(nota: aqui podem ser feitos os agradecimentos a Deus pelas Graças concedidas, e formulados os pedidos que se queiram, para si mesmo e para os outros).







ORAÇÕES:

Pela Manhã:

Primeira =

Agradeço a Ti, meu Pai do céu, por Jesus Cristo, Teu Filho Amado, que me protegeste nesta noite de tudo que é mau e perigoso. Peço-Te que minha defendas também hoje de pecados e de tudo que é ruim, para que a minha alma e tudo o que faço Te agradem. Entrego a mim, ao meu corpo e minha alma e tudo em Tuas mãos. Teu Santo Anjo esteja a meu lado, para que o inimigo mau não se apodere de mim. Amém.

Segunda =

Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te força, sabedoria, paz. Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor; ser paciente, compreensivo, justo, equilibrado; quero ver, além das aparências, Teus filhos, como Tu os vê, e assim só ver o bem em cada um. Cerra-me os ouvidos e toda calúnia, guarda minha língua de toda maldade. Que só de concórdia viva o meu espírito. Seja eu tão bom e alegre que quantos se achegarem a mim sintam Tua presença. Reveste-me interiormente de Tua beleza, Senhor, e no decurso deste dia eu Te revele a todos. Amém.


Pela Noite:
Primeira =

Meu Pai Celeste, graças Te dou, por Jesus Cristo, Teu Amado Filho, por me haveres protegido neste dia. peço-Te que me perdoes todos os meus pecados e o mal que cometi e me protejas por Tua Graça nesta noite. Em Tuas mãos me entrego, de corpo e alma, bem como todas as coisas. Esteja comigo o Teu Santo Anjo, para que o inimigo maligno, não tenha nenhum poder sobre mim. Amém.
Segunda =

Obrigado, Senhor, por tudo o que consegui fazer hoje. Para minha comunidade para quem trabalhei, pelos amigos que me deste. Dá gosto, Senhor, trabalhar Contigo na construção de uma humanidade mais feliz e de um mundo mais humano. No entanto, Senhor, Te peço perdão por aquilo que poderia Ter feito e não fiz. Poderia Ter dado e exigido um pouco mais de mim. Amanhã, porém, terei uma nova oportunidade. Farei aquilo que estiver dentro de minhas possibilidades.
Espero encontrar-Te novamente amanhã, fortalecido com Tua Graça, para realizar os propósitos que hoje renovo na Tua presença. Amém.

Terceira =

Boa noite, meu Pai, venho Te agradecer, mais um dia vivi, vivi por Teu amor.
Boa noite, meu Pai, fala o meu coração. Se eu falhei neste dia, peço o Teu perdão.
Meu Senhor, meu Pai, meu amigo vim agradecer esse dia que tive com amor para viver como irmão.
Se eu não fui perfeito, Senhor, modifica o meu coração. Para estar sempre ao Teu serviço e do meu irmão... Boa noite meu Pai!
Boa noite, meu Pai, um Teu filho Te diz: me unindo a Ti, serei mais feliz.
Boa noite, meu Pai, vim aqui Te pedir.
Não deixe que me esqueça um momento de Ti.
Meu Senhor, meu Pai, meu amigo, já vou descansar e em Ti deposito a esperança de um dia melhor.
Que amanhã possa te servir mais, com amor e compreensão e fazer por Ti tudo aquilo que ainda não fiz... Boa noite, meu Pai!


Ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa, ilumina. Amém.


Oração a São José

São José, Tu foste a árvore abençoada por Deus, não para dar frutos, mas para dar sombra; sombra protetora de Maria, Tua esposa; sombra de Jesus, que Te chamou de pai e ao qual Tu Te entregaste totalmente; Tua vida, feita de trabalho e de silêncio, me ensina a ser eficaz em todas as situações; me ensina, acima de tudo, a esperar na obscuridade firme na fé; sete dores e sete alegrias resumem Tua existência: foram as alegrias de Cristo e de Maria, expressão da Tua dedicação sem limites. Que Teu exemplo me acompanhe em todos os momentos: florescer onde a vontade do Pai me colocou; saber esperar, entregar-me sem reservas, até que a tristeza e a alegria dos outros sejam minha própria tristeza e minha própria alegria. Amém.


Obrigado, Senhor!

Senhor Deus, Pai do céu, todo dia recebemos de Ti, tudo o que é bom em grande quantidade. Diariamente nos proteges com misericórdia de tudo que é mau. Deixa-nos reconhecer tudo isso por intermédio de Teu Espírito, de todo o coração e na verdadeira fé, para que Te agradeçamos agora e sempre, por Tua grande bondade e misericórdia e Te louvemos por Jesus Cristo, Teu Filho, Nosso Senhor. Amém.





Abençoa e Protege-me Senhor!

Primeira =

Deus Pai, dá-nos em Tua Graça aquilo que pertence ao corpo e à Tua vida. Tu, Filho de Deus, livra-nos do pecado, sê misericordioso conosco e dá-nos Teu Espírito. Deus Espírito Santo, cura e nos consola, dá-nos força para resistir a todo mal e dá-nos, enfim, a vitória e a ressurreição da morte. Amém.

Segunda =

Querido Deus, Tu és meu Deus e Salvador. Liberta-me e livra-me de toda a injustiça da qual Tua palavra me acusa. Pequei contra Ti. Desobedeci a Teu mandamento.
Mas Tu, querido Senhor, perdoaste meu pecado. Encheste meu coração de confiança, para que me fosses misericordioso.
Por isso eu Te peço: permite que toda a comunidade a qual prejudiquei com meu comportamento, reconheça que me inocentaste de toda a minha culpa, para que também ela perdoe o meu pecado. Permite que nisso tudo a Tua palavra não seja estornada. Amém.


Protege-me Na Angústia, Senhor!

Primeira =

Deus, nenhum ser humano e, também, nenhuma outra criatura podem me ajudar ou consolar. Tão grande é minha miséria. Não é meu corpo que me preocupa, não é, absolutamente, nada de todos os bens passageiros de nossa vida. Por isso, somente Tu, que És Deus, podes me ajudar a ter dó de mim. Sem a Tua misericórdia tudo me parece terrível e doloroso. Por isso, peço por Tua misericórdia. Não imploro pela pequena misericórdia, a qual dedicas a mim em questões passageiras e em necessidade material. Suplico-Te, porém, por Tua grande misericórdia, que tenha compaixão da necessidade de minha alma. Amém.

Segunda =

Pai, estou em grande tentação. Não permitas que seja por isso enganado e desnorteado, não fique inseguro nem seja derrubado. Miséria e desgraça me humilham e afligem. Gostaria de livrar-me disso. Tu disseste: pedi e recebereis. Levando em consideração esta Tua palavra, humildemente, venho e peço. Amém.


Que A Fé Traga Frutos, Senhor.

Primeira =

Querido Deus, o que faço agora, quero fazer em nome de Jesus e na obediência que Te devo. Também quero fazê-lo com alegria. Mesmo que fracasse em muitas coisas e que o diabo me aperte, que mal me faria isso? Tua palavra me consola, pois ela me ensina que tudo o que faço ou sofro tem bom resultado. Meu Deus, agrada-Te de tudo e fica comigo com Tua Graça. Amém.

Segunda =

Cristo, querido Senhor e Mestre, revelaste a nós o correto significado de Tua palavra. Permite que a entendamos sempre melhor. Fortalece-nos através de Tua palavra e ajuda para que também vivamos e atuemos de acordo. A Ti seja louvor e gratidão com o Pai e o Espírito Santo para sempre e nos dê a força e sabedoria para fazer o que Te agrada. Amém.





Protege A Tua Igreja, Senhor.

Primeira =

Todo-Poderoso, Eterno, Misericordioso Pai, Pai de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, vemos e sentimos como está Tua Igreja nessa vida, qual a sua situação e como é atormentada de várias formas pelo diabo e pelo mundo. Por isso nós Te pedimos, pelo amor de Teu Filho: consola e conforta e fortalece nossos corações através de Teu Espírito Santo, para que não sejamos vencidos por tantos e tão grandes perigos. Impede os planos e atentados de teus inimigos; sim, mostra, declara e prova a todo mundo, por intermédio do Teu auxílio fiel e maravilhoso, que Te preocupas com Tua Igreja, que a governas, proteges, sustenta e salvas. Pois Tu vives e governas, um Deus Eterno, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, de eternidade. Amém.

Segunda =

Querido Deus, permite que aceitemos com gratidão Tua preciosa palavra. Concede que, pela Graça de Teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, reconheçamos Tua palavra sempre melhor e confiemos nela sempre mais. Mantém-nos firmes até o fim na confissão à Tua palavra salvadora. Amém.


Dá-nos Teu Corpo e Teu Sangue, Senhor!

Primeira =

Senhor Jesus Cristo, eu, uma pessoa indigna, desejo receber agora Teu corpo e Teu sangue. Não permitas que venha a se tornar juízo e condenação para mim, mas, segundo a Tua misericórdia, proteção e medicamento. Foi isso que me prometeste e assim me mandaste crer, Tu, que vives e Reinas com Deus, o Pai na unidade do Espírito Santo, para sempre. Amém.

Segunda =

Senhor, é verdade que não sou digno que entres em minha casa. No entanto, passo por necessidade e preciso de Tua ajuda e Graça para que possa viver diante de Ti. Não confio em mais ninguém. Acabo de ouvir as palavras que me deixam alegre: convidas também a mim à Tua mesa eme prometes, por teu corpo e sangue, perdoar todos os pecados, quando comer e beber esse sacramento. Amém, querido Senhor, Tua palavra é verdadeira. Disso eu não tenho dúvida. Confiante em Tua palavra, como e bebo Contigo. Que Tuas palavras se realizem para mim. Amém.


Ensina-nos A Viver No Batismo, Senhor!

Senhor, Santo Pai, Todo-Poderoso, Eterno Deus, de Ti vem, em verdade, toda a luz. Abençoa Teu filho... Ilumina-o com a luz de Teu conhecimento. Purifica e santifica-o para que se torne digno de receber a Graça de Teu batismo. Dá-lhe esperança, bom conselho e correta compreensão de Teu Evangelho, para que seja preparado receber e preservar a graça de Teu batismo, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.


Oração Para Antes Das Refeições.

Senhor, que nos dá a alegria de estar à volta desta mesa; reúne-nos todos, um dia, no banquete do céu. Abençoa, Senhor, esta mesa e todos aqueles que a prepararam, e ajuda-nos também a repartir o nosso pão com aqueles que não o tem.


Oração Para Depois Das Refeições

Senhor, coloco-me diante de Ti em atitude de oração. Sei que Tu me vês, obrigado pelos Teus dons; obrigado por este alimento que nos permite melhor te servir em cada um de nossos irmãos.


Oração do Enfêrmo

Senhor, coloco-me diante de Ti em atitude de oração. Sei que Tu me vês, que Tu me penetras, me ouves. Sei que estou em Ti e que Tua força está em mim. Olha para este meu corpo marcado pelo sofrimento e triturado pela enfermidade. Tu sabes, Senhor, quanto me custa sofrer. Sei que Tu não Te comprazes com o sofrimento de Teus filhos.


Oração No Desânimo.

Meu Deus, a Ti eu clamo: Dentro de mim há trevas, mas em Ti encontro a luz. Estou sozinho, mas Tu não me abandonas. Estou desanimado, mas em Ti encontro auxílio. Estou inquieto, mas em Ti encontro a paz. Dentre de mim há amargura, mas em Ti encontro paciência. Não compreendo Teus planos, mas Tu conheces o meu caminho.


Oração Para Antes E Depois Do Trabalho.

Inspira nossas ações, Senhor, e acompanha-as com Teu auxílio, para que qualquer das nossas atividades tenha sempre em Ti o seu início e o seu cumprimento. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.




Oração Para Antes De Ler A Bíblia.

Meu Senhor e meu Pai! Envia Teu Espírito Santo para que eu compreenda e acolha Tua Santa Palavra! Que eu Te conheça e Te faça servir, Te louve e Te faça louvor por todas as criaturas. Faze, ó Pai, que pela leitura da palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na Graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.


Oração Para Iniciar Uma Reunião.

Senhor, aqui estamos reunidos em Teu nome, desejosos de construir Teu Reino. Que o Espírito Santo, que enviaste aos nossos corações e mantém viva Tua presença em nós, nos ensine o que devemos refletir e os passos que devemos dar, para que, fortalecidos com Tua Graça, possamos realizar Teus desígnios. Sê Tu, Espírito Santo, o inspirador do nosso discernimento.
Ensina-nos a escutar os outros, a nos deixar iluminar por Suas luzes. Ensina-nos a propor e não impor e faze que busquemos sempre a verdade. Livra-nos da cegueira de quem acredita Ter razão, dos favoritísmos, de toda acepção de pessoas e da auto-suficiência. Une-nos a Ti para que nunca nos afastemos da verdade. Amém.


Oração Para Final de Reunião.

Senhor, nós te damos graças por este encontro no qual compartilhamos nossas alegrias e esperanças, ilusões e desilusões, projetos e dificuldades. Nós Te damos graças também por Tua bondade e Tua presença entre nós. Faze que cresça entre nós o Espírito Santo fraterno, tenhamos um só coração e uma só alma e sejamos uma comunidade. Amém.


Invocação Do Espírito Santo.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor.
- Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
- E Renovareis a face da Terra.
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo, fazei com que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos de Sua Consolação. Por Cristo Senhor, Nosso Senhor, aumentai a nossa fé e fazei brilhar em nossos corações a Luz do Espírito Santo. Amém.


Oração De São Francisco.

Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre;
Fazei que procure mais consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido, amar que ser
amado;
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é
perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém.






Oração agradecendo: “Como É Bom Ter Família.”

É no campo da vida que se esconde um tesouro.
Vale mais do que ouro, mais que a prata que brilha.
É presente de Deus, é o céu já aqui em vida,
O amor mora ali e chama família.
Até mesmo o céu desejou ser família,
Para que a família desejasse ser céu.
Nela se faz a paz no ouvir, no falar.
E na arte da amar o amargor, vira mel.
“Como é bom Ter a minha família, como é bom!”
Vale a pena vender tudo o mais para poder comprar.
Esse campo que esconde um tesouro, que é puro Dom.
É meu ouro, meu céu, minha paz, minha vida, meu lar.
Na família a mentira não se dá com a verdade,
e a felicidade sabe o peso da cruz,
porque lá há amor, há renúncia, e perdão,
há também oração e o chefe é Jesus.
Surgem falsos brilhantes enganando a família,
tão sutil armadilha de um doce sabor.
A riqueza maior é Deus a presença
na saúde, na doença, na alegria e na dor.
Ó, Senhor, por mais numerosa que ela seja,
Esteja sempre presente entre nós;
Assim todos os membros estarão reunidos.
Amém.


ORAÇÃO DOS 12 PASSOS.

Oh, Senhor! Venho diante de Ti suplicar humildade para admitir que sou impotente perante o álcool e confessar, Senhor, que perdi o domínio sobre a minha vida. Rogo-Te Senhor para devolver-me à sanidade há muito perdida. Conduz minha vontade hoje e sempre, Senhor, e dá-me coragem para colocar minha vida em Tuas mãos. Fazei-me Senhor compreendê-Lo segundo meu entendimento. Ilumine os meus passos, Senhor, para que eu possa transformar o meu orgulho em amor próprio; minha avareza em segurança, minha preguiça em descanso, minha luxúria em energia vital. Dai-me força, Senhor, para que eu aplaque minha ira, e que transforme minha gula em necessidade de alimento. Não deixe que eu sucumba diante da inveja. Permita-me, Senhor que eu enxergue além das minhas falhas e possa fazer delas instrumento para meu aprendizado. Remova, Senhor, os defeitos do meu caráter. Que eu possa reparar todo o mal que pratiquei sem prejudicar a quem quer que seja. E que a partir de hoje, Senhor, eu possa admitir meus erros sem me sentir culpado. Que eu leve esta mensagem, Senhor, a todos aqueles que assim como eu sofreram por não conseguir se entregar a Ti.
























ORAÇÕES PESSOAIS. (Espíritas)

Aos espíritos.

1 – Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus pensamentos, e fazei que eu não dê aceso a nenhum dos maus espíritos que tentariam induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderiam impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu anjo guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, espíritos protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.


2 – Meu Deus, permiti que os bons espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade; que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.


3 – Espíritos amados, anjos guardiães, vós a quem Deus, na sua infinita misericórdia, permite velarem, pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devotado, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias. E vós, meu anjo bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me.


Para Afastar Maus Espíritos.

1 – Em nome de Deus Todo-Poderoso, que os maus espíritos se afastem de mim, e que os bons me defendam deles! Espíritos malfazejos, que inspirais maus pensamentos aos homens; espíritos zombeteiros, que zombais da sua credulidade, eu vos repito com todas as minhas forças e fecho os meus ouvidos às vossas sugestões, mas peço para vós a misericórdia de Deus.
bons espíritos, que me assistis, dai-me a força de resistir à influência dos maus espíritos, e as luzes necessárias para não cair nas suas tramas. Preservai-me do orgulho e da presunção, afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência, e todos os sentimentos contrários à caridade, que são outras tantas portas abertas aos espíritos maus.


Para Corrigir Um Defeito.

Vós me destes, meu Deus, a inteligência necessária para distinguir o bem do mal. Assim, ao reconhecer que uma coisa é má, sou culpado de não me esforçar para resistir à sua tentação. Preservai-me do orgulho, que poderá me impedir de perceber os meus defeitos, e dos maus espíritos, que poderiam me incitar a perseverar neles. Entre as minhas imperfeições, reconheço que sou particularmente inclinado a..., e se não resisto ao seu arrastamento, é por causa do hábito que adquiri de ceder-lhe. Vós não criastes culpado, porque sois justo, mas com igual aptidão para o bem e o mal. Se preferi o mau caminho, foi em virtude de meu livre-arbítrio. Mas, pela mesma razão que tive a liberdade ao fazer o mal, tenho também a de fazer o bem, e portanto a de mudar o caminho.
Meus defeitos atuais são o resto das imperfeições que trouxe de minhas existências precedentes. São, pois, o meu pecado original, de que posso livrar-me pela minha vontade, com a assistência dos bons espíritos. Protegei-me, portanto, espíritos bondosos; sobretudo vós, meu anjo guardião, dando-me a força de resistir às más sugestões e de sair vitorioso da luta. Os defeitos são a barreira que nos separam de Deus, e cada defeito superado é um passo que damos para nos aproximarmos dele. Ó Senhor, na sua infinita misericórdia, houve por bem conceder-me a existência atual, para que sirva ao meu adiantamento. Bons espíritos, ajudai-me a aproveitá-la, a fim de que ela não se torne perdida para mim. E quando aprouver ao Senhor me retirar dela, que eu possa sair melhor do que entrei.


Para Resistir A Uma Tentação.

Deus Todo-Poderoso, não me deixe sucumbir à tentação de cair no erro! Espíritos benevolentes que me protegeis, desviai de mim este mau pensamento, e dai-me a força de resistir à sugestão do mal. Se eu sucumbir, merecerei a expiação da minha falha nesta mesma existência e em outra, porque sou livre para escolher.


Graças Por Uma Vitoria Sobre A Tentação.

Meu Deus, eu vos agradeço por me haverdes permitido sair vitorioso da luta que tive de sustentar contra o mal. Fazei que esta vitória me dê a força de resistir a novas tentações. E vós, meu anjo guardião, recebei o meu agradecimento pela assistência que me destes. Que a minha submissão aos vossos conselhos me faça merecer novamente a vossa proteção.




Para Pedir Um Conselho.

1 – Em nome de Deus Todo-Poderoso, vós, bons espíritos que me protegeis, inspirai-me a melhor decisão a tomar, na incerteza em que me encontro. Dirigi o meu pensamento para o bem, e desviai a influência dos que tentam enganar-me.


2 – Deus Todo-Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-vos ouvir favoravelmente o pedido que vos faço neste momento. Se for inconveniente o meu pedido, perdoai-me; e se for justo e útil aos vossos olhos, que os bons espíritos, executores de vossos desígnios venham ajudar-me na sua realização. Como quer que seja, meu Deus, seja feita a vossa vontade. Se os meus desejos não forem atendidos, é que desejais experimentar-me, e submeto-me sem murmurar. Fazei que eu não me desanime de maneira alguma, e que nem a minha fé, nem a minha resignação sejam abaladas.


Graças Por Um Favor Obtido.

Deus infinitamente bom, humildemente agradeço os benefícios que me concedestes. Eu seria indigno de vossa bondade, se os atribuísse ao acaso ou aos meus próprios méritos. Bons espíritos, que executastes os desígnios de Deus, e vós sobretudo, meu anjo guardião, aceitai o meu agradecimento. Afastai de mim a idéia de orgulhar-me, e de aplicar o que recebi em qualquer sentido que não seja o bem. Agradeço-vos particularmente....(citar o benefício)


Submissão e Resignação.

1 – Meu Deus, soberana é a vossa justiça: todo sofrimento neste mundo, portanto, deve ter uma causa justa e a sua utilidade. Aceito a aflição que estou provando (ou que acabo de provar) como uma expiação para as minhas faltas passadas e uma prova com vistas ao futuro. Bons espíritos que me protegem, dai-me a força de a suportar sem murmurar (ou de a lembrar sem queixa); fazei que eu a encare como uma advertência providencial; que ela enriqueça a minha experiência; que abata o meu orgulho e diminua a minha ambição, a minha tola vaidade e o meu egoísmo; que contribua, enfim, para o seu adiantamento.


2 – Sinto, meu Deus, a necessidade de orar para vos pedir as forças necessárias a suportar as provas que me enviastes. Permiti que a luz se faça em meu espirito, com a devida intensidade, para que eu possa apreciar toda a extensão de um amor que me aflige porque me quer salvar! Submeto-me com resignação, ó meu Deus, ai de mim! É tão frágil a criatura humana que, se não me sustentardes, poderei sucumbir! Não me abandoneis, Senhor, pois sem o vosso amparo eu nada posso!


3 – Elevei o meu olhar para ti, ó eterno, e me senti fortalecido. Porque és a minha força, e te peço, meu deus, que não me abandones! Estou esmagado ao peso das minhas iniqüidades! Ajuda-me, pois conhecer a fraqueza de minha carne! Não afastes de mim o teu olhar! Estou devorado por uma sede ardente. Faze brotar a fonte de água viva, que me dessedentará! Que meus lábios só se abram para te louvar, e não para reclamar das aflições da vida. Sou fraco, Senhor, mas o teu amor me sustentará. Ó eterno, só tu és grande, só tu és a razão e o fim da minha vida! Seja bendito o teu nome, quando me feres, pois tu és o Senhor e eu o servo infiel. Curvarei a fronte sem uma queixa, porque só tu és grande, só tu és o alvo das nossas vidas!






Diante de Um Perigo.

Deus Todo-Poderoso, e vós, meu anjo guardião, socorrei-me! Se devo sucumbir, que faça a vontade de Deus! se for salvo, que possa reparar o mal praticado e do qual me arrependo!


Ao Escapar de um Perigo.

Meu Deus, e vós, meu anjo guardião, agradeço-vos o socorro que me destes no perigo que me ameaçou. Que esse perigo seja uma advertência para mim, e que me esclareça sobre os motivos que o atraíram para a minha vida. Compreendo, Senhor, que ela está em vossas mãos, e que podeis retirá-la quando quiserdes. Inspirai-me, através dos bons espíritos que me assistem, a idéia de bem empregar o tempo que me concedeste, neste mundo! Meu anjo guardião, sustentai-me na decisão de corrigir os meus erros e fazer todo o bem que estiver ao meu alcance, a fim de chegar ao mundo dos espíritos com menos imperfeições, quando aprouver a Deus me chamar!


No Momento de Dormir.

Minha alma vai encontrar-se por um instante com os outros espíritos. Que venham os bons ajudar-me com os seus conselhos. Meu anjo guardião, fazei que ao acordar eu possa conservar uma impressão durável e benéfica desse encontro!


Prece Pelos Outros.

Meu Deus de infinita bondade, dignai-vos abrandar a amargura da situação de fulano, se assim for da vossa vontade! bons espíritos, em nome de Deus Todo-Poderoso eu vos peço assistência para as suas aflições. Se, no seu próprio benefício, elas não podem ser diminuídas, fazei-lhe compreender que elas são necessárias ao seu adiantamento. dai-lhe a confiança em Deus e no futuro, que as tornará menos amargas. Dai-lhe também a força de não sucumbir ao desespero, o que lhe faria perder os benefícios e tornaria a substituição futura ainda mais penosa. Revertei o meu pensamento para ele, e que assim eu possa ajudá-lo a sustentar a coragem necessária.


Graças por Benefícios Concedido A Outro.

Senhor, agradeço-vos a felicidade concedida a fulano. Bons espíritos, fazei que ele veja nesse benefício uma conseqüência da bondade de Deus. se o bem lhe é dado constitui uma prova, inspirai-lhe o pensamento de bem empregá-lo e de não se envaidecer para não transformá-lo em prejuízo futuro. Vós, meu bom espírito, que me protegeis e desejais a minha felicidade, afastai-me de mim qualquer sentimento de inveja ou de ciúme.


Ato de Caridade.

“Meu Deus, eu vos amo de todo o meu coração e sobre todas as coisas porque sois infinitamente bom e digno de todo o amor. Quero antes morrer que vos ofender. Por vosso amor, amo ao meu próximo como a mim mesmo, perdôo aos que me tiverem feito mal e peço perdão a todos a quem tiver ofendido”


Ato de Contrição.

“Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas e porque assim vos ter ofendido; pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o céu e merecido o inferno; mas propondo firmemente, ajudado com os auxílios de vossa divina Graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, espero alcançar o perdão de minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém!”


Ato de Esperança.

“Espero, ó meu Deus, com firme confiança que, pelos merecimentos de Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as Graças para consegui-las, porque nós, sumamente bom e poderoso, já o prometestes aos que observarem fielmente os vossos mandamentos como o proponho fazer com o vosso auxílio.”


Ato de Fé.

“Meu Deus, creio firmemente que sois um só Deus em, três pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo. Creio que o vosso Filho se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar e que ao terceiro dia ressurgiu dos mortos e ainda virá para julgar a todos, e que dará o céu aos bons e o inferno aos maus , para sempre.”


Oração de Auto-Estima e Agradecimento.

“Eu e Deus somos uma só unidade Todo-Poderosa, por isso estou em paz e irradio paz para todas as pessoas. Perdôo a mim mesmo de coração e irradio perdão e boa vontade para todas as pessoas. O poder infinito, que está em mim me envolve no seu amor, e envolve a tudo e a todos, por isso o mundo é bom e transmite bondade, boa vontade, harmonia e fraternidade. Desejo todas as bênçãos para a minha família e eles são protegidos pela inteligência infinita. Isso é bom. Estou alegre e perfeitamente bem fisicamente e mentalmente. A cada manhã acordo radiante, contemplando em mim as belezas da vida. A cada dia sinto-me melhor e melhor em todos os sentidos. Assim é e assim será. Tudo se fará conforme a minha crença. Que bom! Muito obrigado.”


Oração Contra Traumas e Choques do Passado.

“Eu sou filho de Deus perfeito, estou em, absoluta harmonia com Deus, com o universo e comigo mesmo, - “com convicção” – todos os acontecimentos passados são degraus da minha subida para o progresso para a felicidade, para o amor verdadeiro, para a saúde completa, para a abundância total. Sou guiado e protegido divinamente. Agora vivo em paz e tranqüilo e o meu futuro será a colheita abundante de todas essas boas coisas que agora estou semeando na mente. Daqui para frente só me acontecem coisas boas, porque a luz divina ilumina todos os meus caminhos. Amém!”


Oração Agradecendo Uma Cura.

“Muito obrigado, Senhor pela cura. Muito obrigado porque tu me ouviste. Tu sempre ouves com bondade e amor a todo aquele que acredita no teu poder. Sei que a tua palavra realizou em mim a perfeição, por isso sou uma pessoa sadia, curada, perfeita, alegre e bem-sucedida. Meu corpo, minha mente e meu coração agora estão em harmonia. Estou em paz, feliz e agradecido. Pelo milagre da palavra, tudo aconteceu em mim, conforme a minha crença. Estou curado. Alcancei o que tanto desejei. Muito obrigado. Amém!”


Lembrai-vos.

“Lembrai-vos, oh, piíssima Virgem Maria que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorando a vossa assistência e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois eu com igual confiança, a vós, oh Virgem, entre todas singular, como a mãe recorro, de vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, oh mãe do verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém!”